Bahia: Refinaria privatizada provoca desabastecimento de Gás de Cozinha

Qualidades e defeitos no discurso de Dilma Rousseff

Por Miguel do Rosário

11 de junho de 2014 : 02h29

Permitam-me analisar o discurso da presidenta com senso crítico. 

E tenham piedade de mim, pelo amor de Deus. Não posso apenas elogiar nem apenas criticar. No primeiro caso seria chamado de governista acrítico, com razão. No segundo, me acusariam de querer derrubar a Secom e tomar o emprego deles, ou pior, de chantagear o governo para descolar um anúncio estatal.

Sou criticado de qualquer jeito, enfim, fazendo isto ou aquilo. Vida de blogueiro não é mole. Antes de entrar nas críticas, algumas explicações. Sei que não adianta nada, mas enfim:

– defendo o governo quando eu quiser e como eu quiser, porque o blog é meu; a lei é a mesma para quando eu quiser criticá-lo, como aliás faço regularmente, e de maneira pesada, quando o assunto é comunicação e apatia política.

– estou muito feliz como blogueiro, com assinaturas em ascensão acelerada, e perspectiva iminente de publicidade – do setor privado. Não tenho interesse nenhum em derrubar ninguém da Secom, nem trabalhar no governo. Como blogueiro, posso ajudar ou criar confusão, a depender do contexto, e acho que minha função é esta.

Ler aqui a íntegra do discurso.

Agora vamos lá. Por favor, não sou dono da razão e sou leigo em marketing, graças a Deus. Minhas opiniões são pitacos de um sujeito atento, só isso. A razão de dá-los, sem que ninguém me tenha pedido, é que eu preciso produzir conteúdo atraente para o blog e acho que os leitores irão se interessar em debater este assunto.

Primeiro, as críticas:

1) Focou demais na questão financeira da Copa. O tecnicismo frio, do qual acusam tanto a presidenta, prevaleceu mais uma vez. A Copa é muito mais que isso. É um encontro de civilizações, como lembrou Lula. Tinha que usar linguagem mais poética. Tocar o coração das pessoas. Falar em paz, guerra, da importância simbólica do esporte para unir uma humanidade que já sofreu tanto.

2) O discurso da redução da desigualdade se tornou repetitivo.  “Tirou 30 – 40 milhões da miséria, levou tantos para a classe média”. Virou blábláblá político. Não acho que tenha efeito, sobretudo entre jovens e classe média, que é onde Dilma está perdendo popularidade.  As pessoas já sabem que houve redução da desigualdade, mas o efeito estético e político já se desgastou . Bola pra frente. Há muito do que falar. E agora, o que faremos? O que as obras de infra-estrutura podem nos proporcionar em termos de vantagens futuras?

3) A moldura do pronunciamento. Dilma poderia falar de um lugar com transparência, onde se pudesse ver uma paisagem do Brasil por trás. Brasília, Rio, São Paulo, Sudeste de preferência. De repente, o Itaquerão, ou o Maracanã. Mostrar que não está fechada, isolada, que está no Brasil. Dilma podia estar de pé e usar acintosamente uma camisa da seleção brasileira. Daria mais leveza à personagem.

4) No início, ela fala em “Copa pela paz”, “Copa pela inclusão”. O certo seria “Copa da paz”, “Copa da inclusão”. Nas frases seguintes, ela diz: “Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento”. Tinha que escolher. Ou fala Copa “pela” ou Copa “da”. Como está ficou confuso.

5) Na parte em que cita os números, poderia aparecer gráficos. Dilma poderia estar em pé, com vidro transparente mostrando um fundo de paisagem. E nesse vidro, poderiam aparecer os infográficos.

6) Quando fala no custo dos estádios, poderia mostrar uma foto de cada estádio e citar nominalmente cada um deles. A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão, balé. Os estádios são a diversão e o balé para o povo.

7) Ao citar os pessimistas, poderia ter dado uma indireta e falar em democracia e da importância da liberdade de expressão, mas alertando que as pessoas precisam obter informações de fontes plurais. A citação aos pessimistas foi um recado claro à oposição e à imprensa. Mas se vai bater, tem que bater pesado, no ponto-fraco do inimigo, que é a sua concentração, um realidade que tem nos prejudicado. Dilma precisa usar a TV para falar em democracia da mídia. Era o momento. Sempre é o momento.

8) Copa da paz, da tolerância, etc. Dispersou muito. Mais interessante era focar numa coisa só ou duas. Copa da paz e contra o racismo, por exemplo. Daí poderia falar uma frase ou duas sobre paz e sobre racismo. Ficaria mais sucinto e mais forte.

9) Logo no início: ” motivo de satisfação, de alegria e de orgulho”. Redundâncias. Podia ficar apenas em “alegria”.

Agora, os elogios (não resisti a mais uma críticas…):

1) Gostei bastante do efeito da comparação entre os gastos com estádios e o que se gastou em saúde e educação desde o início da construção desses. Golaço. Aquilo foi nota 10. Gastou-se 212 vezes mais em saúde e educação mais que com estádios. Cheque mate. Por que essa comparação não foi feita anos atrás? Ops, essa é a parte de elogios…

2) Bom foco na geração de oportunidades, na injeção de bilhões na economia e geração de empregos. Mas podia dar estimativas mais precisas. E falar também nos impostos, lembrando que gerarão orçamento para ser investido em saúde e educação.

3) A alfinetada na imprensa urubu foi ótima: “Os pessimistas diziam que não teríamos Copa porque não teríamos estádios. Os estádios estão aí, prontos.”

4) Bem dada a informação de que a capacidade dos aeroportos dobrou e que o número de passageiros passou de 33 milhões dem 2003 para 113 milhões em 2014, podendo chegar a 200 milhões em 2020. Mas seria legal lembrar que o governo pretende continuar modernizando os aeroportos, e o acesso a eles.

5) O final do discurso, mencionando as demandas por um futebol mais democrático, também caíram bem. Mas Dilma poderia ser mais assertiva se anunciasse um debate, após a Copa, para discutir com a sociedade aprimoramentos democráticos em prol do futebol, na formação dos atletas, em suas relações profissionais, nos horários de TV, nos sistemas de exclusividade, etc. O povo tem direito de ver seus jogos na tv aberta, gratuitamente, em horário compatível com sua rotina de trabalho.

Enfim, são meus pitacos. Desculpem se falei besteira. Sintam-se livres para dar sua opinião.

 

20140403120341

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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52 comentários

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A. Kelper

16 de junho de 2014 às 11h21

Por favor, expliquem-me: O campo de petroleo pre-sal de Libra, saudado como o “redentor do pais” e considerado “gigante”, vai dar ao pais R$ 1 trilhao em 30 anos!
(Ver http://www.brasil.gov.br/governo/2013/10/nota-sobre-o-pre-sal-e-o-campo-de-libra)
E Dilma disse que de 2010 a 2013 – 3 anos – os governos (federal, municipais e estaduais) investiram APENAS em saude e educaçao – R$ 1 trilhao.
Entao, ou Libra nao eh nada do que estao falando, ou estas contas da Dilma podem estar somando a mesma parcela mais de uma vez. Algo como: o governo federal destinou 1 milhao ao estado X, o estado X recebeu um milhao, total investido: 2 milhoes.
Por que ninguem – exceto blogueiros – estao questionado estas contas de 1,7 trilhao investidos em 3 anos?? (Ver http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/8743)
Por que a imprensa nao conferiu estas contas?
Nao estah havendo correlaçao entre o enorme valor dito como investido em saude e educaçao e o serviço recebido pela populaçao.

Responder

    Miguel do Rosário

    16 de junho de 2014 às 12h36

    Filho, 1 trilhão, mesmo em 30 anos, é muito dinheiro, viu? Se aplicássemos tudo isso em educação, em 30 anos, viraríamos uma Noruega! E Libra é só 1 campo. Tem dezenas de outros.

    Responder

bruno

13 de junho de 2014 às 10h37

Em relação as críticas, não acho que as mudanças sugeridas surtiriam efeito. A imagem da Dilma está muito desgastada.

Responder

Vitor

12 de junho de 2014 às 11h31

http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/8743

Contraponto… Até faz sentido…

Responder

    Arthur

    13 de junho de 2014 às 16h25

    Foi o que imaginei quando ela falou que “investiu 212 vezes mais dinheiro em saúde e educação que na copa”. Me perguntei, se houve tanto dinheiro a mais “investido”, por que a qualidade aparente da educação e saúde públicas não parecem melhorar em nada? Ou, na pior das hipóteses, parece só piorar cada vez mais? Enquanto os estádios reluzem como monumentos, muitas escolas e hospitais gritam por reformas.

    Responder

Anônimo

12 de junho de 2014 às 09h50

Pessoal, leiam a Constituição Federal que é a Lei Máxima!!! Lá tem o quanto que cada ente federado deve (tem obrigação constitucional) investir em saúde e educação.

Responder

Cláudio Ferraz

12 de junho de 2014 às 00h29

Para quem estava calada feito uma porta, até que houve progresso. Mas Miguel, você daria uma ótima contribuição se estivesse na Secom. Mas, por favor, se for prá lá, não perca esta sua espontaneidade e capacidade de dialogar com pessoas além de se seu círculo íntimo, coisa que a Dilma ainda não aprendeu e o Lula é doutor.

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Euler

11 de junho de 2014 às 22h49

Não teria tantas considerações assim a fazer. Só de ter usado do direito de falar em cadeia nacional e tv já é um grande avanço, considerando a conduta covarde que tem caracterizado os governos do PT em relação à máfia midiática. Na minha opinião, o discurso da Dilma foi bom, foi leve e foi direto ao ponto em muitos aspectos. A lamentar apenas que não tenha feito este discurso bem antes, para calar as vozes das aves de mau agouro da mídia tucana e golpista.

Responder

Amélia Barbosa

12 de junho de 2014 às 00h01

Deus continue te abençoando por escrever tão bem bj

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Arnaldo Bertoni

11 de junho de 2014 às 18h39

Que texto, que visão! Clap, clap, clap de pé! como diria o grande PN….

Responder

Messias Franca de Macedo

11 de junho de 2014 às 12h43

Prezado, ínclito e intrépido jornalista Miguel do Rosário,

“vamos dar um abatimento” para a presidente Dilma Rousseff: a tese das doses, digamos, homeopáticas! E tudo no seu devido tempo! Mesmo porque após a Copa do Mundo [‘da PAZ’, ‘capiche’?!] começará, de fato, a campanha eleitoral! E, aí, “o couro irá comer ‘sarteado'”! ‘Capiche’?!…

Felicidades!

Saudações democráticas, progressistas, civilizatórias, nacionalistas, antigolpistas e antifascistas,

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
BRASIL – em homenagem à presidente Dilma Rousseff, A Magnífica, e ao [eterno] presidente Lula!

Responder

Anna Aromas

11 de junho de 2014 às 14h56

Se gabar da alta produção do agronegócio foi tenso , estava bom ,mas se sufocou

Responder

William

11 de junho de 2014 às 11h55

Miguel,
Na verdade seria possível fazer dezenas de críticas ou elogios ao pronunciamento.
Mas a gente não pode desconsiderar um fator determinante: o tempo.
Nos blogs podemos escrever o post do tamanho que quisermos, sem limitações. Mas ela só tinha 10 minutos.
Então acredito que ela tenha usado bem o tempo. Aquela do R$ 1 trilhão deixou a Associação de Proteção aos Coxinhas desesperada.
Dilmáquina neles!!

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    Vitor

    11 de junho de 2014 às 13h42

    Bom, eu confesso que fiquei desesperado com a do 1 trilhão! Os governos federal, estaduais e municipais gastaram R$ 1 trilhão e 700 bilhões de reais para oferecer esse serviço a população? Desesperador…

    Responder

Edgard Castelli

11 de junho de 2014 às 14h52

Muito boa sua análise, Miguel.

Responder

Protágoras, o homem é a medida de todas as coisas.

11 de junho de 2014 às 11h48

Miguel, a mídia de massa costuma vencer algumas discussões pois incute na memória das pessoas (estratégias baseadas na psicologia comportamental e cognitiva), por redundância ou repetição, as ideias que lhes convêm. Além da repetição da ideia, ou conteúdo, há repetição nos mais variados veículos – estímulos multisensoriais. Todos ecoam uma única ideia, o que a torna mais forte sob o ponto de vista psicofisiológico (arousal – input, excitação). Lembre-se da frase: Carthago delenda est”, ou “Delenda est Carthago que foi falada no senado romano exaustivamente até o fato ser consumado. No mais, grande abraço e parabéns pelas constantes e boas intervenções. Vejo seu blog diuturnamente. Obs. Recomendo as leituras NODDER, Chris. Evil by design. interaction design to lead us into temptation. USA: Wiley, 2013. GORP, Trevo Van & ADAMS, Edie. Design for emotion. Elsevier, 2012. Desculpe-me a citação fora das normas ABNT, mas não tenho os dados completos aqui agora.

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C.Paoliello

11 de junho de 2014 às 11h45

É mais que evidente a má-fé do governador paulista na questão da greve. Primeiro não liberou as catracas como os grevistas queria, ou seja, não prejudicariam os usuários do Metrõ. Depois encrencou com a punição dos grevistas para prolongar a greve.

Houve muitos empresários severamente prejudicados com a greve. Será que eles ainda pensam em colaborar financeiramente na campanha de reeleição deste governador que os prejudicou?

Responder

Antonio Luiz

11 de junho de 2014 às 11h35

Para mim foi um pronunciamento correto e coerente com o cargo, de Chefe de Estado, que ela ocupa. As questões fundamentais relativas à falsa polêmica que a mídia e oposição colocam foram respondidas com números (dados) irrefutáveis. Dilma se posicionou frente às câmeras com o distanciamento necessário mas, sem em momento algum deixar de mirar o telespectador “olho a olho”, ou seja sem subterfúgios ou vacilações. O telespectador não carecia de qualquer outro cenário que não fosse aquele confronto frente a frente, há muito por muitos esperado. Sem devaneios, tergiversações e subterfúgios. Direto.

Do meu ponto de vista foi perfeito.

Sobre mostrar estádios, aeroportos, gráficos e etc, as campanhas institucionais do governo nos rádios, televisões,jornais, revistas e blogs complementam o conteúdo do que pronunciou. Não é à toa que o PIG e seus cães da oposição já esperneiam. E isto deve ser deixado para eles, “colonistas sociais”.

Responder

Roselaine Rios

11 de junho de 2014 às 14h22

Feliz em estar aqui em sua página de amigos… companheiro ate + !!!!

Responder

Ninguem

11 de junho de 2014 às 10h27

Oi, Miguel. Tudo azul?

Só para te chatear, vou fazer duas observações sobre os comentários negativos de números 4 e 9:

4) No início, ela fala em “Copa pela paz”, “Copa pela inclusão”. O certo seria “Copa da paz”, “Copa da inclusão”. Nas frases seguintes, ela diz: “Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento”. Tinha que escolher. Ou fala Copa “pela” ou Copa “da”. Como está ficou confuso.

Acho que é um excesso de preciosismo da sua parte. Não creio que tenha causado algum ruído na mensagem.

9) Logo no início: ” motivo de satisfação, de alegria e de orgulho”. Redundâncias. Podia ficar apenas em “alegria”.

Posso estar redondamente enganado, mas, salvo melhor juízo, a enumeração é um recurso estilístico válido. Neste caso, acredito que foi, inclusive, muito bem empregado, pois há um encadeamento crescente de ideias, partindo da satisfação, passando pela alegria e culminando com o (bom) orgulho. Se tivesse ficado apenas na alegria a frase ficaria chocha. Leio aí, justamente, um “chega pra lá” na vira-latice de alguns.

[ ]s,
Ninguém

Responder

Adamastor Xexéu

11 de junho de 2014 às 10h20

Miguel.
Sem rodeios.
Chega de PT!
Tá na hora desta juventude irracional, desta legião de incautos impressionante que a mídia criou, passar por um governo neoliberal, um governo do PSDB.
Em 2003, pagamos uma conta alta…Demos conta de pagar…Da próxima vez, com toda certeza, haverá outra conta salgada prá pagar…Daremos conta de pagar? Este é o grande mistério.
A juventude que associa o PT a tudo o que é ruim tem que passar por um governo tucano…Ponto!

Responder

Miguel F Gouveia

11 de junho de 2014 às 13h12

Suas criticas iniciais dariam ao discurso presidencial um teatricalidade excessiva. Soaria ensaiado demais – falso. Achei correto o discurso e o visual. Eu bateria mais na oposicao. Bateria sem dó.

Responder

Amarildo da mata

11 de junho de 2014 às 10h12

O discurso foi um lixo, muita mentira, e esquece da revolta do povo, com os gastos que foram feitos com algo que não é essencial, lógico que só gostou do discurso dessa terrorista, a militância ignorante dos PTralhas. Se o bom Deus permitir, esse ano ela cairá e toda sua trupe.

Responder

    Miguel do Rosário

    11 de junho de 2014 às 10h19

    Gastos não essenciais, tipo 1 trilhão em saúde e educação?

    Responder

    Adamastor Xexéu

    11 de junho de 2014 às 10h21

    Execrar a Dilma e votar em Aécio não é inteligente…

    Responder

Saguy Tenório

11 de junho de 2014 às 12h57

Vai ter Copa?

Responder

Rafa Bruza Wacked

11 de junho de 2014 às 12h47

Gostei da análise. Infelizmente não pude escutar o discurso, mas só seu texto já me mostrou como ele foi. Acho que a Dilma poderia se inovar um pouco. Quem apoia ela, obviamente aceitou e gostou do que ela disse, mas quem não apoia com ctz achou que foi “mais do mesmo”, como diria Renato Russo. Uma inserção na tv poderia ter sido melhor aproveitada, mas, enfim, ela deu as caras e se defendeu (minimamente) dos ataques da imprensa, que são diários.

Responder

Adriana Barros Gonçalves

11 de junho de 2014 às 09h42

Concordo em tudo Miguel. Acho que Dilma aprendeu a ser fria para se proteger.Quem leva muita paulada fica assim. Mas TB acho que tá na hora dela mudar. Precisa de aula de interação social. Ótimas colocações. Sugira isso pra ela. Eu aqui sigo orando pra ela e confiando na soberania de DEUS.

Responder

Josinaldo Sobreira

11 de junho de 2014 às 12h26

Franklin Martins tem que voltar!!

Responder

Lhano

11 de junho de 2014 às 09h03

Boa Miguel. A secom tá te perdendo!

Responder

Cely Bertolucci

11 de junho de 2014 às 11h53

Boas sugestões Miguel. Criticas construtivas são sempre benvindas, afinal humanos não são perfeitos. De qualquer modo, FPI um discurso de alguém próximo. Ponto para a Dilma. Um abraco

Responder

Cely Bertolucci

11 de junho de 2014 às 11h53

Boas sugestões Miguel. Criticas construtivas são sempre benvindas, afinal humanos não são perfeitos. De qualquer modo, FPI um discurso de alguém próximo. Ponto para a Dilma. Um abraco

Responder

Fatima Felipe Freire

11 de junho de 2014 às 11h45

Suas críticas são o que costumamos chamar de construtivas, sempre que as leio, pasmem, concordo e até aprendo. Acredito que o verdadeiro jornalismo se faz assim. Ser crítico quando necssário, é preciso. Parabéns! Ah! Sou eleitora de Dilma e fui de Lula desde a primeira hora.

Responder

Fatima Felipe Freire

11 de junho de 2014 às 11h45

Suas críticas são o que costumamos chamar de construtivas, sempre que as leio, pasmem, concordo e até aprendo. Acredito que o verdadeiro jornalismo se faz assim. Ser crítico quando necssário, é preciso. Parabéns! Ah! Sou eleitora de Dilma e fui de Lula desde a primeira hora.

Responder

Lulu Pereira

11 de junho de 2014 às 11h31

O agronegócio é um equívoco da Humanidade. Eu gostaria que nós fossemos campeões em agroecologia, o que nos daria uma compreensão maior da Natureza da vida e do ser humano. Este é o ponto mais relevante do discurso.

Responder

Lulu Pereira

11 de junho de 2014 às 11h31

O agronegócio é um equívoco da Humanidade. Eu gostaria que nós fossemos campeões em agroecologia, o que nos daria uma compreensão maior da Natureza da vida e do ser humano. Este é o ponto mais relevante do discurso.

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Maria Celia Ferrarez Bouzada

11 de junho de 2014 às 11h30

Campanha antecipada? Ontem em BH, numa convenção de um partido nanico, um trio elétrico com uma multidão razoável gritava o tempo todo palavras de ordem do candidato do PSDB. Isto pode?

Responder

Maria Celia Ferrarez Bouzada

11 de junho de 2014 às 11h30

Campanha antecipada? Ontem em BH, numa convenção de um partido nanico, um trio elétrico com uma multidão razoável gritava o tempo todo palavras de ordem do candidato do PSDB. Isto pode?

Responder

cristina oliveira

11 de junho de 2014 às 08h16

Deus meu, se ela aparece com uma camisa da Seleção, ai sim um blogueiro da Uol teria motivos para comparar o discurso dela ao da ditadura!E tem que falar mesmo que os aeroportos cresceram não só pela Copa, mas por quem agora viaja de avião e nem se veste tão bem assim…Também estou esperando a oposição pedir para a juíza tirar o vídeo.

Responder

Salette Soares

11 de junho de 2014 às 07h58

Pois pra mim, foi o melhor pronunciamento da Dilma até hoje. Ela foi acertiva e direta. Finalmente deu respostas a altura dos reaças e coxinhas boateiros.

Responder

11 de junho de 2014 às 07h58

Eu gostei do pronunciamento da minha presidenta. Vamos à vitória. Unidos venceremos. Boataria o tempo apaga. O que importa é que o BRASIL melhorou muito com os governos do PT. Eu sou prova disso. E vai melhorar mais.

Responder

Roberto

11 de junho de 2014 às 07h44

Miguel, parabéns pelo blog, leio-o sempre, mas acho que é a primeira vez que eu comentarei aqui… :)

Gostei do discurso da presidenta, em especial da parte em que ela divide o mérito da Copa com todos os brasileiros. Ao falar dos desafios de se organizar um Mundial, ela destacou que os problemas foram superados graças à coragem do povo brasileiro, pois nunca desistimos. Nesse momento ela foi literalmente pra galera. Foi a parte mais brilhante do pronunciamento dela na minha opinião.

Miguel, sucesso e abraços.

Responder

Aranha

11 de junho de 2014 às 07h28

Miguel,

desta vez, o governo e a Dilma acertaram na mosca. No momento certo com as palavras exatas.

Fica valendo a última impressão. Isto foi um show de comunicação. Pegaram a oposição com as calças na mão.

E agora? O que irão fazer com o número mágico 212 martelando na cabeça dos coxinhas???

A copa começou. Os coxinhas – aquela espécie de homo-sapiens que se acha que estão no top da cadeia alimentar – se fuderam.

Como dizia um tal de PHA: sorry, periferia. A copa começou!

Responder

Mauricio

11 de junho de 2014 às 07h05

Ta desculpado prezado Miguel! Manter um blog porreta como o seu nao e pra qualquer um. So sendo espirito de porco como voce. Sucesso!

Responder

    Miguel do Rosário

    11 de junho de 2014 às 11h06

    Isso foi elogio? Rs.

    Responder

Pedro

11 de junho de 2014 às 06h50

Miguel, você está querendo que a Dilma roube o papel do Sardenberg? kkkk
Eu creio que faltou sim, um melhor efeito gráfico mas ela deve ter ficado com medo da oposição chamar de campanha antecipada. Realmente teve trechos muito monótonos e repetitivos e acho que ja estava mais que na hora de ela ‘bater de frente’ a imprensa e rebater com ‘tiro porrada e bomba’ as injustiças desrespeitosas acometidas pelo PIG. Falta coragem política de mudar as regras. Se FHC mudou-as para se reeleger, acho que ela conseguiria radicalizar para pluralizar sim.

Responder

    Anônimo

    11 de junho de 2014 às 09h22

    Miguel, muito bom texto, pena se a oposição ler e usar as suas dicas…aí não vale não! Parabens

    Responder

Gabriel

11 de junho de 2014 às 03h55

Me é até um alento ver criticas a presidente na internet sem ofensas e desrespeito.
Por ser leigo em marketing, sua análise da “moldura do pronunciamento” pareceu de um profissional e mais que bem atento.
O mesmo para o pronunciamento em si, analises detalhadas que fazem muito sentido. (como mostrar gráficos,fotos e outros) Realmente reforçariam o recado.

Responder

Carlos Trindade

11 de junho de 2014 às 06h25

quanto aos visuais (uteis e adequados)…tenho duvida se cabem em um pronunciamento…

Responder

Roberto Petralha Urbano

11 de junho de 2014 às 06h05

Foi o melhor que ela fez até agora, Isso é positivo. Pra o PSDB acusar de campanha antecipada é porque foi bom.

Responder

Francisco Peña

11 de junho de 2014 às 05h34

Crítica construtiva é sempre bemvinda. Curti a ideia de Dilma com camisa da Seleção, a reaçada ia espumar!

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