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O caos na Saúde pública

Por Miguel do Rosário

04 de junho de 2012 : 12h06

O protesto da médica Ângela

Enviado por luisnassif, seg, 04/06/2012 – 10:05

Por Almeida

O retrato da saúde no Rio e em todo Brasil. Enquanto se enfeita a zona sul, a calamidade se espalha na periferia.Toda solidariedade a Dra. Ângela, por cumprir seu dever de cidadania e denunciar a canalha que ocupa o poder no seu estado.

Do R7

“Me senti no dever do cumprimento da cidadania”, diz médica que desabafou por ajuda em hospital

Na última quarta-feira, Ângela era a única médica do Rocha Faria e gritou por socorro

A equipe da Rede Record voltou ao hospital Rocha Faria, onde, na última quarta-feira (30), a única médica que fazia o atendimento na unidade fez uma desabafo emocionante e se tornou símbolo da luta contra a falência do sistema público de saúde. Um dia após o desabafo, a doutora Ângela Maria Albuquerque falou com exclusividade ao programa Domingo Espetacular. Veja o vídeo abaixo.

Carioca de 58 anos e 23 de profissão, a doutora Ângela sempre trabalhou em hospitais públicos e há três anos está na emergência do Rocha Faria.

— Numa emergência só chegam pacientes graves. Não é consultório. Não é ambulatório.

Naquela noite, pelo menos três médicos deveriam estar no pronto-socorro. Mas a doutora Ângela estava sozinha.

— Deu entrada um infartado e um suicida. Então, são dois casos bem distintos e você tem que socorrer os dois ao mesmo tempo.

A médica contou que, sem conseguir trabalhar direito, ela precisou dar uma satisfação a quem esperava há horas por um médico.

— Eu me senti no lugar dos pacientes. O sofrimento desse povo marcado pelo descaso. Isso me tocou. Me revoltou.

Segundo Ângela, que ganha R$ 4.100 por mês, os médicos estão fugindo dos hospitais Públicos.

— Não existem médicos, os médicos não querem mais trabalhar. Pelo salário, pelo o que estão pagando, ninguém quer mais trabalhar. E muito desgaste. É estresse.

O sindicato dos médicos do Rio de Janeiro concorda com a médica. De acordo com o presidente, Jorge Darze, o baixo salário tem sido um fator que tem expulsado os médicos dos hospitais públicos.

— Esse médico da administração pública. somado ao ambiente de trabalho degradado que esse médico fica exposto a uma realidade completamente adversa do que nós chamamos do exercício etico profissional.

A médica informou também que até o momento está trabalhando normalmente e que por enquanto não foi chamada para dar explicações à direção do hospital. Para a doutora, o que ela fez não teve nada de heroísmo, foi apenas sinceridade.

— E não me sinto corajosa, eu acho assim que eu me sinto mais no dever do cumprimento da cidadania. Não precisa ter coragem pra exercer a cidadania. Tem que exercer. Não precisa coragem.

A Secretaria Estadual de Saúde não quis se manifestar sobre as denúncias feitas pela médica, mas a direção do hospital Rocha Faria, através de uma nota, reconheceu a superlotação da unidade. Na quarta-feira passada, quando tudo aconteceu, foram feitos 497 atendimentos na emergência. O número é quatro vezes maior do que a capacidade, que é de 120 atendimentos por dia.

Assista ao vídeo:

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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elsonfidofilo@hotmail.com

05 de junho de 2012 às 06h56

Ontem eu assisti na Record uma matéria sobre os brasileiros que moram lá. Sabia que lá, cada cidadão paga dois impostos, um federal e outro estadual? E, além disso, eles tem uma alíquota de40°/° do salário retida na fonte. Perguntado se os imigrantes pensavam em retornar ao Brasil, eles responderam que nem pensar.

É claro que o sistema de saúde funciona, o remédio é gratuito e ninguém fica chiando por conta da carga tributária.
Aqui, quando derrubaram a CPMF, fizeram a alegria dos sonegadores, e depois querem criticar o governo por não conseguir gerir a saúde como ela merece.
É, gozado que todo mundo gosta de criticar os governos por não conseguirem atender as demandas da população, más um estado forte precisa de dinheiro e, é certo que os que mais tem, deveriam pagar mais, infelizmente a realidade é outra, quem menos tem é que paga mais.

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Reginaldo

04 de junho de 2012 às 15h16

Porque nao se tira a saude , a educacao das maos do governadores e prefeitos. Porque nao federaliza tudo , tira o icms e outros impostos estaduais e transforma tudo em federal.Prefeitos e governadores nao tem competencia para gerir isso, nunca teve. E porque a Dilma nao resolvo o problema da saude de um fez por todas cria a cpmf por medida provisoria , emiti moeda tem que ser um pouco mais radical. A Dilma tem todas as possibilidades ela pode radicalizar. Se o pig atrapalha o lula volta 2014 .

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