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Datafolha rebaixa nota de Dilma

Por Miguel do Rosário

08 de junho de 2013 : 23h48

Em virtude de minha paixão jornalística por dados e pesquisa, eu sempre respeitei pesquisas eleitorais, apesar de saber que elas não são totalmente confiáveis.  Entretanto, é preciso admitir que é um tanto estranho – e arriscado para a democracia – essa conjuntura brasileira: uma mídia extremamente concentrada, e que ainda possui o principal órgão de pesquisa eleitoral do país.

O primeiro pensamento que tive, ao ver essa pesquisa, por outro lado, foi o seguinte: será positivo para a presidenta sentir uma fisgada na sua popularidade, ainda mais nesse momento em que há pressão internacional para que o Brasil volte a ser o “peru com batatas” da banca, ou seja,  eleve os juros.

Contudo, mesmo me esforçando para não fazer isso, eu não consigo deixar de ver o Datafolha com desconfiança, porque essa queda na popularidade da presidenta cai como uma luva num momento que Aécio Neves, vencida a batalha interna no PSDB, tenta se afirmar como um candidato competitivo de oposição. E o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, trabalha para vencer resistências internas e externas e se lançar candidato.

Mesmo assim, aguardaremos o Datafolha publicar a íntegra do relatório, para analisarmos os dados comparativos de renda, escolaridade, região.

 

Governo Dilma tem 57% de aprovação após queda de 8 pontos, diz Datafolha

DE SÃO PAULO

A popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu pela primeira vez desde o início de seu mandato, há dois anos.

Pesquisa feita pelo Datafolha na quinta e na sexta-feira mostra que 57% da população avalia seu governo como bom ou ótimo. São 8 pontos a menos que no levantamento anterior, feito em março.

A presidente perdeu popularidade entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias, segundo o Datafolha.

Os números do Datafolha indicam que a deterioração da imagem de Dilma é um reflexo do aumento do pessimismo dos brasileiros com a situação econômica do país e mostram que a população está mais preocupada com a inflação e o desemprego.

Para 51%, a inflação vai subir. Em março, esse índice era de 45%. A mesma tendência pode ser observada em questões sobre desemprego, poder de compra do salário, situação econômica do país e do próprio entrevistado.


Editoria de Arte/Folhapress

Popularidade da presidente cai pela primeira vez desde o início do governo
Apesar da queda de popularidade, a presidente Dilma Rousseff continua sendo a favorita para vencer a eleição presidencial do ano que vem.

No cenário mais provável da disputa, em que teria como adversários a ex-senadora Marina Silva (Rede), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Dilma teria 51% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

São sete pontos a menos que o verificado no levantamento anterior, de março. Mas ainda assim é o suficiente para liquidar a eleição já no primeiro turno.

Em segundo lugar, com os mesmos 16% da última pesquisa, aparece Marina, atualmente engajada na criação de um novo partido político, a Rede Sustentabilidade.

Aécio foi o único que cresceu em relação ao levantamento de março. Ele tem agora 14% das intenções de voto, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior.

Nessas oportunidades, Aécio criticou o governo com muita ênfase na inflação, objeto de crescente preocupação da população, conforme a mesma pesquisa.

Em quarto lugar na pesquisa, com 6% das intenções de voto, aparece o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O índice é mesmo obtido por ele no último levantamento.

A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de junho. Foram feitas 3.758 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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Messias Franca de Macedo

09 de junho de 2013 às 09h37

FHC COLOCA EM SUSPEIÇÃO O SEMPRE SUSPEITO ‘DATAFALHA’! ENTENDA

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ELIO GASPARI

O tucanato botou o dinheiro para trabalhar
Com os juros a 8%, FHC saiu da paz da renda fixa, que durante seu governo pagava 26,6%, e foi para a produção
A repórter Vera Magalhães publicou uma informação que encheu de júbilo o comissariado petista.
Fernando Henrique Cardoso, dois de seus ex-ministros e mais seis sócios criaram uma empresa que investirá num empreendimento imobiliário. Chama-se Sarlat e tem R$ 1,9 milhão de capital, com R$ 222 mil dele.
O ex-presidente explicou: “É difícil encontrar investimento em renda fixa que dê alguma coisa”.
Investimento em renda fixa é aquele em que o sujeito fica em casa e seu dinheiro rende os juros fixados pelo Banco Central. Durante o tucanato, esse tipo de aplicação rendeu, na média, 26,6% ao ano, com um pico de 45%. Hoje, a Selic paga 8%.
Em 1995, quem botava dinheiro em fundos de renda fixa nos Estados Unidos faturava 10,9%. Em Pindorama, naquele ano, renderam 18% em valores reais.
FHC tem toda razão: “É difícil encontrar investimento em renda fixa que dê alguma coisa”. Portanto, é melhor botar o dinheiro para trabalhar.
Os tucanos da Sarlat mostraram que confiam no país e patrocinaram uma linda peça de propaganda para a doutora Dilma.

em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/113115-o-tucanato-botou-o-dinheiro-para-trabalhar.shtml

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QUEM MENTIU?! O referido instituto de pesquisa que afirma: a presidente Dilma Rousseff perde intenção de votos entre os mais ricos?! Ou os mais ricos que, favorecidos pela [auspiciosa] política econômica implementada pelo governo da presidente Dilma Rousseff, responderam – ‘com o fígado’ – aos questionamentos da pesquisa?!…
… Se a resposta à indagação acima indicar a segunda alternativa, temos que os ricos, além de mentirosos [segundo o Datafolha!], seriam [ainda segundo o mesmo Datafolha!] hipócritas, ineficientes, improdutivos, preguiçosos e rentistas por excelência!…
… Bom, considerando ‘o domínio do fato’ da ‘plausível’ e ‘não tênue’ possibilidade de as duas projeções serem verdadeiras (sic)… Bom, aí, nenhuma novidade em Pindorama! “Tudo como antes no Quartel de Abrantes!” [Risos]… É só passar a régua e… VAPT VUPT!

… Lá isso é oposição, sô?!… Uma oposição pelo amor de Deus! O país e a civilidade merecem – e agradecem, penhoradamente!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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