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A exportação industrial brasileira, por intensidade tecnológica

Por Miguel do Rosário

10 de julho de 2012 : 20h31

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(Ilustração capa: Joseph Beuys)

A tabela abaixo traz a exportação brasileira dos setores industriais, por intensidade tecnológica. São números importantes para entendermos as dificuldades e a competitividade da indústria nacional.

A estatística foi atualizada recentemente com números até dezembro de 2011.

Observe que o Brasil exportou US$ 256,0 bilhões em 2011, alta de 27% sobre o ano anterior.

A exportação de produtos industriais correspondeu a 59,8% desse total, ou US$ 153 bilhões, alta de 19% sobre 2010.

Como a exportação de produtos não-industriais cresceu ainda mais, o segmento perdeu percentual no total exportado. Mesmo assim, vale notar que ele cresceu substancialmente em 2011.

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Os produtos industriais de alta e média-alta tecnologia corresponderam a 20% das exportações brasileiras em 2011, ou US$ 52,32 bilhões, alta de 15% sobre o ano anterior.

Analisemos o setor de alta tecnologia. As exportações de produtos industriais de alta tecnologia geraram US$ 9,5 bilhões em 2011, alta de 2,4% sobre o ano anterior.

O destaque ficou com os itens “farmacêutica” e “instrumentos médicos de ótica e precisão”, cujas exportações registraram crescimentos de 20% e 17% sobre o ano anterior, respectivamente.

Os principais produtos de alta tecnologia exportado pelo Brasil são os itens de aeronática, que responderam pela geração de US$ 4,66 bilhões em 2011, queda de 0,5% sobre o ano anterior. É uma queda pequena, provavelmente causada por uma variação nos preços dos produtos.

No setor de média-alta tecnologia, houve aumento significativo das exportações, que totalizaram US$ 42,78 bilhões em 2011, alta de 18% sobre o ano anterior.  Neste setor, destacam-se os segmentos de veículos automotores, cujas exportações somaram US$ 16 bilhões em 2011, alta de 15,7% sobre 2010; o de produtos químicos, responsável pela exportação de US$11,33 bilhões, alta de 20% sobre o ano anterior; e o de máquinas e equipamentos mecânicos, com alta de 25,7% sobre 2010.

Conclusão: as acusações de “primarização” das exportações brasileiras não são verídicas. O Brasil, de fato, exporta quantidades gigantescas de produtos básicos, mas as vendas de produtos industrializados ainda correspondem a 60% da exportação brasileira. E continuam crescendo ano a ano, não em percentual sobre total, que é apenas uma equação relativa, mas crescendo em geração de divisas.

A tabela foi retirada do site do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

 

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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Elson

11 de julho de 2012 às 14h48

Nós temos que ficar de olho nos preços dos alimentos, afinal, os grandes investidores irão migrar dos investimentos em papéis para comodities.
É preciso que os governos interfiram de maneira a evitar a especulação financeira com alimentos, que aliás é uma mercadoria preciosa a vida humana.

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