Comentários sobre o áudio vazado de André Esteves (BTG Pactual)

O chilique de Barbosa e a regulação da mídia

Por Miguel do Rosário

05 de março de 2013 : 18h36

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A mídia e seus obedientes leitores aprenderam a idolatrar Joaquim Barbosa não por suas qualidades, que suponho também deve tê-las em profusão (embora eu, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto), mas por seus defeitos, incluindo sua irascibilidade doentia,  sobretudo quando seu fígado sensível se voltava contra seus adversários.

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Hoje, todavia, o temperamento colérico do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) se voltou contra o repórter Felipe Recondo, do Estadão, o jornal que mais tem acarinhado e mimado o ministro. Ele fez uma agressão violentíssima a um trabalhador da imprensa, gratuitamente. Eu pesquisei as matérias escritas por Recondo e todas são favoráveis a Barbosa. Se ele agride assim um jornalista que só lhe quer bem, imagine o que faria com alguém que lhe criticasse? Imagine se Lula ou Dilma fizessem isso…

Leiam a matéria da Folha abordando o caso aqui, e escutem o áudio por aqui.

Aliás, lembremos das agressões constantes de José Serra à jornalistas. Não só agressões pessoais. Serra ficou conhecido por ligar para redações e donos de jornais pedindo a cabeça de profissionais da imprensa. Lembremos dos processos constantes dos tucanos paranaenses contra blogueiros locais.

A atual conjuntura mostra bem que a maior ameaça à liberdade de imprensa no Brasil continua vindo da direita, exatamente como aconteceu em 1964. A mídia conservadora ataca virulentamente a esquerda, sempre inventando um bolchevismo que não existe, omitindo porém o caráter brutal da direita em relação a críticas.

Gilmar Mendes, Serra, Merval Pereira, Nelson Motta, todos próceres da direita nacional tem atacado a blogosfera com muita violência. Gilmar inclusive processa vários blogueiros.

O maior medo da mídia é que o governo proponha ao Congresso um novo conjunto de leis para o sistema de comunicação de massa no país. O Estadão de hoje traz um editorial cheio de fúria e pavor, motivado pela publicação de um documento, pelo PT, solicitando à presidente Dilma que apóie uma nova regulamentação da mídia brasileira.

O PT é o maior partido da Câmara de Deputados e poderia, portanto, propor uma novo projeto de lei sem a participação da presidente da República. Na prática, porém, isso muito difícil de fazer, porque o apoio político da presidenta é fundamental para que o processo tramite no Congresso, porque um projeto com tal impacto político precisaria ser encampado pela chefe de Estado para ter qualquer chance de ser votado e vencido no Parlamento.

Entretanto, as condições políticas para Dilma levar adiante algo sim não são favoráveis. Esse é o tipo de proposta que a presidente, provavelmente, só poderá levar adiante após a sua reeleição, e mesmo assim vai depender de vários fatores: a começar pelo convencimento pessoal da própria presidenta sobre a necessidade política de fazer uma reforma democrática na mídia brasileira.  Até agora, todos os sinais emitidos pela presidência são desfavoráveis a levar esse debate agora para o Congresso.

*

Hoje, só para trazer uma pauta diferente,  preparei uma tabela com os principais produtos (por categorias) exportados pelo Brasil em janeiro último, comparando com janeiro do ano passado e janeiro de 2002.  Para evitar confusão, eu deflacionei os números de 2002.

 

Repare que as exportações saíram de 5 bilhões de dólares em janeiro de 2002 para 15,99 bilhões em 2013.  Ou seja, triplicaram. E olha que eu já deflacionei os números de 2002: no original, eram apenas 3 bilhões de dólares.

Vou pular o desempenho das commodities, porque é até covardia. Falemos apenas dos manufaturados. A exportação de veículos e autopeças cresceu 290% de 2002 a 2013. A de máquinas com motor cresce 162%. A de aparelhos elétricos, 34%.

Em relação a 2012, houve queda em alguns itens, mas é sazonal; se considerasse os últimos 12 meses, veríamos aumento ou queda menor. O importante é verificar que não procede a acusação de que nossa exportação de manufaturados está caindo. O déficit sim, este pode aumentar, porque o poder aquisitivo do cidadão tem aumentado num ritmo muito superior à velocidade da indústria brasileira, e ele quer consumir sobretudo produtos tecnológicos que não produzimos por aqui, como celulares, laptops, ipads, etc.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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4 comentários

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Mensários do spin

10 de março de 2013 às 10h06

Nirlando sobre os surtos de Jânio Quadros, ops, Barbosa: Ingnorem os surtos de Barbosa

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/03/08/nirlando-ignore-os-surtos-de-barbosa

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Mensários do spin

10 de março de 2013 às 10h02

Uma questão de classe, não é mesmo. Era tudo jogo de cena para amedontrar a imprensa, Barbosa com seu estilo Sabe com quem tá falando? Não se metam. Agora os jornalistas não se meterão a fazer jornalismo investigativo para descobrir as falcatruas do Batman. O pig não é bobo e falando nisso, pensei que que nessa terra brasilis existisse liberdade de expressão, agora vejo que existisse sim, mas paneas para os donos do mundo: O blog do Nassif está praticando sendo cancelado por terroristas virtuais sem que nada possa ser feito em termos de garantir nosso direito a manffestação. Nassif e todo e qualquer blogueiro que não apoia o PSDB está sendo atacado, seu blog tmbm está com problema, as últimas postagens não aparecem, kd Yoani Sachez, aquela que tem toda a liberdade de ter seu blog em Cuba, o que não teria aqui, como estamos constatando. Aqui, liberdade de expressão somente para tucanos etc caterva e nada mais, não esperem blogs como o do Tio Rei e Noblat sofrerem ataques destes bandidos

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Messias Franca de Macedo

05 de março de 2013 às 22h01

“… respondi de forma ‘ríspida’ por estar tomado por ‘cansaço e fortes dores’.” Joaquim Barbosa, presidente do *”supremoTF” – e o último quase-ex-queridinho dos golpistas nativos!

Imagine o senhor, imagine a senhora, leitor(a), se um réu apelar para um juiz – em pleno tribunal -, rogando clemência, alegando que cometera um crime porque estava “cansado e sentido fortes dores na panturrilha depois de uma ‘baba’ com a turma da cervejinha do final de semana impreterível!” Imagine a que ponto chegou o domínio do fato (sic) do “nosso” judiciário!… Sendo que a dor alegada pelo presidente do *”supremoTF” deve ser a da consciência! Sim, porque a da coluna ele trata com os melhores especialistas da Alemanha, nazista (idem sic)… Nem tampouco o impede de exigir celeridade na condenação de [supostos] réus, muito menos de desfilar com a nova namorada!…
*”supremoTF”: aspas monstruosas e letras submicroscópicas!

Passar bem!… (Na Ilha de ‘Caras’, por que não?!…)

… República da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL… Traidora, despudorada, fascista, aloprada, alienada, histriônica, impunemente terrorista, MENTEcapta, néscia, golpista de meia-tigela, antinacionalista, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’ (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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migueldorosario (@migueldorosario)

05 de março de 2013 às 18h37

O chilique de Barbosa e a regulação da mídia http://t.co/Zs3DhRFY8o

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