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Mídias Analisadas

Este blog se propõe a analisar as principais mídias nacionais. É um trabalho que uma infinidade de blogueiros já vem realizando espontaneamente, mas eu agora pretendo fazê-lo de maneira sistemática, diária e profissional, o que faz uma profunda diferença.

Como análise, o autor entende a contextualização política, histórica e midiática de cada notícia, procurando oferecer ao leitor uma visão global. Por exemplo, notícias de economia costumam vir incompletas ou enviesadas, com omissão de dados fundamentais para se entender a conjuntura.

Já na política, a distorção é um fato corriqueiro. Isso não significa, porém, que devemos deixar de acompanhar a imprensa corporativa. Em vários sentidos, ela é imprenscindível para a democracia brasileira, porque é a única com alcance e infra-estrutura para dar conta da gigantesca tarefa de levar informações para quase 200 milhões de cidadãos. Por isso mesmo, em vez de apenas condenar a imprensa, devemos nos esforçar para fazer uma complementação crítica. Este é o objetivo deste blog.

Em verdade, analisarei praticamente todas as mídias nacionais e algumas estrangeiras, mas precisamos focar, naturalmente, os principais veículos. Blogs, portais e redes sociais também serão acompanhados.

Os editoriais e as matérias serão analisados com muito cuidado, de maneira a extrair, de cada conteúdo, o máximo possível de informação, tentando mostrar os interesses em jogo, as eventuais manipulações da notícia e da opinião pública, e apontar os possíveis desdobramentos midiáticos e políticos.

Em toda a América Latina, vem se aprofundando o conflito entre as mídias corporativas e governos “populares”.  Para muitos, este conflito se tornou o debate político dominante na maioria desses países. Não acho que seja saudável, porém, que esse conflito se aprofunde até se tornar uma verdadeira guerra da comunicação, como às vezes parece que é o caminho por onde vamos. Porque em toda guerra, diz o ditado, a primeira vítima é a verdade.

Por isso resolvi contribuir humildemente, como cidadão e jornalista, para mitigar um pouco este conflito, através do exercício do pensamento crítico. Acredito que se a sociedade – ou pelo menos a sua vanguarda intelectual – tiver acesso a um serviço de qualidade que lhe permita receber as informações políticas e econômicas já filtradas do rancor partidário e ideológico que tanto prejudica a qualidade jornalística, ela terá condições de participar com auto-confiança e tranquilidade do processo político do país.

Não tenho a presunção de preencher esta lacuna sozinho. Como diziam os antigos: a gente faz o que pode. Importante observar também que não estou inventando a roda. Este é um serviço que tem sido prestado, privativamente, a quase todos os políticos e empresários importantes, em geral a um custo extremamente alto. Falta, por isso mesmo, alguém que se preste a fazer isso ao público em geral.

 

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