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Vox Populi confirma declínio eleitoral da oposição

Por Miguel do Rosário

23 de fevereiro de 2014 : 15h17

Acabou de sair a pesquisa Vox Populi, em parceria com a revista Carta Capital.

As principais diferenças entre a pesquisa Vox Populi e Datafolha, divulgadas ambas neste final de semana, é que o primeiro tem uma quantidade maior de eleitores indecisos ou que votarão nulo. Com isso, os percentuais de todos os candidatos caíram.

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Entretanto, a vantagem de Dilma sobre seus adversários é ainda maior no Vox Populi. Pelos números, ela vence com muita folga no primeiro turno.

Mais importante, o Vox Populi confirma o impressionante declínio da oposição. Tanto Aécio como Campos caíram. A queda de Eduardo Campos carrega até um certo mistério, afinal todos previam que ele cresceria bastante após a entrada de Marina Silva em seu partido. Não é o que está acontecendo. Ele está minguando.

Os eleitores, pelo jeito, não viram com bons olhos a manobra, talvez vista como “esperta” demais.

Reproduzo abaixo três notas publicadas há pouco na Carta Capital, que analisam os números do Vox Populi.

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Dilma é favorita para se reeleger no 1º turno

A presidenta tem quase o dobro das intenções de votos de seus principais adversários na disputa

por Redação — publicado 23/02/2014 09:44

A oito meses das eleições, a presidenta Dilma Rousseff mantém uma boa vantagem sobre os adversários e venceria no primeiro turno se os brasileiros fossem hoje às urnas. Pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre os dias 13 e 15 de fevereiro mostra que o índice de intenção de votos da petista é de 41%, quase o dobro da soma do desempenho dos candidatos do PSDB, Aécio Neves (17%) e do PSB, Eduardo Campos (6%). Juntos, os demais proáveis candidatos – Pastor Everaldo (PSC), Randolfe Rodrigues (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não somam mais de 1% das intenções de votos.

Cerca de 20% dos eleitores não responderam ou ainda não sabem em quem votar. Outros 15% optariam pelo voto branco ou nulo. O instituto ouviu 2.201 eleitores em 161 municípios de todas as regiões do País. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em relação à ultima pesquisa, Dilma oscilou dois pontos para baixo. Aécio e Campos tinham 20% e 10% das intenções de voto, respectivamente. O número de eleitores indecisos era mais baixo: 9%.

No Nordeste, o número de eleitores declarados da presidenta chega a 59%, o maior entre as regiões. É lá também que Campos atinge seu maior patamar (11%). Na região, Aécio é citado por apenas 9% dos eleitores, seu pior desempenho. No Sudeste, o senador mineiro seria a escolha de 22%, contra 32% de Dilma Rousseff, o mais baixo entre as regiões.

Dilma se sai melhor entre eleitores de municípios pequenos (49%), idosos (47%), com baixa escolaridade (47%) e com renda de até dois salários mínimos (50%).

Na pesquisa espontânea, quando a lista dos candidatos não é apresentada ao entrevistado, a presidenta é citada por 19%. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em segundo lugar, com 7%, seguido por Aécio Neves (4%), Marina Silva (1%), Eduardo Campos (1%) e José Serra (1%). Nesse critério, 51% dizem não saber em quem votar ou não responderam.

Uma medida de como a eleição ainda não animou os brasileiros: 91% ainda não escolheram candidato a governador, 95% a senador, 95% a deputado federal ou estadual.

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Avaliação de Dilma cai 20 pontos desde junho

No inicio dos protestos, o desempenho da presidenta era aprovado por 52% dos eleitores; hoje o índice é de 34%

por Redação — publicado 23/02/2014 09:45, última modificação 23/02/2014 10:54

A aprovação do desempenho da presidenta Dilma Rousseff caiu quase 20 pontos percentuais desde os protestos de junho, revela pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre 13 e 15 de fevereiro.

Na primeira semana das manifestações, o instituto mostrou que a presidenta era bem avaliada por 52% dos eleitores. Este índice caiu para 34% oito meses depois. O número leva em conta a soma dos entrevistados que avaliam o desempenho da presidenta como “ótimo” (4%) ou “bom” (30%).

Outros 22% dos eleitores disseram considerar o desempenho negativo (“ruim” para 12% e “péssimo” para 10%). O índice em junho de 2013 era de apenas 11% – ou seja, metade.

Para 44%, o governo é avaliado como “regular”.

A região onde a avaliação da presidenta tem o melhor índice é o nordeste (42%). A pior é no sudeste, onde 28% dos eleitores consideram o governo ruim ou péssimo.

Dilma tem avaliação melhor entre eleitores de cidades pequenas (41% consideram o governo bom ou ótimo), com baixa escolaridade (39% entre quem estudou até o ensino fundamental) e baixa renda (40% entre quem ganha até dois salários mínimos).

Para esta pesquisa, o instituto ouviu 2.201 eleitores em 161 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Dilma perde votos entre eleitores ricos e escolarizados

Favorita para a reeleição, a presidenta tem desempenho pior à medida que crescem os níveis de renda e escolaridade

por Redação — publicado 23/02/2014 09:45, última modificação 23/02/2014 12:04

Favorita para se reeleger no primeiro turno, a presidenta Dilma Rousseff perde votos à medida que aumenta a renda familiar e a escolaridade dos eleitores entrevistados na pesquisa Vox Populi / CartaCapital. Realizada entre 13 e 15 de fevereiro, a pesquisa do instituto mostra que a petista é a candidata favorita de 41% dos eleitores.

Entre quem ganha até dois salários mínimos, o índice de intenção de votos chega a 50%. Cai para 36% entre quem ganha de dois até cinco salários e para 31% entre os que ganham mais de cinco salários. Neste último grupo, o candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) registram o seu melhor desempenho, ainda assim abaixo da petista (21% e 7%, respectivamente).

Entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental, Dilma é a favorita de 47% dos eleitores. O índice cai para 37% entre os que estudaram até o ensino médio e para 28% entre os que têm ensino superior. Neste grupo, Aécio soma 23%. Como a margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos ficam próximos de um empate entre os eleitores mais escolarizados.

O instituto ouviu 2.201 eleitores em 161 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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9 comentários

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Chico Melo Melo

24 de fevereiro de 2014 às 20h17

MÉRITO SEUS É QUE NÃO É SEUS BOLHAS, POIS VOCES NÃO SÃO NENHUM INTEGRANTE DO GOVERNO QUE TRABALHA PARA OS POBRES, SEUS INDECENTES.

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Maciel Alexandro

24 de fevereiro de 2014 às 14h24

Não sejam idiotas hipócritas, MELHOROU SIM! porque tem que melhorar mesmo, isso não é mérito do PT se tivesse outro partido no lugar lá seria a mesma coisa, parem de comprar briga por partido as pessoas que lutam por partidos estão ganhando alguma coisa ou tem algum tipo de influência sobre a grande parcela da população que não ganha porra nenhuma. PT, PSDB, PMDB, PDT, PCdoB, DEM, porque eles só enxergam o próprio umbigo, estão ali pelo poder puro e unicamente, só pensam em encher os próprios bolsos, todos eles, é impossível em um país democrático você trabalhar 5 MESES do ano para pagar impostos e não ter uma contrapartida, principalmente para os mais pobres, parem de pensar em futebol e novela, quando vão abrir os olhos, só iremos melhorar esse lixo dessa merda desse pais que está ai depois de uma guerra e acredito eu que não vai demorar. Porque iria de haver uma reforma ampla total política e tributária se isso não atende aos que estão no poder, é ilógico e irracional?!?

Políticos Corruptos se acaba combatendo sem morosidade e burocracia, e com punições mais rigorosas e uma reforma política.
E uma população corrupta se acaba com uma guerra. Porque ou morre ou foge para outro país.

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Bruno Marinho

23 de fevereiro de 2014 às 23h13

Vc ta certo, é a parcela que melhorou de vida com seus esforços. Apesar do PT.

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Thales Brasileiro

23 de fevereiro de 2014 às 23h08

Muito simples Bruno Marinho, porque é a parcela da população que melhorou de vida, ganhou renda, conquistou moradia e acima de tudo começou a ganhar dignidade. Vc pode reparar também que a elite financeira também não vota na Dilma. Mas a elite intelectual que conheço vota.

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Bruno Marinho

23 de fevereiro de 2014 às 22h05

É natural que agora a atual presidente esteja com ampla vantagem. É a única canditada em evidência, muitos não sabem ainda quem são os outros candidatos. Com o inicio do debate, a tendência é a diminuição dessa vantagem e com isso haver 2 turno. Jnteressante é a aprovação da atual presidente que está 20% a menos que junho do ano passado. E curiosamente a vantagem dela é menor entre os mais escolarizados, por que sera?????? Hein Thales Brasileiro? ??

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Claudio Manoel Silva

23 de fevereiro de 2014 às 21h33

não batendo com a pesquisa data folha?? na folha dilma tem 47% e aecio 17 na vox dilma tem 41 e aecio 17…

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Italo Aderaldo

23 de fevereiro de 2014 às 19h49

Leo Dantas

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Anchieta Vidal

23 de fevereiro de 2014 às 19h40

isto ja estava escrito.

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Esmael Leite da Silva

23 de fevereiro de 2014 às 19h25

Seria comodo e interessante que estes números apontassem o resultado excluindo os votos nulos e brancos, assim a sociedade brasileira teria uma ideia sobre os resultados reais de uma eleição, afinal de contas isto será manipulado pelas correntes de oposição, é função dos divulgadores esclarecerem este aspecto, inclusive.

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