Mais notas para resistência - O Cafezinho

O Cafezinho

quarta-feira

11

janeiro 2017

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Mais notas para resistência

Escrito por , Postado em Arpeggio, Assinante, Miguel do Rosário, Política

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A história é um pesadelo do qual é possível acordar? Diante da brutal campanha de destruição a que o Brasil foi submetido, vale a pena fazer uma comparação entre a nossa realidade e a narrativa contada na mais nova série da Amazon, The Man in The High Castle (tradução literal: o homem no castelo do alto).

A série, baseada no romance homônimo de Philip Dick, é um magnífico suspense de espionagem, ambientado nos anos 60, num mundo onde os nazistas venceram a II Guerra. Os Estados Unidos foram divididos pela metade. O oeste é ocupado pelo Japão, o leste faz parte do III Reich. Há uma zona neutra no centro do país, semi-abandonada.

O plot, no entanto, e não posso falar muito, já seria genial se fosse só isso, mas há ainda um ingrediente fantástico, realidades paralelas se desenrolando simultaneamente.

E se, por exemplo, o golpe não tivesse acontecido? Se a Lava Jato tivesse sido desmascarada logo no início, evitando o desastre que se seguiu?

Sim, porque agora está claro. O Brasil foi destruído por dois agentes principais: Lava Jato e Globo. Os coxinhas foram a massa de manobra. O seu nível de indigência mental é algo apavorante, mas eles são vítimas de décadas de lavagem cerebral midiática.

Antes da Lava Jato, o Brasil crescia, o desemprego era o menor da história, as contas públicas estavam todas em ordem, os investimentos em educação, saúde e infra-estrutura eram recordes, a luta contra a corrupção prosseguia de maneira organizada e firme.

A economia é um ecossistema. Não se pode destruir nenhuma de suas partes sem afetar o todo. Ainda mais os setores de petróleo e gás e de construção pesada, que formam (ou formavam, já que foram praticamente aniquilados pela Lava Jato) o que os clássicos de economia chamam de “indústria de base”.

A destruição de um setor tão importante gerou um efeito cascata que arrasou dramaticamente toda a economia brasileira. Mas isso era óbvio que ia acontecer. O nível de irresponsabilidade da Lava Jato, e das autoridades que tinham prerrogativas para impedir esse desastre, é inacreditável.

Quando FHC fez o Proer ao final de seu segundo mandato, para salvar os bancos, emprestando a eles o equivalente hoje a mais de 100 bilhões de reais, a elite brasileira defendeu a operação alegando que era necessária para gerar um efeito sistêmico. O argumento convenceu muita gente, até mesmo Lula, que elogiou os tucanos pela iniciativa. Quando os governos do primeiro mundo, diante de recentes cataclismas financeiros, injetaram trilhões de dólares no sistema bancário, o mundo inteiro ficou horrorizado, mas ninguém encontrou argumentos satisfatórios para contestar o óbvio: era preciso evitar uma crise sistêmica.

O que faz a Lava Jato? Ao contrário de qualquer bom senso, o próprio Estado produz uma crise sistêmica. Ele se autodestrói. Um punhado de mandarins do serviço público, que auferem rendas mensais sem paralelo no planeta, resolve destruir as mesmas empresas cujos impostos abastecem os cofres que pagam seus próprios salários!

Quando falamos dos marajás do serviço público brasileiro, devemos ser claros: refiro-me ao Ministério Público e ao Judiciário. No caso da Lava Jato, a farra é agravada pelos gastos extras. Os procuradores da Lava Jato viajavam aos EUA, tudo pago por dinheiro dos contribuintes, para repassar informações ao Departamento de Justiça americano, contra a Petrobrás e a Odebrecht, ou seja, justamente as empresas que mais pagam impostos no Brasil.

O Estado brasileiro se suicidou. Ele matou as próprias empresas que o sustentavam. A campanha alucinada contra a Petrobrás, por exemplo, é a maior estupidez do mundo, porque a estatal é a maior pagadora de impostos do país. São mais de 100 bilhões de reais pagos ao ano, e isso acontecia independente do nível de lucros ou do preço do petróleo.

O maior culpado disso, no entanto, é a Globo, porque a fonte de desinformação, a raiz da loucura, vem dela. Somente uma opinião pública informada poderia evitar esse suicídio, e como seria possível um monopólio, cheio de interesses próprios, dar conta do sofisticado, complexo e contraditório conjunto de dados que explicam a realidade nacional? E como é possível haver democracia ou desenvolvimento sem informação?

A Globo nunca fez uma mísera reportagem para mostrar quanto de imposto a Petrobrás pagava. Ao invés disso, fazia matérias criminalizando os impostos, sem esclarecer a população de que, sem impostos, não há infra-estrutura, segurança, saúde. Não há governo.

Eu tenho falado muito nos Estados Unidos, porque eu acho que a única maneira de entendermos o Brasil é nos comparando com outro país, e naturalmente com uma economia desenvolvida, que nos sirva de modelo, não necessariamente político, mas em termos de infra-estrutura e bem estar social.

Quando observamos o cenário político, vemos que até mesmo a direita brasileira, até mesmo as instituições conservadoras, são manipuladas pela Globo. Mesmo considerando a direita em seus próprios parâmetros ideológicos, vê-se que ela é inteiramente equivocada.

Eu não quero convencer apenas a esquerda. Eu quero convencer também os coxinhas, porque eu considero que todos nós somos vítimas da desinformação.

A manipulação da informação é uma máquina de destruição em massa, porque ela leva as lideranças brasileiras, à esquerda e à direita, a tomarem decisões erradas, como tem acontecido.

O neoliberalismo, por exemplo, é uma historinha para boi dormir vendida para coxinhas do terceiro mundo. O mundo desenvolvido jamais foi neoliberal. Os coxinhas não conhecem sequer o outro lado das grandes economias, as lutas sociais que deram grandeza aos Estados Unidos e Europa. Foram milhares de greves, manifestações, protestos, milhões de artigos, livros, filmes, séries.

Há um livro do Gay Talese, sobre a história do New York Times, que trata das greves dos trabalhadores de imprensa ao longo de toda a primeira metade do século XX. Nova York chegou a ficar sem jornal durante quase um ano, por causa de uma greve. E os jornalistas e escritores, mesmo passando por dificuldades, quase sempre ficavam aos lado dos trabalhadores. Tudo isso gerou uma cultura política original, que passa muito longe dos estereótipos dos EUA que os coxinhas construíram assistindo filmes da Marvel.

Foi assim também com a Roma Antiga. Ela só se tornou grande através dos séculos por causa das terrível lutas sociais que foram conformando a República e depois o Império.

Tudo isso permanece hoje. A luta social ainda é muito intensa nos Estados Unidos. O coxinha viaja para Miami, e observa as calçadas limpas, o ônibus bonito, mas não lê na imprensa brasileira que o transporte é público, que as cidades americanas apenas se desenvolveram porque seus trabalhadores ganham bem, e que eles só ganham bem porque lutaram muito para isso.

A mídia brasileira é a pior do mundo, porque transformou o país numa ilha política cercada de mentiras por todos os lados. Há mentira e omissão até mesmo nos detalhes. Na Europa e EUA, por exemplo, os terminais de autoatendimento bancário são centralizados. No Brasil, não. No shopping center, na rua, cada banco precisa ter seu terminal bancário. As unidades 24 horas, que supostamente prestariam serviços para todos os bancos, cobram taxas caras e nunca avançaram muito. Tudo isso eleva o custo bancário por pessoa, e entra no famigerado custo Brasil.

As tarifas públicas cobradas por serviços de internet e telefonia também são mais caras no Brasil do que em outros países, e isso deveria ser denunciado dia e noite pela grande mídia. São essas coisas que aprisionam a economia brasileira e entravam o nosso desenvolvimento, levando prefeituras e estados à falência, porque os recursos se concentram em mãos de poucas empresas, as quais, diante de consumidores descapitalizados, também enfrentam problemas.

Tudo isso é culpa da mídia brasileira, que não faz campanhas para redução das tarifas, que não produz pesquisas comparativas com os preços praticados em outros países.

Também não é possível desenvolver uma ideologia política adequada à política brasileira sem informação. Lembro-me de ter lido uma bela reportagem no Washignton Post, alguns anos atrás, sobre um programa social lançado em Washington, no qual o Estado simplesmente pagava integral ou parcialmente o aluguel de apartamentos para sem-teto viverem. Era um programa já consolidado no Canadá. Havia estudos provando que saía mais barato para o Estado pagar alugueis do que arcar com as consequências das populações de rua, além do bem estar e paz social criados com o desaparecimento da visão infernal, um prejuízo moral para todos, de ver famílias vivendo nas ruas.

Há muitos anos que observo que a campanha de desinformação ideológica é brutal. Lembro-me que, quando o governo lançou o Bolsa Família e se ouviu aquele burburinho todo contra os programas sociais, nenhum jornalista da grande mídia teve a decência de esclarecer a opinião pública brasileira, em especial a classe média que adora Europa e os EUA, informando que esses países tinham e tem, desde priscas eras, programas sociais muito mais dispendiosos.

No New York Times de ontem, há uma reportagem sobre o novo posicionamento político de Andrew Cuomo, governador de Nova York, desde já cotado como pré-candidato democrata para as eleições presidenciais de 2020. Diz a reportagem que Cuomo está fazendo uma série de “movimentos à esquerda (left-leaning)”, que incluem o aumento do salário mínimo, a legalização de casamento do mesmo sexo e a aprovação de leis que regulamentam o comércio e o uso de armas de fogo.

Eu acho interessante porque o coxinha médio brasileiro não sabe que os Estados Unidos é uma democracia onde existe uma enorme tensão política entre tendências à esquerda e à direita, e que a grandeza do país nasce da energia gerada pela tensão e não do esmagamento de uma das forças.

A ignorância da esquerda em relação aos EUA também é prejudicial, porque não convence. Ao vender os EUA como origem do mal, a esquerda perde a oportunidade de mostrar à sociedade brasileira que existe uma interessante luta de ideias por lá.

Cuomo (o governador de NY) quer se posicionar como o anti-Trump, e, com isso, ganhar não apenas os eleitores democratas, mas todos aqueles que não se empolgaram com a candidatura dúbia de Hillary Clinton. Nos eventos que está promovendo em Albany, uma figura de destaque tem sido Bernie Sanders, o democrata autodeclarado socialista que, segundo muitos analistas, poderia ter vencido Trump. Num desses encontros, Cuomo defendeu que “o grande Estado de Nova York sirva de porto seguro aos princípios progressistas e de justiça social que fizeram a América”. Ora, a expressão “justiça social”, no Brasil, é associada ao PT. O meu ponto é que os coxinhas brasileiros parecem ignorar que o vocabulário político brasileiro, como de qualquer nação democrática do mundo, sempre vai comportar expressões desse tipo, porque elas se referem a necessidades reais.

Nos EUA, a mídia é severamente regulamentada. Não é esta selvageria que vivemos no Brasil. O capitalista brasileiro é tão burro que não vê a importância de regulamentar a mídia para que o custo de publicidade seja menor?

A audiência nacional dos canais de tv nos EUA tem um teto máximo de 39% estabelecido por lei. Ora, a Globo atravessou as últimas décadas com audiências muito superiores a esta, em especial no horário nobre. O Jornal Nacional até hoje tem audiências maiores. Um candidato presidencial brasileiro, que pretenda realmente fazer política, tinha que trazer esses dados para a campanha! E dizer que há, sim, forma de superarmos o atraso econômico e político do Brasil em relação aos países desenvolvidos, mas que, antes, é preciso termos consciência e a informação sobre o nosso atraso. Os dirigentes da esquerda falam em regulamentação da mídia sem a mínima preocupação em apresentar dados concretos sobre a mídia no mundo democrático, e com isso o seu discurso nunca foi eficaz e nunca obteve nenhum resultado. Ao contrário, o discurso pela democratização da mídia sempre soou, aos ouvidos de boa parte da opinião pública, como uma maneira de criticar o mensageiro, e não a mensagem, e como uma forma de fugir às críticas da imprensa. Com isso, os próprios dirigentes da esquerda desmoralizaram o discurso pela democratização da mídia. Ou então, como Dilma e seus ministros fizeram, criou-se um silêncio envergonhado e covarde diante do problema central da política brasileira.

A mídia, naturalmente, surfou tranquilamente na onda da incompetência, oportunismo, covardia e preguiça da esquerda.

Nunca advoguei que um dirigente político de esquerda deixasse de dar entrevista aos grandes meios de comunicação. O que eu sempre achei um absurdo é que eles não articulasse, assertivamente, para dar entrevistas também para meios alternativos. Com isso, ele atingiria públicos diversos e ajudaria a imprensa alternativa a se tornar mais forte. Dilma nunca teve a coragem de pronunciar a palavra “blog” num discurso ou num debate. Quem a pronunciou foi Aécio, num dos debates na TV, para xingá-los, obviamente, o que mostra que o PSDB respeitava mais os blogs, embora às avessas, do que o PT. As entrevistas que Dilma deu aos blogs foram incrivelmente mal organizadas, juntando nã0-jornalistas e jornalistas, sem nenhum tipo de conversa ou articulação para permitir uma fluidez melhor da conversa.  E mesmo assim, logo após as entrevistas aos blogs, Dilma disparava nas pesquisas. Assim como Lula. A primeira entrevista que Lula deu aos blogs após sair do governo, gerou uma repercussão que eu jamais vi em nenhuma outra entrevista concedida pelo presidente, mesmo também tendo sido tremendamente mal organizada.

Os governos petistas, ao contrário da lenda coxinha, e das mentiras da mídia, que tentam vender a narrativa de que imprensa alternativa e blogs viviam de “dinheiro público”, portaram-se exatamente ao contrário. Carta Capital, Caros Amigos, Brasil de Fato, blogs, foram discriminados pelo governo. Nos últimos meses da administração Dilma, o governo, pressionado pela própria audiência monstruosa de alguns blogs, abriu exceções. Mas foram migalhas, que não mudaram nenhuma realidade. Foi a primeira vez, depois de 13 anos de governos petistas, que o Cafezinho, por exemplo, começou a receber publicidade  de estatais. E o que fez a mídia? Começou a soltar reportagens, repetidamente, enfatizando não os milhões que ela mesmo recebia, mas os 0,06% das verbas da Secom que iam para a imprensa alternativa.

Estranhamente, a mídia parou completamente, nos últimos tempos, de produzir reportagens sobre as verbas da Secom. Alguns de seus colunistas, como Elio Gaspari, entre outros, são suficientemente cínicos para escrever artigos criticando as despesas de propaganda federal em meio à crise, e ao mesmo tempo omitindo que essas despesas pagam seus próprios salários, e que os próprios jornais onde eles trabalharam fizeram campanha covarde para que o governo promovesse discriminação ideológica da publicidade pública.

O Judiciário, cúmplice do golpe, parece não ligar para o fato da publicidade estatal degenerar cada vez mais em propaganda partidária barata. Mas como o Judiciário fará alguma coisa se o próprio Supremo, se o próprio Tribunal Superior Eleitoral, revela o mais profundo desprezo contra qualquer manifestação de opinião pública que não seja um editorial da Globo lido por William Bonner, como fica claro com a viagem de Gilmar Mendes no avião presidencial?

Philip Dick vivia numa democracia vibrante, apesar das tensões terríveis que caracterizavam os EUA dos anos 60, e produziu uma história sinistra, na qual o seu país era dominado por nazistas sanguinários, tanto japoneses como alemães.  O narrador sugere, contudo, que existiriam realidades paralelas, onde os nazistas foram efetivamente derrotados.

Aqui no Brasil, nossa situação é inversa. Vivemos um regime autoritário, onde os juízes tomaram o lugar dos militares e passaram a reger ou autorizar, em todo país, violências policiais ou de procuradores, contra cidadãos e empresas. Será que tudo isso é um pesadelo? Será que o Brasil vai acordar e descobrir que não houve golpe, que a Lava Jato não aconteceu, que as grandes empresas e a Petrobrás seguem firmes, tocando as obras de infra-estrutura de que o país precisa, que a luta contra a corrupção segue, mas de maneira discreta, prudente, constitucional?

O capitalismo brasileiro, sem informação, intoxicado por uma mídia ideologicamente insana, deu um tiro na própria cabeça.

O Brasil agora precisa respirar fundo e acordar desse pesadelo. Prefeitos, governadores, autoridades desse país, devem entender que a entrega de patrimônio e obras de infra-estrutura para empresas estrangeiras gera menos arrecadação fiscal, e, portanto, apenas irá acentuar a crise brasileira.

Para sair da crise, o governo precisa ampliar a cobertura social, elevar os gastos com educação e saúde, aumentar brutalmente os investimentos em infra-estrutura. Para fazer isso, precisa assumir o controle do país, sobretudo das áreas estratégicas.

Mas essa é a tragédia de termos um governo golpista. Ele não dialoga mais com a sociedade. Não respeita ninguém nem é mais respeitado por ninguém. Seu único diálogo parece ser com meia dúzia de nababos da Fiesp e donos da grande mídia.

Os ministros da Cultura, da Educação, da Saúde, dos governos eleitos, participavam de congressos e eventos de seus respectivos setores e dialogavam. Hoje, não.

O golpe, resultado de uma ação consertada entre Lava Jato e Globo, destruiu o Brasil. De um dia para o outro, deixamos de ser uma nação com baixo desemprego, dívida declinante, inflação controlada, altos investimentos em infra-estrutura e educação, para sermos um país devastado, sem futuro, sem esperança.

Eu quero saber como é possível que a nação continue a pagar salários para procuradores e juízes, com as contas quebradas. A primeira saída da crise deveria ser cortar drasticamente todas as regalias das castas. Cortar tudo! Auxílio paletó, passagens, auxílio-moradia, auxílio-colégio, carros, secretárias. Além de cortar tudo, era preciso reduzir os salários para um terço do que eles ganham. A mídia brasileira nunca fez uma campanha nacional, usando suas rádios, revistas, jornais e tvs, para mostrar como é nos EUA, Alemanha, Japão, onde a diferença entre o que ganha um alto funcionário público e o salário médio nacional é mínima. A mídia brasileira, por isso mesmo, é mentirosa e culpada por tudo que está acontecendo, porque sem informação não podemos lutar contra os arbítrios e entraves que atrasam o nosso desenvolvimento.

Rola um boato agora, por exemplo, que o governo do Estado do Rio quer acabar com a UERJ. Ora, isso dá vontade chorar! Quer dizer, que o Estado prefere bancar as regalias do judiciário, do Ministério Público, do que bancar educação e pesquisa, fatores obviamente estratégicos para o desenvolvimento econômico do Rio no médio e longo prazo?

Um dia, acordaremos desse pesadelo, e entenderemos que o fascismo midiático não interessa a ninguém. O Brasil, para seguir adiante, precisa democratizar a mídia, o judiciário, o tribunal de contas, o ministério público. Não foram necessários nem seis meses para mostrar que essa ditadura que vivemos hoje, esse regime de mandarins da mídia e do serviço público, precisa ser derrubado urgentemente!

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário

Editor em Cafezinho
Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.
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