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Globo recebeu mensalão dos EUA

Por Miguel do Rosário

29 de junho de 2013 : 20h24

Uma reportagem publicada esta semana no site Carta Maior,  fundamentada em livros de jornalistas e historiadores americanos, descreve como os Estados Unidos financiaram empresas brasileiras de mídia, sobretudo as Organizações Globo, para defender seus interesses econômicos, em detrimento do Brasil.

Um trecho:

Em 1962, o grupo Time-Life encontra seu parceiro ideal para entrar de vez no principal ramo das comunicações, a Televisão. A recém-fundada TV Globo, de Roberto Marinho. Era uma estranha sociedade. O capital da Rede Globo era de pouco mais de 200 mil dólares, ao câmbio da época. O aporte dado “por empréstimo” pela Time-Life era de seis milhões de dólares e a empresa tinha um capital dez mil vezes maior.

Observe a data: 1962. A Globo recebeu mensalão dos EUA não para aprovar “reforma da previdência”, conforme a ridícula teoria de Joaquim Barbosa sobre o mensalão do PT. Recebeu mensalão para incitar um golpe de Estado e defender interesses nocivos ao livre desenvolvimento das forças nacionais.

Não por outra razão, um dos refrões de protesto mais populares entre os manifestantes de ruas tem sido: “a verdade é dura, a globo apoiou a ditadura!”

Se somarmos o mensalão dos EUA a todas as regalias que a Globo passou a receber do governo a partir do golpe militar, podemos ter uma vaga ideia de como os Marinho se tornaram a família mais rica do mundo no setor de mídia. Com um detalhe triste, os governos Lula e Dilma continuaram a encher a barriga do monstro. Nos últimos 10 anos, a Globo recebeu cerca de R$ 6 bilhões em publicidade federal.

A Globo acaba de admitir, em comunicado, que sonegou impostos federais através de uma operação em paraíso fiscal, confirmando o furo deste blog.

A emissora afirma que pagou a multa. A informação que eu tinha era de que não havia pago. A ver. O que importa aqui é detectar o modus operandis da Globo há muitos anos.  Apoiando golpes de Estado, inventando manobras para sonegar tributos, manipulando informações, editando debates políticos para favorecer um candidato. Com a internet e as redes sociais, este poderio tem sido contestado, mas a própria Globo também usa a internet para se tornar mais poderosa.

Enfim, reitero o que disse nos posts anteriores que tratam da fraude tributária da Globo. Quem dera o problema dos platinados fosse apenas um caso de sonegação de impostos! O maior dano que a Globo faz à democracia é ser a cabeça de um cartel que monopoliza a informação no país. O gigante popular, quando acordar de vez, terá que enfrentar esse outro gigante, que nunca esteve dormindo.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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Eva

29 de junho de 2013 às 23h25

lei dos Medios já.

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