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julho 2017

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A saída é pela via política. Fracassou a figura do “laranja” representante da minoria

Escrito por , Postado em Colunistas, Redação, Wellington Calasans

Por Wellington Calasans, Colunista do Cafezinho

As recentes manifestações de resistência ao golpe em curso no Brasil são mais maduras, pois menos espalhafatosas, menos eleitoreiras e mais focadas no objetivo de reconciliação nacional e defesa dos interesses do Brasil. Quando a luta de classes fica escancarada, melhor buscar o diálogo.

A Frente Ampla Parlamentar, presidida pelo Senador Roberto Requião, o Projeto Brasil Nação, liderado pelo Professor Bresser Pereira e o recente Manifesto Pela União Nacional, lançado pelo ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo, são consistentes e apontam para a necessária saída do impasse.

Nos três casos fica evidente que não há outra saída que não seja pela via política. A tentativa de introduzir, via justiça, figuras importadas de Batman e Herry Potter como salvadoras da “grande vilã corrupção” não funciona por não convergir com a aspiração dos brasileiros de querer votar e escolher os seus representantes.

Aqueles que lutaram para derrubar Dilma e hoje, em boa parte, trabalham para derrubar Temer têm pressa de impor uma agenda unilateral. Rodrigo Maia tem sido forjado na mesma mídia como “conciliador”, mas o problema político, social e econômico no qual mergulharam o Brasil só poderá ser resolvido com a pacificação, a unidade nacional.

Eleições Gerais imediatas ou um governo de transição, as opções estão postas e é necessário agarrá-las. A “fábrica de laranjas” que cria falsas soluções para problemas profundos não consegue mais cumprir o seu papel de “gerar a paz”, pois ao optar pela agenda da minoria, negligencia as escolhas democráticas das urnas nas últimas quatro eleições.

A evidente interferência da justiça no atual cenário político dá ao Brasil características perigosas que se assemelham ao “Velho Oeste” dos filmes. Quando a justiça tem lado, e a condenação sem crime de Lula escancarou isso, a própria justiça entra no “jogo” como inimigo a ser tombado.

Não será de fora do Brasil que virá soluções. Exemplos de fracassos nas intervenções e mediações estrangeiras em casos de crise de alguns países ratifica isso. É preciso que seja resgatada a ordem interna, pois sem ela não há a paz necessária para o diálogo. Setores econômico, judiciário, político, social e a imprensa precisam conhecer os próprios limites.

A atuação harmônica e respeitosa entre as forças, onde todas tenham o respeito pelos interesses da Nação como referência obrigatória é o caminho imediato para que possamos chegar ao necessário entendimento. Após isso, devolver ao povo o seu direito de exercer o voto como ferramenta participativa, sem a ameaça do patrocinador privado de campanha e com o rigor na observação das propostas de cada candidato. E aqui o apelo democrático deste jornalista: cumpra-se!



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