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Joaquim Barbosa é um terrorista moral, diz Paulo Nogueira

Por Miguel do Rosário

18 de dezembro de 2013 : 11h43

Paulo Nogueira faz uma análise pungente dos sentimentos obscuros de ódio, vingança e malvadez que Joaquim Barbosa tem produzido na sociedade brasileira.

Eu tenho provas disso. Os comentaristas que entram no blog para defender as ações de Barbosa costumam falar coisas como: “tomara que Genoíno morra na prisão”. Também torcem para que os réus sofram o máximo com as situações mais degradantes nos presídios, entre outras delicadezas humanitárias.

Ou seja, uma parte da sociedade, ao invés de buscar que a situação nos presídios seja humanizada, como é nos países desenvolvidos que essa mesma parte da sociedade tanto admira, declara abertamente que deseja que a degradação chegue àqueles que considera seus adversários políticos.

Concordo plenamente com Nogueira quando ele diz que Lula não poderá ser perdoado jamais por ter nomeado uma figura tão desequilibrada como Joaquim Barbosa para o STF.

A única desculpa que se pode dar a Lula veio de uma amiga minha de Facebook, já na meia idade e que lembrou os vários homens com quem se relacionou nas últimas décadas: “eu também confiei em tantos homens, entreguei minha vida a eles, e alguns se revelaram, depois, verdadeiros crápulas”.

Assim como as pessoas às vezes mudam para melhor, o poder tem o costume de trazer à baila o que há de pior num ser humano. O fato é, no caso de Joaquim Barbosa, nasceu uma espécie de monstro moral, que não apenas aterroriza moralmente a família de Genoíno. Ele constitui também uma espécie de terrorista político que aterrorizará o Brasil até o fim de seu mandato, ao final de 2014.

E pensar que corremos o risco de passar pelo processo eleitoral com uma figura dessas exercendo o maior cargo do judiciário. Por isso torço tanto para que ele saia do cargo e se candidate logo. Assim poderemos debater com Joaquim Barbosa na planície, de igual para igual. O cargo que ele ocupa o torna intocável e perigoso, um verdadeiro déspota, visto que pode tomar decisões monocráticas que afetam profundamente a democracia brasileira.

Leiam abaixo o artigo de Nogueira.

*

O terrorismo moral que Joaquim Barbosa está impondo a Genoino e família

Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo.

Você tem que fazer muita maldade para que alguém beba quando você morrer. Você tem que despertar muito ódio.

Margaret Thatcher, por exemplo.

Fui a Trafalgar Square, no centro de Londres, cobrir, como jornalista, a festa que fizeram quando ela morreu.

Fazia mais de vinte anos que ela deixara Downing Street, a sede do governo britânico, e ainda assim Thatcher era lembrada com uma raiva que fazia você pensar que ela ainda era primeira ministra.

Me lembro claramente da imagem de um um velho sindicalista que abriu uma garrafa de uísque e disse, antes de tomar a primeira dose: “Esperei vinte anos por esse momento.”

Thatcher massacrou os sindicalistas, e acabou promovendo uma brutal concentração de renda no Reino Unido, uma coisa comparável à era vitoriana, tão bem retratada nos miseráveis de Dickens.

Em minha vida adulta, vi no Brasil apenas um personagem capaz de provocar um sentimento tão ruim.

É ele, Joaquim Barbosa.

Nunca houve alguém tão antibrasileiro quanto Joaquim Barbosa: mesquinho, vingativo, cruel, recalcado.

O que ele está fazendo com Genoino e família tem um nome: terrorismo. Terrorismo moral, terrorismo sádico.

Qual o sentido em deixá-los em suspenso às vésperas do Natal, uma época de concórdia, sem saber se Genoino será devolvido ou não à cadeia?

É vingança. A mesma coisa que levou Barbosa a tentar demitir do STF a mulher do jornalista que revelou que ele gastou 90 000 reais do dinheiro público para reformar os banheiros de seu apartamento funcional.

Barbosa debitou, na conta de Genoino, as críticas que recebeu, na semana passada, de petistas reunidos em um congresso.

Bandeira de Mello, o jurista, disse que, se fosse o PT, tentaria o impeachment de Joaquim Barbosa.

Digo também: se eu fosse o PT, faria o mesmo.

Joaquim Barbosa está ajudando a construir um país da discórdia. Ele não une: é um desagregador.

Como Lula não percebeu os seus imensos defeitos ao escolhê-lo?

A biografia de Lula estará sempre manchada por haver indicado para a mais alta corte do país uma pessoa tão má quanto Barbosa.

Não há desculpa para este erro monumental de Lula.

Os brasileiros estão tendo agora que arcar com a infeliz, negligente, descuidada indicação de Lula.

Entre os brasileiros, ninguém está enfrentando mais as consequências disso que Genoino e família.

Miruna, a filha mais velha de Genoino, uma guerreira na defesa do pai, mais uma vez ergueu sua voz diante do terrorismo barbosiano.

Ela está desesperada. Ela não finge, ela não mente: é uma filha que está vendo o pai ser massacrado impiedosamente – e injustamente.

Ninguém vai fazer nada? Esta a pergunta central, doída de Miruna.

Pelo visto, a resposta é não.

A prioridade do PT é a campanha de Dilma, e Genoino está no fim da fila. Uma palavra aqui, outra ali, e não mais que isso.

Mas o futuro haverá de trazer uma resposta para a questão de Miruna.

Muitos brasileiros, e não necessariamente apenas petistas, haverão de fazer exatamente o que o sindicalista inglês fez quando recebeu a notícia da morte de Thatcher.

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Uma família desesperada e desamparada

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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4 comentários

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janio ieso

18 de dezembro de 2013 às 23h28

Quando ele discutiu com o Gilmar Dantas acusando-o de estrelismo para a mídia vibrei de emoção.Acreditava que era um homem digno: o primeiro negro da historia do nosso país e sentar na cadeira da mais alta corte, o STF.Mas seduzido pelo Globo principalmente surgiu um mostro abarrotado do ódio,metido a moralista,ético e justiceiro.Ficará na história como um grande fracasso.

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Vania Santos Leal de Carvalho

19 de dezembro de 2013 às 00h48

Só é.Um exibicionista,complexado,mau ele É MAU,acho tudo o que o Lula faz certíssimo mas nomear esse sujeito foi brabo.

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Araci Borges Dias Martins

18 de dezembro de 2013 às 18h19

é preciso ser muito idiota pra achar que Genoíno roubou alguém.

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Marcilio Landim Meireles

18 de dezembro de 2013 às 17h40

terrorista moral é quem rouba o povo e sai cantando de herói……corja

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