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Análise das eleições em São Paulo

Enviado por on 06/06/2012 – 1:00 pm 25 comentários

As novidades da eleição paulista são o apoio do PR ao Serra e a decisão, finalmente, do PSB de integrar a chapa de Haddad. O presidente estadual do PSB no estado, Marcio França, deixou o governo Alckmin, liberando a legenda para apoiar o PT na capital. O PT, por sua vez, fez a vontade de Eduardo Campos, presidente nacional dos socialistas, e tirou João da Costa, desafeto de Campos, da disputa para a prefeitura de Recife, impondo como candidato o senador petista Humberto Costa.

Com isso, o tempo dos principais candidatos à prefeitura paulistana deverá ficar assim:



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25 Comentários »

  • elsonfidofilo@hotmail.com disse:

    O Serra já bateu no teto, não tem mais para onde crescer. Além disso, sua cria Kassab já está queimada, quem é que vai querer um prefeito alienado da realidade de sua cidade, um elemento que jogou os paulistanos aos leões em troca de um projeto pessoal? Somente a mídia, que dá apoio à políticos desprovidos de senso comum!

  • Helena Vargas disse:

    PSDB exibe propaganda em que Aécio fala de ‘ética’ e racha diante das dúvidas sobre Perillo

    Josias de Souza

    O PSDB atravessa uma quadra paradoxal. Exibe na tevê inserções publicitárias em que seu presidenciável, Aécio Neves, fala de um “sonho”. O sonho “de que a política possa, um dia, ser o espaço da ética.” Simultaneamente, o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, desponta nos telejornais do horário nobre como protagonista de um pesadelo.

    A falta de conexão entre propaganda e noticiário leva incômodo ao tucanato. Antes unido na defesa de Perillo, o PSDB dividiu-se. Uma parte acha que a legenda deve proteger o governador goiano dos ataques do PT na base do vai ou racha. Outra ala, minoritária, acredita que a biografia de Perillo, já rachada, não vale o sacrifício.

    A divisão manifesta-se, por ora, apenas em privado. Mas integrantes do grupo dos insatisfeitos começam a manifestar o desejo de explicitar suas opiniões às claras. Em conversa com o blog, uma das vozes desse bloco explicou o que se passa. Disse que se formou no PSDB um consenso.

    Avalia-se internamente que a suspeita de infiltração de Carlinhos Cachoeira na administração de Perillo já comprometeu o plano do governador de disputar a reeleição em 2014. Se é assim, por que deveríamos nos associar incondicionalmente a um caso perdido?, pergunta-se o tucano.

    O grande receio do pedaço do partido que olha de esguelha para Perillo é o de que o PSDB saia do Cachoeiragate mais ensopado do que o DEM. Recorda-se que o parceiro de oposição livrou-se de Demóstenes Torres no alvorecer do escândalo. Ouvido, um dirigente do ninho contra-argumentou: os indícios que pesam contra Perillo ainda não autorizam a equiparação com Demóstenes.

    A turma do contra não digere essa tese. Olha ao redor e conclui: do ponto de vista político, Perillo tornou-se, sim, uma espécie de Demóstenes. Por quê? Suas explicações já não são levadas a sério. Teme-se que a tática da proteção a qualquer custo converta em pó o núcleo do discurso do PSDB contra o PT. Um discurso que se escora na tese segundo a qual Lula e o alto comando do petismo “passam a mão na cabeça” dos réus do mensalão, contemporizando com os transgressores.

    Ao empurrar o PT para dentro da CPI, um dos objetivos de Lula era justamente o de silenciar as cornetas do mensalão num instante em que o STF prepara-se para julgar o processo. Na origem do escândalo, em 2005, Perillo irritara Lula ao propalar a informação de que o avisara sobre a contaminação monetária de sua base congressual. Algo que pôs em dúvida o lero-lero do “eu não sabia”.

    O tucano que falou ao repórter insistiu: a forma mais adequada de responder ao Lula seria o PSDB se diferenciar dele. Não devemos e não podemos tapar o Sol com a peneira, disse. Em seguida, repisou: o DEM foi implacável com Demóstenes. E nós ainda não definimos nem o que fazer com o Leréia. Refere-se ao deputado do PSDB de Goiás Carlos Alberto Leréia, um membro do ‘Clube Nextel’ pilhado nos grampos da Polícia Federal em diálogos vadios com Cachoeira.

    Nesse contexto, as dúvidas relacionadas à venda de uma casa de Perillo, adensadas nesta terça (5), compõem o cenário como mero detalhe. É parte de um pano de fundo que, tomado em seu conjunto, leva a um cenário radioativo.

    Inclui, por exemplo: o aparelhamento da polícia goiana, posta a serviço da jogatina ilegal de Cachoeira; a chefe de gabinete do governador, afastada depois de soar nos grampos; a entrega de postos estratégicos como o Detran-GO a prepostos do contraventor; o jornalista que diz ter recebido de empresa fantasma de Cachoeira a remuneração por serviços prestados à campanha de Perillo; e um enorme etc..

    Convocado, Perillo falará à CPI na próxima terça-feira (12). Será crivado de indagações ácidas. O PT dispõe até de um roteiro com dados de extraídos do papelório recebido da PF e do Ministério Público. No dia seguinte, 13, irá ao banco da CPI o governador petista de Brasília, Agnelo Queiroz. O tucanato arma-se para ir à forra.

    O PT acredita que, na comparação, Perillo sairá mais chamuscado que Agnelo. Admite-se que os autos da Operação Monte Carlo revelam que Cachoeira tramava ocupar também a administração de Brasília. Porém, a PF teria estourado a quadrilha numa fase em que o contraventor chegara apenas aos arredores de Agnelo. Nessa versão, o esquema ruiu antes que Cachoeira desse o definitivo bote.

    Seja como for, um pedaço do PSDB não parece satisfeito com a ideia de travar nas manchetes uma batalha do tipo sujos versos mal lavados. O problema é que os tucanos, à moda dos intelectuais, costumam entregar-se a um estranho fenômeno: a lamentação depois do fato. Vem daí que, a despeito do incômodo crescente, ainda não surgiu um bico com coragem suficiente para grasnar sob holofotes.

    Na propaganda institucional que começou a ser veiculada no último final de semana, Aécio declara: “Com coragem para enfrentar os problemas, com transparência e cuidado com cada centavo do dinheiro público, é possível, sim, mudar de verdade a vida das pessoas. Nós do PSDB acreditamos muito nisso. E você?”

    A peça promocional compõe um pacote de 40 inserções nacionais que o PSDB decidiu regionalizar. Aécio está sendo levado ao ar em vários Estados. Ao cotejar o “sonho” da propaganda com o pesadelo que vem de Goiás, o eleitor fica tentado a responder ao presidenciável: ‘Não acredito muito nisso.’

  • Gerson Todd disse:

    Outra notícia pertinente:

    O pesadelo do DEM não acaba: agora é Cesar Maia

    DEPOIS DE SEU MAIOR EXPOENTE NO SENADO, DEMÓSTENES TORRES, CAIR EM DESGRAÇA POR AMIZADE COM CARLINHOS CACHOEIRA E O PRESIDENTE NACIONAL DO PARTIDO, AGRIPINO MAIA, SE ENROLAR EM ESCÂNDALO DE INSPEÇÃO VEICULAR NO RIO GRANDE DO NORTE, EX-PREFEITO DO RIO PERDE DIREITOS POLÍTICOS POR 5 ANOS
    06 de Junho de 2012 às 17:43

    Brasil 247

    247 – O pesadelo do Democratas não tem fim. Depois de perder seu grande expoente no Senado e ver seu presidente nacional enrolado com esquema de corrupção na inspeção veicular do Rio Grande do Norte, o partido levou mais uma bordoada. O ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia foi condenado ontem (5) à perda dos direitos políticos por cinco anos, em processo na Justiça do Rio de Janeiro.

    A ação que desembocou na condenação foi proposta pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro e questionava um contrato feito em 2004 pela Rio-Urbe, uma autarquia municipal, e a Studio G Construtora Ltda para a construção da Igreja de São Jorge, na Zona Oeste da cidade. À época, a obra, que custou R$ 149.432,40, foi considerada ilícita pelo Ministério Público.

    Além dos direitos políticos suspensos, Cesar Maia e outros três réus foram condenados a ressarcir os cofres públicos com o valor da obra. Ainda cabe recurso à decisão. O ex-prefeito disse ao site G1 que vai recorrer da decisão, apesar de ainda não conhecer seu teor. “Sequer sei do que se trata. Mas, como é na primeira instância, o recurso esclarecerá tudo. Aliás, como tem sido”, disse Cesar Maia.

  • Gerson Todd disse:

    Lula não respeita nenhuma lei… Pobre Brasil…

    POLÍTICA
    Lula elogia Eduardo Paes, que antecipa a campanha no Rio
    Cassio Bruno, Globo

    Já em clima de campanha eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez vários elogios ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, pré-candidato à reeleição pelo PMDB, na manhã desta quarta-feira (6), durante a inauguração da Transoeste, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio.

    Além de Lula e Paes, o palanque contou com a presença do governador Sérgio Cabral, do senador Lindberg Farias, e do pré-candidato a vice-prefeito na chapa de Paes, o vereador Adilson Pires, do PT.

    - Em 2008, eu cheguei ao aeroporto da base aérea de Santa Cruz, e o governador Sérgio Cabral pediu para que eu apoiasse o Paes para ser prefeito do Rio. Confesso que, por eu não conhecê-lo, eu tinha dúvidas. Mas fui convencido por Cabral a apostar nesta figura (Paes). Hoje eu posso dizer para vocês que valeu a pena pedir votos para Eduardo Paes. Posso te dizer, Eduardo, que, em 2012, eu tenho muito mais convicção – discursou Lula, sendo aplaudido por uma plateia formada por trabalhadores da obra, moradores da região e cabos eleitorais de vereadores e deputados.

    No fim do discurso, Lula puxou Eduardo Paes pelas mãos, o abraçou, e disse:

    - É com muito orgulho que eu posso dizer ao povo do Rio de Janeiro: um dia, eu tive coragem de ir para a televisão e pedir votos para este moço. Posso dizer que valeu a pena os votos que vocês deram a ele.

    Antes do ex-presidente, Paes também fez discurso. Na ocasião, ele enalteceu uma série de realizações da sua administração. E agradeceu a população da Zona Oeste os votos que recebeu nas eleições de 2008.

  • Helena Vargas disse:

    Miguelito, parece que a novela finalmente vai acabar.

    06/06/2012 – 18h54
    Supremo marca julgamento do mensalão para o dia 1º de agosto
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    DO VALOR, EM BRASÍLIA

    Atualizado às 19h09.

    O STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para o dia 1º de agosto o início do julgamento do mensalão. A data foi definida em reunião administrativa entre os ministros nesta quarta-feira.

    A proposta de começar o julgamento no dia 1º de agosto foi feita pelo decano do STF, ministro Celso de Mello. Ele ressalvou que a confirmação dessa data depende da liberação do processo pelo ministro revisor da ação, Ricardo Lewandowski.

    Lewandowski não estava presente na reunião que definiu o início do julgamento. Ele teve de se ausentar por motivo de viagem. Por meio de sua assessoria, o ministro informou que vai liberar o caso para julgamento ainda neste mês. Ainda segunda a assessoria, Lewandowiski concordou com a data de início do julgamento.

    Segundo a proposta de Celso de Mello, o STF vai fazer sessões diárias de julgamento a partir do dia 1º de agosto exclusivamente para o mensalão.

    Entre o dia 1º até o dia 14, as sessões serão dedicadas à leitura do relatório e às sustentações dos advogados de defesa e da acusação, que será representada pelo Ministério Público.

    A partir do dia 15, o tribunal deve começar a proferir os votos.

    Celso de Mello explicou que, assim que os ministros começarem a votar, o que deve acontecer no dia 15, as sessões serão realizadas às segundas, quartas e quintas-feiras.

    O cronograma foi aprovado por unanimidade pelos ministros do STF presentes à sessão administrativa. Dos 11 integrantes do STF, apenas Lewandowski e José Antonio Dias Toffoli não participaram da sessão.

  • Helena Vargas disse:

    A “antecipação” das campanhas, por Marcos Coimbra
    Enviado por luisnassif, qua, 06/06/2012 – 09:00
    Do Correio Braziliense

    A “Antecipação” das Campanhas

    Por Marcos Coimbra

    Semana passada, esta coluna tratou dos prazos de campanha, um aspecto controverso de nossa legislação eleitoral. Em tela, o caso de São Paulo.

    Este ano, dois dos principais candidatos à prefeitura da cidade já receberam punição por fazer “propaganda antecipada”. José Serra e Gabriel Chalita – e os diretórios estaduais do PSDB e do PMDB – foram condenados a pagar multa de R$ 5.000,00.

    Face ao que se gasta para fazer política no Brasil, uma ninharia. Mas relevante no plano simbólico.

    A discussão foi a respeito do uso promocional dos horários que a Justiça Eleitoral reserva – a cada semestre – aos partidos.

    Nos termos da legislação, esses só podem ser usados para três finalidades: a “difusão dos programas partidários”, a “transmissão de mensagens aos filiados” e a “divulgação da posição dos partidos em relação a temas político-administrativos”.

    A lei veda, especificamente, que neles se faça a “divulgação de candidatos a cargos eletivos”. (Não deixa de ser curioso que a proíba na mesma frase em que veta a “defesa de interesses pessoais ou de outros partidos”. É como se nossos legisladores entendessem que mostrar seus candidatos é tão condenável quanto defender causas privadas ou extra-partidárias.)

    Não foi – a rigor -, portanto, por “propaganda antecipada” que Serra, Chalita e seus partidos mereceram castigo. Sofreram a sanção por mau uso do tempo – e não por fazê-lo naquele momento.

    Como disse, em seu despacho, o juiz que multou Serra: o tucano fizera “propaganda dissimulada”, aproveitando-se do horário partidário para se promover. É isso que a lei não permite, independentemente de quando.

    Outra coisa é a “propaganda antecipada”, também reprimida por nossa legislação.

    Ao contrário do que pensam alguns – entre os quais muitos comentaristas, que deviam conhecê-la melhor – a lei não coíbe os pronunciamentos políticos antes da eleição.

    Seria absurdo se o fizesse.

    Ela autoriza, nominalmente, “a participação de filiados a partidos políticos e pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos (…)”. O que não permite é “o pedido de votos”. (E requer das emissoras tratamento isonômico para todos os candidatos.)

    Ou seja: as lideranças e os candidatos não estão proibidos de se apresentar, discutir a eleição e revelar propostas. O que não podem, antes do início oficial da campanha, é solicitar, explicitamente, o voto – mesmo porque só há candidaturas efetivas depois das convenções.

    A fronteira entre a discussão política – autorizada – e o pedido de votos – reprimido – não é clara. Quando, por exemplo, uma liderança afirma que considera melhor o candidato de seu partido, comete crime? Deveria ser punido por “propaganda eleitoral antecipada”?

    Quando Lula foi ao programa do Ratinho e afirmou que achava que “São Paulo precisa de um prefeito que tenha o mesmo entusiasmo que Fernando Haddad mostrou quando era ministro da Educação”, cometeu um crime?

    A julgar pela crítica quase unânime que recebeu de nossa “grande imprensa”, pareceria que sim. E dos mais graves.

    Não há, no entanto, nenhuma diferença fundamental entre o que fez Lula e o que fizeram Serra e seus simpatizantes quando a candidatura do tucano foi lançada. Ele mesmo esteve na televisão, para dar longas entrevistas, falando como candidato. Os amigos – agindo legitimamente – ressaltaram suas qualidades e sublinharam que a cidade precisava de alguém como ele.

    Mas talvez haja uma distinção. Lula falou para o “povão”, em um programa popular, conversando com um apresentador popular. Os defensores de Serra preferiram os jornais – especialmente os “grandes” – e os talk shows de fim de noite.

    Ninguém vê crime em declarações desse teor à “grande imprensa” – e não há mesmo.

    Por que haveria quando elas são feitas na televisão popular?

  • Helena Vargas disse:

    Mídia tentou evitar CPI para poupar Perillo do que se vê
    Posted by eduguim on 06/06/12 • Categorized as Análise

    Por Eduardo Guimarães, no blog Cidadania

    Quando Willian Bonner aparece na telinha lá pelas oito e meia da noite, durante o Jornal Nacional, fico prestando atenção em suas expressões faciais. Por mais que seja hábil em disfarçar o que pensa ao dar uma notícia, para mim ele é um livro aberto.

    Contentamento e contrariedade, medo e arrogância, clareza ou dissimulação podem ser medidos se você sabe que aquela notícia que está sendo dada é verdadeira ou não ou se sabe qual é a posição de quem noticia este ou aquele assunto.

    Analisando como se comportam as expressões de alguém conforme o que pensa sobre o que diz, você passa a conhecer a pessoa. Willian Bonner, para este blogueiro, é um livro aberto…

    Exemplo: foi instrutivo ver o âncora do Jornal Nacional relatar a intervenção federal no Banco Cruzeiro do Sul sem citar que a instituição, ora acusada de fraude, pertence à família do ex-candidato a vice-presidente na chapa de José Serra em 2010, Índio da Costa.

    Vi a expressão de Bonner quando mentiu – ou omitiu, o que dá no mesmo. Este é apenas um exemplo da técnica que uso para “conhecer” aqueles que precisam de vigilância. Com base nas expressões faciais em situações de mentira, omissão ou sinceridade, você aprende sobre a pessoa.

    Nos últimos dias, as expressões desse e de outros âncoras de telejornais que diuturnamente tratam de tentar manipular o público, demonstram desalento. O que os desalenta é a CPI do Cachoeira, que já começa a chegar ao ponto em que a mídia e a oposição tanto temiam.

    A mídia tentou impedir a abertura da CPI. Fez ameaças, previu que se voltaria contra o PT, esgrimiu com a tese absurda de que oposição não pode ser investigada por CPI porque esta é “instrumento da minoria”, o que, se fosse verdade, tornaria essa minoria inimputável.

    Instalada a CPI, Globo, Folha, Veja, Estadão e assemelhados desandaram a decretar que terminaria “em pizza”, que haveria acordo entre tucanos e petistas porque os dois lados estariam igualmente envolvidos. E, supremo caradurismo, equiparou Agnelo Queiroz e Sergio Cabral a Marconi Perillo.

    Colunistas do PIG como Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhêde, Merval Pereira e Ricardo Noblat chegaram a dizer que havia mais indícios contra Agnelo e Cabral do que contra Perillo, que, simultaneamente, diziam um inocente alvejado pelo “desejo de vingança” maligno de Lula.

    O que se vê, agora, é muito diferente do que a media “previu”. Até o momento, a CPI não se voltou contra seus autores – que a mídia chegou a negar que eram os governistas, apesar da teoria da “vingança”. Pelo contrário, o que vai ficando claro é que o esquema Cachoeira era, essencialmente, demo-tucano.

    Não foi preciso usar informações de fontes sobre a Operação Monte Carlo, apesar de existirem, para concluir que Carlos Cachoeira integrava a máquina denuncista da mídia contra Lula, PT e aliados. Para comprovar, basta analisar as informações que passava à revista Veja.

    Durante os oito anos de Lula e o primeiro ano de Dilma, as denúncias de Cachoeira à Veja tiveram um só foco: o governo do PT e seus aliados. Ora, como é possível que estes integrassem o esquema do bicheiro se ele vivia fazendo denúncia contra governistas?

    É tão simples, é tão lógico que chega a ser constrangedor ter que dizer isso. É um truísmo, uma platitude, de tão óbvio.

    O que a lógica mostra, também, é que a mídia sabe muito menos sobre a Operação Monte Carlo do que insinua. Talvez menos do que blogueiros que vinham dizendo o que aconteceria, ou seja, que o desenrolar dos trabalhos faria com que recaíssem sobre a oposição.

    Mas, também, sobre a mídia. Assim como havia informações de que as provas contra Perillo se amontoariam quando a CPI começasse a avançar, também se sabia o que em mais algum tempo ficará mais claro do que já está: Veja e Globo compactuaram com os crimes de Cachoeira em troca de informações que ele levantava contra o governismo.

    E a cumplicidade cachoeiro-demo-tucano-midiática não para por aí. Em troca de informações contra o governo federal, contra o PT e seus aliados, alguns dos meios de comunicação acima citados publicavam matérias contra desafetos do esquema de Cachoeira.

    Você leu neste e em outros blogs que Perillo iria entrar na roda, e entrou. Agora anote aí, leitor: os próximos serão Gilmar Mendes, Veja e Globo. E contra Agnelo e Cabral não verá nada de relevante simplesmente porque estão do outro lado.

    Não se diz, aqui, que o governador de Brasília ou o do Rio de Janeiro são santos. Podem – eu disse, apenas, que podem – ser até dois gangsters, mas no esquema Cachoeira não surgirá nada contra eles. Simplesmente porque o bicheiro trabalhava para a oposição midiática.

  • Jorge Struddel disse:

    Miguel, depois comenta esse texto do Nassif, se puder.

    A luta contra o PIBinho
    Enviado por luisnassif, qua, 06/06/2012 – 08:00
    Coluna Econômica – 06/06/2012

    Ontem houve reunião da equipe econômica com a presidente da República Dilma Rousseff. O objetivo foi um balanço das medidas tomadas até agora e as próximas etapas da luta para impedir que o PIB desabe.

    O ponto central de discussão é a posição férrea do Ministro da Fazenda Guido Mantega e do Secretário do Tesouro Arno Agustin em não abrir nenhuma possibilidade de refresco nas metas de superávit primário.

    Na mesa, havia duas sugestões do ex-Ministro Delfim Netto. Uma, a de permitir a depreciação acelerada de máquinas e equipamentos adquiridos agora. Outra, o de postergar por três meses o pagamento de impostos, permitindo recomposição de capital de giro das empresas.

    A primeira poderia ter efeito direto sobre investimentos. A segunda, nem tanto.

    De qualquer modo, as discussões estão emparedadas pela intransigência de Guido em avançar fora do convencional.

    A luta contra o PIBinho depende de duas frentes relevantes: flexibilização do superávit com medidas eficientes de estímulo ao investimento; agilização no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), cujo ritmo de liberação de recursos tem provocado inclusive críticas internas no governo.

    Não se trata de propor nenhuma imprudência fiscal, mas em um desafogo com data marcada para terminar.

    A imagem que se tem, internamente, é a de um time de futebol com dois volantes, que acaba de levar um gol – o PIBinho do primeiro trimestre – e precisa virar o jogo. Para tanto, necessita de atacantes.

    E aí se esbarra em dois aspectos do estilo Guido. Um, o da dificuldade em ousar – como o governo fez na crise de 2008. Outro, o discurso descolado da realidade, insistindo desde o começo do ano no crescimento de 4,5% do PIB.

    Na época, foi alertado que uma conjugação de fatores não recomendava otimismo. Aliás, uma das normas do discurso econômico é não avançar em prognósticos excessivamente otimistas em relação ao PIB. Pelo contrário, há que se ser otimista na ação, cauteloso na previsão. Sendo conservador, qualquer resultado melhor será comemorado e ajudará a injetar ânimo nos agentes econômicos. Sendo excessivamente otimista, o mesmo resultado provocará frustração.

    Guido tem o hábito de inverter a equação. Precisa ser empurrado para decisões mais ousadas; e contido nas projeções irrealistas.

    Poucos dias antes do PIBinho insistiu nos 4,5%. No dia do PIBinho, veio com a história de crescimento de 4,5% na ponta (isto é, no último trimestre). Internamente, no governo, teme-se inclusive que o PIB possa ficar abaixo de 2%, devido aos problemas climáticos, aos fatores China e Índia e à dificuldade em uma nova rodada de consumo após a rodada inicial do ano passado.

    Há uma estratégia clara delineada:

    Todo estímulo ao investimento.
    Recomposição do mercado de consumo, através de renegociação das dívidas de uma parte dos consumidores, e de paciência com a outra – aguardando o vencimento dos financiamentos tomados na primeira rodada.
    Aproveitar a queda nas cotações de commodities e na economia chinesa para uma intervenção mais vigorosa no mercado cambial.
    Não são plantios para serem colhidos este ano, mas nos próximos anos. Inclusive porque a recomposição da safra agrícola deverá ser outro fator positivo para inverter o PIBinho.

  • Ricardo disse:

    Miguel, a CPI do Cachoeira agora engrenou de vez. Parabéns a você e outros blogueiros pela luta para evitar que ela saísse dos trilhos.

    Abraço!

  • Vania disse:

    Eu entendo o Miguel, ele estuda esse troll como um fenômeno sociológico… Eu também, como psicóloga e estudiosa da relação entre psicologia e politica, me interesso por casos assim.

    Repare que ele vê um mundo completamente binário, um preto e branco radicais.

  • Helena Vargas disse:

    Não sei como o Miguel ainda tem paciência com esses trolls doentes.

  • Francisco de Alcântara disse:

    Pobre Pinguço de 9 dedos.

    Pobre Haddad do Kit Gay ( ele quer que haja aula de Homoafetividade para crianças de 6 anos nas escolas)

    Esses aí nao se elegem nem para guarda noturno de rua, em SP…
    .
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1101089-marta-chama-de-bobagem-especulacao-sobre-saida-do-pt.shtml

    O GATO COMEU SUA LINGUA, MIGUEL?
    NA FALTA DE TER ALGO A DIZER,, É MELHOR DELETAR NÉ?

    NAO ESQUENTA. CADA POST MEU AQUI TEM UM PRINT SCREEN QUE VAI DIRETO PARA AS REDES SOCIAIS, MOSTRANDO O NIVEL DE ARGUMENTAÇAO DA PTRALHADA..HEHEHEHEHEHEEHEHEHEH

    VOU TE DEIXAR FAMOSO….

    ABS…

  • Pepe disse:

    Também mudando o tema. Olha que cara de pau, Miguel.

    De Ilimar Franco / O Globo

    A coluna Panorama Político de Hoje (6) no jornal O Globo.
    Gilmar e o PT

    Reação do ministro Gilmar Mendes (STF) ao documento da assessoria do PT sobre os citados na investigação da PF: “Não é um fato normal. É coisa de canalha, de gangster mesmo. Passar isso (o conteúdo das escutas da PF) para a mídia é coisa de fascistas. Eles (os petistas) estavam extorquindo o Toffoli e o Fux (ministros do STF). Oprimindo os dois. Estou indignado com essa estória de Berlin. Não vamos tratar como normal o que não é normal. Estamos lidando com bandidos”.

  • Helena Vargas disse:

    Miguel, fora do assunto do post:

    A inflação baixou bastante em maio. Viva!

    IPCA de maio fica em 0,36%

    IBGE, 06 de junho de 2012

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do mês de maio apresentou variação de 0,36%, reduzindo-se a pouco mais da metade da taxa de 0,64% registrada no mês de abril. Com este resultado, o acumulado no ano fechou em 2,24%, bem menos do que os 3,71% relativos a igual período de 2011.

    Considerando os últimos doze meses, o índice situou-se em 4,99%, o mais baixo resultado desde setembro de 2010 (4,70%) e inferior aos doze meses imediatamente anteriores (5,10%), mantendo a trajetória decrescente iniciada de setembro para outubro do ano anterior

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