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Especulações e verdades

Por Miguel do Rosário

01 de julho de 2013 : 22h38

Um leitor tentou comentar no blog, não conseguiu e me mandou seu comentário. Publico aqui para responder em seguida.

” Quanto à servidora acusada de roubar os documentos, aí vai a maior bomba. Segundo a minha fonte, não foi ela quem roubou. Os documentos foram roubados no caminho de uma repartição a outra”

Em relação à afirmação acima, colhida do post, há que se prestar informações adicionais, sob pena de se perder a credibilidade. O que estava assentado até então, era que os documentos tinham sido roubados por uma funcionária, com a ação sendo gravada com câmeras de segurança, tendo ela respondido a processo, condenada e finalmente salva por um Habeas Corpus. Agora nao foi mais ela a culpada . Os documentos, quando transitavam de uma repartição a outra, foram furtados por outras pessoas. Ora, essas duas informações são mutuamente excludentes. Se uma é verdadeira, a outra será obrigatoriamente falsa. Faltam explicações para clarear esse ponto. Com a palavra o blogueiro, por quem tenho grande admiração.

José Reinaldo Santos

Prezado Reinaldo, não lhe tiro a razão.

Deixe-me esclarecer. O Globogate é contado em duas vertentes. Numa delas, há os documentos e os crimes ali apurados. Noutra, especulações sobre o roubo destes. Na primeira, temos informações incontestáveis, com base em dados bancários e fiscais certificados. É um conjunto de provas puro. Na segunda, temos ainda uma série de especulações sobre como se deu o furto dos documentos. Uma história cheia de suspense e fatos quase inacreditáveis.

No post “Mais detalhes sobre a bomba da Globo”, eu mencionei uma especulação, que ouvi de uma fonte que está investigando o caso. 

A servidora foi condenada pelo roubo dos documentos. A câmara filmou-a entrando no recinto com uma bolsa vazia e saindo com uma bolsa cheia. Houve uma investigação e ela foi condenada.

Há uma teoria, porém, de que a servidora possa não ter sido a autora, e sim a “bucha de canhão”. Ou seja, o documento teria sido roubado antes de chegar à Receita. E a moça foi condenada, com sua anuência, para pagar um crime que não cometeu, com objetivo de abafar a história e proteger a quadrilha que a contratou e o cliente. Mas isso ainda é pura especulação.

Acho melhor deixarmos as teorias holliwoodianas de lado – que ainda são nebulosas – e nos concentrarmos nos aspectos formais da história. O que existe de certeza é que os documentos foram furtados e a funcionária citada esteve envolvida no roubo, de uma forma ou outra. A investigação da Receita concluiu que ela era culpada. Fiquemos assim, portanto.

Só volto a falar dessa história agora quando mais documentos estiverem disponíveis.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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