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Datafolha revela grande favoritismo de Haddad em SP

Por Miguel do Rosário

02 de fevereiro de 2012 : 09h15

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Agora que o Datafolha liberou a íntegra do relatório de sua pesquisa de intenção de voto para as eleições na capital paulista, podemos fazer uma análise detalhada dos números. Eles constituem, além disso, uma importante base para a realização de uma análise de conjuntura da realidade política brasileira neste início de 2012.

Conferindo os números, entende-se porque a imprensa paulistana não lhes deu muita atenção. Ao trabalho.

Na tabela acima, destacamos os seguintes pontos:

  1. O apoio de Dilma levaria 34% dos paulistanos a votarem num candidato à prefeitura de SP. Neste quesito, Alckmin tem apenas 31%. Ou seja, Dilma tem mais força política em São Paulo que o próprio governador.
  2. O apoio da presidente levaria 17% dos paulistanos NÃO votarem num candidato. 25% dos paulistanos NÃO votariam no candidato apoiado por Alckmin. Ou seja, Alckmin é mais rejeitado que Dilma em São Paulo.
  3. 49% dos paulistanos votariam num candidato apoiado por Lula, e apenas 16% NÃO votariam.
  4. A rejeição de Kassab é altíssima: 46% dos paulistanos NÃO votariam no candidato apoiado por Kassab; apenas 14% votariam no candidato apoiado por ele.
Esses números indicam um forte favoritismo de Fernando Haddad, candidato do PT que conta com entusiástico apoio do ex-presidente Lula, nas eleições paulistanas deste ano. Revelam também o débil cacife eleitoral do prefeito, razão porque PSDB e PT parecem esnobar o seu apoio. Na verdade, Kassab tira votos. A única importância de seu apoio é o uso da máquina da prefeitura.

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Confira a evolução da influência eleitoral dos principais atores políticos que se envolverão nas eleições de SP:

Repare que a rejeição ao candidato de Dilma, após subir um pouco na primeira semana de dezembro, voltou a cair ao fim do mesmo mês; e sua influência positiva subiu fortemente de setembro a dezembro, passando de 26% a 34%. No mesmo período, a influência positiva de Lula pulou de 40% para 49%.

A tabela abaixo é fundamental para analisar uma possível influência de Kassab em sua sucessão. Repare que a rejeição ao prefeito é forte em todas as faixas de renda, mas sobretudo junto aos que ganham mais de 10 salários; neste segmento, 46% consideram seu governo ruim ou péssimo.

Os dados abaixo mostram que Kassab também não é popular entre os pobres. 20% das pessoas que ganham menos de  5 salários deram nota zero ao prefeito. Este índice vai a 22% entre os que possuem apenas o ensino fundamental. A nota zero foi a que recebeu maior número de votos, revelando que Kassab está sendo pesadamente rejeitado pelo eleitorado paulistano. Esses números questionam seriamente a vantagem que haveria, para o PT, de aliar-se a Kassab na disputa pela prefeitura.

Confira o nível de conhecimento de cada candidato:

Repare que Serra é “muito bem” conhecido por 73% dos paulistanos, contra apenas 8% que conhecem “muito bem” Haddad. Matarazzo é “muito bem” conhecido somente por 4%, Bruno Covas por 5%.

Observe o grau de rejeição dos principais candidatos:

Netinho sofre de uma rejeição brutal entre os mais ricos: 53% dos que ganham mais de 10 salários não votariam nele de jeito nenhum. Mas o bicho papão dos pobres é José Serra.  Dentre os que ganham até 1 salário, 34% não votariam nele de jeito nenhum. Serra também não é popular junto à classe média: 37% dos que ganham de 5 a 10 salários não votariam no ex-governador.

No quadro das intenções de voto, publico aqui um cenário sem José Serra, já que ele insiste que não vai participar do pleito. O candidato tucano é Andrea Matarazzo, já que não creio que o PSDB vá escolher um garoto inexperiente como Bruno Covas para disputar uma eleição tão importante.

 

Na tabela acima, os pontos que chamam a atenção são os seguintes:

  • Celso Russomano à frente, com 20%. Até agora, a imprensa só abordou as negociações entre PT e PSD, mas na verdade a principal força política, segundo as pesquisas, é o PRB.
  • Soninha tem 10% de intenções de voto; disputando o primeiro lugar  entre o eleitorado com ensino superior, com 14%.
  • Matarazzo está muito fraco:  só tem uma performance significativa entre os que ganham mais de 10 salários, e mesmo assim só 7%. Nessa mesma faixa de renda, Haddad tem 11%.
Conclusão: O candidato petista Fernando Haddad é o franco favorito das eleições paulistanas para 2012. O único candidato forte dos tucanos é mesmo José Serra. Contudo, seus 21% de intenção de voto são de longe ultrapassados por uma rejeição de 33%.  E num processo eleitoral em que Serra participasse, o tema principal seria o livro Privataria Tucana. A editora Geração Editorial deve estar fazendo uma intensa campanha para que Serra aceite o desafio…

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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5 comentários

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Marcos

27 de junho de 2012 às 21h52

Não farei o login porque ele fica no alto e a direita. Até aceitaria que fosse no alto mais tem que ser a esquerda.

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    admin

    28 de junho de 2012 às 00h30

    Não seja por isso. Se eu pudesse, fazia uma diagramação especial pra ti. Sou socialista empreendedor. Abs!

    Responder

Vishal

12 de fevereiro de 2012 às 21h17

É vredade Dr quem sabe seu time ganha uma Libertadores ou um Mundial algum dia ai vc poderá torcer e não somente ficar no sofá assistindo!!!hahahahahaahahahahaAfinal, vc não acha que se pode ser campeão do Mundo sem ganhar a Libertadores né??Torneio de Verão não vale!!!!!!!hahahahahahahahahaSANTOS TRI-CAMPEÃO MUNDIAL DE FUTEBOL!!!!!

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spin

03 de fevereiro de 2012 às 06h25

Será que em 2014 teremos Haddad na prefeitura, Lula candidato a governador e Dilma candidata à reeleição. Uma coisa é certa: Para evitar isso o pig virá com tudo para impedir a vitória de Haddad

Responder

    Ivanovitch Medina

    03 de fevereiro de 2012 às 23h03

    Penso que a lógica política seja essa!
    Dilma, reeleição;
    Lula, governador;
    Haddad, prefeito;
    Perfeito!

    Responder

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