Análise da reunião ministerial de Bolsonaro

A história de Pasadena que a mídia não contou

Por Miguel do Rosário

20 de março de 2014 : 17h15

Já que o assunto do momento é Pasadena, fomos pesquisar a origem da refinaria, e tentar esclarecer algumas confusões.

A nossa mídia, como de praxe, está muito mais interessada em produzir uma crise política do que em esclarecer a sociedade.

A refinaria de Pasadena foi fundada em 1920, pela Crown Central Petroleum, uma das companhias remanescentes do império Rockfeller, cujo grupo Standard Oil havia chegado a controlar 88% do refino de petróleo nos EUA.

Em 1911, a Suprema Corte americana valida uma lei anti-truste defendida pelo governo (Sherman Antitrust Act) e a Standard é dividida em 34 empresas. Uma delas, será a Standard Oil of Indiana, que depois será renomeada para Amoco, a qual, por sua vez, dará origem a Crown Central Petroleum.

Os herdeiros mais conhecidos da Crown, os Rosenberg, decidiram, no início dos anos 2000, vender os ativos da companhia, incluindo a refinaria de Pasadena.

Não foi uma venda fácil. Em 2003, um artigo no Baltimore Sun explicava porque se tratava de um negócio complexo. Construir uma nova refinaria igual àquela custaria mais de US$ 1 bilhão, estimava o autor da matéria, Jay Hancock. Nos livros contábeis da Crown, ela vinha avaliada em US$ 270 milhões, mas operadores do mercado diziam que os Rosenberg teriam sorte se conseguissem US$ 100 milhões por ela.

Ao cabo, a refinaria foi vendida para Astra Holding USA, uma subsidiária da Astra Oil, sediada na California, e que por sua vez é controlada pela belga Transcor Astra Group.

Nunca se soube o preço final da refinaria. A imprensa tem repetido que a Astra adquiriu a refinaria em 2005 por US$ 42 milhões. Mas eu ainda não consegui encontrar esse valor em lugar nenhum. É preciso verificar qual era o estado da refinaria antes da compra pela Astra, e que melhorias, exatamente, foram feitas. O que eu sei é que a refinaria vinha enfrentando, há décadas, uma dura oposição da comunidade local, por causa da poluição emitida, e que a justiça havia tomado decisões, mais ou menos na época da venda, que obrigavam a refinaria a se adaptar às novas exigências ambientais do governo.

Está claro que a Astra, logo após a compra, fez uma série de investimentos na refinaria. Aí entra a primeira grande confusão: compara-se o preço de compra pela Astra em 2005, com o preço pago pela Petrobrás, em 2006. São negócios diferentes. A Astra compra uma refinaria que há anos não era modernizada. No momento da compra, o novo presidente da refinaria, Chuck Dunlap, declara que a Astra investiria US$ 40 milhões nas instalações, preparando-as para processar outros tipo de petróleo e fabricar mais variedades de derivados. “Nós temos grandes planos”, asseverou um animado Dunlap à imprensa local.

Uma refinaria moderna é altamente tecnificada, com poucos funcionários. Seu principal ativo são os equipamentos e a tecnologia usada, mas a localização é fundamental, naturalmente. A refinaria de Pasadena, por exemplo, fica bem no coração do “Houston Ship Channel”, uma espécie de eixo no porto de Houston, aberto para o Golfo do México (onde ficam os principais poços de petróleo em operação nos EUA) e com ligações modais para todo os EUA.

Em 2006, a Petrobrás pagou US$ 360 milhões para entrar no negócio, sendo US$ 190 milhões por 50% das ações e US$ 170 milhões pelos estoques da refinaria. No balanço da Petrobrás de 2006, o valor total para a aquisição da refinaria de Pasadena, incluindo despesas tributárias, ficou estabelecido em US$ 415,8 milhões.

Isso tudo aconteceu no início de 2006.

Ao final do mesmo ano, o negócio foi abalado com a descoberta do pré-sal no Brasil.

Até então a Petrobrás tinha planos de investir na refinaria de Pasadena para adaptá-la ao refino de óleo pesado vindo do Brasil. A companhia planejava abocanhar um pedacinho do mercado de refino dos EUA, de longe o maior do mundo.

Com a descoberta do pré-sal, houve uma revolução nos planos da Petrobrás. Todo o capital da empresa teve de ser imediatamente remanejado para o desenvolvimento de exploração em águas profundas e prospecção nas áreas adjacentes às primeiras descobertas. A refinaria de Pasadena teria que esperar.

Aí veio 2008, e a crise financeira que fez evaporar os créditos no mundo inteiro. A Astra, provavelmente já aborrecida porque a Petrobrás havia deixado Pasadena de lado, e espremida pelo aperto financeiro que asfixiava empresas em todo mundo, decide sair do negócio. E obtém uma vitória judicial espetacular na Corte Americana, obrigando a Petrobrás a pagar US$ 296 milhões pelos 50% da Astra, mais US$ 170 milhões de sua parcela no estoque.

Esses estoques de petróleo e derivados, sempre é bom lembrar, não constituíram prejuízo à Petrobrás, porque foram consumidos e vendidos.

A esse montante foram acrescidos mais US$ 173 milhões, correspondente a garantias bancárias, juros, honorários e despesas processuais.

Com isso, o total a ser pago pela Petrobrás elevou-se a US$ 639 milhões. Como a Petrobrás recorreu, naturalmente, a decisão final saiu apenas em junho de 2012, após acordo extrajudicial. O total, agora acrescido de mais juros e mais custos legais, ficou em US$ 820 milhões.

A refinaria continua lá, funcionando. É um ativo da Petrobrás. A presidente da Petrobrás relatou a ministros do TCU que teria recebido propostas de venda da refinaria de US$ 200 milhões, mas rejeitou as ofertas.  O momento não é bom para vender. Neste momento deve ter um monte de gente esfregando as mãos e querendo explorar a “crise política” para comprar Pasadena a preço de banana. O valor das refinarias nos EUA voltou a subir bem rápido, na esteira da recuperação da economia americana e talvez, ao cabo, a Petrobras consiga vendê-la por um preço vantajoso ou então converte-la numa refinaria mais lucrativa. Se me permitem um palpite talvez infeliz, eu acho que a Petrobras não deveria vender a refinaria de Pasadena, porque ela pode a se tornar estratégica para o escoamento dos derivados do presal no mercado norte-americano.

A descoberta sucessiva de novos campos do pré-sal demandam cada vez mais capital da Petrobrás, a qual não pode, por isso, desviar nenhum recurso para investir na refinaria de Pasadena, cuja capacidade de refino permanece em torno de 100 a 120 mil barris por dia. Mas quando o presal começar a jorrar, daqui a poucos anos, o dinheiro deixará de ser um problema para a Petrobrás, que precisará de bons lugares para investir, e nada melhor que uma refinaria que ela já tem, no coração do maior mercado do mundo.

O problema principal da refinaria de Pasadena, portanto, foi a descoberta do pré-sal, conforme a própria Petrobrás respondeu, em fevereiro de 2013. Só que esse problema também será a solução.

 

pasadena

Refinaria de Pasadena (Fonte da foto).

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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50 comentários

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Roberto

26 de maio de 2018 às 12h35

Traduzindo, na melhor das hipóteses, como disse também a mídia golpista…, Foi incompetência…E MUITA. SEM JUSTIFICATIVA.

Responder

Waldir Augusto

20 de outubro de 2017 às 17h43

Matéria espetacular, bem elaborada e bem redigida.

Responder

Alvim

17 de março de 2017 às 16h14

Cara, apaga isso que ainda dá tempo!
Para de querer justificar o injustificável!
#ByeByePT

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Lauro Velasco

14 de março de 2017 às 11h44

Finalmente, alguém com bom senso coloca as coisas em seus devidos lugares. Para mim, a refinaria de Pasadena foi um ótimo negócio, apesar dos descaminhos jurídicos. Compra de empresas desse tipo tem um “pay back” a longo prazo. O resto é rasteira especulação política e mentiras plantadas.

Responder

Andre Alves

27 de agosto de 2016 às 22h58

o que chegaria perto da verdade que a midia nao conta seria um documentario baseado nesse artigo.

Responder

F.Pinto

15 de abril de 2016 às 16h54

O pré sal não foi descoberto no final de 2006.

Responder

Ricardo

18 de abril de 2014 às 15h51

Que mentira escandalosa de mais um bolchevique petista. O tal do pré sal é uma roleta russa. Ninguém sabe se será viável economicamente… Os comapanhero estão interessados é na manutenção do poder. Estão APARAELHANDO as estatais…

Responder

    Luan

    27 de maio de 2018 às 10h23

    Vc é bem tapado é alienado.
    O pré sal já produz mais de 1,5 MILHÕES de barris por dia. Isso com custo de extração de 7 dólares por barril.
    É extremamente lucrativo

    Responder

consultorvelez

27 de março de 2014 às 15h55

sem esuecer a venda de nosso espaço com o projeto sivam…e Raytheon, além de derrubar avião brasileirom como fica a participação desses mesmos no caso da alston…ah! trensalão…

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Anônimo

24 de março de 2014 às 20h23

Petrobrás é agora a empresa mais endividada do mundo, segundo relatório divulgado pelo Bank of America Merril Lynch.

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henrique

24 de março de 2014 às 16h23

CPI DA PETROBRAS

Brasileiros,

O Brasil é a Petrobras e a mídia é a Globo.?
Somos nós brasileiros que temos que defender o que é nosso daqueles que querem entregar ao estrangeiro o que temos de maior valor, nossa Pátria.?
” Vão de retro entreguistas traidores “.

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Alexandre Costa

24 de março de 2014 às 11h27

Miguel,
Um dos nomes envolvidos nesse imbróglio todo é o do Senador Delcídio Amaral.
Pra mim, sempre que tem o nome dele, tem muita coisa mal explicada.
A lembrar q o nome dele foi colocado para presidir a CPI dos Correios, que terminou com o indiciamento de “40 ladrões”.
Delcídio foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás durante o governo FHC. Delcídio era o responsável pela área que elaborou os contratos com as termoelétricas Eletrobolt e Macaé Merchant, controladas pelas companhias americanas Enron e El Paso, que causaram um prejuízo de pelo menos R$ 2 bilhões à Petrobrás.
Esse processo está o STF.
E adivinha qual é o problema principal desse prejuízo?
Veja o link: http://infoener.iee.usp.br/infoener/hemeroteca/imagens/88606.htm
Segundo Eros Grau: “a negociação a Petrobrás que minimizou riscos levou ao “enriquecimento sem causa” das parceiras da estatal, beneficiadas por uma cláusula que garantia rentabilidade mínima aos projetos, mesmo que as térmicas não gerassem energia”.
Viu que é uma “clausula” que garante rentabilidade mesmo sem geração de energia? É o mesmo que a Cláusula Marlin de 2006.
E qual a relação entre o “erro” de Delcidio na época de FHC e o da Petróbrás de 2006?
Vou transcrever de novo o link que te passei:
“Os executivos que o auxiliaram (falamos de Delcídio) na negociação com as termoelétricas foram indicados para a diretoria internacional da Petrobrás. Nestor Cu‡at Cerveró, que era gerente-executivo da área de Energia, subordinada à diretoria de Delcídio, tornou-se diretor da Área Internacional da Petrobrás no governo Lula. Cerveró foi o coordenador do grupo de trabalho que selecionou os parceiros do malsucedido projeto de geração térmica, elaborou os contratos e conduziu a negociação inicial”.
Então Cerveró “supostamente” pode ser aprendido a regrinha da cláusula, que não foi colocada em pauta na reunião do Conselho da Petrobrás.
Foram 2 erros com o(s) mesmo(s) nome(s) envolvido(s).
Acho q agora vc consegue encoutrar mais “truta” dentro desse mar que não dá só Marlin.
Abraços
Alexandre Costa

Responder

    Miguel do Rosário

    24 de março de 2014 às 13h53

    Valeu, Alexandre.

    Responder

augusto2

24 de março de 2014 às 11h17

Como é que foi a entrega da revap para a espanhola Repsol feita por FHC mesmo? E a entrega da CVRD Vale por 3 bi apenas?
E a compra de 150 parlamentares para emenda da Reeleiçao? E a entrega do setor de telefonia para Daniel DANTAS , obrigando a PREVI, que era MAIOR que dantas, ser subordinada a ele na jogada? e o emprestimo do bndes para a americana AES eletropaulo comprar a estatal? a qual depois se negou a devolver l.5 bi ao bndes, usando para isso ate o embaixador americano?
Vamos vencer, seu capacho, e depois o brasil de teus filhos será outro.

Responder

cruz

23 de março de 2014 às 21h14

como diriam na minha terra, “amigo de cú é rola”…

Responder

    Miguel do Rosário

    24 de março de 2014 às 00h34

    ?

    Responder

Zanchetta

23 de março de 2014 às 18h14

Conheço empresas com bilhões de faturamento e prejuízo anual crescente…

Responder

Zanchetta

23 de março de 2014 às 18h11

E aí, como a estratégia mudou, foi obrigada a pagar mais 700 milhões de dólares porque fez “cagada” na aquisição… é isso mesmo!!!

Responder

Valter Disnei

23 de março de 2014 às 16h25

http://s16.postimg.org/3xj3pw4vp/marxismo_cientifico.jpg

Responder

Raphael

23 de março de 2014 às 14h11

Isso que o Ciro falou através de sua assessoria ???

“A assessoria de Ciro não fez comentários sobre a entrevista, esclarecendo apenas que “a candidatura da presidente Dilma é a melhor para o Brasil entre as que estão colocadas”.”

Seu ódio e fontes de informações (PIG), vão acabar te matando …

Responder

Maria de Fatima

23 de março de 2014 às 11h59

E o escândalos seguidos envolvendo a Petrobras ?
O sucateamento de Furnas, Eletrobrás , Chesf ?
Os dólares na cueca, mensalão, mensalinho ?
A transposição do São Francisco ?
Isso foi o que ?
Piada ?
O PT pode jogar pedra no telhado de quem ?
E o escândalo da Oi x o filho do Lulla ?
É tudo um delírio?
Vc já leu o que diz Ciro Gomes sobre sua presidANTA ?

Responder

    Alvim

    17 de março de 2017 às 16h15

    Venho do futuro pra dizer que vc estava certo em tudo!

    Responder

Tamaco

23 de março de 2014 às 10h25

Mas a qual crise o inocente está se referindo???? Aquela marolinha???? Nunca se admitiu falar em crise nesse governo. O Brasil sempre esteve pronto para superar tudo. Deixem de tentar explicar essa roubalheira petista. Acordem para a realidade do pais.

Responder

KLAUS ALEMÃO

22 de março de 2014 às 19h13

A GLOBO, ESSE CANCER DO BRASIL, DEVE PAGAR O QUE DEVE AO FISCO. QUANTO AO PSDB, O PARTIDO DO RACIONAMENTO, DEVE SER MAIS COMPETENTE E MOSTRAR PROJETOS. ESTÃO QUERENDO ABAFAR O RACIONAMENTO DE AGUA EM SP? NÃO VAI DAR NÃO, SEUS INCOMPETENTES!!!!PEDE AJUDA LÁ NA EDITORA ABRIL!!!

Responder

Suzana De Souza Leão

22 de março de 2014 às 17h07

Ótimo histórico! Pra ler com calma! (y)

Responder

Vixe

22 de março de 2014 às 13h09

Então tá, mostre as fontes que corroboram essa sua afirmação.

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Alberto Chavs

22 de março de 2014 às 16h05

bla blba bla bla

Responder

Gen

22 de março de 2014 às 11h11

Miguel de Oliveira, como é que você fez uma pesquisa tão profunda e não chegou nas doações ao PT, realizadas pela Tractbel, do mesmo grupo da empresa que vendeu a refinaria?

Responder

Germano Menezes

22 de março de 2014 às 10h28

Como todo investimento, há riscos.

Notoriamente, sabe-se que o que há é uma especulação da Imprensa e dos politicos oposicionistas à Dilma e ao PT já, tendo em vista, o pleito eleitoral deste ano. Portanto, sugiro que não há motivos para desespero do Governo. O Povo aprova e apoiará o segundo mandato de DILMA.

Responder

Thiago

22 de março de 2014 às 10h19

Por favor, complementem a reportagem:
Não existe em nenhum lugar do Universo Conhecido qualquer registro acessível sobre o SUPOSTO valor de 42,5 milhões de dólares correspondente à compra da “Pasadena Refining System Inc.”(117000 barrel-per-day) pela “Astra Oil Co.” Os Detalhes da Transação assim como o valor de Aquisição não foram divulgados. O máximo que podemos saber é que a antiga Corporação “Crown Central Petroleum Corporation”, que era proprietária da “Pasadena Refining System Inc.” , também vendeu uma outra empresa de sua propriedade, “La Gloria Oil and Gas Company” (60000 barrel-per-day), dois meses depois (março de 2005) pelo valor de US$ 78 milhões. Conclui-se a partir destes números que o valor de mercado em março de 2005 da “Pasadena Refining System Inc.” era de US$ 152 milhões. Não foi incluído nos valores dados acima o ESTOQUE (que para a “Pasadena Refining System Inc.” em 2006 era de US$ 170 milhões) e também houveram investimentos entre Janeiro de 2005 (Compra pela “Astra Oil Co.” ) e Setembro de 2006 (Compra pela ‘Petrobras”) e certamente agregaram-se valores entre estas datas. Suponha que em 2005 o ESTOQUE também fosse de 170 milhões e adicione isto aos valores mencionados acima. Só assim poderemos ter uma base de comparação com o valor de US$ 380 milhões pago pela Petrobras. Só estou informando valores reais que estão sendo negligenciados, apenas isto. Não Imagino de onde o jornalista HUMBERTO VIANA GUIMARÃES, em texto publicado pelo Jornal do Brasil em 26/02/2013 (Refinaria de Pasadena – A Petrobras tem, sim, que dar explicações) retirou este dado do valor de 42,5 milhões de dólares. Talvez ele conheça pessoalmente uma das partes envolvidas na transação.

http://www.chron.com/default/article/Pasadena-refinery-sold-to-California-company-1943482.php

http://www.chron.com/default/article/Brazilian-giant-Petrobras-purchases-half-of-local-1898255.php

http://contracts.onecle.com/delek/la-gloria.apa.2005.03.14.shtml

http://contracts.onecle.com/delek/la-gloria.apa.2005.03.14.shtml

http://www.brasilnews.com.br/News3.php?CodReg=26685&edit=Artigos&Codnews=999

Oil and Gas Journal Databook 2006 página 89:

http://books.google.com.br/books?id=DpH6nCIQcbYC&pg=PA173&lpg=PA173&dq=Oil+and+Gas+Journal+Databook+2006+PDF&source=bl&ots=UD4x0f0eJ-&sig=Ha3Yvqw-MnvuGXMBixtU6YdvP3s&hl=pt-BR&sa=X&ei=vowtU62iCInTkQfisYGABQ&ved=0CDIQ6AEwAQ#v=snippet&q=Crown%20Central%20Petroleum&f=false

Responder

O Cafezinho

22 de março de 2014 às 01h40

Não sabiam do potencial do pré-sal até porque as grandes descobertas vieram só em 2007. E o fator principal foi a crise de 2008. Mas o fato é que a refinaria nunca ficou parada esses anos. Ela gerou bilhões de faturamento, e futuramente pode vir a ser um ótimo negócio.

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Almiro Jose Andrade Jr

22 de março de 2014 às 01h08

Então, Julio Santos Dall’Olio… Que foi um péssimo negócio, não há dúvida. Porém não é possível que na data da aquisição o depto de pesquisa da Petrobrás não soubesse do potencial do pré-sal, a ponto de investir tanto dinheiro. Tá mal contada a história. Minha opinião.

Responder

Julio Cesar Santos Dall'Olio

22 de março de 2014 às 00h43

Denis Augusto Rossi e Almiro Jose Andrade Jr vale a leitura, apesar da parcialidade, mas achei legal a explicação do contexto. Em tempo: não estou tentando justificar NADA.

Responder

Márcio Joffily

21 de março de 2014 às 21h25

Parabéns, Miguel do Rosário, sua explicação está melhor do que a da Presidenta. Quiçá, eles não o contratem para dar as explicações necessárias e elucidativas, como a mostrada acima !

Responder

marco

21 de março de 2014 às 21h17

Ora,a choradeira é porque o Brasil comprou uma barbada no país deles e estão com,além de inveja,furiosos por suas teses de super-país,que é o que dizem de sua pátria,e somente estão aqui,por que lá estariam na fila da sopa,desempregados e sob suspeição que é o que produz,aquele país,reduzido que foi ao longo dos tempos,em um país de OBESOS E PERIGOSAMENTE BEM ARMADOS.

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Barbara Ferreiro

21 de março de 2014 às 23h28

Miguel , eu te conheço e adoro suas análises e textos , mas tem muita gente , nó cega no Brasil , Mas é quase normal vindo de SAMPA … só podemos esperar isto!!! Helena, por favor que venha com conteúdo , se não tem contra- argumento , não escreva nada , vc poderia se informar melhor , mas deve ser pelo tempo de Sampa viver a base do PSDB por muitos anos ,aí causa este stresse.

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Immer Sonnen

21 de março de 2014 às 20h27

Que texto mais tosco. Quer colocar a culpa de um péssimo negócio na descoberta do pré-sal? É a cara do PT fazer negócios de olhos vendados e colocar a culpa “nos outros”.

Responder

    Miguel do Rosário

    21 de março de 2014 às 20h34

    Mas foi o que aconteceu. Antes do pré-sal, a estratégia da Petrobrás era investir em refinarias no exterior, para vender o petróleo pesado do Brasil já devidamente refinado, maximizando os lucros. A compra de Pasadena foi avalizada por grandes executivos como Jorge Gerdau e Fabio Barbosa (hoje presidente do grupo Abril) e o Citibank considerou um ótimo negócio. Depois do pré-sal, a estratégia da Petrobrás mudou, porque o petróleo do pré-sal é ultraleve, pode ser vendido cru com mais lucro ou refinado aqui mesmo no Brasil.

    Responder

      Alvim

      17 de março de 2017 às 16h17

      E agora em 2017, o que tem a dizer a Miguel??
      Quer dizer que a Petrobrás perdeu bilhões por pura mudança de estratégia, ou seja, a possibilidade está totalmente descartada! Tá serto!

      Responder

O Cafezinho

21 de março de 2014 às 23h12

oi, eu sou Miguel do Rosário, muito prazer.

Responder

Helena Maria Rafael

21 de março de 2014 às 22h57

Por Favor…quem escreveu este texto???? Lá no início diz que foi enviado por um tal Miguel do Rosário… quem é este cara??? Pelo menos o Nassif todos conhecem… este texto é no mínimo ridiculo

Responder

    Miguel do Rosário

    21 de março de 2014 às 20h35

    Olá, Helena, sou Miguel do Rosário, blogueiro há 15 anos, muito prazer.

    Responder

helder

21 de março de 2014 às 18h26

Sei, sei. Precisou o Cafezinho ir atrás da “verdade”. O PT não sabia disso. Poderiam pelo menos respeitar a inteligência do leitor.

Responder

Esly Mingotti Campos

21 de março de 2014 às 18h13

é impressionante como o governo se comunica mal, só pode ser de propósito!!!

Responder

Barbara Ferreiro

21 de março de 2014 às 04h06

EDESIO JUNIOR ” O REI DO PÓ ” , o NOME dele é COCAINÉCIO ele é COCAÍNA PURA .

Responder

Flavius Augustus

20 de março de 2014 às 23h12

VIXI!!!!!!!!!!!

A ATUAL OCUPANTE DO PLANALTO VAI SER REPRESENTADA NA PGR PELO GRUPO DOS SENADORES INDEPENDENTES!!!!!

IMPEACHMENT!!!!!!!!

IMPEACHMENT!!!!!!

IMPEACHMENT!!!!

GLÓRIA A DEUS! ÓH, GRANDE PAI! OBRIGADO, SENHOR!

Responder

Edesio Junior

21 de março de 2014 às 00h23

Perto da incompetência e do prejuízo que o governo FHC fez ao Brasil e que o governo tucano faz em São Paulo, isso é nada. O objetivo do Partido da Imprensa Golpista é um só, derrotar Dilma nas eleições (já que os partidos políticos de oposição estão derrotados, o PIG tenta injetar o rei do pó). O objetivo do PIG não é informar é derrotar Dilma!

Responder

Bira Huffel

20 de março de 2014 às 23h28

Ele só está esclarecendo os fatos, não é bom ficar bem informado? Que deu prejuízo deu, q essa clausula no contrato não foi apresentado a ela, pode ter sido. Mas não tira o mérito da informação.

Responder

m.a.p

20 de março de 2014 às 20h21

Tudo bem acredito nas explicações, porém o que me intriga é a cláusula obrigatória de compra, ora se não era mais do interesse devido ao pré-sal porque não foi a Petrobras a vendedora?

Responder

Bruno Machado

20 de março de 2014 às 23h18

Sério que vc acreditou nesse monte de sofisma?
E vc acha que o negócio então está justificado?
Nem o fato da Dilma já ter assumido por escrito que ela fez merda na aprovação da compra, pq se baseou num parecer deficiente, te faz entender o tamanho do prejuízo da Petrobras?

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