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Canal de esquerda bate CNN nos EUA

Por Miguel do Rosário

29 de novembro de 2013 : 16h53

Olha que notícia legal, provando que nem tudo está perdido. A MSNBC, que tem ficado conhecida com a Fox News “da esquerda”, passou a CNN e consolidou-se como o segundo canal fechado mais visto nos EUA, atrás apenas da Fox. O segundo lugar da MSNBC acontece nos horários nobres (primetime). No cômputo das 24 horas, a emissora fica em terceiro lugar, atrás de Fox e CNN.

Junto ao público mais jovem, a MSNBC caminha para se tornar líder no mercado. A Fox, por ser conservadora, tem a preferência do público mais velho.

A MSNBC é conhecida como um canal que defende valores que são considerados “de esquerda”: mais Estado, mais saúde pública, leis imigratórias mais brandas, impostos maiores para os ricos; esse tipo de coisa que define, enfim, na prática, a clivagem ideológica no país.

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A Folha também publicou algo sobre isso, mas na minha opinião não deu o merecido destaque. E a imprensa alternativa está comendo mosca, pois isso é um acontecimento de grandes proporções para o futuro não apenas da mídia mundial, mas porque estabelece paradigmas importantes também para o Brasil. 

O paradigma é que o sucesso da MSNBC prova que o público quer transparência ideológica. È mais interessante, confiável e divertido assistir a um canal que deixa bem clara a sua linha editorial. Não tenta enganar o espectador.

*

Rede de notícias ‘ideologizadas’ bate a CNN em audiência

Apelidada de ‘Fox News da esquerda’, MSNBC supera emissora 24 horas pioneira no horário nobre americano

Apesar das diferenças ideológicas, MSNBC e Fox têm estilo similar, de baixo custo; críticos condenam parcialidade

RAUL JUSTE LORES
DE WASHINGTON, NA FOLHA
A CNN é a mais nova vítima da crescente polarização política dos EUA. Depois de ter sido desbancada pela conservadora rede Fox News, está sendo ultrapassada por outra emissora com 24 horas de notícias “ideologizadas”.

A MSNBC, apelidada de “Fox News da esquerda” pelo ex-presidente Bill Clinton, tem vencido a pioneira emissora de notícias todo dia no horário nobre (20h-23h), mas principalmente entre a audiência mais cobiçada pela publicidade (de 18 a 49 anos).

“Há uma parcela dos americanos que só segue as notícias com as quais concorda. Esse é o motivo do sucesso’ da Fox e da MSNBC”, disse à Folha John Sides, professor da Universidade George Washington. A mais imparcial CNN perde nesse cenário.

Além das tradicionais bandeiras da esquerda americana (governo maior, mais impostos, direitos trabalhistas, reforma imigratória, direitos para minorias raciais e sexuais), o elenco da emissora representa essa diversidade.

Diferente da Fox, que tem apresentadoras loiras com maquiagem carregada e veteranos radialistas conservadores, a MSNBC tem professores universitários e representantes de várias minorias. A maioria usa óculos.

Há cinco apresentadores negros, três gays e o paquistanês-britânico Martin Bashir –nenhum latino, por ora.

“Os apresentadores estão à esquerda da Casa Branca. Eu estou bem à esquerda de Obama”, diz Rachel Maddow, a estrela do canal, que critica a política de drones do governo e a falta de regulamentação financeira em Wall Street.

Se na temática e nos protagonistas a MSNBC é quase o oposto da Fox, o formato é muito parecido, com sucesso econômico (pelo baixo custo de produção) e reclamações dos críticos de jornalismo.

Assim como na Fox, os convidados dos programas de debate na MSNBC costumam concordar em quase tudo: demonizar a oposição republicana, defender as vitórias de Obama e pressionar por uma “agenda progressista”. Para quem adora política, é quase um debate ininterrupto.

A maioria dos comentaristas não é de jornalistas. Muitos são políticos que integraram governos democratas (vários saíram da gestão Obama) e, na maioria, lobistas de causas que defendem no ar (o mesmo ocorre na Fox).

Criada em 1996 pela rede aberta NBC e pela Microsoft, a MSNBC só passou a seguir a cartilha da Fox dez anos depois. O investimento em jornalismo é quase um terço do feito pela CNN, que tem 33 escritórios no exterior, com correspondentes pelo mundo.

A MSNBC depende quase exclusivamente dos correspondentes da NBC e raramente manda enviados especiais.

Essa é sua maior fraqueza: em momentos de tragédias, como os atentados de Boston em abril, a audiência despenca. A MSNBC ficou em quarto lugar nesse mês, e a CNN virou líder em vários horários, pela agilidade e pelos repórteres no lugar do ataque.

Dos 400 canais da TV paga nos EUA, só a Fox aparece entre os dez mais vistos (em sétimo lugar). “A demografia explica em parte o sucesso da Fox porque os mais velhos tendem a ser mais conservadores e são os que mais veem TV”, diz Sides. “Mas a maioria nos EUA não quer saber tanto de política assim”.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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7 comentários

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Edemilson Moreira

24 de abril de 2015 às 23h25

Hola pessoal é do EUA tó com vontade ir conhece EUA e os Artista de filmes,séries,novelas de açaõ Hollywood e vira artista também vcs assistir Série Grimm acho entereçante e tó solteiro entaõ nada mer segura aqui ser vcs mer chama Amazonense tem videos meus podem e preciso divulgam quero grava videos com mulheres acho gostosas vcs querem envia solisitaçaõ de amizade pra mim podem envia moro lucas do rio Verde MT Brasil youtube pamonheiro lobisomem,propagrandas das caipirinhas,levando coice,caindo do
,cobiçando as cor dos carros,invassor,

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Johnny Diaz

30 de novembro de 2013 às 03h45

Opa! Quem entende de pó são os amiguinhos da PETRALHADA: Collor, Lindberg “Farinhas” e as FARC! O Foro de SP ta aí pra não me deixar mentir!

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    Valdeci Elias

    02 de dezembro de 2013 às 15h16

    Collor é usuario de drogas.
    É impossivel , que a quantidade de droga encontrada no helicoptero do PSDB, seja para consumo. Ali era pra tráfico mesmo. O PSDB tem que separar o joio do trigo, e expulsar os traficantes de seus quadros.

    Responder

Bruno BK

29 de novembro de 2013 às 21h52

a questão mario, é q não existe midia imparcial, sempre ela tenderá pra algum lado, portanto sempre agradará mais àquela parcela de publico q concorda ou assume ser mais verdadeiro aquilo q ela publica, pode ter certeza q uma veja ou folha, por exemplo, não estão nem aí pra quem discorde do seus reporteres escrevem, desde q eles leiam, e é claro, q se mantenha aquela parcela fiel q acredita em tudo q é escrito nelas, é uma questão de alinhamento ideológico…se é ruim para o enriquecimento do debate, pode até ser, mas tb é uma forma de demonstrar qual abordagem ou linha de pensamento esta sendo mais aceita pelo grande publico….nesse ponto grande parte das pessoas tendem a se agrupar em torno daquilo q mais lhe agradam ou as satisfazem intelectualmente….

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Mario Alexandre Teixeira

29 de novembro de 2013 às 19h50

“Há uma parcela dos americanos que só segue as notícias com as quais concorda. Esse é o motivo do sucesso’. Esse é um problema sério. Seria muito bom se todos tivessem voz no mesmo espaço, os de viés de direita e os de esquerda, para que o debate seja feito, e assim, o jornalista, de ambos lados, sabe que terá sempre alguém na espreita. É muito perigoso quando um público só se informa pelo que lhe convier. A crítica fica fragilizada. Um exemplo : apenas a caros Amigos (que eu vi) é crítica qto ao Prouni, pq transfere o dinheiro que deveria ser investido nas universidades públicas para o setor privado, e os alunos éque pagam após formados. E assim, delega aos empresários da educação o conteúdo do que está sendo transmitido. Segundo a revista, a renuncia fiscal é maior que todo o investido em universidades públicas. Toda e esquerda comemora o Prouni com louvor. Cadê a criticidade ? O olhar não partidário, não enviesado ? Existe revista mais partidária do que a Brasil de Fato ? É um folhetim Petista. Por isso gosto do Arbex, caiu fora por esse motivo. Isso sim é jornalista.

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Martha Naves

29 de novembro de 2013 às 19h34

eles tem ley de medios desde a decada de 30…

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Julia Camargo

29 de novembro de 2013 às 18h57

é… lá eles têm opção!

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