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outubro 2016

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A eleição de 2016 preparou as bases para 2018 no Rio de Janeiro?

Escrito por , Postado em Eleições 2016, Eleições 2018, Theo Rodrigues

Theo Rodrigues, colunista do Cafezinho

 

A ser verdade que as eleições municipais preparam as bases para as eleições estaduais seguintes, então teremos no estado do Rio de Janeiro uma disputa apertada em 2018 com um cenário de alta fragmentação.

A observação do resultado eleitoral nas 14 cidades mais populosas do estado, que conformam cerca de 75% do eleitorado fluminense, indica uma divisão principal em três grandes blocos políticos.

O bloco PR e PRB que se formou no segundo turno da eleição estadual de 2014, e que se manteve nessas eleições municipais de 2016, chegará em 2018 com um alicerce invejável: o PRB de Marcelo Crivella estará dirigindo o Rio de Janeiro e o PR de Anthony Garotinho Nova Iguaçu e São João do Meriti, respectivamente a primeira, a quarta e a oitava cidade mais populosa do estado.

O campo REDE, PPS e PV também saiu dessa eleição muito fortalecido para a disputa de 2018. Enquanto o PPS venceu em São Gonçalo (2º. mais populosa do estado), Campos dos Goytacazes (6º.) e Magé (11º.), o PV conquistou Niterói (5º.) e Volta Redonda (10º.) e a REDE Cabo Frio (14º.).

Apesar da derrota na capital, manteve-se o PMDB como o partido que mais prefeituras conquistou no estado, 21 no total. Entre elas estão Duque de Caxias (3º.), Belford Roxo (7º.), Petrópolis (9º.) e Macaé (12º.). O principal aliado do PMDB é o PP, segundo partido que mais elegeu prefeituras no estado, 16 no total, embora nenhuma de grande porte.

Além desses três campos, outros devem ser considerados para a disputa no Rio em 2018.

Não obstante tenha perdido sua única prefeitura em Itaocara, o PSOL saiu fortalecido com a ida de Marcelo Freixo ao segundo turno da capital. Tudo indica que em 2018 seu candidato ao governo será o bem votado vereador carioca Tarcísio Mota, enquanto Freixo disputará de forma mais segura uma das duas vagas ao senado.

O senador Romário (PSB) é outro que tem pretensões ao governo do estado em 2018. Seu partido elegeu 6 prefeituras, embora nenhuma de grande porte. Sua proximidade com Crivella e Clarissa Garotinho pode indicar que seja o seu nome o indicado do bloco PR-PRB para a disputa estadual.

Não há dúvidas de que o campo da esquerda tradicional foi o maior derrotado no Rio de Janeiro. O PCdoB saiu de 3 prefeitos eleitos em 2012 para nenhum em 2016, enquanto o PT saiu de 10 para apenas um em Maricá.

Em 2018, o PT provavelmente abrirá mão da reeleição do senador Lindbergh Farias que deverá concorrer a uma vaga de deputado federal para fortalecer a chapa do partido. Vale lembrar que a chapa do PT perdeu seu principal nome, Alessandro Molon, que migrou no ano passado para a Rede.

Essa esquerda tradicional formada por PT e PCdoB parece ter dois caminhos possíveis pela frente:

O primeiro caminho possível, ainda que mais difícil, seria o apoio ao candidato do PSOL. A aliança constituída no segundo turno dessa eleição municipal poderia ser mantida para 2018. Contudo, essa via esbarra na dificuldade do PSOL em realizar alianças políticas com outros partidos que não o PCB. Além de certo constrangimento da política nacional.

Outra possibilidade mais plausível seria a aliança com o PDT, partido que neste ano elegeu 6 prefeituras no interior do Rio. Neste cenário, o PT e o PCdoB fariam parte de uma aliança nacional em torno da candidatura de Ciro Gomes para a presidência da república. Essa chapa não possui ainda nenhum nome natural para disputar o governo do estado.

Muita água passará por esse rio ainda. Seja como for, as bases para a consolidação das futuras alianças sairão desse cenário que aí está.

 

Theo Rodrigues é cientista político

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