Professores divulgam manifesto pró-Dilma – O Cafezinho

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setembro 2014

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Professores divulgam manifesto pró-Dilma

Escrito por , Postado em Eleições 2014

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Mais um manifesto de categoria, desta vez dos professores, divulga uma carta de apoio à Dilma Rousseff.

A lista dos professores ainda está em formação. Se você é professor e quiser assinar, clique aqui.

Eu reforçaria o argumento de que a presidenta Dilma é o único candidato que representa uma garantia do uso de 75% dos recursos do pré-sal para a educação (outros 25% vão para a saúde).

Destaco alguns trechos do manifesto:

“(…) escondidos sob uma aparente neutralidade, esses grandes grupos midiáticos não hesitam em divulgar apressadamente toda e qualquer notícia ou boato que possa ter impacto negativo sobre o atual governo federal e, ao mesmo tempo, mantêm-se estranhamente evasivos ou nulos na apuração de episódios que envolvem o Governo do Estado de São Paulo, ocupado há mais de 20 anos por um grupo que defende os interesses neoliberais da classe dominante.

(…) Ou alguém duvida de que o resultado das eleições em São Paulo seria outro se houvesse um efetivo esforço para o esclarecimento sobre quem são os responsáveis pelo esquema de corrupção no metrô, pela crise de abastecimento de água ou pelo sucateamento da educação pública paulista?

(…) declarar nosso voto em Dilma é ainda um modo de combater a despolitização da docência, o cerceamento da reflexão, a censura ao questionamento. Mas não só isso: declarar nosso voto e os motivos que nos levam a ele é ainda nossa pequena contribuição na luta por um Brasil mais justo, mais igualitário, mais democrático e com mais acesso à educação. A caminhada é longa, mas estamos trilhando os primeiros passos. É por isso que votamos Dilma.”

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O manifesto está publicado neste blog, criado especialmente para isso.

http://professorescomdilma.blogspot.com.br/

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Porque apoiamos Dilma Rousseff

Professores com Dilma

Os professores que subscrevem esta carta vem a público com o propósito de declarar nosso apoio à campanha pela reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da República. Para além desse motivo mais imediato, subscrevemos esta carta também em defesa da liberdade de informação, da liberdade de opinião e, por consequência, em defesa do acesso a uma educação crítica, madura e, evidentemente, politizada.

Se é verdade que o governo Dilma, dando continuidade ao governo Lula, não enfrentou o grande capital com a voracidade sonhada por outros grupos de esquerda, também não é honesto negar que, de modo inédito na História do Brasil, as gestões do PT conseguiram implementar avanços sociais inquestionáveis. Nesse sentido, a própria resposta raivosa dos setores mais tacanhos de nosso pensamento conservador já é por si um indicador irrefutável do abalo nas estruturas de privilégio, tão arraigadas em nossa sociedade.

A visão mesquinha e repugnante daqueles que defendem vivermos hoje uma “Ditadura das Minorias”, avessos ao contato com “gente diferenciada”, demonstra de modo incontestável que o ódio irracional dos setores mais à vontade com a tradicional exclusão e o atraso resulta do aumento da igualdade e das conquistas sociais promovidas pelo governo. Num país desigual como o nosso, os que se consideram parte da elite, em sua maioria, não foram suficientemente educados para viver em um Brasil onde o outro também deve ter direitos.

Para quem quer o Brasil da desigualdade, é inadmissível que o aumento do poder de compra do salário mínimo tenha amenizado as distâncias no acesso a bens, serviços e espaços sociais – e os tão falados aeroportos tenham se transformado em ambientes muito mais democráticos e representativos de nossa população.

Para quem quer o Brasil do atraso, é inaceitável que o Poder Executivo esteja nas mãos de um grupo que busca reverter os efeitos do racismo institucional. Os abastados deste país, que muitas vezes fingem reconhecer a igualdade genética entre os povos, não se sentem representados por um grupo político que assume os séculos de omissão do Estado como única explicação para que pretos e pardos sejam maioria entre as vítimas da violência, mas minoria nas festas de formatura – compreensão que foi fundamental para o implemento da política de cotas em concursos públicos.

Para quem quer o Brasil da intolerância, é inconcebível que a Presidenta da República defenda abertamente a criminalização da homofobia. Em seu egoísmo, esse grupo não aceita que o poder público insista na retomada de projetos educacionais voltados para a formação de cidadãos e cidadãs com mais preparo para conviver com as diferenças, caso do projeto “Escola sem homofobia”. Os chamados “defensores da família”, que tratam os sentimentos de amor e fraternidade como inferiores aos dogmas cegamente defendidos por grupos fundamentalistas, chegam a levantar-se contra a candidatura de Dilma Rousseff justamente porque seu governo apresentou manifestações de respeito a outras crenças, a outros modos de viver, a outros modos de amar.

Nesta conjuntura de enfrentamento, devemos lembrar ainda que a frequente postura de recusa ao diálogo por parte dos grupos mais reacionários, bem como as manifestações de ódio a tudo que lembre a cor vermelha e seu significado político, não nasceu naturalmente em cada eleitor. Não bastasse nossa longa ditadura militar ter construído meticulosamente o estigma de “subversivo” e “desordeiro” a qualquer pensamento alinhado à democracia, temos hoje um forte aparato midiático voltado para reforçar o estereótipo negativo que se pretende atribuir aos que clamam por mais igualdade de condições e de direitos.

Em favor de seus interesses, a chamada “grande mídia” mostra-se assustadoramente distante do desempenho de seu papel republicano, que seria esclarecer a população sobre a importância do avanço no acesso a direitos. Além disso, escondidos sob uma aparente neutralidade, esses grandes grupos midiáticos não hesitam em divulgar apressadamente toda e qualquer notícia ou boato que possa ter impacto negativo sobre o atual governo federal e, ao mesmo tempo, mantêm-se estranhamente evasivos ou nulos na apuração de episódios que envolvem o Governo do Estado de São Paulo, ocupado há mais de 20 anos por um grupo que defende os interesses neoliberais da classe dominante.

Para a educação do povo brasileiro, o efeito dessa parcialidade é, obviamente, desastroso. Ou alguém duvida de que o resultado das eleições em São Paulo seria outro se houvesse um efetivo esforço para o esclarecimento sobre quem são os responsáveis pelo esquema de corrupção no metrô, pela crise de abastecimento de água ou pelo sucateamento da educação pública paulista?

Fica evidente que, submetidos aos apelos da grande mídia, mesmo entre aqueles que se beneficiam de políticas implementadas pelos governos Lula e Dilma, há os que vêm optando, muitas vezes sem perceber, por candidaturas que representam um retrocesso político e social no Brasil. Como explicar que vários beneficiários de programas como o PROUNI ou o PRONATEC prefiram os arautos da política que conduziu o país, na década de 90, ao desemprego? Como explicar que muitos dos pequenos e médios empresários, beneficiados pela política de fortalecimento do mercado interno, levantem-se com unhas e dentes contra o atual governo? Via de regra, esses eleitores ecoam o discurso das seis famílias que, no Brasil, comandam as grandes mídias jornalísticas e defendem os interesses do dito “mercado”, para quem o bem-estar social jamais será mais importante que o lucro das grandes corporações.

Por fim, não podemos nos esquecer de que, neste cenário de luta e transformação, um dos contragolpes desferidos pelo conservadorismo tem justamente os professores progressistas como alvo. Sob o lema “escola sem partido”, toma-se partido em favor da velha política, para a qual as veleidades do mercado financeiro estão acima do respeito à vida, do combate à miséria e de qualquer valor humanitário. Como se não bastasse a hegemonia que esse discurso encontra nos grandes meios de comunicação, tenta-se calar os pequenos focos que possam levantar a dúvida e a reflexão, condições necessárias para, independentemente da direção adotada, tomar-se uma posição madura e consciente. Dessa maneira, declarar nosso voto em Dilma é ainda um modo de combater a despolitização da docência, o cerceamento da reflexão, a censura ao questionamento. Mas não só isso: declarar nosso voto e os motivos que nos levam a ele é ainda nossa pequena contribuição na luta por um Brasil mais justo, mais igualitário, mais democrático e com mais acesso à educação. A caminhada é longa, mas estamos trilhando os primeiros passos. É por isso que votamos Dilma.

Adilson Fernando Franco Dias da Motta – Professor de Geografia
Adriano Ferreira – Professor de História
Alberto Paiva – Professor de Matemática
Alexander Brilhante Coelho – Professor de Física
André Ferreira Rodrigues (Koloszuk) – Professor de Literatura
Andrea Rodrigues – Professora de Língua Portuguesa, Comunicação Aplicada, Educação Corporativa, Gestão de Conhecimento
Anna Cristina C. M. Figueiredo – Professora de História
Antonio Carlos da Silva (Prof. Toni) – Professor de Geografia
Augusto Monteiro Ozorio – Professor de Geografia
Bruna Maria Atalla – Professora de Língua Portuguesa
Caio Correia Gomes – Professor de Física
Camila Koshiba Gonçalves – Professora de História
Carolinne Mendes – Professora de História
Cecilia Romo Jorquera – Professora de História
Cecília Turatti – Professora de Ciências Sociais
César Augusto Ramos Reigado – Professor de História
Clara Koshiba Gonçalves – Professora de História
Clarice Gil Barreira Camargo – Professora de Língua Portuguesa
Claudio Barros – Professor de Artes
Clenir Bellezi de Oliveira – Professora de Literatura
Cléo Tibiriçá – Professora de Língua Portuguesa e Comunicação
Cybele de Moraes Amaro, Professora de Língua Portuguesa
Daniel Ferreira Gonçalves – Professor de História
Danielle Faria, professora de Língua Portuguesa
Danilo Dacar Danilo Dacar – Professor de Matemática
Decio Ferroni – Professor de Matemática
Eduardo Pereira de Lira Neto – Professor de História
Ewerton Paiva – Professor de Matemática
Fábio Alessandro Baldacci – Professor de Física
Fausto de Oliveira Gomes – Professor de Biologia
Felipe Franco – Professor de Química
Felipe Leal – Professor de Português e Filosofia
Fernanda Vicente – Professora de Português
Fernando Caiafa – Professor de História
Fernando Trindade – Professor de Matemática
Flávia Guia Carnevalli – Professora de História
Flavia Renata Lopes Sanches – Professora de Química e Matemática
Gisele Cova dos Santos Rodrigues – Professora de Biologia
Helen Karla da Silva Catalano – Professora de Língua Portuguesa
Henrique Braga – Professor de Português
João Ivo Fonseca – Professor de História
Joaquim Cavalcante de Alencar – Professor de Direito
José Carlos Gonçalves – Professor de História
José Francisco Bigotto – Professor de Geografia
José Roberto Michelini – Professor de Design Gráfico
Júlia Engler – Professora de Português
Julia Jacomini – Professora de Geografia
Julio Cezar Fetter – Professor de Educação Física
Laerte Fedrigo – Professor de Economia
Leandro Martins – Professor de Geografia
Luiza Guimarães de Moraes – Professora de Língua portuguesa e Literatura
Manoel Paiva – Professor de Matemática
Marcio Pantoja Guapindaia – Professor de Inglês
Marcos de Almeida Prado Pecci – Professor de História da Arte
Marcos Lanner De Moura – Orientador Educacional
Maria Elisa Curti Salomé – Professora de Língua Portuguesa
Marta Gouveia de Oliveira Rovai – Professora de Pesquisa em História
Marta Rovai – Professora de História
Mônica Maria Rodrigues Silva – Professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação
Nabil Sleiman Almeida Ali – Professor de Psicologia do Desenvolvimento Humano, Psicologia Escolar e Psicologia da Saúde
Pablo Candiani – Professor de Ciências Naturais
Patrícia Lacerda – Orientadora Educacional
Plinio Labriola – Professor de História
Priscila Gomes Correa – Professora de Teoria da História
Raquel Pires da Silveira Loureiro – Professor de Português
Rauni Fontana Ferreira – Professor de História
Renata Gonçalves de Andrade – Professora de Gramática e Literatura
Roberta Alves Roberta Alves – Professora de Literatura
Roberto Ravena Vicente – Professor de Sociologia
Robson Santiago – Professor de História
Rogê Carnaval Nascimento – Professor de História
Rogério Carneiro Piccinin – Professor de Geografia
Rosemeire de Oliveira – Professora de Geografia
Saulo Theodoro da Silva Junior – Professor de Química
Sonia De Moraes Achcar – Professora de História
Tábita Araujo – Professora de Língua Inglesa
Tiago de Azevedo Marques Tozzi – Professor de Matemática e Física
Tulio Alexandre Cabral de Oliveira – Professor de Química
Vagner Silva de Oliveira – Professor de Sociologia
Vinicius de Paula – Professor de História
Vinicius Rodrigues “Herrido” – Professor de Física
Wagner Cafagni Borja – Professor de História
Walter Guilherme Schatzer – Professor de Biologia



Miguel do Rosário

Miguel do Rosário

Editor em Cafezinho
Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.
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