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junho 2017

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Se há revolta, temos tudo

Escrito por , Postado em Colunistas, Redação, Wellington Calasans

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Por Wellington Calasans, Colunista do Cafezinho, na Suécia

Foto: Baianos querem votar/Reprodução Vídeo

Quando a Constituição foi assassinada em 2016, aqueles que praticaram o crime do golpe ignoraram que era rompido um importante pacto de convívio harmônico entre as instituições e a sociedade. A prática de abusos e as investidas contra o estado social e a soberania nacional são apenas um lado da história.

O povo já acordou e a próxima greve geral será o último recado pacífico dos 99% dos brasileiros à elite (1%) que ignora a insatisfação da “base da pirâmide”. Em conversas com alguns líderes sindicais, representantes de organizações civis, intelectuais e também da igreja, sinto que há consciência política e disposição suficientes para passos até mais ousados, como, por exemplo, uma greve geral por tempo indeterminado.

Este sentimento é potencializado a cada nova notícia que escancara a luta de classes e o descaso de setores da sociedade, como a justiça e a imprensa, que deveriam zelar pelo equilíbrio e pacificação. A baderna praticada por políticos, juizes e empresários contra o povo e contra o país só pode ser combatida com uma total paralisação. Parar agora significa evitar o aprofundamento do caos.

O Brasil, hoje, é um país desgovernado e que precisa da força do seu povo para continuar a existir. São muitos os políticos, servidores públicos e cidadãos comuns que estão dispostos a encarar este desafio da reconstrução. O misto de angústia e desejo de mudança tem como resultado a certeza de que é possível fazermos do Brasil um país exemplar e próspero.

A greve geral é, nesse sentido, a mais poderosa arma dos brasileiros contra a tentativa da elite de destruir os sonhos e aspirações da maioria. Somente com uma ação contundente como esta, que prejudica o setor produtivo e tira o 1% do completo egoísmo, é que será reaberto o canal de entendimento entre as classes.

Será impossível a um povo que conheceu, ainda que precariamente, o acesso à educação, saúde, seguridade social, emprego, alimentação, etc. aceitar passivamente a imposição de uma agenda reprovada por quatro vezes consecutivas nas urnas. Este será o recado da greve geral e é bom que seja ouvido, pois a desobediência civil é o passo seguinte.

Eleições diretas, referendo revogatório e uma nova Constituição são as aspirações de um povo ávido por dias melhores. É necessário que isso seja feito agora, pois somente assim será possível impedir novos rompimentos democráticos e avanços de práticas lesa-pátria. Dia 30 é o marco zero na nossa história, o povo quer ser mais do que um coadjuvante. Se há revolta, temos tudo.

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