Menu

Imposto sobre grandes fortunas seria mordidinha de 1,5%

Pela primeira vez na história, um jornal – a Folha – dá informações realistas sobre o imposto de grandes fortunas. O Globo e a Globo nunca deram. Não é nenhum bicho papão. Todos os países avançados tem. É uma mordidinha de 0,5% a 1,5%, e significaria uma arrecadação de até 10 bilhões de reais/ano, para […]

24 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Pela primeira vez na história, um jornal – a Folha – dá informações realistas sobre o imposto de grandes fortunas.

O Globo e a Globo nunca deram.

Não é nenhum bicho papão.

Todos os países avançados tem. É uma mordidinha de 0,5% a 1,5%, e significaria uma arrecadação de até 10 bilhões de reais/ano, para o Estado brasileiro.

Os poucos países que não tem, como a Inglaterra e EUA, pegam os ricos através de um pesadíssimo imposto sobre as heranças, de 40%.

A matéria da Folha diz que o atual ministro da Fazenda, Levy, acha o imposto sobre grandes fortunas uma medida ineficiente. E que o ministro anterior, Guido Mantega, ao contrário, havia encaminhado uma proposta nesse sentido.

Éramos felizes com Mantega e não sabíamos!

Mas os paneleiros de São Paulo adoram o Levy e xingam o Mantega nos restaurantes italianos.

Xingam o Padilha também.

Pegunta: paneleiros pertencem a raça humana? Se sim, por que eles aplaudem a sonegação das grandes empresas, um crime que roubou 700 bilhões de reais de um ano e meio até hoje, e xingam o ex-ministro da Saúde por causa do Mais Médicos, que leva médicos a 60 milhões de pessoas?

Ah, Brasil! Ah, Brasil!

O tempora! O mores!

Por falar nisso, chegam, do Senado, informações ao blog de que a CPI do Carf, que investiga uma corrupção fiscal de quase 20 bilhões de reais, está avançando. Houve reunião há pouco do presidente (senador Ataídes de Oliveira, PSDB-TO), vice-presidente (senador Donizeti Nogueira, PT-TO) e relatora (Vanessa Grazziotin, PCdoB-AM) da CPI com Frederico Paiva, procurador responsável pela Zelote.

A foto no alto do post é dessa reunião, e mostra, da esquerda para a direita: a senadora Vanessa, o procurador, o vice-presidente da CPI. O homem de chapéu é o presidente da Comissão, o senador Ataídes.

A mesma fonte informa que já houve conversas entre a CPI e a corregedoria do Ministério da Fazenda, que está investigando o caso e também faz parte da força-tarefa que compõe a Zelotes.

A Zelotes é fruto de um trabalho em conjunto da Corregedoria do Ministério da Fazenda, setor de inteligência da Receita, Polícia Federal e Ministério Público.

Abaixo, a matéria da Folha citada no início do post.

*

Saiu na Folha.

Levy barrou taxação de grandes fortunas projetada por Mantega

LEONARDO SOUZA
DO RIO

26/05/2015 02h00

Se fosse aplicado um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) aos 200 mil contribuintes mais ricos do país, como tem defendido a bancada do PT no Congresso, o governo poderia arrecadar até R$ 6 bilhões por ano, segundo estudo feito no Senado a pedido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

O valor é semelhante à economia que o governo pretende obter, por exemplo, com a revisão das normas para a concessão do seguro-desemprego, uma das principais medidas do pacote fiscal.

Segundo a Folha apurou, o IGF, previsto na Constituição de 1988 mas nunca instituído, estava entre as medidas preparadas pela equipe do ex-ministro Guido Mantega (Fazenda) para depois das eleições de 2014. Levy, no entanto, é contra o IGF, por considerá-lo ineficiente.

Diante da forte repercussão negativa da revisão dos direitos trabalhistas e previdenciários, os congressistas do PT passaram a exigir da Fazenda um projeto para taxar o “andar de cima”.

Foi nesse contexto que a senadora Gleisi Hoffmann solicitou o estudo.

De acordo com o trabalho da consultoria do Senado, o tributo tem eficácia controversa. Na Europa ocidental, só Bélgica, Portugal e Reino Unido nunca o adotaram. O Reino Unido, contudo, assim como os EUA, tem uma carga de até 40% sobre heranças.

Na América do Sul, Uruguai, Argentina e Colômbia também contam com o IGF.

O tributo costuma ser adotado a partir de um determinado valor de patrimônio tangível, como imóveis, ações e aplicações financeiras. As alíquotas normalmente variam entre 0,5% e 1,5%. O limite máximo na França é de 1,8%.

Para chegar ao valor de até R$ 6 bilhões, os consultores do Senado se basearam em declarações de IR das pessoas físicas de 2013 e num relatório do banco Credit Suisse sobre a riqueza mundial.

Segundo o Credit Suisse, o 0,2% mais rico da população brasileira, cerca de 221 mil contribuintes, detinham em 2013 mais de US$ 1 milhão, o que corresponderia hoje a pouco mais de R$ 3 milhões.

Se fosse aplicada sobre essa base mínima uma alíquota de 1,5%, chegaria-se a algo próximo a R$ 10 bilhões.

Os técnicos do Senado ressaltaram, porém, que fatores como transferência de recursos para outros países e imóveis declarados abaixo do mercado poderiam diminuir drasticamente esse número.

A pedido da Folha, dois economistas avaliaram os cálculos do Senado e concluíram que o valor de R$ 6 bilhões é factível, apesar da precariedade dos dados disponíveis no Brasil.

O economista José Roberto Afonso, do IBRE/FGV, defende que antes de criar um IGF o governo deveria corrigir distorções nos impostos sobre propriedade, como o ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural) e IPTU. “O governo federal cobra menos ITR que o IPTU pago pelo bairro de Copacabana. Isso é ridículo, e ninguém fala.”

Para o economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, o tributo sobre heranças é mais eficaz que o IGF, por reduzir a distância econômica entre classes das gerações futuras.

Apoie o Cafezinho

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

Mais matérias deste colunista
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

JC

26/05/2015 - 23h05

O texto a seguir faz parte do livro: “Diário de um mago”, de Paulo Coelho. Não tire conclusões apressadas! Eu li este livro porque acredito que os “espertos”, deixam escapar alguma coisa de verdade, em seus livros de magia (bruxaria, feitiçaria, ocultismo etc.). Se você já leu este texto anteriormente vera que eu fiz algumas atualizações!

Pg-21 Quando me dei conta, estávamos na porta da taberna e petrus me convidou para entrar. – Eu pago o vinho – disse ele. – E vamos dormir cedo porque amanha preciso apresenta-lo a um grande bruxo.

Dormi um sono pesado e sem sonhos. Assim que o dia começou a se estender pelas duas únicas ruas da cidadezinha de Roncesvalles, Petrus bateu na porta do meu quarto. Estávamos hospedados no andar superior da taberna, que também servia de hotel.

Tomamos café preto, pão com azeite, e saimos. Uma neblina densa pairava sobre o local. Percebi que Roncesvalles não era exatamente uma cidadezinha, como eu havia pensado a principio; na época das grandes peregrinações pelo caminho, ela fora o mais poderoso mosteiro da região, com interferência direta em territórios que iam ate a fronteira de Navarra.

E ainda guardava estas características: seus poucos prédios faziam parte de um colegiado de religiosos. A única construção de características “leigas” era a taberna onde havíamos nos hospedado.
Caminhamos pela neblina e entramos na igreja colegial.

La dentro, paramentados de branco, vários padres rezavam em conjunto a primeira missa da manha. Percebi que era incapaz de entender uma palavra, pois a missa estava sendo rezada em basco. Petrus sentou-se num dos bancos mais afastados e pediu que eu ficasse do seu lado.

A igreja era imensa, cheia de objetos de arte de valor incalculável. Petrus me explicou baixinho que tinha sido construída com doações de reis e rainhas de Portugal, Espanha, França e Alemanha, num sitio previamente marcado pelo imperador Carlos Magno.

No altar-mor, a virgem de Roncesvalles – toda em prata maciça e com rosto em madeira preciosa – tinha nas mão um ramo de flores feito de pedrarias. O cheiro de incenso, a construção gótica e os padres vestidos de branco, seus cânticos, começaram a me deixar num estado muito semelhante aos transes que eu experimentava durante os rituais da Tradição.

– E o bruxo? – perguntei, me lembrando do que ele havia falado na tarde anterior. Petrus apontou com um gesto de cabeça para um padre de meia idade, magro e de óculos, sentado junto com outros monges nos compridos bancos ladeavam o altar-mor.

Um bruxo e ao mesmo tempo um padre! Desejei que a missa acabasse logo, mas como Petrus me havia dito no dia anterior, somos nos que determinamos o ritmo do tempo: minha ansiedade fez com que a cerimonia religiosa demorasse mais de uma hora.

Quando a missa acabou, Petrus me deixou sozinho no banco e se retirou pela porta por onde os padres haviam saído. Fiquei algum tempo olhando a igreja, sentindo que devia fazer algum tipo de oração, mas não consegui me concentrar em nada.

As imagens pareciam distantes, presas num passado que não voltaria mais, como jamais voltaria a época de ouro do Caminho de Santiago. Petrus apareceu na porta e, sem qualquer palavra, me fez sinal para que o seguisse.

Chegamos a um jardim interno do convento, cercado por uma varanda de pedra. No centro do jardim havia uma fonte e, sentado em sua borda, nos esperava o tal padre de óculos. – Padre Jordi, este e o peregrino – disse Petrus me apresentando.

O Padre me estendeu a mão e eu o cumprimentei. Ninguém disse mais nada. Fiquei esperando que alguma coisa acontecesse, mas só escutava o ruido de galos cantando ao longe e gaviões saindo em busca da caça diária.

O padre me olhava sem qualquer expressão, um olhar muito parecido ao de Mme. Lourdes depois que eu havia falado a palavra antiga. [Pg-23] – Petrus, o padre Jordi falou da segunda vinda de Cristo como se fosse algo que estivesse acontecendo.

– E esta sempre acontecendo. Este e o segredo da tua espada. – Alem disso, você falou que eu ia me encontrar com um bruxo e eu me encontrei com um padre.

O que tem a ver a Magia com a Igreja Catolica? Petrus disse apenas uma palavra. – TUDO.

Felipe Henrique

27/05/2015 - 01h25

Acho pouco para o que os pobres pagam.

Njoy

26/05/2015 - 22h16

O filho de Aleister Crowley, Amado escreveu em seu livro Os Segredos de Aleister Crowley, como Roncalli havia conhecido seu pai durante a Segunda Guerra Mundial na Inglaterra:

“Crowley tomou a mão em um de seus e, em vez de elevá-la aos lábios, ele estudou o anel como um joalheiro. Em seguida, ele produziu seu outro lado de trás das costas. Em seu dedo ali brilhava um anel ainda maior e mais impressionante . Ele olha direto nos olhos do bispo. “Trocar? ele sugeriu maliciosamente.

O bispo riu e até bateu palmas em aplausos. “Então é verdade, Mr. Crowley: você é um palhaço! ‘ “Em meus jogos, Meu Senhor, um cartão muito importante.

Mas, sendo assim outro mundo, você pode não ter percebido. ” Com isso, ao invés despudoradamente, Aleister concedeu uma bênção oculta. O rosto do bispo foi envolto em um sorriso enorme quando ele bateu as mãos sobre os ombros do meu pai. ‘Oh, Mr. Crowley,’ ele despenteado, com um ligeiro suspiro. “Eu acho que você ficaria surpreso com o quanto eu percebo.”

Para espanto de todos, ele concedeu uma bênção oculta diferente sobre o mago sem palavras eo abraçou. Isso pode confundir os leitores de hoje tanto quanto ele nos perplexos então. O nome do bispo foi Angelo Roncalli …. em sua cruz peitoral ele mesmo deu o sinal do Illuminati – (. P 122.), o olho que tudo vê no canto do triângulo “

    JC

    26/05/2015 - 22h34

    O Concílio Vaticano II (CVII), XXI Concílio Ecumênico da Igreja Católica, foi convocado no dia 25 de Dezembro de 1961, através da bula papal “Humanae salutis”, pelo Papa João XXIII. Este mesmo Papa inaugurou-o, a ritmo extraordinário, no dia 11 de outubro de 1962. O Concílio, realizado em 4 sessões, só terminou no dia 8 de dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI.1 3 4

    Nestas quatro sessões, mais de 2 000 Prelados convocados de todo o planeta discutiram e regulamentaram vários temas da Igreja Católica. As suas decisões estão expressas nas 4 constituições, 9 decretos e 3 declarações elaboradas e aprovadas pelo Concílio.1 Apesar da sua boa intenção em tentar actualizar a Igreja, os resultados deste Concílio, para alguns estudiosos, ainda não foram totalmente entendidos nos dias de hoje, enfrentando por isso vários problemas que perduram. Para muitos estudiosos, é esperado que os jovens teólogos dessa época, que participaram do Concílio, salvaguardem a sua natureza; depois de João XXIII, todos os Papas que o sucederam até Bento XVI, inclusive, participaram do Concílio ou como Padres conciliares (ou prelados) ou como consultores teológicos (ou peritos).3 4

    Em 1995, o Papa João Paulo II classificou o Concílio Vaticano II como “um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo”. Ele acrescentou também que esta “reflexão global” impelia a Igreja “a uma fidelidade cada vez maior ao seu Senhor. Mas o impulso vinha também das grandes mudanças do mundo contemporâneo, que, como “sinais dos tempos”, exigiam ser decifradas à luz da Palavra de Deus”.5

    No ano 2000, João Paulo II disse ainda que: “o Concílio Vaticano II constituiu uma dádiva do Espírito à sua Igreja. É por este motivo que permanece como um evento fundamental não só para compreender a história da Igreja no fim do século mas também, e sobretudo, para verificar a presença permanente do Ressuscitado ao lado da sua Esposa no meio das vicissitudes do mundo. Mediante a Assembleia conciliar, […] pôde-se constatar que o património de dois mil anos de fé se conservou na sua originalidade autêntica”.6

    Todos os concílios católicos são nomeados segundo o local onde se deu o concílio episcopal. A numeração indica a quantidade de concílios que se deram em tal localidade. Vaticano II portanto, indica que o concílio ocorreu na cidade-Estado do Vaticano, e o número dois indica que foi o segundo concílio realizado nesta localidade.

    Os concílios, que são reuniões de dignidades eclesiásticas e de teólogos, são um esforço comum da Igreja, ou parte da Igreja, para a sua própria preservação e defesa, ou guarda e clareza da Fé e da doutrina. No caso do Concílio Vaticano II, a necessidade de defesa se fez de modo universal, porque as situações contemporâneas de proporções globais abalaram a Igreja. Isto fez com que a autoridade universal da Igreja, na pessoa do Papa, se encontra persuadida a convocar um concílio universal ou ecumênico. A força do Concílio não reside nos bispos ou em outros eclesiásticos, mas sim no Papa, como pastor universal que declara algo como sendo próprio das Verdades reveladas (e, por isso, implica a obediência dos católicos). Fora disso, o Concílio tem apenas poder sinodal. Porém, quando o concílio está em comunhão com o Papa, e se o Papa falasse solenemente (ex cathedra) de matérias relacionadas com a fé e a moral, o episcopado plenamente reunido torna-se também infalível.7

    Índice

    1 Antecedentes históricos
    1.1 Influência de Pio XII
    2 Objetivos
    3 Inauguração e número de participantes
    4 Resultados e respectivos documentos
    4.1 Igreja
    4.1.1 Eclesiologia: Lumen Gentium
    4.1.2 Pastoral: Gaudium et spes
    4.2 Bispos, presbíteros, leigos e consagrados
    4.3 Igrejas Orientais Católicas
    4.4 Revelação divina e Tradição
    4.5 Liturgia
    4.6 Liberdade e direitos humanos
    4.7 Relação com os não-cristãos e Ecumenismo
    4.8 Educação e formação sacerdotal
    4.9 Missionação e comunicação social
    5 Natureza e interpretação
    5.1 Posição oficial
    5.2 Posição tradicionalista
    5.3 Posição neo-modernista
    6 Atualidade
    7 Referências
    8 Ver também
    9 Ligações externas
    9.1 Em português
    9.2 Em inglês

    Antecedentes históricos

    Da Revolução Francesa ao início do século XX, passando por todo o século XIX, a Igreja Católica foi sendo “perseguida, difamada, dessacralizada e desacreditada pelos “liberais””, pelos comunistas e socialistas e pelos radicais ateus. A Igreja, por outro lado, vendo tudo isso acontecer, condenou por isso as novas correntes filosóficas agnósticas e subjectivistas, que estão associadas à heresia modernista. Esta heresia foi fortemente condenada pelos Papas Gregório XVI (1831-1846), Pio IX (1846-1878) e São Pio X (1903-1914). Esta atitude reaccionária foi também o espírito do Concílio Vaticano I (1869–70), que definiu o dogma da infalibilidade papal.1

    Por outro lado, floresceram também na Igreja tentativas de adaptação ao mundo moderno, através, como por exemplo, da “atitude de vários leigos católicos no campo político e social” (destaca-se Frédéric Antoine Ozanam, fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo); da publicação da encíclica Rerum Novarum (1890) pelo Papa Leão XIII (1878-1903), que defendia os direitos dos trabalhadores; da criação da Acção Católica (1922) pelo Papa Pio XI (1922-1939); e da perda gradual de popularidade da Escolástica e do conseqüente aparecimento da Nouvelle Theologie (que é diferente do modernismo). Este movimento teológico do início do século XX, que é apoiado por alguns sectores eclesiásticos, defendia principalmente “a valorização da leitura das Sagradas Escrituras” (que foi também um dos temas da encíclica Divino afflante Spiritu do Papa Pio XII) e uma “volta às fontes”, através do estudo da Bíblia e das obras patrísticas. Os defensores mais ilustres da Nouvelle Theologie foram os progressistas Karl Rahner, John Courtney Murray, Yves Congar, Joseph Ratzinger e Henri de Lubac. Teilhard de Chardin e Jacques Maritain também defenderam uma maior abertura da Igreja.1

    Ao mesmo tempo, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Cúria Romana “encontrava-se em franco processo de estagnação” e vários dos seus elementos mais tradicionais condenaram as novas tendências teológicas mais progressistas. Em 1950, o Papa Pio XII, na sua encíclica Humani Generis, chegou mesmo a alertar para os possíveis desvios “neo-modernistas” da Nouvelle Theologie. Enquanto que tudo isso aconteça, os bispos de todo o mundo tiveram que enfrentar novos problemas originados por drásticas mudanças políticas, sociais, económicas e tecnológico-científicas. É neste ambiente paradoxal, quer ao nível interno quer ao nível externo da Igreja, que muitos católicos sentiram a necessidade de a Igreja encontrar uma nova postura para enfrentar o mundo moderno.1

    E é também neste ambiente que o Papa João XXIII sentiu a necessidade urgente de convocar o Concílio Vaticano II. Aliás, “a idéia de um Concílio já havia sido pensada por Pio XI e mesmo por Pio XII, mas sem grandes sucessos em sua realização”. João XXIII, “temendo um novo desastre, como foi o da Reforma Protestante”, decidiu realizar este Concílio a todo o custo. Esta sua intenção foi anunciada por ele no dia 25 de janeiro de 1959, causando uma grande surpresa dentro da Cúria Romana e até dentro da Igreja Católica. Em Junho de 1960, através do motu proprio Superno Dei nutu, teve oficialmente início a preparação do Concílio. Passado apenas um ano, no Natal de 1961, João XXIII convocou oficialmente o Concílio para o ano seguinte (1962), através da bula papal “Humanae salutis”. Esta convocação era “uma decisão totalmente pessoal do Papa, contrariando as opiniões de alguns cardeais, que pretendiam seu adiamento, em vista de uma melhor preparação”.1
    Influência de Pio XII

    Segundo o Papa Bento XVI, depois das Sagradas Escrituras, o Papa Pio XII é o autor ou fonte autorizada mais citada nos documentos do Concílio Vaticano II. Bento XVI considera que não é possível entender o Concílio Vaticano II sem levar em conta o magistério de Pio XII. (…) A herança do magistério de Pio XII foi recolhida pelo Concílio Vaticano II e proposta às gerações cristãs posteriores.8

    Nas intervenções orais e escritas se encontram mais de mil referências ao magistério de Pio XII e o seu nome aparece mencionado em mais de duzentas notas explicativas dos documentos do Concílio, estas notas com freqüência constituem autênticas partes integrantes dos textos conciliares; não só oferecem justificativas de apoio para o que afirma o texto, mas também oferecem uma chave de interpretação, disse o Papa Bento XVI no discurso que dirigiu aos participantes do congresso sobre “A herança do magistério de Pio XII e o Concílio Vaticano II”, promovido pelas universidades pontifícias Gregoriana e Lateranense, no 50º aniversário da morte de Pio XII (2008).8

    Como por exemplo, os conceitos e as ideias expressas na encíclica Mystici Corporis Christi (1943), do Papa Pio XII, influenciaram fortemente a redacção da constituição dogmática Lumen Gentium, que trata da natureza e da constituição da Igreja. Este documento do Concílio Vaticano II usou e defendeu o conceito de Igreja expresso nesta encíclica (a Igreja como Corpo místico de Cristo), que era baseado na velha teologia de São Paulo.
    Objetivos

    O objetivo do Concílio é discutir a acção da Igreja nos tempos actuais, ou seja, a sua finalidade é “promover o incremento da fé católica e uma saudável renovação dos costumes do povo cristão, e adaptar a disciplina eclesiástica às condições do nosso tempo” e do mundo moderno.9 Por outras palavras, o Concílio pretende o aggiornamento (actualização e abertura) da Igreja.

    O Papa João XXIII “imaginava o Concílio como um «novo Pentecostes» […]; uma grande experiência espiritual que reconstituiria a Igreja Católica” não apenas como instituição, mas sim “como um movimento evangélico dinâmico […]; e uma conversa aberta entre os bispos de todo o mundo sobre como renovar o Catolicismo como estilo de vida inevitável e vital”.10

    Por esta razão, ao contrário dos concílios ecuménicos anteriores, preocupados mais em condenar heresias e em definir verdades de fé e de moral, o Concílio Vaticano II “teve como orientação fundamental a procura de um papel mais participativo para a fé católica na sociedade, com atenção para os problemas sociais e econômicos”.11 Aliás, o próprio Papa João XXIII teve o cuidado de mencionar a diferença e a especificidade deste Concílio: “a Igreja sempre se opôs a […] erros; muitas vezes até os condenou com a maior severidade. Agora, porém, a esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia do que o da severidade. Julga satisfazer melhor às necessidades de hoje mostrando a validez da sua doutrina do que renovando condenações”.12

    Logo, o Concílio não visava condenar heresias nem proclamar nenhum dogma novo.10 13 O Concílio apenas queria dar uma nova orientação pastoral à Igreja e uma nova forma de apresentar e explicar os dogmas católicos ao mundo moderno, mas sempre fiel à Tradição.14 O próprio Papa João XXIII afirmou que “o que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz”.15 Para satisfazer esta sua intenção, o Papa queria ardentemente que a Igreja mudasse de mentalidade, para poder melhor enfrentar e acompanhar as transformações do mundo moderno.16

    Pelas palavras da constituição Sacrosanctum Concilium, o “Concílio propõe-se fomentar a vida cristã entre os fiéis, adaptar melhor às necessidades do nosso tempo as instituições susceptíveis de mudança, promover tudo o que pode ajudar à união de todos os crentes em Cristo, e fortalecer o que pode contribuir para chamar a todos ao seio da Igreja”.17
    Inauguração e número de participantes
    A abertura do Concílio Vaticano II.

    No dia 11 de outubro de 1962, o Concílio Vaticano II, idealizado pelo Papa João XXIII, “teve seus trabalhos oficialmente inaugurados, contando com a presença de 2.540 padres conciliares ou prelados, número este inédito para a História da Igreja: 1060 europeus (dos quais 423 italianos, 144 franceses, 87 espanhóis, 59 poloneses, 29 portugueses…), 408 asiáticos, 351 africanos, 416 da América do Norte, 620 da América Latina e 74 da Oceânia”. Mas, mesmo assim, “estavam ainda ausentes do Concílio muitos bispos de dioceses que viviam sob regimes autoritários”, na sua maioria de ideologia comunista. “O número de participantes variou muito de acordo com as sessões, nunca porém estando abaixo de 80% do total de padres conciliares”.1

    Pela primeira vez na História, “os peritos […] foram ouvidos na elaboração dos textos conciliares, trazendo consigo uma imensa riqueza de tradições e culturas”. Estes peritos, que não tinham direito a voto, são também chamados de consultores teológicos e tinham uma grande influência no Concílio.1 Várias dezenas de observadores protestantes e ortodoxos também foram convidados e estiveram presentes nas 4 sessões do Concílio.3

    De acordo com Giacomo Martina, os padres conciliares “se organizavam em torno de duas alas” (conservadora e progressista), sendo que os progressistas contam com cerca de 90% dos votos. A minoria conservadora era essencialmente constituída “pela velha-guarda italiana (Ottaviani, Ruffini, Siri…)”, por Marcel Lefebvre, por um grupo de espanhóis (entre os quais o cardeal Larraona) e “por vários latino-americanos, representantes de escolas teológicas de certo prestígio, especialmente na Espanha”. A maioria progressista era essencialmente “constituída por um grupo da Europa central e do Norte (a que pertenciam os cardeais Frings, Dopfner, Alfrink, König, Suenens, Liénart e Bea)”, por Montini, por Léger, pelo Patriarca Melquita Máximos IV, pelos bispos africanos e asiáticos e por “uma grande maioria dos bispos latino-americanos e dos Estados Unidos”. Mas, mesmo assim, os progressistas tiveram que, por diversas vezes, fazer várias concessões aos conservadores, tornando por isso os documentos conciliares menos radicais.1
    Resultados e respectivos documentos
    Paulo VI (no centro, com batina branca), o Papa que encerrou o II e que aplicou os seus documentos.
    Parte de uma série da
    História da teologia cristã
    Bible.malmesbury.arp.jpg
    Contexto

    Quatro marcas da Igreja
    Cristianismo primitivo · Cronologia
    História do cristianismo
    Teologia · Governo eclesiástico
    Trinitarianismo · Não-trinitarianismo
    Escatologia · Cristologia · Mariologia
    Cânon bíblico: Deuterocanônicos e Livros apócrifos
    Visões teológicas da história

    De Civitate Dei · Sucessão Apostólica
    Landmarkismo · Dispensacionalismo·Restauracionismo
    Credos

    Credo dos Apóstolos · Credo Niceno
    Credo da Calcedônia · Credo de Atanásio
    Patrística e Primeiros Concílios

    Pais da Igreja · Agostinho
    Nicéia · Calcedônia · Éfeso
    Desenvolvimento Pós-Niceno

    Heresia · Lista de heresias
    Monofisismo · Monotelismo
    Iconoclastia · Gregório I · Alcuíno
    Fócio · Cisma Oriente-Ocidente
    Escolástica · Aquino · Anselmo
    William de Ockham · Gregório Palamas
    Reforma

    Reforma protestante
    Lutero · Melâncton · Calvino
    95 Teses · Justificação · Predestinação
    Sola fide · Indulgência · Arminianismo
    Livro de Concórdia · Reforma Inglesa
    Contrarreforma · Concílio de Trento
    Desde a Reforma

    Pietismo · Avivamento
    John Wesley · Grande Despertamento
    Movimento de Santidade
    Movimento Vida Superior
    Pentecostalismo
    Neopentecostalismo
    Existencialismo
    Liberalismo · Modernismo · Pós-modernismo
    Concílio Vaticano II · Teologia da Libertação
    Ortodoxia radical · Jean-Luc Marion
    Hermenêutica · Desconstrução e religião
    P christianity.svg Portal do Cristianismo
    Esta caixa: ver • editar

    Entre várias decisões conciliares, destacam-se as renovações na constituição e na pastoral da Igreja, que passou a ser mais alicerçada na igual dignidade de todos os fiéis e a ser mais virada e aberta para o mundo. Além disso, reformou-se também a Liturgia, onde a Missa de rito romano foi simplificada e passou a ser celebrada em língua vernacular.

    Foi clarificada a relação entre a Revelação divina e a Tradição e foi também impulsionada a liberdade religiosa, uma nova abordagem ao mundo moderno, o ecumenismo, uma relação de tolerância com os não-cristãos e o apostolado dos leigos.

    O Concílio Vaticano II não proclamou nenhum dogma, mas as suas orientações doutrinais, pastorais e práticas são de extrema importância para a Igreja actual.
    Igreja

    O tema da Igreja, nos seus aspectos dogmáticos e pastorais, mereceram uma grande atenção dos padres conciliares, ou seja, dos participantes-eleitores do Concílio Vaticano II.
    Eclesiologia: Lumen Gentium
    Ver artigo principal: Igreja e Lumen Gentium

    O Concílio Vaticano II, reflectindo sobre a constituição e a natureza da Igreja, reafirmou várias verdades eclesiológicas, sendo os seus juízos registados na constituição dogmática “Lumen Gentium”. Este documento salientou que “a única Igreja de Cristo, como sociedade constituída e organizada no mundo, subsiste (subsistit in) na Igreja Católica”.18 19 Também destacou que “a Igreja é sacramento de Cristo e instrumento de união do homem com Deus, e da unidade de todo o género humano”. Ele continua que, para atingir esta missão da Igreja, é necessário dar aos católicos “uma “consciência de Igreja” mais coerente, para que também se possam valorizar as relações com as outras religiões” (cristãs ou não) e com o mundo moderno. “Com esse objetivo, os padres conciliares dirigiram a sua atenção para: o primado do método bíblico; o sacerdócio comum de todo o “Povo de Deus”; a função profética, sacerdotal e real de todo baptizado; a colegialidade episcopal; a missão de serviço da Igreja, que deve estar voltada para toda a humanidade”.20

    A partir de então, a Igreja passou a ser vista não apenas como uma instituição hierarquizada, mas também como uma comunidade de cristãos espalhados por todo o mundo e constituintes do Corpo Místico de Cristo. Por isso, a constituição e “as estruturas da Igreja modificaram-se parcialmente e abriu-se espaço para maior participação e apostolado dos leigos, incluindo as mulheres, na vida eclesial”. O clarificou também a igual dignidade de todos os católicos (clérigos ou leigos). Mas, mesmo assim, a estrutura da Cúria Romana permaneceu intacta, o que permite ainda um governo da Igreja centralizado nas mãos do Papa.11
    Pastoral: Gaudium et spes
    Ver artigo principal: Pastoral e Gaudium et spes

    Alguns temas eclesiológicos debatidos no “Lumen Gentium”, tais como a missão de serviço ou o sacerdócio comum do Povo de Deus, são também tratados pela constituição pastoral “Gaudium et spes”, que foi aprovada somente em 8 de dezembro de 1965, dia de encerramento do Concílio.20

    Mas, este documento centra sobretudo a sua atenção nos aspectos pastorais e não-dogmáticos da Igreja e nos diversos problemas do mundo actual: “a explosão demográfica, as injustiças sociais entre classes e entre povos e o perigo da guerra nuclear”, entre outros problemas sociais e económicos. Esta constituição também mostrou uma maior abertura da Igreja para os progressos científicos.20
    Bispos, presbíteros, leigos e consagrados
    Ver artigo principal: Hierarquia católica

    Além da constituição e da pastoral da Igreja, o preocupou-se também de vários assuntos sobre os diferentes membros da Igreja:

    os Bispos, cuja função e ministério pastoral foi abordado pelo decreto “Christus Dominus”, que foi aprovado no dia 28 de outubro de 1965. Este documento enfatizou também a “communio” povo-hierarquia já expressa na “Lumen gentium”.
    os presbíteros, cujo “ministério e vida sacerdotal” foram abordados pelo decreto “Presbyterorum ordinis”, que foi aprovado no dia 7 de dezembro de 1965. Este documento insiste no “serviço que, no próprio tempo e nos ambientes particulares, deve ser realizado por todo presbítero”. Nesta sua análise, superou inclusivamente “os aspectos hierárquicos para destacar antes o “corpo real” de Cristo, sacerdote e servo no mistério da Eucaristia”, que é celebrada na Missa. A formação sacerdotal dos presbíteros é tratado especialmente pelo decreto “Optatum totius”.
    os leigos, cujo apostolado é analisado pelo decreto “Apostolicam actuositatem”, que foi aprovado em 18 de novembro de 1965. Este documento “reconhece o papel essencial que cabe aos leigos na vida da Igreja, a sua responsabilidade e autonomia em função de sua vocação específica”.
    os consagrados e a vida consagrada em geral, cujas renovações estão expressas no decreto “Perfectae charitatis”, que foi aprovado em 28 de outubro de 1965. Este documento “dirige a sua atenção para a renovação e modernização da “vida consagrada” a Deus no exercício dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza, obediência, estabelecida por meio dos votos “em ordens”, “congregações religiosas” e “institutos seculares””.20

    Igrejas Orientais Católicas
    Ver artigo principal: Rito oriental

    O decreto “Orientalium ecclesiarum”, que foi aprovado no dia 21 de novembro de 1964, aborda a questão das Igrejas orientais católicas. Estas Igrejas particulares sui juris possuem características únicas e diferentes em relação à Igreja Latina (a Igreja sui juris predominante), nomeadamente ao nível histórico, cultural, teológico, litúrgico, hierárquico e de organização territorial.

    Este documento afirma que, “na única Igreja de Cristo” (que subsiste na Igreja Católica), as Igrejas Latina e Orientais “…desfrutam de igual dignidade… nenhuma prevalece sobre a outra… são confiadas ao governo pastoral do Pontífice Romano”. O decreto defende também que estas Igrejas orientais podem e devem salvaguardar, conservar e restaurar o seu rico património espiritual, nomeadamente ritual, através, como por exemplo, da celebração dos seus próprios ritos litúrgicos orientais e das suas práticas rituais antigas.

    O documento salienta também o carácter autónomo das Igrejas orientais católicas, especificando os seus vários poderes e privilégios. Em particular, como por exemplo, afirma que os Patriarcas Orientais, “com os seus sínodos, constituem a instância suprema para todos os assuntos do Patriarcado, não excluído o direito de constituir novas eparquias e de nomear Bispos do seu rito dentro dos limites do território patriarcal, salvo o direito inalienável do Romano Pontífice de intervir em cada caso. O que foi dito dos Patriarcas vale também, de acordo com as normas do direito, para os Arcebispos maiores, que presidem a toda uma Igreja particular ou rito sui juris”.21 Mas, é preciso também salientar o facto de nem todas as Igrejas orientais serem Patriarcados ou Arquidioceses maiores.20
    Revelação divina e Tradição
    Ver artigo principal: Tradição católica e Dei Verbum

    A constituição dogmática “Dei Verbum”, que foi aprovada no dia 18 de novembro de 1965, “aborda o tema da Revelação divina sob dois pontos de vista: a Revelação em si mesma e a sua transmissão”. A relação entre estes dois pontos de vista, que geram alguma confusão entre os católicos, foi clarificada também por esta constituição.20
    Liturgia
    Ver artigo principal: Liturgia, Rito romano, Missal Romano e Sacrosanctum concilium

    A constituição “Sacrosanctum concilium” foi aprovado no dia 4 de dezembro de 1963, sendo por isso o primeiro documento resultante do trabalho conciliar. Esta constituição centra-se em torno da Liturgia, que é analisada pelos padres conciliares sob “uma tríplice dimensão teológica, eclesial e pastoral: a liturgia é obra da redenção em ato, celebração hierárquica e ao mesmo tempo comunitária, expressão de culto universal, que envolve toda a criação”.20 Os padres conciliares descrevem ainda a Liturgia como “a primeira e necessária fonte onde os fiéis hão-de beber o espírito genuinamente cristão”.22

    Logo, o pretende renovar a Liturgia, para que “todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e activa participação nas celebrações litúrgicas”, visto que esta participação é, “por força do Baptismo, um direito e um dever do povo cristão, «raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido» (1 Ped. 2,9; cfr. 2, 4-5)”.22 Entre outras reformas introduzidas na Liturgia, destaca-se obviamente a reorganização da Missa de rito romano pelo Papa Paulo VI, com o uso de novos formulários, e a conseqüente permissão e uso majoritário da língua vernacular e da posição versus populum na sua celebração.11 20
    Liberdade e direitos humanos
    Ver artigo principal: Dignitatis humanae

    A declaração “Dignitatis humanae” foi aprovada no dia 7 de dezembro de 1965 e, através dela, o Magistério da Igreja Católica mostrou grande “sensibilidade para com os problemas da liberdade e dos direitos do homem”, nomeadamente da liberdade religiosa. O documento considera a liberdade religiosa como um “direito da pessoa e das comunidades à liberdade social e civil em matéria religiosa”. Ele reconhece ainda que todos estes direitos humanos, incluindo o da liberdade, são inerentes à dignidade inalienável da pessoa humana. Após o , com a aplicação da liberdade religiosa, os países oficialmente católicos, pressionados pela Santa Sé, largaram essa posição, para apoiarem constitucionalmente a liberdade de cultos e de imprensa.11 20
    Relação com os não-cristãos e Ecumenismo
    Ver artigo principal: Ecumenismo

    A declaração “Nostra aetate”, aprovada no dia 28 de outubro de 1965, “analisou a atitude da Igreja Católica para com as religiões não-cristãs, sintetizada no pedido joanino: “Buscai primeiramente aquilo que une, antes de buscar o que divide””. Isto criou um espírito de maior tolerância e aproximação respeitosa às outras religiões não-cristãs e também à progressiva rejeição do anti-semitismo. Mas, isto nunca pretendeu negar a crença católica de que só por meio da Igreja Católica “se pode obter toda a plenitude dos meios de salvação”.18 Mas, isto também não impede a Igreja de defender que todos (mesmo os não-cristãos) podem também ser salvos, desde que, sem culpa própria, ignoram a Palavra de Deus e a Igreja, mas que “procuram sinceramente Deus e, sob o influxo da graça, se esforçam por cumprir a sua vontade”.23

    Este espírito de abertura a outras comunidades religiosas está também presente no decreto “Unitatis redintegratio”, que foi aprovado no dia 21 de novembro de 1964. Este documento é sobre o ecumenismo e “fundamenta-se em duas idéias : todo aquele que acredita em Cristo, mesmo que não pertença à Igreja Católica, encontra-se em algum tipo de comunhão” com a verdadeira Igreja de Cristo (que subsiste na Igreja Católica); e “não existe ecumenismo verdadeiro sem uma conversão interior que se aplica a todos, inclusive à Igreja Católica”.20 Actualmente, a Igreja Católica ensina que os cristãos não-católicos são, apesar de um modo imperfeito, membros inseparáveis do Corpo Místico de Cristo (ou seja, da Igreja Católica), através do Baptismo. Eles dispõem também de muitos, mas não da totalidade, dos elementos de santificação e de verdade necessárias à salvação.24
    Educação e formação sacerdotal

    A declaração “Gravissimum educationis” foi aprovado no dia 28 de outubro de 1965 e, basicamente, tratou dos vários temas sobre a educação e, mais em particular, sobre a educação cristã. O documento exprimiu a necessidade de a actuação da Igreja nesta área tão importante “não se restringir às escolas católicas”. Defendeu também “o direito de todos os homens a receber uma educação que seja fundamentada na dignidade da pessoa”.

    O decreto “Optatum totius”, igualmente aprovado em 28 de Outubro de 1965, aborda um tipo específico de educação cristã: a formação sacerdotal, que é extremamente importante, principalmente para o aggiornamento. Este documento “insiste na necessidade de maior amadurecimento humano, psicológico e afetivo dos candidatos ao sacerdócio e da estruturação da formação nos seminários vinculando a missão da Igreja às exigências do mundo moderno”.20
    Missionação e comunicação social

    O decreto “Ad gentes”, que foi aprovado em 7 de dezembro de 1965, “reflete sobre a atividade missionária da Igreja, atitude inerente à sua natureza. A atividade missionária deve começar com o testemunho, continuar com a pregação e formar as comunidades valorizando as riquezas de cada cultura. Isto para, entre outras coisas, “ressaltar a afirmação de que a fé católica não se vincula diretamente a nenhuma expressão cultural em particular, mas deve adequar-se às diversas culturas dos povos aos quais a mensagem evangélica é transmitida”.11

    O decreto “Inter mirifica”, que foi aprovado em 4 de dezembro de 1963, “pronuncia-se sobre os meios de comunicação de massa, sem julgá-los de forma moralista, mas solicitando-os a se tornarem “admiráveis dons de Deus”, respeitando o bem comum de “todo o homem””.
    Natureza e interpretação

    Não existe nenhuma diferenciação oficial dos pensamentos dos católicos em relação ao Segundo Concílio do Vaticano, mas a dividiremos em 3 grupos:

    Posição oficial (Sustentada pelos papas pós-conciliares.)

Njoy

26/05/2015 - 21h58

“E sobre os maçons?”, Perguntou Aleister. “Você pode mantê-los longe de mim?”
O almirante balançou a cabeça com pesar. “Deus poderia, sem dúvida. Mas, até agora, Ele escolheu não o fazer. ”
“Que Deus estamos falando?”, Perguntou Crowley. “Beaverbrook ou Northcliffe?” (Pp. 114-5)

Como eu pensei, Amado fez mencionar Dorothy Clutterbuck (a quem Gerald Gardner afirmou o iniciou no ofício, qv) no entanto, parece que foi (também) o nome de código pelo qual AC escolheu para ser conhecido por alguma razão:

Citação

[…] “Nossos boffins queremos que você tenha um nome de cobertura, de alguma outra maneira de se referir a você sem trair sua verdadeira identidade. Não faz muito sentido. As paredes têm ouvidos, como se costuma dizer. Temos uma lista especial e eu pode facilmente atribuir-lhe uma daquela. A menos, claro, você tem algum nome que pretende propor. ”
Crowley pensou por um momento e então disse: “Old Mother Clutterbuck.”
As sobrancelhas do almirante disparou e ele levantou a cabeça lentamente.
“Que um perguntar por quê?”
“Foi um personagem cômico na única pantomima que eu já vi como uma criança. É uma memória muito afeiçoado. E acho engraçado como seria para os funcionários públicos a tentar pronunciá-lo com sua gravidade habitual. ”
“Bastante!” O homem tossiu. “Meu nome é Triton, pelo caminho. Sr. Louis de Wohl é conhecido como Cassandra. Quanto ao nosso chefe “, ele acenou com um charuto invisível”, ele é conhecido como Johann Sebastian Bach ou ICC para breve. “[…] (P.114)

A propos isso ainda mais, Amado mais tarde passou a observar:

Citação

[…] Diz a lenda que Gardner foi feito por uma bruxa “Old Dorothy Clutterbuck”, que montou rituais na New Forest para impedir uma invasão alemã. Eu já expliquei como o ritual aconteceu em outros lugares, por uma razão diferente, e que “Old Mother Clutterbuck” era uma dama da pantomima cujo nome o meu pai adotivo. (P.145)

Os capítulos relevantes do episódio reconhecidamente bastante intrigante são 16 a 21 que aparecem nas páginas 105 146. Para salvar embora qualquer um que ara através da coisa toda (assumindo que eles acontecem para ter o livro como bem), eu tentei dar uma breve précis resumindo o pintas-chave do episódio da seguinte forma (quaisquer ênfases em negrito em todo são só minha):

Citação

“Você vem muito bem recomendado por um certo Sr. Maxwell Knight, uma figura importante nos serviços secretos do país. [Diz a lenda que ele foi o ‘M’ sobre os quais Ian Fleming baseada chefe de James Bond.] Mr Churchill procurou o seu conselho, você entende. Conseqüentemente, ele pediu para você pelo nome. “(P.114)

Citação

Levou cerca de quatro horas para chegar a RAF Tangmere viajar de carro oficial de Londres. Nós devido a atender a dois oficiais alemães; “Kestrel” e “Sea-Eagle ‘code-named. A coisa toda tinha sido criado pela Missão Roumanian em Londres e sua contraparte em Lisboa e foi tudo muito em segredo. […] (P.116)

As personagens, além de AC e, claro, Amado, foram (como mencionado por na peça FT anteriormente) “Kestrel” e “Sea-Eagle”;

Citação

Quando eu me aprofundei mais profundamente, muitos anos mais tarde, eu aprendi que o professor foi Karl Haushoffer, uma figura significativa nos círculos ocultistas alemães, eo médico [sic] foi Joseph Retinger, que ocupou um alto cargo em alemão Maçonaria e que mais tarde se juntou o polonês Forças grátis em Londres. (P.117)

“Triton” (que pode ter sido Inteligência Naval, almirante Godfrey ou mesmo possivelmente o Almirante Louis Mountabatten – se Amado não fazer que uma clara); “ICC” (que pode ter sido Maxwell Cavaleiro ou possivelmente Ian Fleming – ele não quer deixar isso claro); e “Cassandra”, ou Louis deWohl o astrólogo. Também acontece de estar no comparecimento foi um certo bispo:

Citação

[…] O rosto do bispo foi envolto em um sorriso enorme quando ele bateu as mãos sobre os ombros do meu pai. “Oh, Crowley,” ele meditou com um leve suspiro. “Eu acho que você ficaria surpreso com o quanto eu percebo.” Para o choque de todos que ele concedeu uma bênção oculta diferente sobre o mago sem palavras eo abraçou.
Isso pode confundir os leitores de hoje tanto quanto ele nos perplexos então. O nome do bispo foi Angelo Roncalli e ajuda é fornecido por um livro a partir de uma fonte confiável Católica. Na cruz quebrada, Piers Compton afirma que Roncalli tornou-se membro da seita Illuminati, enquanto ele estava no serviço diplomático da Turquia. Mais tarde, ele se tornou o patriarca de Veneza, sendo dado o chapéu vermelho durante uma visita à França pelo presidente Auriol. Em 1958 ele foi eleito Papa João XXIII em sua cruz peitoral ele mesmo deu o sinal do Illuminati -. Um olho que tudo vê no centro de um triângulo. (P.122)

Aparentemente Maxwell Knight e possivelmente Ian Fleming também estiveram presentes, bem na “Operação Mistletoe” em si; como Amado comenta sobre ‘M’:

Citação

Ele estava diretamente envolvido na operação, mas muito mais do que isso – ele tinha um profundo, interesse pessoal em ocultismo e estava muito animado para ver o ritual se desdobrar. (P.128)

O próprio Ritual era (em parte) descrito nos seguintes termos:

Citação

Foi Pitágoras, penso eu, que disse que ele poderia dobrar a Terra, se for dada uma alavanca suficientemente longa e um ponto de apoio. O que Aleister Crowley fez no que diz respeito a história subsequente do mundo era tão importante.
A alta ritual ocorreu em um ponto em Ashdown Forest, Sussex. Eu não preciso dizer onde exatamente. Apesar de toda a segurança, palavra que sair, mas em uma versão distorcida e, desde então, os moradores foram incomodado por pessoas estranhas. Crackpots vir, até mesmo alguns [neo-] nazistas, aparentemente para sugar toda a energia mágica que ainda pode demorar. Era Gerald Gardner (sobre os quais, mais tarde) que mudou a história para o New Forest. Isso teria sido mais longe o alvo estávamos visando, e ao longo do Nexus errado, vis-à-vis Alemanha. A cerimônia em si foi longa e complexa. Eu perdi um grande muitos dos detalhes, principalmente porque certos itens foram tão deslumbrante e proeminente. Por exemplo, eu tenho uma memória muito vívida de um manequim, vestido com uniforme nazista, sendo sentado em uma cadeira do trono-like. Eu tive que sentar de costas para isso, e um grande espelho foi levantada na minha frente. O resultado foi que eu podia ver meu próprio rosto muito perto, eo rosto do boneco por cima do meu ombro direito.
A maioria das pessoas lá usavam vestes ocultos de um tipo ou outro. Por ordem de Crowley, até mesmo o contingente de soldados tinha-lhes sobre a sua habitual batalha-vestido. Eu digo vestes, mas na maioria dos casos, eles eram meros pedaços de folhas. Cada um deles tinha um símbolo runic cortado de feltro colorido e costurada a seu peito. A massa de pessoas se mudaram em torno do manequim e me em dois círculos. O exterior virou deosyl eo interior foi widdershins. Este movimento não era apenas uma rotação regular, monótono quer. Em certos momentos, ou em determinados sinais, que teci dentro e para fora um do outro. Isso me lembrou da peludo-dança que eu tinha visto na Cornualha, ou a figura dança no filme de “Gone With the Wind ‘. Estava tudo programado com grande precisão, e cada vez os dançarinos parou, e enfrentou para dentro, as runas em suas vestes soletrado um conjunto diferente de mensagens que todos estavam voltadas para o manequim.
Aleister explicou que a essência era muito perto das frases curtas que eu tinha de gritar, cada vez que a dança parou. Eles não estavam em Inglês ou alemão, mas que significavam coisas como: Você é o único nomeado, e Você é o herói armado em ouro. Havia muito mais assim, mas tudo isso em uma veia similar. Nomes estranhos e títulos estranhos surgiram ao longo do tempo e lembro-me como meu pai ficou irritado quando eu tinha dificuldade com a palavra “Thule” .. […] “(p. 123)

Isto pode ser visto como o material de valor inestimável, mas todos os fatores considerados, pode não ser realmente algo no que ele diz a respeito de um ritual real de uma espécie que teve lugar:

Citação

Por que nada disso jamais sair? É bastante um enigma, não é? Nem uma única vez em 50 anos [NB, isto foi escrito em 1991] tem ninguém disse uma palavra. No entanto, outros assuntos foram revelados e alguns deles, uma vez segredos muito bem guardados, foram transformados em filmes como ‘The Dam Busters’ e ‘The Man Who Never Was “. Eles estavam em segredo também, mas eles vieram com o tempo, quando já não havia a menor razão para mantê-los em segredo. Evidentemente, há pessoas que se sentiram absolutamente crucial para continuar mantendo a história Crowley / Hess em segredo, até hoje. Na medida em que estão em causa, ainda é uma batata muito quente! […] (P. 128)

Aliás, o motivo para seduzir Rudolf Hess à Escócia foi, aparentemente, um encontro dele com o Duque de Hamilton (a quem ele pediu por nome em cima da aterragem) em um cenário onde ele (Hess) procederia a ser feita “Rei da Escócia”, enquanto o Duque de Windsor (ex-Edward VIII) e sua consorte Mrs Simpson tanto como amigos de Hitler iria ser reintegrado ao trono Inglês.

Há claramente alguns aspectos da verdade entre outras partes que são claras fantasia – e um dia talvez possamos descobrir exatamente quais partes são o que – mas ao mesmo tempo eu acho que faria um bom filme, pelo menos, tão divertido como The Eagle Has aterrou!

seu conspiratório
N Joy

Lao Tzu

26/05/2015 - 20h35

Mas interessante seria um imposto maior sobre grandes heranças.
Além de valorizar a meritocracia, diminuiria o oligopolio familiar, que é o câncer do capitalismo e um fardo criado pela igreja católica desde o tempo dos casamentos arranjados.

    Lao Tzu

    26/05/2015 - 20h44

    O que um homem constrói e uma vida depois de sua morte deveria ser dirigido a o resto da humanidade e não ao ego familiar.
    Claro que a familia receberia uma bela parte, mas não tudo, pois não tiveram o mérito de ter conquistado, somente a sorte que o destino os favoreceu.
    Nesta nova ordem mundial, a herança é o maior dos males de humanidade, e uma das coisas que Karl Marx previu como a queda dos capitalismo no seu “Das Kapital”.

      Lao Tzu

      26/05/2015 - 21h43

      Na nova ordem mundial ouve uma reoganização das cartas do taror e o Louco tomou seu lugar como numero (0)
      A fim de compreender o Tarô, faz-se mister
      voltar na história até a era matriarcal (e
      exogâmica), na qual a sucessão não se dava at
      ravés do filho primogênito do rei, mas sim
      através de sua filha. O rei não era, portanto,
      rei por herança, mas por direito de conquista.
      Nas dinastias mais estáveis, o novo rei era se
      mpre um estranho, um estrangeiro; e mais,
      ele tinha que matar o velho rei e casar com a
      filha deste rei. Este sistema garantiu a
      virilidade e capacidade de todo rei. O estr
      anho precisava conquistar sua noiva numa
      competição aberta. Nos antigos contos de fadas, este motivo é continuamente reiterado. O
      ambicioso estranho é geralmente um
      troubadour,
      quase sempre disfarçado, com
      freqüência sob forma repulsiva. A
      Bela e a Fera
      é um conto típico. Há, usualmente, uma
      camuflagem correspondente por parte da filha
      do rei, como no caso de Cinderela e da
      Princesa Encantada. A narrativa de Aladin
      proporciona o todo desta fábula sob uma
      forma muito elaborada, acondicionada com c
      ontos técnicos de magia. Eis aqui o
      fundamento da lenda do
      Príncipe Errante
      – e, note bem, ele é sempre “o louco da
      família”. A conexão entre loucura e santidade
      é tradicional. Não se trata de zombaria
      quando se decide que o parvo da família vá pa
      ra a igreja. No Oriente, acredita-se que o
      louco seja
      possuído
      , um homem santo ou profeta. Esta identidade é tão profunda que está
      realmente embutida na linguagem.
      Silly [tolo, estúpido, ingênue, em Inglês – NT]
      significa vazio –
      o vácuo do ar

      zero
      , “os baldes
      vazios
      no convés”. E a palavra deriva
      do alemão
      selig
      , santo, abençoado. É a inocência do Louco o que o caracteriza mais
      intensamente. Ver-se-á na seqüência quão im
      portante é este aspecto da história. Para
      44
      assegurar a sucessão, concebia-se, portanto:
      primeiro, que o sangue real devesse ser
      efetivamente o sangue real, e segundo, que es
      te procedimento fosse fortalecido pela
      introdução do estranho conquistador, em l
      ugar de ser atenuado pela procriação
      consangüínea.
      Em certos casos, exagerava-se com esta te
      oria. Havia provavelmente muita tramóia a
      respeito desse príncipe sob disfarce. É possível
      que o rei, seu pai, lhe fornecesse cartas de
      apresentação bastante secretas; em suma, que o velho jogo político já fosse velho até
      naquelas épocas remotas.
      Tal costume, assim, evoluiu para a
      condição bem investigada por Frazer em
      A Rama
      Dourada
      (esta
      rama
      sendo, sem dúvida, um símbolo da pr
      ópria filha do rei). “A filha do
      rei é toda gloriosa interiormente; seu traje é de ouro lavrado.”
      Como teria ocorrido tal evolução ?
      Pode ter havido uma reação contra o jogo
      político. Pode ter havido uma glorificação,
      antes de tudo do “fidalgo-assaltante”, finalm
      ente do mero chefe de quadrilha, mais ou
      menos como temos visto, no nosso próprio te
      mpo, na reação contra o vitorianismo. As
      credenciais do “príncipe errante” foram meticulosamente examinadas; a não ser que fosse
      um criminoso fugitivo, não podia ser esco
      lhido para a competição; tampouco era
      suficiente para ele conquistar a filha do re
      i numa competição aberta, viver no regaço do
      luxo até que o velho rei morresse e sucedê-lo
      pacificamente. Era forçado a assassinar o
      velho rei com suas próprias mãos.
      À primeira vista, pareceria que a fórmula é a união do extremamente masculino, a
      grande fera loura, com o extremamente feminino, a princesa que não conseguia dormir se
      houvesse uma ervilha sob seus sete leitos de penas. Mas todo este simbolismo derrota a si
      mesmo. O macio se torna o duro, o áspero se torna o liso. Quanto mais se sonda a
      fórmula, mais a identificação dos
      opostos se torna estreita. A pomba
      é a ave de Vênus,
      mas também é um símbolo do Es
      pírito Santo, ou seja, do falo,
      sob sua forma mais
      sublimada. Não há, portanto, qualquer razão
      para surpreender-se com a identificação do
      pai com a mãe.
      Naturalmente, quando idéias tão sublimes se
      tornam vulgarizadas, deixam de exibir o
      símbolo com lucidez. O grande hierofante,
      frente a um símbolo inteiramente ambíguo, é
      obrigado, exatamente devido ao seu cargo de hi
      erofante, ou seja, daquele que manifesta o
      mistério, a “rebaixar a mensagem para o cão
      ”. Tem que fazer isto exibindo um símbolo
      da segunda ordem, um símbolo que se ajuste à inteligência da segunda ordem de
      iniciados. Este símbolo, em lugar de ser universal, ultrapassando assim a expressão
      ordinária, precisa ser adaptado à capacidade
      intelectual de um conjunto particular de
      pessoas, as quais ao hierofante compete in
      iciar. Uma tal verdade, conseqüentemente,
      aparece para o vulgo como fábula, parábola, lenda e mesmo credo.
      45
      No caso deste símbolo muito abrangente de
      O Louco,
      há no âmbito do conhecimento
      real, diversas tradições, completamente distintas, de grande clareza e, historicamente, de
      grande importância.
      Essas tradições devem ser examinadas em separado, de maneira que se possa
      compreender a doutrina única da qual todas brotaram.

        JC

        26/05/2015 - 22h40

        A titulo de curiosidade é bom investigar a relação entre Rudolf Hess , Angelo roncalli, Aleister Crowley e o concilio vaticano segundo, dando inicio a nova ordem mundial.

    Vitor

    26/05/2015 - 23h05

    Concordo plenamente…

Pedro Americo Maribondo

26/05/2015 - 21h39

Nem rico,nem riquinho, só as grandes fortunas. .

Frederico Silva da Silveira

26/05/2015 - 20h41

Gostaria que uma pessoa/ técnico diga o que é grande fortuna, pois com a falta de correção real da tabela do Imposto de Renda a mais de 20 anos, pessoas que nunca pagaram, passaram a fazê-lo. Pergunto-me se esse não é o critério para entrar na classe média? Assim todo aquele que tiver mais de 2 salários e meio pertence a classe média? Aquele que tiver uma carreta avaliada em quase meio milhão ou mais tem uma grande fortuna? Aquele que tem um imóvel em um bairro valorizado tem uma grande fortuna?

Vitor

26/05/2015 - 17h06

Sou a favor desse imposto, mas o valor do imóvel a ser considerado tem que ser o que a pessoa pagou pelo mesmo (corrigido pela inflação) e não o “valor de mercado”…

Fani Goldfarb Figueira

26/05/2015 - 16h08

Quer dizer que os ricos estão tirando esmola do nosso chapéu? Então foi por isso que vaiaram o ex-ministro Mântega.

Ermenson Nobre

26/05/2015 - 18h51

Eu acho que os países avançado não tem tanta corrupção que nem o Brasil né

    Carmem Witt

    27/05/2015 - 01h17

    e daí???? ricos tem q pagar mais,,tá certo….imposto progressivo

    Ermenson Nobre

    27/05/2015 - 01h32

    É daí? se eu to pagando quero algo de qualidade.

    Ermenson Nobre

    27/05/2015 - 01h33

    Eu não pago pra sustentar vagabundo não.

Farias Furtado

26/05/2015 - 18h47

Tem gente que gosta eu acho uma m***a.

Fernando

26/05/2015 - 15h28

“Você sabia que o Brasil é hoje o dono da segunda maior frota de aviões civis do mundo, incluindo jatos, turboérlices e helicópteros – no último caso o Brasil é o 1º do ranking – e que nenhum deles paga IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores)? Esses veículos são de empresários, executivos, ou seja, pessoas com alto poder aquisito e que, no entanto, estão isentas da tributação.

Enquanto isso, o trabalhador que tem um carro popular não escapa da taxação do Fisco todos os anos. Será que isso é justo?

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) proposta pelo Sindifisco Nacional prevê a alteração de um inciso do artigo 155 da Constituição Federal para determinar que seja cobrado imposto sobre veículos automotores não só terrestres, mas aéreos e aquáticos. Vale ressaltar que aeronaves de uso comercial não entram no projeto. Hoje, a carta magna entende como veículos automotores apenas aqueles enquadrados como terrestres.” http://www.sindifisconacional.org.br/impostojusto/?saibamais=imposto-justo-tributara-lanchas-e-jatinhos-particulares

Manuel Luiz Couto da Silva

26/05/2015 - 17h07

E muito triste, ler comentarios deste CAFEZINHO, te prepara para o PIOR, sujeira, tu tambem estas no rolo. portanto, e certo que vai sobrar para ti.

João Maurício Pimentel

26/05/2015 - 16h44

Os Estados já cobram. A União está atrasada.

Marcos Dutra

26/05/2015 - 16h28

Quase um beijinho…

Oneide Horst

26/05/2015 - 15h56

se for só uma mordidinha acho que aguentam.


Leia mais

Recentes

Recentes