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O golpe virá do STF?

Por Miguel do Rosário

03 de março de 2013 : 11h41

Essa imagem deveria nos tranquilizar, ou nos atemorizar?

 

Nesse post, vamos comentar a entrevista concedida por Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a correspondentes estrangeiros no primeiro de março, cuja íntegra foi divulgada no sábado.

Em 1962, o jovem Wanderley Guilherme dos Santos escreveu um livro visionário intitulado Quem dará o golpe no Brasil? Dois anos depois, a pergunta do cientista político seria respondida pela realidade: o golpe foi dado por gorilas de farda e donos de jornal. Pois bem, 50 anos depois, a mesma dúvida ressurge. A resposta também é parecida, basta trocar a farda dos gorilas por togas e capas. Ambos – militares e juízes –  são funcionários públicos. Ambos pertencem àqueles setores médios que jamais compreenderam exatamente porque cargas d’água a sua alta cultura, seus elevados valores morais, seu ilimitado senso de honra e dignidade valem o mesmo que o de qualquer peão-de-obra quando se trata de escolher nossos representantes políticos.

O fato de Joaquim Barbosa vir de baixo pode ter acentuado ainda mais este sentimento antipolítica que vemos crescer nele na proporção que aumenta seu poder. É revoltante, né? O sujeito estuda como um louco, faz imensos sacrifícios pessoais, renuncia ao lazer, às vezes até mesmo ao amor, à amizade, para superar suas dificuldades, engole tantos sapos, e ao cabo, quando se trata de escolher quem serão nossos condutores políticos, o seu voto tem o mesmo valor que o de um vagabundo que nunca se esforçou para vencer na vida?

Apesar da minha ironia, essa é uma questão profundamente discutida na ciência política. Embora o voto tenha o mesmo valor para todos, os desejos políticos são diferentes. Há, de fato, um voto preguiçoso, acrítico e até mesmo corrompível, e há votos intensamente utópicos, carregados de esperança e desejo. É o que faz com que algumas vitórias eleitorais sejam tremendamente festejadas, enquanto outras ensejam um silêncio melancólico.

A democracia representativa, enfim, enfrenta inúmeras contradições. Os estudos acadêmicos do tema, como se dá com todos os outros, tornaram-se ultraespecializados, bizantinos, cheios de fórmulas matemáticas, tabelas, correlações intertextuais infindáveis. Não os estou desmerecendo, era inevitável que isso ocorresse. A tendência de qualquer ciência é mergulhar em si mesma. O problema, no caso da democracia, é que ela não é apenas uma ciência, uma teoria. Ela é sobretudo uma prática, uma lei, um destino.  E mesmo enquanto teoria, é uma teoria aberta, disposta a mudar a si mesma. O sistema democrático é essencialmente dinâmico. A principal instância democrática, o parlamento, tem como função exatamente o ajuste constante do sistema de leis que dão forma e consistência ao regime. De maneira que é possível, sim, usando-se o próprio sistema, destruir-lhe a essência. Por exemplo, se o legislativo encontrar subterfúgios para restringir a liberdade de expressão, se o STF julgar a decisão legal, e o Executivo não vetar, veremos a destruição (ou o início dela) dos valores democráticos.  De certa forma, o nosso sistema de comunicação, concentrado em poucas famílias, é resultado exatamente de subterfúgios como esse.

Quando eu falo em golpe, não quer dizer que acredito na existência de condições políticas, hoje, para a deflagração de um golpe hondurenho, no qual mídia, elites, alta cúpula militar e STF se mancomunaram para derrubar o presidente e silenciá-lo politicamente. Mas o julgamento da Ação Penal 470 foi um ensaio, de qualquer forma.

Entretanto, a função da teoria democrática não é combater um golpe. Golpe se combate com armas, força física, revolução, e naturalmente um bom desempenho na batalha de opiniões. Guerras produzem situações radicalmente antidemocráticas. Tanto que todas democracias trazem, em suas Constituições, capítulos sobre estado de emergência e leis marciais, quando uma série de garantias são suspensas em nome da sobrevivência. Isso vem de longe. A república romana, sempre avessa à monarquia e aos perigos do absolutismo, entendia que, em períodos de guerra, não havia outro jeito se não permitir ao cônsul se tornar um ditador, embora em caráter rigorosamente temporário.

A teoria democrática não combate o golpe e sim a possibilidade de golpe. A sua razão de ser, toda a sua complicada estrutura de pesos e contrapesos, restrições de tempo de mandato, eleições periódicas, instituições que se confrontam mutuamente, têm origem na necessidade de fechar todas as frestas por onde a brisa fétida do poder absoluto possa imiscuir-se.  A mera possibilidade, portanto, de que uma corte suprema possa aplicar um golpe na democracia, mancomunada com setores políticos interessados (na mídia e em alguns partidos), através de chicanas apenas aparentemente amparadas na lei, como aconteceu durante o julgamento do mensalão, constitui uma brecha que precisa ser urgentemente fechada pelo regime democrático.

Não são ingênuas as vozes que se erguem contra um “golpe”. São as poderosas vozes do instinto popular, quase sempre à frente da sagacidade lenta e pesada de intelectuais, jornalistas e acadêmicos.

Por outro lado, devemos estar conscientes de que o conceito de “golpe” ou “golpismo” é um dos mais surrados e manipulados na história política nacional. Raymondo Faoro, em seu clássico Os Donos do Poder, aborda com certo humor a tendência de todos os grupos políticos de tacharem seus oponentes de golpistas; acusações que seriam imediatamente invertidas quando a oposição chegava ao poder. Ou seja, a mesma imprensa “golpista” de hoje, se chegasse ao poder através da eleição de um de seus candidatos (do PSDB) tornar-se-ia “chapa branca” e imediatamente passaria a acusar a blogosfera, hoje “governista”, de golpista.

Entretanto, se todos querem dar golpes uns nos outros, é preciso admitir que há setores mais propensos a soluções de força. No Brasil, a direita, o udenismo, a mídia, faces da mesma figura geométrica, são historicamente favoráveis a soluções não  democráticas. No dia seguinte à entrevista de Joaquim Barbosa, por exemplo, o Estadão festejou as declarações do presidente do STF com um editorial onde se diz textualmente o seguinte:

A previsão de que os mandados de prisão dos mensaleiros condenados deverão ser expedidos até julho é auspiciosa porque o julgamento da Ação Penal 470, que mobilizou a opinião pública nacional, teve o dom de, em grande medida, restabelecer a confiança dos brasileiros em pelo menos um dos Três Poderes da República.

Ou seja, a “opinião pública nacional”, um eufemismo adorável do jornal para a opinião dos lordes da mídia, elegeu definitivamente o Judiciário, o único dos três poderes que não é regido pelo sufrágio universal, como o único de sua confiança.

O presidente do STF, por sua vez, nessa entrevista a correspondentes estrangeiros (que deveria ser transformada num pequeno opúsculo intitulado  “O pensamento vivo de Joaquim Barbosa”), faz uma série de considerações políticas tão francamente hostis à democracia e ao próprio Brasil, que não caberia sequer na boca de um oposicionista, e sim na de lamentável traidor da pátria. Joaquim Barbosa daria um ótimo blogueiro… cubano.

Todos nós sabemos dos terríveis obstáculos que ainda temos que enfrentar, mas é profundamente lamentável que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) convoque correspondentes dos principais jornais do mundo para expô-los de maneira vulgar, sem uma visão compreensiva do nosso momento histórico. Sim, o nosso sistema prisional é caótico e absurdo, mas cumpre a um presidente do STF apontar as soluções que lhe cabem como autoridade e portanto co-responsável por estes problemas, e não enxovalhar seu país na frente de repórteres internacionais. Barbosa esqueceu que até alguns anos o Brasil tinha uma inflação de quase mil por cento ao ano, mais de 50 milhões de miseráveis, analfabetismo beirando os 15% da população, mortalidade infantil insuportável, finanças públicas estouradas, dívida externa impagável, com juros escorchantes, etc, etc, e coroando tudo isso um Jornal Nacional sendo assistido por 80% dos lares, ou seja, vivendo o auge do monopólio midiático? Mais ainda, esqueceu Barbosa a imaturidade da nossa democracia? Não imagina que todos esses problemas descendem diretamente desse histórico? A troco de que transmitir à imprensa internacional a imagem de um país desorganizado? A quem interessa isso?

Vejamos algumas passagens do discurso de Joaquim Barbosa:

[Ao ser perguntado sobre a razão de sua “popularidade” e de apontarem-no como possível candidato.] Eu acho, a minha opinião pessoal, é que é um fenômeno que está ocorrendo em outros países, certamente. A sociedade está cansada dos políticos tradicionais, dos políticos profissionais. Essa é a leitura que eu faço.

Podia definir o que é um político profissional?

Barbosa – É muito simples: nós temos parlamentares aí que estão há 30, 40 anos no Congresso ininterruptamente. E aqui ninguém jamais pensou em estabelecer turn limits.

A acusação de Barbosa aos políticos foi ridicularizada imediatamente por diversos parlamentares, pois parte de um ministro do STF cujo mandato é VITALÍCIO. Os políticos, para se reelegerem diversas vezes, têm de atravessar desgastantes processos eleitorais. Se há um problema a ser apontado, é o controle da mídia por forças políticas locais, este sim um fator de desequilíbrio na democracia. Vários parlamentares também lembraram de figuras honradas, algumas até santificadas pela mídia, que tiveram inúmeros mandatos, como Ulisses Guimarães e Tancredo Neves.

As supostas “acusações” de Barbosa ao sistema político brasileiro são deselegantes, contraditórias, e numa entrevista a repórteres de países ricos, cheiram a viralatice. A possibilidade de reeleição ilimitada de um parlamentar é uma garantia constitucional. Como frequentador de botequim, Barbosa tem o direito de expor a opinião que desejar, mas não é válido usar os recintos públicos do STF, nem o cargo, que lhe foi garantido pelo mesmo Parlamento que tão deselegantemente enxovalha, para proferir impropriedades sobre o nosso país. Não há nenhum estudo que prove, peremptoriamente, que “turn limits” melhorem a democracia. Ao contrário, uma restrição desse tipo, embora aparentemente traga dificuldades para a manutenção de “coronéis políticos”, também poderia prejudicar jovens lideranças populares.

Outras afirmações de Barbosa mostram uma visão estranha, quase messiânica de sua função no STF:

Então não é uma corte de justiça comum, é um órgão político no significado essencial da palavra, de igual para igual com o Congresso Nacional e a Presidência da República. É isso que muita gente não entende, sobretudo os europeus.

Porque os europeus não entendem, hein? Por que na democracia europeia, o STF tem a humildade fundamental de entender que é o único dos poderes que não passa pelo crivo popular. Na Constituição Inglesa, por exemplo, citada por Montesquieu, e por Alexander Hamilton em O Federalist, como a Ilíada dos sistemas democráticos, a decisão suprema última é sempre do Parlamento. E nos EUA, onde temos uma Suprema Corte poderosa, há todavia um sistema de mídia infinitamente mais plural (e ainda sim não suficientemente), garantindo a circulação das pressões sociais de maneira bem mais democrática e, portanto, mais segura.

Barbosa fez ainda críticas generalizantes, confusas, quase mesquinhas, sobre o próprio judiciário, que foram respondidas pelas próprias associações de magistrados, em nota duríssima.

Alguns lembraram de Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também fez declarações agressivas contra setores corruptos do Judiciário, ao mencionar os “bandidos de toga”. Acontece que Eliana era corregedora, e de qualquer forma, suas declarações também foram deselegantes e populistas. É melhor agir do que falar. Assim deveria agir Barbosa, como presidente do CNJ que é. Agir para ajudar a resolver, ao invés de correr para expor nossas chagas para uma imprensa internacional ávida por notícias ruins do Brasil que aliviem problemas em seus próprios países.

O presidente do STF parece não entender a diferença entre o Judiciário e o Ministério Público, e faz uma interpretação odiosamente populista das proteções constitucionais a que tem direitos os réus no Brasil. É válido apontar os exageros da lei e denunciar os recursos infinitos que os réus dotados de bons advogados podem usar para adiar indefinidamente sua punição. Mas um presidente do STF deveria ter o mínimo cuidado para separar essa crítica da visão demagógica e popularesca da função da justiça, como se fosse melhor que retrocedêssemos a algum regime bárbaro, onde o juiz podia condenar quem lhe desse na telha, justa ou injustamente, independente da “irritante burocracia” dos regimes democráticos. Nos EUA, com sua longa cinematografia judiciária, quantos filmes não vimos em que assassinos são absolvidos porque faltam provas? Ora, isso não implica exatamente em falha da lei. Ao contrário, é prova de que os tribunais são rigososos, e a falha é antes da polícia. O problema da impunidade no Brasil, conforme bem apontaram as associações, é a falta de profissionalismo das nossas polícias. O que pensa Barbosa, que os juizes deveriam fazer justiça com as próprias mãos?

O pior é que Barbosa usa deliberadamente esta confusão, e ainda citando o lamentável exemplo do julgamento da Ação Penal 470, para condenar genericamente a atividade política. A entrevista conclui com um toque assustador:

Jornalista – O senhor acha que o mensalão realmente mudou esse equilíbrio?

Barbosa – Sinaliza pelo menos. Sinaliza, tenho certeza que muitos juízes aí pelos estados se sentiram muito mais encorajados e incentivados a tomar decisões que até então não tomavam.

Se os juízes, segundo o próprio Barbosa, “prevaricam”, então podem usar a liberdade de ação concedida pelo exemplo do Supremo para condenarem arbitrariamente (ou seja, a soldo de quem tem o poder de corromper) lideranças políticas em todo país. Some-se isso à Lei da Ficha Limpa, e teremos um Judiciário com poderes muito acima daqueles que a Constituição de 1988 previa, e muito acima do que a teoria democrática e o bom senso sugerem.

Há uma frase latina, que ninguém sabe muito bem de onde veio (me parece de inspiração gaulesa, em função do medo maior destes, de que o firmamento caísse sobre suas cabeças) nem o que significa exatamente, e que portanto é usada com liberdade por bons ou maus juízes: fiat justitia, ruat caelum. Que a justiça seja feita mesmo que os céus desabem. Esperemos que a Justiça brasileira tenha o bom senso de não permitir que o céu da nossa democracia se espatife sobre nosso futuro. Por enquanto, prefiro me agarrar a uma das falas finais de Marlow, protagonista de No Coração das Trevas, de Conrad: “Os céus não desabam por qualquer ninharia”.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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25 comentários

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Messias Franca de Macedo

08 de abril de 2013 às 21h02

[MAIS] FACADAS NO CORAÇÃO DA MILITÂNCIA! ENTENDA

Na mesma reportagem da revista Retrato do Brasil, uma foto e a legenda
17 x 4: MENSALÃO RECONHECIDO
POR GOLEADA, DIZ O PFL

[Na fotografia, ACMalvadeza Neto, Jutahy Magalhães Junior, o tal do Lorenzente do DEMo do RS &$ outras figuras execráveis do cenário político [anti!]nacional… Também na foto, o ex-carlista César Borges, eufórico, “batendo palminhas/sorriso largo! Sim, o atual ministro dos Transportes do ‘PT da governança’! Haja dor!…]

Março de 2006, oposicionistas carregam em triunfo o
deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), o relator da CPMI
dos Correios, após a aprovação, por 17 votos a 4, do seu
relatório. O texto teria mostrado, diz a legenda da foto,
publicada no site do PFL, “o que todo o País comprovou
em 11 meses de depoimentos e investigações”: “o PT, braço
político-eleitoral do Governo Lula, comprou com dinheiro
público a adesão de deputados para formar a tristemente
famosa “base governista”. O nome “mensalão” para essas
propinas milionárias é apenas uma marca de fantasia, um
apelido convencional, para o fato comprovado de que o
Governo Lula e o PT praticaram atos de corrupção”

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

08 de abril de 2013 às 14h14

SALVE GENOINO!

http://www.redetv.com.br/jornalismo/enoticia/
ou
http://www.youtube.com/watch?v=SZuuc3jxaQs

E por falar em esperança, alvíssaras 1: Em crise, Estadão demite 20 e pode ser vendido
Jornal da família Mesquita, comandado por Ricardo Gandour, anuncia reformulação de cadernos e enxugamento; mercado especula sobre eventual venda do título
5 DE ABRIL DE 2013 ÀS 22:27;
alvíssaras II: DESONERADO, GLOBO CRITICA DESONERAÇÕES. ESCORPIÃO?
Jornal ‘O Globo’, de João Roberto Marinho, esperou o governo estender as desonerações da folha de pagamento a mais 14 setores, incluindo as empresas de comunicação, para, neste domingo, criticar a política de estímulos à economia do ministro Guido Mantega; se é tão ruim assim, por que não recusam?
8 DE ABRIL DE 2013 ÀS 05:08;
alvíssaras III: “JULGAMENTO FOI ESPETÁCULO MIDIÁTICO”
Disposto a lutar até o fim para provar sua inocência, deputado José Genoino (PT/SP) afirma que irá apresentar todos os recursos possíveis e não descarta recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos; “julgamento foi uma pré-campanha pela condenação”, disse, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar; parlamentar comentou ainda a polêmica com o CQC: “Objetivo desse tipo de jornalismo não é a informação, mas a execração”
8 DE ABRIL DE 2013 ÀS 11:19;
alvíssaras IV: Jurista entra com ações por uso de criança no CQC
Membro do Conselho Nacional do Ministério Público, Luiz Moreira representou ao MP para verificar a legalidade, nas questões trabalhistas e de direitos da criança, de se usar um “repórter mirim” numa edição do programa da Band; segundo ele, o garoto foi um “instrumento para mentir” ao deputado José Genoino (PT), e isso reflete em sua educação; “Como será o caráter dessa criança?”, questiona
8 DE ABRIL DE 2013 ÀS 08:19
FONTE: http://www.brasil247.com/

Hasta la Victoria Siempre!

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

07 de abril de 2013 às 10h28

[“NUMDISSE?!”]

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Joaquim Barbosa faz diferença?

Uma decepção profunda tomou conta de mim, dias atrás, ao ver o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, aparecer na tevê, como qualquer estrela do show business, para receber o Prêmio Faz Diferença, outorgado pelo jornal O Globo. Trata-se de condecoração muito badalada, graças à força de propaganda do maior grupo editorial do País, e nem por isso se eleva acima de sua característica prosaicamente mundana. Em princípio, nada contra esses tipos de manifestações autocelebrativas (…) Nenhum purismo, então, ante atrizes e cantores, cineastas e novelistas, donos de restaurantes e de produtos de beleza, que desfilam em passarela num teatro carioca e se orgulham pela “honra” recebida, porque é considerado normal, segundo a moral corrente, fazer uso de tais instrumentos e ser usados.

[O presidente do STF recebe um prêmio da Globo, o jornal que mais o submeteu a pressões à época do “mensalão” .Foto: Nelson Jr./SCO/STF]
Ao constatar, contudo, que certoappeal da mundanidade chegue até o chefe do Judiciário, uma das mais altas figuras institucionais do País, experimentei uma grave frustração. A meu ver, o presidente do Supremo, como símbolo personificado da Justiça, deveria manter o perfil público e privado mais equilibrado e sóbrio, de maneira ainda mais atenta que outras personalidades dos vértices do Estado. Ao contrário, também o presidente Joaquim Barbosa, ao receber o título de personalidade do ano, sentiu-se “honrado” como qualquer outro “famoso”. Estrela da festa, ele aceitou de bom grado o pacote completo oferecido pela Globo: melíflua apresentação de seus heróicos feitos no “histórico” julgamento do “mensalão”, entrevistas extemporâneas e banais, com direito a foto final de grupo ao lado de gente muito simpática, e ali o único fora do lugar era exatamente o presidente do Supremo. Em suma, o Sistema Globo fez o próprio trabalho: instrumentalizou a personagem, como melhor não poderia ter feito, para seus fins políticos e comerciais. Mas ele, o presidente do Supremo, se deu conta disso e aceitou a situação em plena consciência, ou foi simplesmente vítima da própria ingênua vaidade?
(…)
Sem entrar nas polêmicas que se deram à época do “mensalão”, quero sublinhar minha convicção que efetivamente ocorreu entre 2003 e 2005 um fenômeno grave de corrupção política – não mensal, mas seguramente continuativa –, no relacionamento entre Executivo e Legislativo, fora da ética republicana e das leis. Portanto, me perguntei, então, se seria fundamentada a acusação aos juízes do Supremo de serem vítimas de um irresistível condicionamento midiático. Não quero afirmar, em todo caso, que tal bombardeio não existiu: muito pelo contrário, a pressão da imprensa conservadora foi mórbida e irrespeitosa do trabalho do Judiciário.
As fanfarras da mis-en-scène carioca celebram Barbosa e eu fico perplexo por ele considerar significativo tal reconhecimento ostentado pelo O Globo, o jornal que se distinguiu como o mais aceso e parcial dos torcedores. Tal promiscuidade, com o agravo da inoportuna atração mundana, faz correr a Barbosa um grave risco, que não é só de estilo, mas, sobretudo, de respeitabilidade diante do País e da comunidade internacional.
Por Claudio Bernabucci
Mídia e Poder
07.04.2013 09:14
http://www.cartacapital.com.br/politica/joaquim-barbosa-faz-diferenca/#todos-comentarios

Responder

Messias Franca de Macedo

07 de abril de 2013 às 10h06

A MENTIRA ESTÁ NUA! ENTENDA

[A emissora do plim-plim e do Paulo Bernardo (sic) apresentou uma reportagem na qual o Joaquim Barbosa participava de um evento sendo ovacionado por uma legião de entusiastas jovens tietes! O comentarista do momento ressaltou a “fabulosa popularidade” do atual presidente do STF, o ministro do supremo que torna a linguagem do Judiciário compreensível ao povo! Joaquim, sorriso largo (e maroto!), por fim, uma celebridade!…
Subitamente, conversei com os botões da minha camisa de tecido ordinário: ‘Essa mutreta tem cara e DNA de claque montada para produzir antídoto a alguma revelação a caminho!’ “Batata”, não deu outra!…]

A próxima Retrato do Brasil, do consagrado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, trará na capa reportagem sob o título “A construção do mensalão – Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson”
7 DE ABRIL DE 2013 ÀS 07:33
247 – Vem aí uma reportagem que promete desmontar a história construída no julgamento da Ação Penal 470 e rotulada como “mensalão”. Escrita por Raimundo Rodrigues Pereira, um dos maiores e mais minuciosos jornalistas brasileiros, ela estará na próxima capa da Retrato do Brasil. A novidade foi anunciada na coluna de Elio Gaspari:
NAS BANCAS
Está chegando às bancas uma edição especial da revista “Retrato”. Sua capa diz tudo:
“A construção do mensalão – Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson”. Coisa do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira.
Numa reportagem anterior, Raimundo já havia demonstrado que os recursos da Visanet, a suposta fonte de dinheiro público do mensalão, foram gastos exatamente de acordo com o fim a que se destinavam: publicidade e propaganda.

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98200/Nas-bancas-reportagem-que-desmonta-o-mensal%C3%A3o.htm

[Sim, e agora?! O Joaquim, os Mellos, o Mendes, o [Merval] Pereira(!) do *“supremoTF” irão ficar impunes?! Os estragos perpetrados nas vidas dos “condenados” e dos seus familiares serão ressarcidos?! E os prejuízos causados à nação por conta dos quatro meses e meio de paralisia da “suprema” corte?! [corte grafada com ‘c’ minúsculo, revisor!
*“supremoTF”: aspas monstruosas e letras submicroscópicas!]

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

@JoseAloiseBahia

06 de março de 2013 às 14h08

O golpe virá do STF? http://t.co/ilHCnuBXTZ

Responder

@Diegopizzi

06 de março de 2013 às 10h41

O golpe virá do STF? Texto do blog “O Cafezinho” http://t.co/h7m68brXwc

Responder

@carlosnoronha53

05 de março de 2013 às 21h54

Veja a entrevista que o Presidente do STF Joaquim Barbosa, concedeu a imprensa estrangeira, no dia 1º de março.
http://t.co/4hBPqejbFe

Responder

@luadeartemis

05 de março de 2013 às 18h49

O golpe virá do STF? Artigo de Miguel Do Rosario: http://t.co/0mBrivFxuo

Responder

Messias Franca de Macedo

05 de março de 2013 às 18h28

“… respondi de forma ‘ríspida’ por estar tomado por ‘cansaço e fortes dores’.” Joaquim Barbosa, presidente do *”supremoTF” – e o último quase-ex-queridinho dos golpistas nativos!

Imagine o senhor, imagine a senhora, leitor(a), se um réu apelar para um juiz – em pleno tribunal -, rogando clemência, alegando que cometera um crime porque estava “cansado e sentido fortes dores na panturrilha depois de uma ‘baba’ com a turma da cervejinha do final de semana impreterível!” Imagine a que ponto chegou o domínio do fato (sic) do “nosso” judiciário!… Sendo que a dor alegada pelo presidente do *”supremoTF” deve ser a da consciência! Sim, porque a da coluna ele trata com os melhores especialistas da Alemanha, nazista (idem sic)… Nem tampouco o impede de exigir celeridade na condenação de [supostos] réus, muito menos de desfilar com a nova namorada!…
*”supremoTF”: aspas monstruosas e letras submicroscópicas!

Passar bem!… (Na Ilha de ‘Caras’, por que não?!…)

… República da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL… Traidora, despudorada, fascista, aloprada, alienada, histriônica, impunemente terrorista, MENTEcapta, néscia, golpista de meia-tigela, antinacionalista, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’ (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

05 de março de 2013 às 18h00

“ESCUTA ESSA”! (“O CALDO ESTÁ ENTORNANDO”!)
“NUMDISSE” QUE O PIG IRIA DESTRONAR O JOAQUIM “INCLEMENTE” BARBOSA?! ENTENDA OS PRIMÓRDIOS!

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Joaquim Barbosa manda jornalista ‘chafurdar no lixo’
Terça, 05 de Março de 2013 – 17:15

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, discutiu com o repórter Felipe Recondo, do jornal O Estado de S.Paulo no início da tarde desta terça-feira (5). De acordo com o Valor Econômico, o jornalista se aproximou de Barbosa no fim da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para fazer uma pergunta.“Ministro, como o senhor está vendo…?”, iniciou o jornalista. “Eu não estou vendo nada”, respondeu Barbosa, irritado, ao interromper a indagação. “Me deixe em paz, rapaz. Me deixe em paz. Vá chafurdar no lixo como você faz sempre”, acusou. Ainda de acordo com o Valor, o repórter insistiu, mas não conseguiu fazer o questionamento ao ministro. “Eu não quero nem saber o que o senhor está tratando”, completou Barbosa. Jornalistas esperavam por Joaquim Barbosa na saída do CNJ para indagá-lo sobre a nota divulgada no sábado por entidades representativas de magistrados, que reclamaram de suas declarações sobre os juízes brasileiros.

CACHOEIRA – perdão, ato falho -, FONTE: http://www.bahianoticias.com.br/

… República da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL… Traidora, despudorada, fascista, aloprada, alienada, histriônica, impunemente terrorista, MENTEcapta, néscia, golpista de meia-tigela, antinacionalista, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’ (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Luiz (@LuizAlaca)

05 de março de 2013 às 17h27

O golpe virá do STF? – http://t.co/BSUHXoqDDu

Responder

Anderson Farias (@peixedragao)

05 de março de 2013 às 15h10

O golpe virá do STF? – http://t.co/Bf7qk3HYwq

Responder

Flávio Santos (@flaviosantosba)

05 de março de 2013 às 10h07

O golpe virá do STF? – http://t.co/VtI9bMmisk Vem aí um novo caçador de marajás, e logo os novos ” caras pintadas” saírão às ruas.

Responder

Maria José Lula Rêgo (@mjsrego)

05 de março de 2013 às 08h16

O golpe virá do STF? – http://t.co/eZUowlwaSL

Responder

@jrawebmarketing

05 de março de 2013 às 06h45

O golpe virá do STF? – http://t.co/1CZCQqjtkc

Responder

H.92

05 de março de 2013 às 00h09

As declarações do herói da mídia são assustadoras, demagógicas e cheias de rancor.

Detona a classe política, mesma classe a qual teve que puxar o saco para chegar aonde chegou, olhe o caráter desse homem…

Responder

Miguel do Rosário

04 de março de 2013 às 23h41

Recebi dois comentários por email, que reproduzo aqui. Só não dou os nomes porque não perguntei a eles se podia (nem é o caso):

Leitor 1: Ótimo Miguel! A parte que envolve ciência política está correta, sem problemas. Não existe “turn limits”, nosso ministro se equivocou – o termo é “term limits”. O México os adotaram – sem nenhum efeito sobre o sistema político. O PRI e as drogas continuam a caracterizá-lo… De toda forma, o Brasil não padece do problema – a rotatividade parlamentar (estudada de forma pioneira por WGS nos idos de 1990) em nosso Congresso é significativa embora cadente. Em torno de 50% dos parlamentares que assumem em uma legislatura não tinham mandato na anterior. Ou seja, nosso ministro não conhece o tema. Não sabe designá-lo, nem muito menos sua (falta) de relevância empírica no Brasil…
Abraço,

Leitor 2:
Subscrevo e acrescento. No Senado americano, que o ministro tanto admira, depois que consegue entrar um senador só sai se a mulher o assassinar por adultério ou quando morre, o que dá no mesmo. O ministro é um falastrão.

Leitor 1:
assim como na House of Representatives. Renovação tendente a zero é a regra…

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@SandroCouto_PG

04 de março de 2013 às 23h36

O golpe virá do STF? – http://t.co/5vB2efTYBR

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Julio Cezar Cruzeta (@jcruzeta)

04 de março de 2013 às 22h26

O golpe virá do STF? – http://t.co/Dmqq9Ga428

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@Odracyra

04 de março de 2013 às 20h17

O golpe virá do STF? – http://t.co/LRFv3AEeBr

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Érico Cordeiro (@ricocordeiro)

04 de março de 2013 às 18h34

O golpe virá do STF? – http://t.co/bkk5TDC46V Grande texto do Miguel do Rosário!

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Érico Cordeiro (@ricocordeiro)

04 de março de 2013 às 18h13

O golpe virá do STF? – http://t.co/bkk5TDC46V

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migueldorosario (@migueldorosario)

04 de março de 2013 às 17h20

http://t.co/00rj1RryNM @luisnassif

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migueldorosario (@migueldorosario)

04 de março de 2013 às 17h02

Comentários sobre a entrevista concedida por Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a… http://t.co/vEqQkM1m2v

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migueldorosario (@migueldorosario)

03 de março de 2013 às 11h41

Joaquim Barbosa http://t.co/Ggukjfw6Uv

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