Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Por que não fecho com Freixo?

Por Miguel do Rosário

26 de agosto de 2012 : 17h41

Por mais que eu tenha evitado, até o momento, entrar na seara da opinião pessoal aqui no Rio, muita gente já adivinhou que eu não apoio Marcelo Freixo e, consequentemente, meu voto vai para Eduardo Paes. Bem, eu não acredito em imparcialidade, não para mim. Até acho que ser imparcial é uma boa postura para alguns sites e jornais. Alguns, bem poucos. A maioria apenas é hipócrita ou pusilânime. Para mim, contudo, isso não funciona. Esse Cafezinho tem um conceito mais “equilibrado” que o Óleo do Diabo, onde eu chutava o pau da barraca. Mas a minha formação dentro da blogosfera é na seara da opinião transparente, explícita. É assim que eu gosto de agir.

No caso da eleição no Rio, a confusão é grande porque Marcelo Freixo entra como um candidato de esquerda, e os que apenas me conhecem como “blogueiro de esquerda” acham que meu voto natural seria nele. A turma do PSOL e simpatizantes, porém, que me odeia, por minhas posições governistas, pela defesa que faço de Dilma Rousseff (assim como fiz de Lula), já supunha que eu vinha mesmo de Eduardo Paes.

Este é o momento, portanto, de trazer alguns esclarecimentos de ordem ideológica, que serão de utilidade coletiva, espero eu, já que não foram inventados por mim, mas assimilados na mesma conjuntura política que todos nós vivemos.

Em primeiro lugar, eu defendo, radicalmente, um debate democrático sem baixaria. Respeito a opinião de todo mundo. Quer dizer, respeito um pouco menos quem vota em Serra ou Rodrigo Maia, por exemplo, mas mesmo neste caso, acredito num diálogo civilizado.

Esse é um toque que dou nos eleitores de Freixo. Eu respeito o seu voto, e a sua opinião. Nao entro em seus blogs ou perfis lhes agredindo. Respeitem a minha, sem apelar para baixarias, como me acusar de “miliciano”, apoiador de miliciano, e demais epítetos gentis. Tenho visto a militância de Freixo agredindo muita gente por aí: quem não vota em seu candidato, é ignorante, vendido, burro ou mal intencionado. Não é assim que se conquista votos, não é assim que se debate política.

E porque eu não apoio Freixo, um candidato de esquerda, supostamente bem intencionado, com propostas “revolucionárias” para a cidade?

Porque eu acredito na política. Não só acredito, como a estudo, cuidadosamente, há anos. Ela é resultado de um projeto coletivo, construído conjuntamente com as forças partidárias, instituições, governos, sindicatos, empresas e movimentos sociais. Nenhuma transformação, mormente numa cidade complexa, repleta de interesses em conflito, como o Rio de Janeiro, é possível através do voluntarismo de uma pessoa só. Não basta ter apoio de artistas da Globo e gente da zona sul. É preciso conquistar um mínimo de forças partidárias, econômicas e sociais presentes na cidade. É preciso conquistar as lideranças das áreas pobres, os sambistas. Dialogar com os empresários, com os vereadores de outros partidos.

Até aceito que um prefeito do Rio de Janeiro pode ser oposição ao governo do estado e ao governo federal, mas francamente, os cariocas estão bastante traumatizados com essa situação. Se fosse uma oposição realmente esclarecida, que soubesse distinguir bem as diferenças políticas e as necessidades republicanas de uma relação harmônica, tudo bem. Mas infelizmente não é o caso do PSOL.

E logo agora, que temos centenas de obras gigantescas de infra-estrutura em andamento, que teremos em breve eventos como Copa e Olimpíadas, não seria oportuno termos um prefeito às turras com o governador e a presidenta.

Estou dando razões práticas, que explicam não só a minha posição, mas a da maioria do eleitorado carioca.

Agora passemos às razões de ordem política e ideológica.

Eu não acho que o PSOL seja um partido maduro, nem politica nem ideologicamente. O eleitorado de Freixo mostra bem isso: é extremamente concentrado na zona rica da cidade.

Alguém argumentará: “Ah, mas o PT também tinha um eleitorado similar há 20 anos.”

Certo, mas o PT já era um partido consolidado no movimento sindical. Era resultado de vinte anos de lutas sindicais extremamente difíceis no ABC paulista. Era um partido com muitos parlamentares eleitos e que, apesar do radicalismo de seus primeiros anos, nascera justamente como um contraponto ao esquerdismo sectário.

O Freixo está realmente forte na zona sul e na classe artística. Muitos amigos meus votarão em Freixo, assim como votaram em Gabeira. Há um movimento forte na juventude para não votar em Paes.

Entretanto, eu não acho que a juventude está sempre certa. Eu escuto, observo, e vejo que a maioria desses jovens não está bem informada. Eles se deixam engambelar facilmente pelo discurso demagógico. O jovem é ingênuo. E todos esses anos de campanha sistemática na mídia contra a política, contra os partidos, aprofundaram ainda mais o sentimento antipolítica dessa garotada. É neste sentido que o eleitorado de Freixo tem características udenistas.

Além disso, seria errado dizer que a “juventude está com Freixo”. Segundo o Ibope, Freixo tem 19% dos jovens com idade até 24 anos, mas Paes tem 44%. Entre jovens entre 25 e 29 anos, Freixo em 8% e Paes, 52%. Entretanto, como os jovens que apoiam Freixo tem mais presença nas redes, por serem de classes sociais mais ricas, fica parecendo que a juventude em peso apoia o candidato.

Acompanho também o debate nas redes sociais. O lacerdismo emerge com muita força. “Freixo está contra ladrões e corruptos!”, gritam seus defensores. Ora, Freixo será um Collor da esquerda? Um novo caçador de marajás? Um messias acima dos partidos? Prefeito não é polícia, nem juiz. Quem pega ladrão e corrupto são autoridades que não estão ao alcance do prefeito. E um político apenas pode falar em ética em relação a si mesmo. Como um prefeito vai determinar que, de um dia para outro, 200 mil servidores se tornarão honestos, éticos e comprometidos com o interesse público? Isso é impossível, infelizmente. O que dá para fazer é dar início a medidas profiláticas. É aumentar a transparência e fortalecer as instituições de controle.

Há também muita confusão em relação a coisas como “remoções”, por exemplo. Não há problema em remoção. Se ela é feita de maneira digna, com aviso prévio, pagamento de aluguel social, transferência para moradias melhores, é uma medida necessária para o bem estar da cidade. É muita hipocrisia ver gente que mora em belos apartamentos de Ipanema defendendo que moradores de uma favela miserável, muitas vezes em áreas de risco, sejam mantidos morando por lá para sempre.

Não estamos vendo nenhuma grande manifestação popular na cidade contra as remoções, porque boa parte delas está sendo conduzida com preocupação social.

Não estou dizendo que remoção é uma coisa agradável, tranquila. Claro que representa um trauma. E numa comunidade de 600 famílias, teremos sempre aqueles que não queriam se mudar de jeito nenhum. Mas não me venham falar em socialismo. O socialismo é a ideologia que prega a predominância do interesse coletivo sobre o indivíduo. Um líder comunista, se tiver que remover 100 mil pessoas, para o bem de 1 milhão, fá-lo-á sem hesitação. Imagine se um prefeito da China, se tiver que fazer uma obra importante, um trem, um estádio para evento olímpico, hesitará em remover habitantes de algum bairro. As críticas que se fazem a remoção, portanto, não podem ser ideológicas, nem urbanísticas, e sim de ordem humanitária.

As remoções são necessárias para o ordenamento urbano do Rio de Janeiro. Todas as grandes cidades do mundo fazem e fizeram remoções similares. O importante é que estas ações tenham preocupação social, e os moradores sejam tratados de maneira digna. Infelizmente, o Estado brasileiro ainda não tem tradição humanista. Por mais que haja preocupação, no alto escalão, de conduzir uma remoção com dignidade, muitas vezes o servidor lá na ponta trata mal o morador. Ainda há preconceito contra o pobre, no Rio e em todo Brasil, preconceito que se revela ainda mais odioso quando vemos que é de pobres contra pobres, como de alguém que não gostasse do que vê no espelho.

Eu sou crítico a algumas políticas de Paes. O choque de ordem, por exemplo. Na eleição de 2008, Paes foi massacrado na zona sul. Bairros como Leblon e Ipanema votaram maciçamente (o percentual chegou a mais de 70% em algumas zonas) em Gabeira. O voto em Freixo, também concentrado nas mesmas áreas, ainda reflete o mesmo sentimento. É um voto de oposição não apenas à prefeitura, mas também ao governo federal. O choque de ordem foi uma decisão do prefeito para reconquistar esse eleitorado, que tem um sadismo inexplicável em ver guardinha batendo em camelô. Deu certo. O Globo passou a noticiar a repressão ao comércio ambulante com uma volúpia indisfarçável.

Quanto ao prefeito, todavia, hoje eu vejo que ele fez uma decidida migração de campo político, por escolha própria mas sobretudo forçado pelas circunstâncias e por seu próprio eleitorado. Seu eleitor hoje é o morador da zona oeste, e foi lá que ele concentrou os investimentos da prefeitura. Fez túneis que libertaram a zona oeste do isolamento geográfico. Fez hospitais e clínicas da família que minimizaram a falta de serviços de saúde naquela região. E hoje a promessa do prefeito é construir clínicas da família para atender 100% da população da zona oeste e bairros mais pobres da zona norte.

Não se pode acusar Paes de não ter feito nada. Ele fez bastante coisa. Pode-se acusá-lo pelo choque de ordem, por não ter feito mais coisa, mas comparativamente às gestões anteriores, ele foi um dos prefeitos mais progressistas desde Saturnino Braga, sendo que Saturnino cometeu os mesmos erros de Erundina, em São Paulo: isolou-se politicamente. Sem contar que a época de Saturnino não favorecia nenhum prefeito. É muito mais fácil ser prefeito na era Lula/Dilma do que nos tempos apocalípticos e recessivos que caracterizaram as décadas de 80 e 90.

Eu moro no Rio de Janeiro há 37 anos. Nasci, estudei, trabalhei aqui, e quero morrer e ser enterrado no Rio de Janeiro. Amo profundamente esta cidade, e tenho altas esperanças de que ela ainda será motivo de orgulho para todos os brasileiros. Quando eu escolho um prefeito, penso na cidade, mas avalio também a questão nacional.

Sou um fã da presidenta Dilma. Acho que o Brasil, depois do paizão Lula, precisava de uma chefe durona e exigente, uma chefe que não perdoa “mal feitos”, sejam eles morais ou administrativos. Seria uma incoerência minha, portanto, eleger um prefeito do PSOL, um partido que faz uma oposição extremamente radicalizada ao governo federal. Lembremos que o PSOL votou contra a CPMF, que representou uma perda de mais de R$ 150 bilhões para a saúde pública brasileira, e se aliou à direita durante a crise do mensalão para derrubar o governo Lula.

Eduardo Paes abraçou as políticas públicas do governo federal. Sua administração foi uma das que mais fez parcerias com a União. O Rio era a grande cidade com menos beneficiários do bolsa família. Paes mudou essa realidade e ainda criou uma bolsa complementar. Na segurança e na saúde, também integrou as políticas municipais às iniciativas federais. O resultado foi que o Rio hoje é uma das cidades que mais recebe investimentos federais.

Quando eu disse que o Rio é uma cidade estratégica para os projetos de poder do PT, um comentarista troll tentou ridicularizar a opinião, lembrando que o prefeito é do PMDB. Pois é, mas é um PMDB aliado ao PT, e agora com vice do PT.

Não sou petista, nem pmdebista, nem de partido nenhum. Apenas acho que a situação brasileira requer governos de esquerda por pelo menos mais uns vinte ou trinta anos. Não esquerdinha radicalóide, mas uma esquerda responsável e competente.

O Rio é estratégico para o PT, como eu ia dizendo, porque em 2018, ao final do segundo mandato do governo Dilma, o Rio de Janeiro estará profundamente transformado. Se tudo der certo, e espero que dê, as favelas estarão todas pacificadas, urbanizadas e com serviços públicos. A nova zona portuária, que hoje é horrível, degradada, parece uma área de guerra, estará linda, com modernos VLTs (trens de superfície) transitando silenciosamente por todo o centro (a Dilma já liberou mais de R$ 1 bilhão para isso). A zona oeste estará bem melhor integrada à cidade, ao final das obras viárias que já estão em curso. As instalações construídas para as Olimpíadas serão transformadas em ginásios e escolas. A questão do lixo, problema terrível no Rio, terá sido melhor encaminhada.

Não sou nenhum panglossiano imbecil. Sei que outros problemas aparecerão, nem podemos assegurar que tudo correrá tão bem como se planeja. O que eu posso fazer, no entanto, é ajudar a fortalecer esse campo que eu apoio, que responde pelas transformações que estou vendo.

Grande parte desses feitos serão atribuídos ao governo Dilma, ao PT, à esquerda política, e aí sim o Rio estará pronto para ter prefeitos progressistas por mais cinquenta anos, assim como vemos em Paris, Londres e Roma, porque a esquerda estará bem vista junto ao eleitor. Afinal, ao eleitor, não bastam discursos e promessas, pois neste caso, todo mundo votaria no PCB, que promete salário mínimo de R$ 1.600,00. O eleitor quer realizações, pragmatismo, objetividade, articulação, e mudanças concretas em sua vida.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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37 comentários

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Esther Siza Tribuzy

26 de outubro de 2016 às 15h13

Passados 4 anos, vendo que o PMDB golpeou o estado de direito, se aliou a direita e que o PSOL tem apoiado Lula e Dilma, hoje, você fecha com Freixo? A outra opção é assustadora!

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Diana Levacov

25 de outubro de 2016 às 14h01

Passados 4 anos, o seu o prefeito construiu “clínicas da família para atender 100% da população da zona oeste e bairros mais pobres da zona norte”?

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Manuela

08 de outubro de 2012 às 18h58

Perfeito o seu texto!

Duas coisas me deixam indignadas nessa campanha a favor do Freixo. Primeiro, nunca vi tanto xingamento ao povo daqueles que dizem defendê-lo. Se tivéssemos que traduzir a ideologia daqueles que votam no Freixo em um frase seria mais ou menos assim: “O estado não pode tratar os moradores burros, alienados, ignorantes e imbecis – que, por sinal, só atrapalham a nossa cidade – das áreas pobre como animais!”

Segundo, nunca vi tanta consciência política ser adquirida em tão pouco tempo. Pessoas que nunca antes se preocuparam ( com a política NEM PROCURARAM SE INFORMAR SOBRE ELA)agora viraram profetas tentando iluminar a mente do populacho! Só rindo… Parece para mim que eles ficaram com inveja da campanha do PT para presidente e resolveram fazer a sua. Encontraram o candidato ideal!!

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Aline

05 de outubro de 2012 às 02h05

Você usou muitas palavras bonitas,mas de palavras bonitas todos os eleitores estão cheios!!!
O Paes teve 4 anos para melhorar o Rio,e só piorou,até fez algumas mudanças ,mas não melhorou em nada,e quem disse que o Freixo não visita bairros nobres também? enquanto o Paes investe em estádio de futebol para atrair gringos,o Freixo se concentra na nossa cultura que é o mais importante,pois cultura leva a educação,e mais,não subestime a idade,pois somos nós o futuro dessa nação! essa coisa de dizer que o Freixo está dominando a Zona sul é tolice,vai ver se você consegue achar cartaz dele por lá! Enquanto o Paes com seus milhões de partidos com o rabo preso lotam as ruas do Rio com aquele lixo. O Paes dá esmolas pro povo,e isso não é justo! Justo seria se ao invés dele ficar ocupando terrenos com clínicas da UPA , é oferecer um bom atendimento, e reavaliar todo o mês,construir e deixar que o vento tome conta é fácil,quero ver manter isso.
Colocar bilhete único para aumentar a passagem de ônibus de acordo com o salário mínimo é tão absurdo ainda,acha que o carioca quer esmolas?acha que somos seus escravos a troca de um pedaço de pão?NÃO! queremos evolução,por uma sociedade mais humanitária,educacional,e direitos sociais iguais!

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Márcia

04 de outubro de 2012 às 01h14

Parabéns, excelente texto!!! Esclarecedor, claro e objetivo !!! Adorei !!!

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@Toonnn

03 de outubro de 2012 às 23h59

#Nãofechocomofreixo
http://t.co/8eDz9Skf

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@patrickrajala

30 de setembro de 2012 às 10h26

Por que não fecho com Freixo? – http://t.co/DJQnYS8g

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Marcus

29 de setembro de 2012 às 12h09

Texto bem escrito,porém com argumentos altamente inconsistentes.O blogueiro mostra seguir a linha do novo PT,muito mais de centro-direita do que de esquerda,o chamado NeoPTcostal,como diz o grande Milton Temer.Senão vejamos,começa dizendo que pouco respeita quem vota em Rodrigo Maia ou Serra,mas apóia Lula e Dilma,que são aliados de Maluf,Collor,Renan Calheiros,Sarney,Eduardo Paes.Não vejo muita diferença nas histórias políticas e perfis éticos destes personagens.Afirma que a candidatura de Marcelo Freixo seria isolada,porém o que ocorre é justamente o contrário.Freixo vem se reunindo com os diversos setores da sociedade,como intelectuais,servidores públicos,educadores,profissionais de saúde,representantes comunitários,sambistas e várias outras representações.O blogueiro adota o discurso neoPTista das alianças espúrias em nome da propagada governabilidade e deve ter exultado de alegria ao ver,por exemplo,o seu querido Lula juntar-se ao novo amigo Maluf,procurado pela Interpol,em troca de minutos na TV.Isso sem falar nas alianças nacionais feitas pelo PT,que custaram um alto preço ao Brasil,impedindo o governo de adotar medidas que contrariassem os mais diversos interesses dos poderosos aliados,os grandes empresários,banqueiros,empreiteiros e ruralistas.Com isso,sofre a classe trabalhadora,basta ver as inúmeras greves ,sofrem as classes menos favorecidas,visto que o país se encontra entre os mais desiguais da América Latina,sofre o meio-ambiente,vide a aprovação do novo código florestal.Realmente,alianças para o mal da sociedade,que exijam contra-partida como favorecimento em licitações,loteamento de cargos,indicando políticos em lugar de técnicos,não são projetos de Freixo e do Psol.Segundo a teoria do blogueiro,deve ser necessário aliar-se com milicianos para se ter “governabilidade” na regulamentação das vans,aliar-se com bicheiros,para garantir o bom andamento do carnaval,aliar-se com a Delta,para que grandes construções sejam feitas.O blogueiro também é incoerente ao dizer que o Psol não tem a “experiência” que o PT tinha ao ser formado,adquirida nos movimento sindicais.Deve desconhecer que o Psol foi fundado por dissidentes do PT,que entáo já trariam essa qualificação.Além do mais,grande número de petistas,tanto no Rio como em Belém,apoíam a candidatura de Freixo,assim como Brizolistas que não seguiram as recomendações do PDT. Fala das obras para a Copa e Olimpíada.Freixo em nenhum momento diz ser contrária a elas,apenas defende a lisura dos contratos (alguns nem existem!) e que haja o famoso legado para a população,que deve ser a principal beneficiada,o que não ocorreu no Pan e não vem ocorrendo agora.Exalta a propagada união dos poderes como grande trunfo,mas eu pergunto?O que esta união trouxe de benefício para o Rio? Continuamos com a pior saúde do Brasil,transporte de péssima qualidade,educação deplorável.Parafraseando o Rodrigo Maia,tá bombando pra quem?Discursa também sobre a prevalência do eleitorado de Freixo na zona Sul.Realmente os que tem mais acesso à informação,tendem a ter mais consciência política e definir melhor as suas opções eleitorais.Com o absurdo gasto de 150 milhões em propaganda,dinheiro que falta nas áreas essenciais,as classes menos favorecidas são induzidas ao erro na votação.Esta sempre foi a estratégia dos políticos opressores do povo,impedir-lhes a conscientização que os fariam enxergam as suas artimanhas.Talvez este seja o grande desafio do Freixo,desmascarar as falsas promessas e realizações através dos debates junto aos mais vulneráveis,justamente os que são beneficiados por governos socialistas e pró-trabalhadores.Tenta diminuir a clara postura ética e moral do Freixo,adjetivando o movimento de combate à corrupção de Lacerdismo.Obviamente,a naturalização da corrupção e a aceitação passiva de toda a conjuntura favorável ao enriquecimento ilícito de governantes desonestos e seus “parceiros” é incentivada pelo sistema dominante.Basta uma postura correta de ministros do STF na condenação de mensaleiros,que são logos acusados de “espetacularização” do julgamento.Mas a postura combativa de Freixo passa longe da hipocrisia,afinal o blogueiro ou algum político defendido por ele teria a coragem de colocar em risco a sua vida e a da família no enfrentamento aos milicianos?A comparação com Collor beira o insano,já que tenta nivelar um representante das nefastas oligarquias de Alagoas a um respeitável professor com história na luta pelos direitos humanos e garantias sociais.Mostra total desconhecimento de política governamental,ao afirmar que não é papel do poder executivo a determinação de diretrizes que zelem pelo respeito ao orçamento público.Diz também que não vê reclamações nas remoções compulsórias.Ou todos os removidos estão super felizes,ou não acompanha os noticiários,como os da Vila Autódromo ou do Jardim Botânico,embora o último mais ligado ao governo federal.Esquece também da remoção compulsória dos usuários de drogas,medida fascista condenada por todos os especialista no assunto,mas necessária para “limpeza” das ruas por onde passam os ricos.Fala das clínicas da família e das Upas,esquecendo de citar a privatização da saúde,com a contratação de profissionais via OSs,outra medida completamente reprovada pelas entidades da saúde,vide medida judicial impetrada pelo Sindicato dos Médicos,com vitória no STF,declarando inconstitucionalidade desta ação,que desvaloriza o servidor público e favorece a continuidade da precarização dos serviços,conforme já citado em relação a pior colocação entre as capitais do Brasil.Defende o progressismo do governo Paes.Não podemos nos esquecer que são nas grandes obras e investimentos que ocorrem os grandes contratos e licitações.Um governo que nada realiza neste sentido,não terá muito campo para atuação de empresas como a Delta.Lembremos do antigo lema do novo aliado de Lula: “Maluf rouba,mas faz!”As obras tem que ocorrer,mas com licitações e contratos transparentes,diferentes da farra de aditivos ilegais,denunciados por Freixo na Alerj.Cita a CPMF,não devendo se lembrar que Lula foi sempre contrário a ela,só tornando-se favorável quando assumiu o poder.O Psol é contra com muito orgulho,pois a verba para a saúde deve vir da taxação de grandes fortunas e controle da corrupção.Chama o Lula de Paizão.Nisto ele acerta.Lula é o grande pai do Mensalão,história deplorável que mancha a origem do PT e envergonha a nação.Já a Dilma é a mãe das privatizações,elogiada pelos tucanos que sempre combateu quando oposição.Portanto,caro blogueiro,sempre no debate de ideias,como apreciamos,também sou parcial,e tenho a honra em afirmar que FECHO COM FREIXO!

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Ana Luiza

28 de setembro de 2012 às 16h29

Eu fecho com Xandão! Esse idealismo é lindo, mas nada prático.

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@RodrigoMarian

28 de setembro de 2012 às 14h19

Pq eu não fecho com Freixo. Excelente texto que explica muito bem os motivos. http://t.co/vvMMUwKs

Responder

David

25 de setembro de 2012 às 11h25

E essa é a opinião de alguém que n quer mudança alguma por medo de tentar fazer alguma coisa!

daria pra resumir esse texto assim: “n quero fazer nada pra mudar, pq tinha medo, depois comecei a ignorar e agora n ligo mais, desde que n fique ruim pra mim”

Eduardo Paes, um rio de otários!

Responder

    Miguel do Rosário

    25 de setembro de 2012 às 12h01

    Ao contrário, David, eu sempre batalhei e luto por mudanças. Mas mudanças para melhor, não para pior!

    Responder

Xandão

18 de setembro de 2012 às 18h40

Miguel, tenho uma filha de 16 anos que Freixou. Acho lindo, acho que a gente tem que gastar a ingenuidade da juventude assim mesmo. Mas não feichei com ela, pelas mesmíssimas razões que você. Demonizar a política e tentar se eleger ao mesmo tempo não faz bem pra quem quer dirigir uma cidade. E, a não ser que ele resolva fechar a Câmara e governar sozinho, é de política que ele vai precisar. Tô fora. E, como eu disse pra minha filha, “meu voto eu vendi pra quem pagou mais”. E, vendo o Rio de hoje com o de 5 anos atrás, o preço tá mais que bom.

Responder

Lauro Rocha

14 de setembro de 2012 às 16h27

Você apóia o Paes porque a pelegada petista e do Pc do B está com ele. O resto você quis montar de acordo com sua teoria. Em nenhum momento refletiu pra chegar nela. Pelo contrário…

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    Miguel do Rosário

    14 de setembro de 2012 às 16h51

    Baixaria.

    Responder

@gabisenra

10 de setembro de 2012 às 20h41

@666leandro http://t.co/rlajq8B4 lê isso. tem uma parte que ele fala sobre esses que defendem o socialismo. sensacional

Responder

@anitagomes

10 de setembro de 2012 às 13h02

“O eleitorado de Freixo mostra bem isso: é extremamente concentrado na zona rica da cidade.” FONTE: http://t.co/Ccy17Ku6

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josaphat

30 de agosto de 2012 às 20h32

Olá, Miguel, não estou acompanhando a disputa de BH, que dirá do Rio. Estou cada dia mais cansado de política e da vida e igualmente ficando velho e burro, quer dizer, tô com preguiça desta bosta toda.
O PT, pra mim, está em decadência acelerada. Também não engulo os “esquerdas” radicais que se aliam contra o governo em votações, mas criticam as alianças do governo em eleições. Dá pra entender?
Meu pensamento atual é mais ou menos este: Sou professor há 15 anos. E como ninguém em quem votei me representa em uma democracia representativa, vou dar um tempo nesta história.
Mas sempre gostando de suas análises e da postura democrática.
Um abraço!

Responder

    Miguel do Rosário

    30 de agosto de 2012 às 22h47

    Obrigado, Josaphat. E legal que você usou a ferramenta de imagem.

    Abs,
    Miguel

    Responder

@biolabrandao

30 de agosto de 2012 às 03h36

“@reinaldoazeverd: ——> Por que não fecho com Freixo? – http://t.co/TFwQl4CT #OCafezinho” Para reflexão! @bonneidee51

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ercimario

29 de agosto de 2012 às 07h47

Belo texto de esclarecimentos,pena que muitos só entendem de FlaxFLU e querem que a política seja a mesma coisa!Parabéns LULA/Dilma que mostram como s deve fazer política… em um Brasil de analfabetos,classe média medíocre criada na base do clientelismo e corrupção do ESTADO! virei fã,bom saber que tem gente nova pensando bem no RJ,como o ilustre articulista…’arrebentou a boca do balão’!rsrs

Responder

Mario Rego

28 de agosto de 2012 às 12h55

Os MACACOS VERMELHOS seguem a doutrina NAZISTA de HITLER.

DIVULGUEM…
.
http://www.youtube.com/watch?v=Ev_tTOL1QPM&fb_source=message

Responder

Virgilio Roma

28 de agosto de 2012 às 11h25

Voce abusou. Tanto talento complica.
Eu nao escrevo mais nada sobrea nova Esquerda, Paes, Dilma e Lula.
Virgilio

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André

27 de agosto de 2012 às 18h15

“Não estamos vendo nenhuma grande manifestação popular na cidade contra as remoções, porque boa parte delas está sendo conduzida com preocupação social.”

Com todo respeito, o senhor não está bem informado. Por favor, antes de expressar uma opinião dessa procure se informar;

Procure saber a história de comunidades como Vila Autódromo (teve uma enorme manifestação durante o Rio +20, repudiando a remoção da comunidade). Ou ainda, Favela da Restinga, Vila Harmonia, Recreio I e II, Metrô Mangueira, Providência, Tabajaras (dentre outras várias que estão sendo ameaçadas de remoção).
Procure saber como o Núcleo de Terras e Habitação, da Defensoria Pública do Rio de Janeiro foi desmantelado por se opor a política de remoção implantada pela Prefeitura.

Procure também o saber sobre o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas.

Na ação da Vila Autódromo, o argumento apresentado para a remoção da comunidade foi que esta causava um “dano estético” a cidade. Eis a sua “preocupação social”.

Em algumas comunidades, o prazo para a saída das famílias era de 0 (zero) dias. Algumas recebiam 5 mil à 10 mil reais por casa, impossibilitadas de adquirir uma nova moradia. O aluguel social era pago nos 3 primeiros meses, e depois cortado sem nenhuma explicação. Vi pessoas saírem de suas casas pra trabalhar as 6h da manhã, e voltando encontrarem sua casa no chão…

Não há tratamento humano no que tange às remoções no Rio de Janeiro. Está acontecendo uma faxina na cidade e infelizmente, muitas pessoas, como o senhor, não estão concientes da realidade.

Um grande abraço

Responder

    Luiza

    04 de outubro de 2012 às 19h59

    350 dos 700 moradores do metrô mangueira receberam apartamentos ( de graça) de 2 quartos, banheiro, sala de estar ( bem espaçosa por sinal) e varanda , sendo que os prédios tem salão de festa e play,no Complexo Mangueira 1.Quem não aceitasse seriam indenizado com 15 mil reais,bondade do governo, pois todas as construções são irregulares, ou seja, seus moradores não pagavam água, gás, telefone, tv a cabo e eletricidade como os demais cidadãos.Quem não aceitasse seria realocados, e não jogado na rua, o mais próximo possível. Todos que se mudaram preferem mil vezes o apartamento do que os barracos nos quais viviam, os remanescentes lamentam-se por terem perdido a oportunidade mudarem-se no início de 2010 e perceberam que devem esperar muitos anos para a construção do Complexo Mangueira 2, e de um prédio em Triagem que também será construído para recebê-los. Agora enfrentam ratos, drogados e furtos por própria teimosia.
    Mais, a pensão que estava sendo paga era para arcar com os custos de realojamento das famílias nos novos locais.

    Responder

Verinha

27 de agosto de 2012 às 14h33

Gostei muito do texto. A argumentação é impecável. E muito madura. Só acrescentaria um pequeno detalhe, que para mim é muito importante. Se não me engano, há uma deputada do PSOL do RJ que ajudou a incitar a greve dos bombeiros e policiais em várias partes do Brasil, não foi? Creio que ela deve ser um “quadro” importante do partido aqui no Rio e, certamente, terá posição de destaque na prefeitura. E aí, como vai ser? Vamos ter um governo na cidade que aprovará greves desse tipo, com a paralisação dos serviços públicos essenciais e uma radicalização para lá de destrutiva? Vamos ter um governo que só considera justas as reivindicações dos trabalhadores afinados com o seu comando e persegue todos que ousam discordar? Vamos ter um governo “incendiário” que aposta nesse modelo de esgarçamento das relações sociais para conquistar vantagens políticas? Sinceramente, me deixem fora disso!

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rildoferreiradossantos@gmail.com

27 de agosto de 2012 às 12h09

Mas, pensando bem Miguel, qual seria o discurso do PSOL se não este desconectado da realidade? Porque se dissesse que governaria para todos, ou se dissesse ser necessário compor com as demais forças políticas para governar, seria mais do mesmo, e pra ser mais do mesmo que seja o atual. No meu modo de ver tudo passa pela construção do discurso que possa agregar valor eleitoral e, neste caso, eles radicalizam.

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Elson

27 de agosto de 2012 às 09h54

Alguém já disse que o PSOL é a direita da esquerda, pois seu comportamento estridente contra os governos progressistas de Lula e Dilma só agradam as oposições.

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Daniel

27 de agosto de 2012 às 08h34

O problema das desocupações é que no Brasil só se cumpre a parte do “remover”, nunca dão a devida importância para a parte do “realocar”.

Para quem têm a posse legal do terreno geralmente indenizam com menos do que o lugar realmente vale, e ainda por cima “pagam” (sim, entre aspas) com precatórios que o sujeito jamais verá a cor do dinheiro e provavelmente nem os netos dele.

E os que não têm a posse do terreno são simplesmente enxotados usando-se a violência, sem nenhuma preocupação com o problema de para onde ir dos despejados.

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Mauro

26 de agosto de 2012 às 22h42

Concordo com muito de sua análise sobre o PSOL, mas não acredito nessa sua visão otimista sobre Paes e o futuro do Rio. Além disso, apesar de estar com Lindberg em 2014, não vejo o PT dio Rio mais como um partido de esquerda, na medida que não há mais qualquer ligação com os movimentos sociais, com a cultura popular. O fato é que a cidade do futuro, tal qual planejada por Paes, pode até ser melhor que a de hoje (difícil ser pior), mas ainda estará longe de ser um Rio democrático e bom para a maioria. Ainda será uma cidade da especulação imobiliária, economicamente pouco democrática. Prefiro dar chance à esquerda, torcendo para o Freixo isolar seus porras doidas, que, aliás, não vão eleger ninguém e não têm qualquer relevância, e de fato abrir diálogo com a sociedade civil, buscar nas universidades e na sociedade bons quadros pra governar. Com ele tenho realmente medo de sua posição equivocada e muito moralista com relação ao Legislativo, mas, por outro lado, ao ver em sua página o documento sobre a questão do Carnaval, apoiado por gente da melhor qualidade, questionando a Liesa, a venda de ingressos, o financiamento público indiscriminado, sem contrapartida e sem fiscalização, o afastamento do povão dos desfiles, vejo com felicidade que ele não é o Gabeira, longe disso, apesar de o eleitorado ser similar.
Essa questão do Carnaval, aliás, deveria lhe fazer refletir, como crítico feroz dos meios de comunicação que é, assim como eu. Freixo assina um documento em que defende o fim do monopólio da transmissão do desfile, o que, nem precisaria dizer, contraria interesses poderosos da Globo. Da Globo, repito, esse câncer político e estético, que tanto mal já fez e ainda faz ao Rio de Janeiro.
Então, respeitando sua posição, peço que vá com calma na realpolitik, seja menos condescendente com os perigos que os governos Lula e Dilma proporcionam. Sou governista federal também, de discutir em mesa de bar, de considerar Lula o maior político que este País já teve, junto com Getúlio. Também adoro Dilma. Não critico as alianças do PT. Critico o conformismo, a transformação do Partido em um outro PMDB, que pode ser lenta, mas está acontecendo. No Rio, o estágio já está bem adiantado. Assim, temo que não tenhamos governos progressistas por mais 20 ou 30 ano, mas uma perigosa transformação do atual governismo em uma força como o PRI, que primeiro transformará a política em pragmatismo e depois pragmatismo em conservadorismo. E depois em reacionarismo. Por isso, é importante um contraponto à esquerda, agora, já. Alguém que diga: opa, peraí!
Sobre obras, olimpíadas e Copa do Mundo? Não temo nada, pelo contrário. Freixo é político, não é maluco. Se for bater, vai ser com interesses escusos daqui, não com o Governo Federal. Não é maluco. Sua atuação na Assembléia mostra isso.

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paulao

26 de agosto de 2012 às 22h07

a cidade do RJ precisa de continuar as obras ou fazer oposiçao? claro que é continuar sendo este canteiro de obras que demorou chegar ao RJ. O RJ vai abrir mao disso a troco de que mesmo, só pra atender aos apelos da Globo? Juizo gente

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Gustavo Borges

26 de agosto de 2012 às 21h10

Miguel, entendo em parte o seu posicionamento. Eu fecharei com Freixo. Não entendo as últimas posições do PT com relação a um desenvolvimento desenfreado sem sustentabilidade e, muitas vezes, ferindo princípios de direitos humanos. Esperava mais ousadia com o PT no governo. O que vejo é conservadorismo e alianças pra lá de espúrias. Mas tenho que salientar: é bom ver alguém assumidamente falando que votará em Paes e falando sobre suas expectativas, sem medo de errar, de ser castigado com comentários agressivos etc. Não gosto de branco no preto, de maniqueísmos. Mas que fique claro, não vejo essas características udenistas por parte do candidato Marcelo Freixo e sim em parte de seus eleitores. Pelo contrário, acho que ele é bem “pé no chão”. Também discordo quanto ao que falou das remoções. Blogs como Cidades Possíveis, só para citar um, têm mostrado relatos e vídeos pra lá de assustadores sobre remoções. Recentemente, isso tem reverberado em jornais internacionais também. Depois do New York Times, agora deu no The Sun, o jornal mais popular da Inglaterra com mais de 7 milhões de leitores. Remoções forçadas, reassentamentos em áreas de milícia e orçamentos que nunca são cumpridos. É o Rio de Janeiro da Copa do Mundo e das Olimpíadas – está neste link http://bit.ly/RdwsHm

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spin

26 de agosto de 2012 às 20h39

O Psol se diz socialista mas votou pelo fim da CPMF, que era uma das poucas formas de tirar dinheiro dos milionarios para ajudar a saude dos pobres. Triste a foto de Heloisa Helena festejando o fim da CPMF com Demostenes Torres, alvaro dias…

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Pedro Cruz

26 de agosto de 2012 às 20h34

Miguel, maravilha de texto. O PSOL é isso aí, sectário e moralista, a velha doença infantil. Sempre servindo de braço auxiliar dos movimentos mais reacionários. Concordo com você quanto a imparcialidade, ela não existe. Só sinto que você não faça política partidária. É muito dificil, raro, uma pessoa com tua capcidade de elaboração e clareza de pensamento. Os partidos carecem tanto disso.

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    Fabio Borges

    12 de setembro de 2012 às 08h19

    Não dá pra considerar um comentário que ser baseia apenas na tentativa de estigmatizar um partido, ainda tão jovem, com o uso de palavras tão fora de moda como “sectário”, moralista” e “reacionário”. Argumentos são sempre a melhor opção, Pedro Cruz… Fica a dica.

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Ricardo Abreu

26 de agosto de 2012 às 18h00

Milito em movimentos sociais faz muitos anos, já se vão 12 anos de caminhada junto a movimento estudantil, militância social na igreja e também militância política (essa com menos tempo). Sempre fui de esquerda e acompanhei a criação do PSOL, partido ao qual respeito, mas nunca fui filiado. Sou militante petista há 4 anos, mas sempre fui crítico a alguns posicionamentos do partido. Não acredito que o PSOL tenha se aliado a direita na época do Mensalão (Maior mancha na história do PT). Já votei algumas vezes no PSOL, por não encontrar opções mais próximas do que acredito. O próprio Freixo, está nessa lista votei nele para deputado nas 2 eleições. Não concordo com a aliança PT/PMDB e por isso, caso votasse no Rio meu voto seria Marcelo Freixo outra vez. Não acho correto um partido com a história do PT, se aliar de figuras como Paes, Cabral, Sarney e Maluf em nome da governabilidade por isso eu fecho com Freixo. Com a fato de o Rio ser estratégico para o PT, caso isso fosse verdade seria necessário que o partido tivesse candidatura própria na cidade maravilhosa, não ficando a reboque do PMDB.

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    paulao

    26 de agosto de 2012 às 22h09

    Se HH tivesse sido eleita presidente nao aceitaria o apoio de Sarney para governar, é cada uma

    Responder

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