Que venham os protestos! Quem os jovens tomem as ruas e exijam mudanças. Que xinguem os governantes, mesmo aqueles que nós, os mais velhos, tanto lutamos para eleger. Que façam loucuras! Que sonhem!
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Foi maior do que todo mundo esperava. As manifestações de ontem deixaram a classe política perplexa, a mídia em estado de choque e a sociedade em geral com um brilho nos olhos. Nenhum partido, sindicato ou movimento social saiu lucrando. Testemunhamos aqui um grandioso ensaio do que vimos na Espanha, com os “indignados”, ou talvez algo ainda maior.
Estou em Brasília e abordei alguns jovens, que voltavam do Congresso. Eles disseram que as demandas eram várias. São contra o Estatuto do Nascituro e contra as PECs 33 e 37. Informaram que o movimento era apartidário e que houve vaias sempre que alguém levantava uma bandeira. Neste momento, os próprios jovens se dividiram e dois deles disseram, citando São Paulo, que não viam nada de mais em haver participação de militantes partidários com suas bandeiras.
Acompanhei as manifestações no Rio, através dos relatos de amigos e pela TV. De noite, discuti com meus amigos de Brasília sobre o significado de tudo isso. A gente chegou a um consenso que o dia representou um momento de ruptura histórica. Para o bem ou para o mal. A presidente Dilma e o governo federal agora terão de se mexer. Leia a história completa »