Números negam ruptura PSB X PT
(Ilustração capa: Giotto)
Parabéns à Folha. Neste domingo, o jornal publicou um excelente infográfico com os apoios partidários nas 85 principais cidades brasileiras. Agora sim, é possível ter uma ideia mais equilibrada sobre o suposto “descolamento” entre PSB e PT.
Mais equilibrada, porém ainda incompleta, visto que o Brasil tem mais de cinco mil cidades.
É melhor, de qualquer forma, do que se limitar apenas às capitais. Os jornalões, quando se trata de infográficos, são insuperáveis. Se um dia a imprensa tradicional acabar, nossos jornalões poderão se transformar em produtoras de infográficos para internet.
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A lei brasileira favorece a máfia. Me refiro a esta fábrica de suplentes, que assumem sem terem tido sequer 1 voto, não conhecidos do eleitorado, que democracia é essa? No lugar do Demostenes deveria assumir o segundo mais votado, o Pedro Wilson (PT-GO) e não o Wilder, tão mala quanto o que acabou de ser cassado
O otimismo brasileiro em relação à economia
Enviado por luisnassif, seg, 09/07/2012 – 16:02
Por Demarchi
Da BBC Brasil
Brasileiros são os mais otimistas em pesquisa global sobre rumos da economia
Os brasileiros se mostraram os mais otimistas em uma pesquisa global conduzida em 13 países.
A enquete, encomendada pela Confederação Internacional do Comércio, revelou que 69% da população do Brasil acredita que o país esteja indo na direção certa, enquanto 31% está pessimista quanto aos rumos do país. Nesse quesito, os brasileiros foram seguidos pelos canadenses e pelos sul-africanos.
Os brasileiros também se mostraram os mais positivos ao responder uma pergunta avaliando o desempenho econômico do país: 71% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país é boa ou muito boa.
Realizada sob o viés do estado da economia local e mundial, a pesquisa demonstrou grandes variações na percepção do futuro em países com situações bem diferentes.
Os gregos, que atravessam um momento de grandes sacrifícios por causa da imposição de um conjunto de medidas de austeridade, se mostraram os mais pessimistas da enquete: 91% dos entrevistados acham que o país está indo na direção errada.
As entrevistas foram conduzidas em Grécia, Japão, França, Reino Unido, Estados Unidos, Bélgica, Bulgária, México, Indonésia, África do Sul, Canadá, Alemanha e Brasil.
A Alemanha foi o único país europeu em que a maioria dos entrevistados achou que o país estava indo na direção certa.
A pesquisa, feita pela empresas TNS e Anker Solutions, ouviu cerca de 13 mil pessoas nos 13 países, que representam 20% da população mundial.
O tom geral foi de pessimismo. A pesquisa concluiu que 58% dos participantes disseram que seu país está indo na direção errada; 68% classificam a situação econômica do país em que vivem como ruim e 66% acreditam que num futuro pior para as próximas gerações.
A coleta de dados foi feita entre os dias 10 de abril e 6 de maio deste ano.
As obviedades do jornalismo político
Enviado por luisnassif, seg, 09/07/2012 – 11:45
Por Joca Oeiras
Quando o óbvio se traveste em notícia
Joca Oeiras
Dizer obviedades não é privilégio de ninguém, ou, melhor dizendo, ninguém escapa de dizê-las durante a vida, mesmo os mais sábios e originais pensadores. Mas não posso concordar, em absoluto, que coisas óbvias sejam apresentadas como notícias, mormente na chamada grande imprensa.
Refiro-me ao artigo dos jornalistas de “O Globo” Demétrio Weber e Luiza Damé, postado na madrugada deste domingo (08-07-2012) no Blog do Noblat e intitulado “Muito ‘Brasil’ e pouco ‘PT’ nas palavras de Dilma”.
A dupla de jornalistas, parece brincadeira, se dispôs a analisar todos os discursos da presidenta Dilma para provar, vejam bem, provar, por A mais B, que a Dilma não é o Lula.
Uma pesquisa de Fôlego
Informam os jornalistas que “O Globo analisou as falas públicas de Dilma classificadas como discursos na página oficial da Presidência da República na internet, no período que vai da posse, em 1 de janeiro de 2011, até 29 de junho de 2012”. Eu nada teria contra esta pesquisa não fosse a pífia e, mesmo,absolutamente irrelevante conclusão a que se chegou através dela, a saber, que, em seus discursos oficiais, a Presidenta poucas ou, se quiserem, muito poucas vezes citou a sigla PT ou nominou o Partido dos Trabalhadores tendo, no entanto, falado, muitas vezes, a palavra “Brasil”(sic), que, não por coincidência, é a denominação da Nação que ela preside.
Pergunto ao leitor: em que acrescenta esta notícia, tão trabalhosamente construída? Será que existe nela alguma vontade de dizer que há um divórcio entre o criador e a criatura? Será que, ao realizar a tal “pesquisa”, já não havia a intenção deliberada de “provar” que a Dilma é “mais Brasi”l e o Lula é”mais PT”? No entanto, não há como escapar: os intrépidos jornalistas conseguiram provar, científicamente, que p Lula é o Lula e a Dilma é a Dilma. Foi uma grande descoberta!
Por Ivanisa Teitelroit Martins
há entre os atuais repórteres uma ausência ou uma falta de preparo para a análise política… para fazer jornalismo político… que não se reduz a uma pesquisa de discursos, mas anos de convivência com políticos e com o Congresso. Há mudanças sim que estão ocorrendo por conta da exaustão das alianças governistas. O PSB é um partido que vem demonstrando um crescimento progressivo e o PT teve a chance de deixar sua marca ideológica durante o governo Lula. Novas lideranças estão se consolidando, o resultado das eleições municipais permitirão delinear um novo cenário na política brasileira.