Comentários sobre o áudio vazado de André Esteves (BTG Pactual)

Militantes do partido neonazista ucraniano, durante uma das manifestações recentes

BBC admite: neonazistas lideraram revolta contra governo ucraniano

Por Miguel do Rosário

07 de março de 2014 : 09h56

Se eu tivesse recursos, produziria imediatamente legendas em português para o vídeo abaixo. Está em inglês. O que ele, diz, em resumo, é que o neo-nazismo avançou de forma assustadora durante os protestos contra o governo. O novo governo, formado após o golpe, está cheio de ministros da extrema-direita.

O documentário da BBC revela que os militantes da direita ucraniana, agora encastelados no núcleo de poder, tem ideias positivamente nazistas. Eles acham que o problema da Ucrânia é a presença de russos e judeus em determinados setores da economia.

Esse é o golpe que os coxinhas do Brasil (aí incluindo Luciana Genro, candidata a vice-presidente da República pelo PSOL) acham que uma “linda revolução popular”.

Um golpe que destruiu a econonomia do país, provocou milhares de mortes, terminou com um monte de nazistas no poder. Linda revolução popular…

Militantes do partido neonazista ucraniano, durante uma das manifestações recentes

Militantes do partido neonazista ucraniano, durante uma das manifestações recentes

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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7 comentários

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Breno Crispino

07 de março de 2014 às 23h33

pois é pois é

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Marcio Fernandes

07 de março de 2014 às 17h54

Interessante é que o vídeo não está disponível no site da BBC Brasil, somente na versão europeia. PQ será?!?!? – http://www.bbc.com/news/world-europe-26394980

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Henrique B. Neto

07 de março de 2014 às 15h27

Ligia Amorese não gostou do desmascaramento de seu time de preferência na Ucrânia.

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ANTONIO ATEU

07 de março de 2014 às 11h28

O duplo poder
Diante dessa situação, tanto as Forças Armadas como a polícia, abandonaram Yanukóvich definitivamente à sua própria sorte. Os efetivos das Berkut, que montavam guarda na Rada, se retiraram da capital, derrotados e humilhados pelo povo. Em sua penosa retirada, ao passar pelo povoado de Brovarski, perto de Kiev, um ônibus carregado de Berkuts que saía da capital foi baleado e saqueado por manifestantes.
O comando do Exército, no qual Yanukóvich depositava suas últimas esperanças de salvação, declarou que “as Forças Armadas da Ucrânia são leais às suas obrigações constitucionais e não podem ser destroçadas por um conflito interno”[9].
Yanukóvich viu como eminente o colapso de seu governo e, temendo inclusive por sua integridade física diante de um avanço decisivo dos manifestantes enfurecidos, fugiu de Kiev. Primeiro, tentou sair do país, mas como não conseguiu, resolveu ir para Járkov, no leste.
Yanukóvich foram derrubado pela ação das massas nas ruas e, nesse momento, Kiev estava controlada pelos manifestantes e as brigadas de auto-defesa na praça Maidán.
Não havia presidente, nem policiais nem militares nem instituições, nada. Os manifestantes armados haviam ocupado a casa presidencial, os principais ministérios e o Banco Central. Milhares invadiram a mansão suntuosa de Yanukóvich e a indignação diante da obscena ostentação do tirano, só fez crescer a fúria popular.
No sábado, 22 de fevereiro, abriu-se uma crise revolucionária, um vazio de poder, mesmo que o movimento de massas não tivesse consciência disso, e nem condições de reverter essa crise a seu favor, sobretudo pela ausência de uma direção revolucionária. A oligarquia ucraniana, em estado de completo desespero, apressou-se em ocupar o vazio de poder por meio da Rada. O parlamento, que foi cercado mas não ocupado pelos manifestantes, passou a ser a única via institucional que restava à oligarquia para tentar resolver a crise revolucionária.
Por isso, a ritmo vertiginoso e sem qualquer formalismo, 328 deputados votaram pela “destituição” (ele já havia caído) de Yanukóvich e convocaram “eleições antecipadas” para 25 de maio. Nomearam Alexandr Turchínov, ligado ao partido A Pátria, de Yulia Timoshenko, como chefe do Parlamento e um fantasmagórico Executivo “até conformar um governo de unidade nacional”. Como ministro de Defesa assumiu o general Vladímir Zamanov, aquele que fora destituído por Yanukóvich; nos serviços de Segurança ficou o almirante Valentín Naliváichenko, que já ocupara este cargo no governo de Víctor Yúshenko. Para a Economia foi eleito Oleg Mojnitski, advogado e membro do partido Swoboda. No ministério do Interior ficou Arsen Avakov, também do partido de Yulia Timoshenko.
Yanukóvich, em algum lugar do leste, apareceu em um vídeo dizendo que ali estava ocorrendo um “golpe de Estado” e o comparou à “tomada do poder pelos nazis na Alemanha de trinta”. Mas essas bravatas não assustaram ninguém. Seu próprio partido havia rompido com ele e agora está sendo procurado por “assassinato em massa de civis”.
Rapidamente, a oposição tentou usurpar a vitória da Maidán, fechar a crise revolucionária e controlar o poder. Yulia Timoshenko, ex primeira ministra e conhecida líder pro-ocidental, foi liberada (estava presa por “traição” após ter acertado com a Rússia preços de gás altamente desfavoráveis à Ucrânia em 2009) e fez um discurso na praça elogiando os “heróis” da Maidán e anunciando sua candidatura para as próximas eleições, buscando capitalizar a vitória popular.
A pesar de Timoshenko despertar expectativas em um setor de massas, existe muita desconfiança nele. A questão é que como Yanukóvich, Timoshenko e os demais personagens são parte da oligarquia corrupta do país –um punhado de multimilionários que oscilam e estão dispostos a vender-se ao melhor preço, seja em euros ou em rublos.
Ao mesmo tempo, tanto a Casa Branca como os líderes europeus ofereceram apoio político e financeiro ao novo governo. Catherine Ashton, chefa da diplomacia européia, viajou a Ucrânia para oferecer ajuda econômica ao país. Essa rapidez por parte dos EUA e da UE em dar créditos ao novo governo ucraniano, quando antes exigiam uma série de condicionamentos, tem a ver com a intenção desse bloco imperialista de aproveitar a ocasião para incorporar a Ucrânia à sua esfera de influência.
Ao mesmo tempo, é fundamental para o imperialismo que a situação se estabilize, algo improvável no curto prazo devido a ebulição política que persiste. Ainda existem centenas de manifestantes na praça Maidán e muitos grupos de auto-defensa continuam “montando guarda” em edifícios públicos e se negam a entregar as armas. “Agora, os policiais vêm até nós e nos dizem que passaram para o lado do povo e que temos de lhes entregar as armas, mas não vamos ser tão ingênuos”, disse um ativista[10].
Desmobilizar a praça e desarmar as milícias de auto-defensa é o que mais preocupa as auto-proclamadas novas autoridades. “Controlar os ativistas da Maidán e tirar deles as armas são nossas principais dores de cabeça”, confessa um funcionário do novo governo ao jornal El País[11].
A situação de colapso em que se encontra o Estado é patente. Gente tirando foto na mansão presidencial, nos carros blindados da avenida Kreschatik, grupos de auto-defensa armados cercando a Rada e os edifícios públicos. Em Lvov, por exemplo, os grupos de auto-defensa fizeram um ato público onde puseram de joelhos a mais de cem soldados da Berkut para pedir perdão pela repressão e prometer que “estarão sempre junto ao povo”[12]. http://www.litci.org/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=3851:dois-poderes-na-ucrania&catid=53:ucrania

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Antonio Luiz

07 de março de 2014 às 11h04

Miguel,

Seguindo o mesmo tema, mas com outro enfoque, sugiro a leitura/escuta da entrevista concedida à imprensa por Putin, traduzida pelo pessoal da Vila-Vudu e publicado pela Redecatorphoto:

http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/03/vladimir-putin-entrevistado-sobre.html

Abraços.

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Cômicas Políticas

07 de março de 2014 às 13h12

Recursos são simples. A maior dificuldade para nossa página seria traduzir de fato.
O próprio youtube tem ferramenta simples para legenda (se bem me lembro, até mesmo colaborativo)
Faça um levante miguel, tenho certeza q vc tem usuários dispostos. O vídeo tem apenas 6min.

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