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Petroleiros vão à polícia contra demissões na Petrobras

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Foto: SindipetroBa

Do Sindipetro/BA

Petroleiros da Bahia prestam queixa em delegacia contra direção da Petrobrás e gerentes que reduziram efetivo mínimo na RLam

Diante da implantação da redução arbitrária e unilateral do efetivo mínimo operacional, representantes sindicais e petroleiros da Bahia, registraram, na manhã desta sexta-feira, 16/06, uma queixa na 21ª Delegacia Territorial de São Francisco do Conde, responsabilizando a direção da Refinaria Landulpho Alves (RLam), através de seus gerentes, de impor aos trabalhadores a realização de atividades laborais em situação de risco concreto, ao descumprir as normas regulamentadoras, principalmente a NR 20 e a NR 10 e  também a cláusula 91ª do ACT, configurando tal fato, crime previsto no artigo 132 do código penal brasileiro (expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente), que, em síntese, tipifica a conduta de expor os trabalhadores à situação de risco de acidente e de morte.

A decisão de prestar a queixa que gerou o boletim de ocorrência de número  17/00891, foi tomada após assembleia realizada com os trabalhadores da RLam, onde também foi aprovada greve por tempo indeterminado na área de refino, além de outros indicativos da FUP. Se dirigiram à delegacia, 45 pessoas, entre trabalhadores e dirigentes do sindicato, além dos advogados criminalistas Constantino Palmeiras e Bernardo.

Para o coordenador do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, “é preciso imputar a responsabilidade a quem é de direito, pois a gerência sabe os riscos que podem vir a acontecer ao reduzir de forma drástica o efetivo mínimo das unidades das refinarias. Por isso, optamos por nominar os gerentes na queixa prestada à polícia, inclusive porque os gerentes têm a obrigação de alertar à direção da Petrobrás sobre o risco iminente nesse caso. Ao aceitar, sem contestar, eles estão sendo omissos, e, portanto, se tornam culpados”.

Luis Edmundo

editor associado em O Cafezinho
Luis Edmundo Araujo é jornalista e mora no Rio de Janeiro desde que nasceu, em 1972. Foi repórter do jornal O Fluminense, do Jornal do Brasil e das finadas revistas Incrível e Istoé Gente. No Jornal do Commercio, foi editor por 11 anos, até o fim do jornal, em maio de 2016.

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8 Comentários em "Petroleiros vão à polícia contra demissões na Petrobras"

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Ralfo Penteado
Visitante

A questão é anterior : permanecem na Petrobras gente do crime e os denunciantes são assediados e demitidos. Não interessa ao Parente limpar a companhia e reaver somas. Muito estranho ou nada estranho com o presidente ex-vice presidente e seu grupo que “temos”.

Visitante

Lula para Presidente Bernardes

robertoAP
Visitante

Isso não adianta nada, a polícia vai registrar BO e guardar na gaveta.
Na Grécia,Turquia,Ucrânia etc. os interventores espúrios em estatais, de um governo golpista instalado na marra, como esse do Brasil, foram simplesmente jogados pela janela, e o donos da empresa que são os funcionários, tomaram ela de volta e revogaram todos os atos do preposto corrupto.

Visitante
GABRIEL
Visitante

AGORA É ASSIM. OS PATRÕES MANDAM E OS SERVIDORES TEM A OBRIGAÇÃO DE ACEITAR, É? TEM QUE FAZER QUEIXA CRIME MESMO. NÃO SE PODE DE MANEIRA ALGUMA SUCUMBIR A ESSES VIGARISTAS NÃO. UNIDOS TEM O PODER. TEMOS QUE DERRUBAR ESSE DESGOVERNO GOLPISTA PRA O EMPREGADO VOLTAR A TER SEUS DIREITOS DE VOTA E TRABALHAR EM PAZ E COM SEGURANÇA.

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