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CNM: amanhã, muitos começarão a sentir saudade do tempo em que governo ouvia os trabalhadores

Foto: Mídia NINJA ‘Alguns vão começar a entender amanhã e sentir saudade’ Na Rede Brasil Atual “Hoje é um dia triste para os movimentos sociais”, dizia, do carro de som, a secretária de Formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) da CUT, Michele Marques, enquanto uma passeata com algumas centenas de trabalhadores saía da sede […]

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Foto: Mídia NINJA

‘Alguns vão começar a entender amanhã e sentir saudade’

Na Rede Brasil Atual

“Hoje é um dia triste para os movimentos sociais”, dizia, do carro de som, a secretária de Formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) da CUT, Michele Marques, enquanto uma passeata com algumas centenas de trabalhadores saía da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, no ABC paulista, em direção à rodovia Anchieta, na manhã de hoje (11). Era um ato da Frente ABC contra o impeachment, já quase uma manifestação de protesto e alerta em relação ao governo prestes a se instalar, talvez amanhã, com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. “Muitos vão começar a entender amanhã”, prosseguiu Michele. “Vão sentir saudade dos tempos em que o governo ouvia os trabalhadores.”

A expectativa era quanto à votação, no Senado, do processo de impeachment, tido como praticamente consumado. Os discursos alertavam para as dificuldades que virão, mas já apontavam para a resistência. “Se fosse pela rua, esse golpe hoje no Senado não aconteceria”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques. “É na rua que os movimentos progressistas têm virado o jogo.”

Quem possivelmente assumirá o poder a partir de amanhã (12) não resolverá os problemas sociais, da economia, do combate à corrupção. Pelo contrário, lembra Rafael. “Dali só vai sair um projeto perverso contra a sociedade, os trabalhadores, a juventude, para comemoração da Fiesp, da Febraban, das famílias que comandam a comunicação brasileira.” Um projeto, acrescenta, “que não passaria na eleição”.

“Qual o interesse da Fiesp, da CNI, no impeachment da presidenta Dilma?”, emendou o deputado estadual Teonilio Barba (PT), dizendo que entidades empresariais da indústria e do comércio gastaram mais de R$ 500 milhões durante esse processo de derrubada do governo. “No governo Lula e no primeiro mandato de Dilma tentaram fazer reforma da Previdência e trabalhista, não conseguiram”, afirmou, ao lembrar que agora a Câmara já aprovou um projeto que libera a terceirização – o texto está agora no mesmo Senado que vota hoje o impeachment. Ao se referir ao programa do PMDB, Barba disse tratar-se “de uma ponte para o futuro da elite política brasileira, para os empresários”. Para os trabalhadores, “é um abismo”.

“Eles não representam a juventude, os trabalhadores”, disse Morena Selerges, do Levante Popular da Juventude. “Queremos mais universidades federais, mais ProUni.”

A concentração começou às 6h, diante da sede do Sindicato dos Metalúrgicos. De lá saiu a passeata, uma hora depois, rumo à Anchieta, sem interromper o trânsito na rodovia que liga a capital ao litoral sul. Às 7h50, os manifestantes ocuparam uma lateral, para um ato que duraria mais uma hora. “Talvez hoje percamos uma pequena batalha de uma guerra instalada no país”, disse o presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT), Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão. “Não podemos permitir que essa onda de retrocesso cresça e nos afogue”, reforçou o presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira.

“Ontem, mostramos o tamanho da resistência que eles vão enfrentar”, afirmou o presidente da CNM-CUT, Paulo Cayres, chamando o governador Geraldo Alckmin de “merendão”, referência ao escândalo de desvio de recursos da merenda escolar no estado, e Michel Temer de “trairão”. A entidade organiza uma semana de mobilizações pelo país, contra a ameaça de retirada de direitos. “Tem trabalhador que ainda não acordou. Querem vender o país, desregulamentar a CLT. Não reconhecemos golpistas. O espaço de troca de poder é nas eleições, é na democracia.”

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Comentários

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Cacau Heinzelman

12/05/2016 - 11h09

Acabou a mamata, não vai mais ter dinheiro para esses blogs imundos. :D

Rogério Lima

11/05/2016 - 22h18

Chora!!!!!


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