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Foto aérea do Houston Ship Channel, onde fica Pasadena

Ex-diretor da Petrobrás confirma valor estratégico de Pasadena!

Por Miguel do Rosário

03 de junho de 2014 : 15h33

Eis que, aos poucos, a verdade vai sendo restabelecida. Pasadena sempre teve um valor estratégico para a Petrobrás. Sobretudo quando foi comprada, antes da descoberta do pré-sal. Hoje continua valiosa, por estar situada onde está, no eixo central do corredor petrolífero dos EUA.

As duas CPIs da Petrobrás estão servindo, ao menos, para confirmar esse fato, para desespero da mídia, que pretendia usá-las apenas para desgastar o governo.

Confira a matéria abaixo, que traz informações sobre o depoimento de um ex-diretor da estatal, hoje, no Senado.

Também hoje a Petrobrás divulgou que a produção no pré-sal continua batendo recordes, e está produzindo mais do que a própria estatal esperava: já está chegando perto de 500 mil barris por dia.

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Ex-diretor da Petrobras confirma valor estratégico de Pasadena

TER, 03 DE JUNHO DE 2014 13:07

A decisão de iniciar uma atividade intensa na área internacional foi tomada pela diretoria da Petrobras ainda na década de 90, quando foi quebrado o monopólio da exploração e refino de petróleo no Brasil. Foi então que a Petrobras decidiu adquirir refinarias no exterior, para garantir a abertura de um novo mercado. Pasadena não foi a primeira aquisição desse tipo, mas, sim, a primeira nos Estados Unidos.

Assim, o ex-gerente-executivo internacional da Petrobras Luis Carlos Moreira iniciou seu depoimento na manhã desta terça-feira (03) à CPI que investiga denúncias de irregularidades na empresa. Embora não tenha participado dessas primeiras negociações, foi Moreira o responsável pela compra de 50% da refinaria de Pasadena. Para ele, foi um negócio normal, que ofereceu vantagens para vendedor e comprador e seguiu procedimentos padronizados para esse tipo de negócio.

“Foi um casamento de interesses”, disse, explicando que a Petrobras tinha interesse em entrar no mercado americano enquanto que a Astra, que era proprietária da empresa, tinha interesse na experiência acumulada pela estatal brasileira, que tinha 12 refinarias no Brasil.

Moreira disse que as visitas feitas à refinaria mostraram que ela apresentava condições adequadas para aquisição e, embora houvesse outras opções para aquisição de refinarias em diversos países do mundo, Pasadena foi escolhida por sua localização privilegiada, próxima à costa e do principal mercado consumidor de petróleo do mundo – Nova York. “Era importante para nós adquir uma refinaria que fosse capaz de processar nosso mercado e por isso, a proximidade da costa era importante; ele precisava chegar à refinaria transportado por navios”, enfatizou.

“Pasadena tinha essas vantagens e, ainda, espaço para ampliação para que pudéssemos construir uma nova unidade”, afirmou.

Diferença

Sobre a diferença entre o valor pago pela Astra quando adquiriu a refinaria e o valor superior cobrado da Petrobras, ele informou que à época da compra pela Astra, Pasadena estava impedida de operar por problemas trabalhistas e ambientais. A companhia belga teria pago valor menor por ter assumido os custos de resolução dos problemas, já sanados quando a estatal brasileira assumiu a refinaria.

Moreira acrescentou que as duas cláusulas omitidas do resumo-executivo que serviu de base para a aprovação do negócio pelo Conselho de Administração – put option e marlim -eram “comuns” e não interfeririam na decisão de compra.. A primeira determinava que, em caso de desacordo entre os sócios, a outra parte seria obrigada a adquirir o restante das ações. A segunda garantia à Astra Oil, sócia da Petrobras, um lucro de pelo menos 6,9% ao ano. Essa cláusula, aliás, jamais foi aplicada, já que as divergências administrativas entre a Petrobras e a Astra Oil travaram a reforma da refinaria que permitiria o processamento do óleo pesado. As clásulas não estavam no resumo-executivo, mas constavam nos anexos”, disse.

Giselle Chassot
Assessoria do PT no Senado Federal.

Foto aérea do Houston Ship Channel, onde fica Pasadena

Foto aérea do Houston Ship Channel, onde fica Pasadena

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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19 comentários

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james cerede

05 de junho de 2014 às 21h14

Sim, ouvi dizer que Cuba vai ser a segunda maior economia mundial…

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    Miguel do Rosário

    05 de junho de 2014 às 21h52

    Já figura em primeiro lugar na América Latina em saúde e educação públicas.

    Responder

Vera Lúcia Piesanti Molinar

04 de junho de 2014 às 11h03

tomam seus coxinhas!

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ramoom

04 de junho de 2014 às 00h14

Olá, amigos do Cafezinho! Vamos, juntos, continuar combatendo as mentiras e manipulações do PIG? Curtam e compartilhem com seus amigos: https://www.facebook.com/Brasilantipig

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    Manelito Magalhaes

    04 de junho de 2014 às 09h17

    Ramoom, continue divulgando esse canal. É espetacular,
    já mandei para meus contatos, mas é importante que você
    continue encaminhando para os blogs de esquerda.Valeu.

    Responder

Jony Diaz

04 de junho de 2014 às 02h24

Ou vocês petralhas tem mesmo problemas sérios de cognição, ou gostam d pagar pau pra bandidos!

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Antonio - SC

03 de junho de 2014 às 22h08

A Dna Graça deveria escutar mais o Luis Carlos Moreira.

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Rafael Soares

04 de junho de 2014 às 00h20

Agora conta aquela do papagaio.

Responder

Rafael Soares

04 de junho de 2014 às 00h20

Agora conta aquela do papagaio.

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Veronica M Almeida

03 de junho de 2014 às 21h46

Agora a Globo vai perder o interesse em mostrar as notícias dessa CPI

Responder

Veronica M Almeida

03 de junho de 2014 às 21h46

Agora a Globo vai perder o interesse em mostrar as notícias dessa CPI

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Francisco Barbosa

03 de junho de 2014 às 20h31

LAVANDERIA !

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Marcelo Fernandes Santos

03 de junho de 2014 às 20h04

Excelente, Jefferson Barros!

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Dom Orvandil Moreira Barbosa

03 de junho de 2014 às 18h57

Novo artigo no +Cartas e Reflexões Proféticas: “Crises no mundo e impasses no Brasil: briguinhas eleitorais”: http://www.domomb.blogspot.com.br

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Jefferson Barros

03 de junho de 2014 às 18h46

Acabei de ver na CNN uma matéria que fala sobre o loby que empresários americanos estão fazendo no congresso para acabar com embargo a Cuba devido às reformas econômicas que aquele país está fazendo. Os empresários reclamam que estão perdendo muitas oportunidades de negócios. Então, é só uma questão de tempo pra o embargo acabar. Quando acabar, eu quero ver o que a mídia conservadora vai falar da decisão, acertadíssima e estratégica, do Brasil de ser sócio do Porto de Mariel.

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Grimalde Carvalho

03 de junho de 2014 às 18h45

EU não ví problema ainda na compra dessa refinaria. A não ser a patifaria da oposição querendo ganhar holofotes na Globo, claro.

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Guilherme Paixão

03 de junho de 2014 às 18h39

faz me rir

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Jose Roberto

03 de junho de 2014 às 18h38

os belgas também acham a mesma coisa,kkkkkkkk

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José Manoel

03 de junho de 2014 às 18h35

Flavio Cera Rodolfo Zini hahahaha

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