Bahia: Refinaria privatizada provoca desabastecimento de Gás de Cozinha

Sobre a prisão dos anticopa

Por Miguel do Rosário

14 de julho de 2014 : 12h20

Dias atrás, publiquei no blog uma nota pública de políticos do PSOL e PT, protestando contra a prisão de ativistas nas vésperas da final da Copa do Mundo, e houve um pequeno curto-circuito. A maioria dos comentaristas aprovou a prisão, e quase todos manifestaram curiosidade, alguns até mesmo um pouco agressivamente, quanto à minha opinião sobre o assunto.

Eu não quis dá-la porque queria, pelo menos uma vez, ouvir a opinião dos internautas antes de dar a minha. Como o espaço é meu, é evidente que eu influenciaria os comentários se, de cara, eu já desse a minha opinião.

Pois então, agora vai.

Não concordo. Acho que o Judiciário e a Polícia se excederam, mais uma vez. Há formas infinitamente mais democráticas e inteligentes de se coibir a violência em manifestações.

Aboliram de vez os departamentos de inteligência, por exemplo?

Já deixei bem claro, aqui no blog, que sou radicalmente contra o uso de violência como “ferramenta popular” em manifestações.

É uma estratégia que apenas dá razão aos setores conservadores, porque conseguem vender mais fácil o discurso de que é preciso ampliar a violência do Estado.

A bandeira da “desmilitarização da polícia” perde o sentido se os manifestantes apelam para a violência.

E faz o povo votar em figuras que alardeiam ter “mão forte” para coibir a “bagunça”.

Sem contar que assistimos, desde o “despertar do Gigante”, a explosão do sentimento antipolítica, que flerta com um autoritarismo às vezes até pior do que aquele da polícia, porque é um autoritarismo sem lei, sem comando. Um voluntarismo truculento em estado puro, essencial, que tem – ironicamente – as mesmas raízes conservadoras que levaram à criação das polícias militares, à ditadura e a implantação de uma cultura violentíssima em nosso poder público.

No entanto, o Estado precisa cuidar da sua imagem democrática. Em primeiro lugar, não vale prender pessoas “antes” que elas façam alguma coisa. Isso é loucura. Ah, mas elas iam fazer. Se há suspeitas e se tudo ocorrer conforme o aval de um Judiciário prudente e democrático, então que se amplie a vigilância sobre aquela pessoa.

O que não tem sentido é lhe enviar para Bangu I antes que ela tenha feito alguma coisa.

Além do mais, é contraproducente. Gera revolta, descontentamento, desconfiança. Um processo contra ativistas políticos tem de ser transparente.

Quando eu fazia críticas à prisão de um José Genoíno doente do coração, vários internautas me acusaram de só defendê-lo porque ele era do PT, partido que supõem ser defendido pelo blog.

Não é verdade. Minhas opiniões sobre filosofia penal e carcerária sempre foram muito claras, muito antes dos problemas de Genoíno.

Em geral, sou um cara de ideias relativamente moderadas, que acredita que o sistema democrático pode ser constantemente aperfeiçoado, sem necessidade de nenhuma ruptura violenta. Aprimoremos nossa representação política, nossas leis, nosso sistema de informação, e seja o que Deus quiser.

Entretanto, sou radical numa coisa: acho que o nosso sistema penal não é moderno, nem democrático. Deixamos pessoas apodrecer em masmorras quando teríamos tecnologia social para resolver esse tipo de problema de maneira muito mais humana, muito mais eficiente.

É preciso manter vigilância sobre uma pessoa cujas opiniões políticas flertam com a violência antidemocrática? Então que se lhe obrigue judicialmente a frequentar um curso de direitos civis e políticos. Se não houver esse curso, que se crie imediatamente. Ou então que se obrigue a ativista a escrever um texto explicando porque acredita nisso ou naquilo. Em caso radical, e após um processo judicial transparente, aplique-se uma tornozeleira eletrônica. Há mil soluções criativas que passam longe da brutalidade, inaceitável para mim, de encarcerar outro ser humano.

Claro que se a pessoa tiver cometido algum crime, o fato de fazê-lo por convicção política não a ajudará. Ao contrário, acho que há algo de hediondo, num país que vive uma transição democrática difícil mas cheio de esperanças, em defender a violência como forma de promover avanços políticos. Mas que se puna com provas convincentes, e depois que a pessoa tiver infringido a lei.

Prender por “precaução” não é válido numa democracia.

Não gosto de ver um bicho engaiolado, que dirá um ser humano?

Apenas assassinos, sequestradores e estupradores deveriam ficar atrás das grades, por razões óbvias.

Por isso, eu achei corajoso, da parte do senador Lindberg Farias, unir-se ao PSOL, legenda que se porta muitas vezes como o pior adversário político do PT, num protesto público contra as prisões arbitrárias.

Alguns críticos chamaram de “oportunismo eleitoral”, outros comentaram: “ah, eleição faz milagres”.

Ora, esses comentários estão certos.

Oportunismo eleitoral, milagres.

Acontece que, sem querer, esses comentários refletem um preconceito antipolítica. É como se alguém, em 1965, acusasse um político que decidisse se opor à ditadura de “oportunista eleitoral”.

Ora, eleições pedem oportunidades, que por sua vez implicam riscos.

Se os petistas compreendem a necessidade de seu partido e suas lideranças de serem “pragmáticos” e “oportunistas” quando se aliam à direita em busca de tempo de TV e governabilidade, devem usar a mesma compreensão quando se trata de defender bandeiras sensíveis do movimento jovem contemporâneo.

É melhor que Lindberg defenda essas bandeiras por “oportunismo eleitoral” do que se aliar à truculência do Estado por outro tipo de “oportunismo eleitoral”.

Há oportunismos eleitorais de um lado e para o outro. Cabe ao cidadão de ideias progressistas apoiar o político cujo oportunismo eleitoral lhe parecer mais sensato, mais democrático e mais humanista.

As bandeiras anárquicas e confusas de setores da juventude podem conter diversos erros de análise, perspectivas históricas equivocadas, exageros retóricos, voluntarismo burguês, etc. Empurrá-las, contudo, para longe da esquerda, criminalizá-las, brutalizá-las, prender seus poucos representantes, não vai trazer nada de positivo.

Essas mesmas lideranças ganharão mais notoriedade, se radicalizarão, e, o que é o pior dos mundos, a doutrina democrática terá sua reputação arranhada.

Meu novo livro de cabeceira tem sido Democracia na América, do Tocqueville.

Quando o político francês chega à América, na metade do século XIX, para estudar sua organização política, a primeira coisa que lhe surpreende, é a aparência de caos do país. Onde ele chegava, havia uma balbúrdia de demandas sociais, algumas inclusive defendidas com violência.

Com sua genialidade, porém, Tocqueville enxerga, através daquela névoa de caos, a luz da liberdade cintilando em todo seu esplendor. Até porque ele, como francês, também testemunhara, em seu próprio país, a liberdade nascendo em meios aos mais violentos tumultos.

E conclui que “não há nada mais fecundo em maravilhas do que a arte de ser livre, mas não há nada mais duro do que o aprendizado da liberdade”.

Continua Tocqueville: “O despotismo se apresenta como o reparador de todos os males; é o suporte das leis; o protetor dos oprimidos e fundador da ordem. Os povos adormecem ao seio da prosperidade provisória que ele faz nascer; e quando eles despertam, estão miseráveis.

A liberdade, ao contrário, nasce de ordinário em meios às tempestades, ela se estabelece penosamente entre as discórdias civis e apenas quando ela já está velha, podemos conhecer seus benfeitos.”

Que lição extraio das palavras de Tocqueville? Que temos de suportar, no limite máximo, as agruras que o sistema democrático nos impõe. Não digo que devemos passar a mão na cabeça de ativistas violentos. Não. Ao contrário. Acho que o Estado deveria ser muito mais eficaz no combate à violência em manifestações, até porque isso as desqualifica.

Prender ativistas com base em acusações genéricas, contudo, ou ainda com base apenas em ideias, isso é absurdo. A liberdade não pode jamais ser o preço da incompetência da polícia.

A violência em manifestações, o uso de máscaras, o voluntarismo político, tudo isso tem sido rechaçado cada vez mais pela sociedade, através de seus instrumentos democráticos e pacíficos de repressão: artigos, entrevistas, depoimentos, enquetes.

O Estado, com sua mão grande e pesada, apenas irá atrapalhar um processo em curso, e elevar à categoria de heróis justamente aqueles que pretende criminalizar.

E, no entanto, não vivemos um tempo de heróis. Nem queremos viver. Queremos um país onde os cidadãos tenham liberdade para tomar suas decisões políticas, inclusive as erradas.

Um Estado que pune o erro político com prisão não é democrático.

Se Tocqueville estiver certo, o barulho que ouvimos hoje nas ruas, todo esse caos que às vezes nos assusta, será um dia lembrado com carinho, como um tempo tumultuoso, onde aprendíamos, a duras penas, a sermos livres.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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82 comentários

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vinícius

16 de julho de 2014 às 20h41

Miguel, esse post e os comentários é um dos melhores. Uma aula de atualidade.
Sugiro que vc divulgue o post do viomundo:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/adriano-diogo-o-fabio-e-vitima-de-tremenda-armacao-prisao-dele-tem-de-ser-revista-ja.html

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Eva

16 de julho de 2014 às 14h44

Todos sabemos, inclusive os manifestantes, que essas manifestações violentas que depredam patrimônios (públicos e privados), que impedem o ir e vir das pessoas, levam extamente para um cenário nada bom: aumenta a necessidade da polícia e desmoraliza outras manifestações. Então, a quem essa situação favorece? Essas pessoas que apóiam os blackblocks sabem muito bem o que querem e não é diálogo!!!

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Joao

16 de julho de 2014 às 14h15

Prisão preventiva foi válida sim. Queriam o quê ? Esperar causar tumulto na cidade, no dia do final da copa e arrebentar com a imagem do país lá fora ?

Responder

    Joao

    16 de julho de 2014 às 14h16

    Se a prisão é uma ameaça a democracia, deixar eles livres para criar a desordem seria ditadura da minoria.

    Responder

      Luiza

      23 de julho de 2014 às 00h50

      Quem foi que te deu provas de que eles estariam fazendo manifestações na copa? Segundo: manifestação na copa é crime?

      Responder

luiz mattos

16 de julho de 2014 às 13h34

Cadê o restante dos comentários?

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vinícius

16 de julho de 2014 às 12h07

Miguel, que tal um post sobre o papel dos “infiltrados” em movimentos sociais.
Talvez ajude aos leitores a entender quem quer manter a ordem e quem quer criar desordem.
Em todas essas manifestações, especialmente nas de julho 2013, ficou evidente a participação de “infiltrados”

Responder

    luiz mattos

    16 de julho de 2014 às 13h40

    Infiltrados sempre existiram,falta organização para reconhece-los e retira-los mas optaram pelos BBs,na ditadura retirávamos a pontapés.

    Responder

      vinícius

      16 de julho de 2014 às 16h27

      Luiz, o tempo mudou e há novos elementos. Identificar e retirar “infiltrados” na base do pontapé pode não ser a melhor opção.
      Além disso, não penso que os BB são os verdadeiros infiltrados.
      Há outros “infiltrados” e é a esses que faço referência.

      Responder

maria graca

16 de julho de 2014 às 10h12

meus comentarios com opiniao contraria estao sendo apagados. Considero isso um atentado muito grave a minha liberdade de expressao. Quem quer discutir liberdade e democracia seriamente, pode defender a liberdade de Sininho e seus cumplices, mas nao tem o direito de apagar meus comentarios. Peco amavelmente que cancele minha assinatura, dispenso a devolucao do pagamento. Bom dia.

Responder

Jussara Seixas

16 de julho de 2014 às 09h18

Não sou a favor das manifestações violentas. Sou contra a destruição do patrimônio público e privado, sou contra a destruição de ônibus, bancos, sou contra o impedimento de ir e vir de pessoas alheias as manifestações. Mataram um cinegrafista, que tinha família, que estava ali trabalhando Eles usam sim de violência, bombas caseiras, rojão, pedaços de cano, armas, estiletes. Aquela barbárie que fizeram na loja de carros, a Caltabiano, foi um horror, destruíram pelo prazer de destruir. Mas também sou contra a prisões arbitrarias, prisões de inocentes. Acho um absurdo as manifestações na Av Paulista, um importante corredor de ligação com vários bairros, e de vários hospitais. E o direito de milhares de pessoas que desejam chegar em casa, ou ao trabalho? E o direito das pessoas que usam os hospitais da região e necessitam de um atendimento? E o direito das pessoas que dependem do transporte público e assistem eles serem queimados, depredados ? É um direito das pessoas se manifestarem , cobrar o que acha que está errado, cobrar benefícios para todos, sem violência, sem depredações, sem mortes.

Responder

    Luiza

    23 de julho de 2014 às 00h55

    “Eles usam sim de violência, bombas caseiras, rojão, pedaços de cano, armas, estiletes”. Eles quem? Os que estão presos? Ou outras pessoas? Faltam provas para as acusações, todas negadas pelos que já falaram. Tem tanta imagem de televisao mostrando depreciaçao, por que essas pessoas filmadas não são as acusadas?

    Responder

Marcos

16 de julho de 2014 às 07h28

A policia agiu exatamente com inteligência. Descobriu as coisas antes que ocorressem. Nada mais eficiente. Parabéns á policia do Rio de Janeiro. Triste é esse texto do Miguel, uma tentativa ridícula de defender o indefensável.
A partir de hoje começo a duvidar da capacidade do Sr Miguel em fazer uma análise de qualidade.
Volte ao DARF da Globo, ali voce se sai melhor.

Responder

jose carlos santini

16 de julho de 2014 às 00h53

Alguém tem que proteger a Sininho dela mesmo!

Responder

    luiz mattos

    16 de julho de 2014 às 13h36

    Falta um Peter Pan.

    Responder

Luís CPPrudente

15 de julho de 2014 às 22h32

No caso da Sininho e de seus colegas de badernas, considero que foi melhor prevenir do que remediar. Se este grupo já provocou danos a patrimônio público e privado, se já provocou morte de um cinegrafista, se já deixou várias pessoas feridas. Foi melhor que todos eles fossem presos preventivamente.

Mas eles não foram presos preventivamente sem argumentos, eles foram presos mediante autorização judicial e indícios de possuirem materiais bélicos. Mas que manifestantes são esses que vão se manifestar com armas, são armas de defesa pessoal (bomba tubo)?

Responder

Glaucia

15 de julho de 2014 às 20h39

Por que meu comentário não é publicado?

Responder

Glaucia

15 de julho de 2014 às 20h36

Muito bem acertado essas prisões!Essas manifestações são financiadas por grupos internacionais.Veja o registrodo site http://www.portalpopulardacopa.org.br, e verá que ele está registrado em nome da Global Justice e tem como um dos responsáveis pelo registro James Louis Cavallaro , da comissão de direitos humanos da OEA. Ele foi indicado pelo governo dos EUA para o cargo e acabou sendo eleito. Ao entrar no site deles verifica-se que os COPACs espalhados pelo Brasil são organizados por eles, ou seja, pelo grupo internacional. Caso tenha interesse em verificar o registro do site , vá no endereço https://registro.br/cgi-bin/whois/#lresp e digite no campo de busca portalpopulardacopa.org.br

Responder

maria graca

15 de julho de 2014 às 18h56

é, a prisao do chefao da Fifa também teria sido arbitrária.

Responder

maria graca

15 de julho de 2014 às 18h55

porque nao posso abrir o link de comentarios antigos, onde ha 59 comentarios? porque sao quase todos criticando o artigo? nem sendo assinante posso ler os comentarios anteirores?

Responder

    luiz mattos

    16 de julho de 2014 às 13h37

    Também não consigo,conhecendo o Miguel deve ser bug.

    Responder

Paulo Athaydes

15 de julho de 2014 às 18h52

O que achas então da negativa de entrada de hooligans e barra-bravas em território brasileiro ?
Só porque são estrangeiros não seria uma arbitrariedade ?
Acho que a prisão e o barramento foram atitudes corretas, depois não resolve chorar sobre o leite derramado.
Até porque esse país não aguenta mais tanto choro.

Responder

m.a.p

15 de julho de 2014 às 18h15

O próprio nome do movimento mostra o descompromisso dessa gentalha com a democracia e o direito das pessoas.
“Não vai ter Copa”!
Ora vão lamber sabão

Responder

MANREL

15 de julho de 2014 às 18h11

QUANDO UM RISCO QUER DIZER FRANCISCO.

Laudo técnico assinado pelos inspetores Francisco Sidney Farias Rodrigues e Raphael Ferreti de Souza atesta que a bomba caseira é chamada tecnicamente de “bomba tubo” e foi “confeccionada por agente que demonstrou habilidade e conhecimento no manuseio de bombas caseiras desta natureza”. A perícia diz ainda que “a detonação deste artefato explosivo tem capacidade de provocar mortes, lesões corporais diversas, bem como danos patrimoniais e ao meio ambiente”.

Responder

MANREL

15 de julho de 2014 às 18h10

Laudo técnico assinado pelos inspetores Francisco Sidney Farias Rodrigues e Raphael Ferreti de Souza atesta que a bomba caseira é chamada tenicamente de “bomba tubo” e foi “confeccionada por agente que demonstrou habilidade e conhecimento no manuseio de bombas caseiras desta natureza”. A perícia diz ainda que “a detonação deste artefato explosivo tem capacidade de provocar mortes, lesões corporais diversas, bem como danos patrimoniais e ao meio ambiente”.

Responder

maria graca

15 de julho de 2014 às 16h41

Quanta ingenuidade… https://www.youtube.com/watch?v=_ai293d3mm8

Responder

Marola

15 de julho de 2014 às 15h08

Tá com peninha leva pra casa. esses fdp já têm a morte do cinegrafista nas costas, tem que dar moleza não.

Responder

    Luiza

    23 de julho de 2014 às 01h07

    Quem sao esses fdps? Minha filha, sao 26 acusados de um monte de coisa e dois supostamente envolvidos com a morte do cinegrafista. Pode ter um filho da sua vizinha que só queria ir para a rua lutar por um Brasil melhor, na paz, preso injustamente. Ja parou para pensar nisso? Nada nesse inquerito se mostrou contundente ate agora. Podemos dar o beneficio da duvida para essas pessoas ou isso eh pedir demais nessa quase ditadura que pessoas como vc parecem querer?

    Responder

Karl Benz

15 de julho de 2014 às 17h37

Nenhum black bloc me representa!

Responder

O Cafezinho

15 de julho de 2014 às 15h20

tornozeleira para fascistas. não tem nenhuma reeducaçao maoista. hoje presos que leem livros e preenchem um formuario tem redução de pena. não estou falando de reeducar, mas de expor suas ideias, sem penalidade. uma prisão é um processo de “ressocialização”. podiam fazer isso de maneira mais inteligente.

Responder

O Cafezinho

15 de julho de 2014 às 15h18

guilherme, eu estava me referindo a fascistas de fato, não aos manifestantes

Responder

natalia

15 de julho de 2014 às 10h54

Já comentei em outro blog que não tenho nenhum argumento intelectualmente elaborado para defender essas prisões, mas tenho ojeriza por gente que sai quebrando coisas, tacando fogo em ônibus, enfim, amedrontando quem mais necessita de serviços públicos. Por isso, apóio sim, essas prisões. Quando essas crianças inocentes resolverem debater suas ideias, aí sim, vamos tratá-los com civilidade.

Responder

Guilherme Preger

15 de julho de 2014 às 12h32

Não consigo entender o uso reiterado da acusação de “fascistas” aos manifestantes. Fascismo é movimento de massas a procura do carisma messiânico de líderes, e o que os movimentos de rua não têm são líderes. Eu pensava que prisões ilegais e cerceamento da consciência eram características do fascismo, mas parecem que são o último apanágio da democracia…

Responder

Guilherme Preger

15 de julho de 2014 às 12h18

Infelizmente o seu texto não tem nenhuma dialética, tem apenas ambiguidade. No lugar de uma condenação peremptória de prisões ilegais o texto flerta com penas alternativas para crimes de consciência (“opiniões políticas”). Eis o texto ipsis litteris para não dizerem que estou “distorcendo” o significado: “É preciso manter vigilância sobre uma pessoa cujas opiniões políticas flertam com a violência antidemocrática? Então que se lhe obrigue judicialmente a frequentar um curso de direitos civis e políticos. Se não houver esse curso, que se crie imediatamente. Ou então que se obrigue a ativista a escrever um texto explicando porque acredita nisso ou naquilo. Em caso radical, e após um processo judicial transparente, aplique-se uma tornozeleira eletrônica. Há mil soluções criativas que passam longe da brutalidade, inaceitável para mim, de encarcerar outro ser humano.”. Não consigo entender nenhuma dialética na defesa do uso de tornozeleiras e reeducação civil para manifestantes com ideias perigosas ( a ideia da “reeducação” é sua, não minha. o maoísmo entrou apenas para lembrar a origem dessa ideia).

Responder

henrique de oliveira

15 de julho de 2014 às 09h15

Pelo amor de Deus , comparar Genoíno ou Dirceu com os integrantes dos black bloc ou mpl é no minimo ingenuidade , todos falam que ações preventivas é uma atitude da policia de inteligência, pois bem a policia dessa vez agiu desse modo , essa turma não são manifestantes são rebeldes sem causa ou com uma única coisa na cabeça , causar o caos.
Filhinhos de papai os coxinhas ou gente tangenciada pela mídia tem mais é que ter tratamento de terroristas , pois assim eles agem , não tem nenhum cunho politico em certas manifestações é Jabor e Sherazedas falando e os idiotas fazendo.Essa gangue chega muito perto de táticas nazistas e tudo que for feito para fulminar essa turma é valido.

Responder

luiz mattos

15 de julho de 2014 às 09h13

Tínhamos visitas de chefes de estado,houveram escutas autorizadas que expunham as intenções dos envolvidos.
Entre a repressão e a prevenção a primeira é salutar,essa rapaziada não conheceu a ditadura talvez por isso não valorizem a democracia duramente conquistada,não sabemos a quem servem e necessário é que se aprofunde as investigações para sabermos quem os financia pois para tudo é(inclusive na luta contra a ditadura)necessário dinheiro.

Responder

    luiz mattos

    15 de julho de 2014 às 09h15

    Perdão:entre a repressão e a prevenção a segunda é salutar.

    Responder

Guilherme Preger

15 de julho de 2014 às 12h07

Miguel, novamente não sei o que vc chama de rancor, nem qual seria o motivo desse rancor. estou indignado porque um governo de trabalhadores no qual a presidente foi vítima de acusação similar e foi torturada em função disso (“formação de quadrilha armada”) permanece cúmplice desta situação. No mínimo a Maria do Rosário deveria se pronunciar. Estou lendo nas redes sociais que a estratégia de incriminar por formação de quadrilha foi tomada pelo Gilberto Carvalho. Será verdade isso? É contra isso que vocês deveriam estar preocupados.

Responder

JUBA

15 de julho de 2014 às 08h18

Sou a favor da prevenção. O serviço de inteligência estatal é para isto.
Este pessoal já deu provas que é perigoso.

Responder

Dorgival

15 de julho de 2014 às 05h50

Sininho e o PSOL nunca deram apoio político ao governo. Pelo contrário: sempre atuaram contra o governo na busca pelo poder. Quanto a Dilma ela fez bem em não se manifestar, já que segurança é de responsabilidade dos estados. Se os presos tivessem um histórico de ações não violentas a história seria outra. A cartilha orientando manifestantes a não se deixarem ser reconhecidos e presos, elaborado por membros do PSOL que trabalham na FGV, não é indício de organização para a prática ações de vandalismo? Quem se manifesta pacificamente, democraticamente, precisa de cartilha para se camuflar?

Responder

O Cafezinho

15 de julho de 2014 às 03h48

“É preciso manter vigilância sobre uma pessoa cujas opiniões políticas flertam com a violência antidemocrática?” Maneira delicada de se referir ao fascismo, até hoje uma ideologia cheia de fascínios secretos para a burguesia voluntariosa, em ambos os espectros ideológicos.

Responder

Macunaima

15 de julho de 2014 às 00h35

Quer dizer que primeiro demos deixá-los matar alguém?

Responder

O Cafezinho

15 de julho de 2014 às 03h26

guilherme preger a teoria de “reeducação maoísta” é um delírio seu. se você não consegue identificar, por sectarismo, quem está do seu lado numa determinada questão, então você decidiu realmente colocar o rancor acima do bom senso político.

Responder

O Cafezinho

15 de julho de 2014 às 03h23

Guilherme Preger não distorça minhas palavras. escrevi um artigo rigorosamente contra as prisões. para construir um argumento dialético em relação a quem as defende, imaginei hipóteses de uma condenação judicial, não dos manifestantes, mas de alguém que realmente houvesse cometidos crimes contra o patrimônio público, dizendo que nem nesse caso eu acho que a prisão daria resultado.

Responder

Paulo Roberto

14 de julho de 2014 às 23h22

Parabéns, policia do Rio dejaneiro.

Responder

Guilherme Preger

15 de julho de 2014 às 01h53

nenhum dos jovens presos, rigorosamente nenhum, quebrou o patrimônio público. não há nenhuma evidência nesse sentido. eles nem sequer estão sendo acusados disso. eita reaça…

Responder

    henrique de oliveira

    15 de julho de 2014 às 09h18

    Eles não quebraram nada , simplísmente mandam quebrar

    Responder

Maria

14 de julho de 2014 às 22h27

E quem é q patrocina esses mascarados? E qual é a ideologia deles? Na cabeça do povão, eles não passam de baderneiros. Não são? O q foi q eles já fizeram além d quebrar tudo q encontram pela frente? Matar trabalhador, incendiar fusquinha caindo os pedaços e destruir parada d ônibus, isso é protesto contra o capitalismo selvagem, é?

Responder

Eduardo Londero

15 de julho de 2014 às 00h17

Quando estouram a cabeça de uma pessoa já não são inofensivos. Quando queimam um fusca com uma família dentro tampouco. Quando soltam aqueles rojões dentro do metrô são criminosos. Quando afirmam sérios e compenetrados que vivemos em uma ditadura já não são certos da cabeça. Gente maluca, perigosa e decidida, precisa receber algum tipo de alerta. E quem comete crimes precisa ser processada. Se a prova ou o processo não são perfeitos, cabe ao juiz responsável decidir. Não é o presidente da Associação de Juízes que vai dar pitaco em público sobre o trabalho do colega.

Responder

wanderley farage pedroza

14 de julho de 2014 às 20h11

Apenas dois detalhes; Não foi a polícia que prendeu. Foi um Juiz que mandou prender após uma investigação de mais de 10 meses. Segundo, mataram um cinegrafista da Band e não foi a polícia foram eles. Estavam procurando um cadáver para usar nas eleições e se deram mau, foram eles que mataram e não a polícia.

Responder

Mauricio Baragli

14 de julho de 2014 às 23h10

” Esses jovens, muitos deles professores e pessoas inofensivas, sem falar nos adolescentes, foram presos sem que tenham cometido crime algum ” E destruir patrimonio público não é crime nao!? Sejam mais criativos, durante a ditadura artistas encontraram meios de manifestar sem depredar patrimônios e empresas particulares! Sou contra a esse tipo de conduta e creio que a maioria de bom senso concorda! Por mais que achamos que tem muita coisa errada não acho que destruir o país todo irá adiantar.

Responder

Ivan da Costa

14 de julho de 2014 às 23h04

Deus que nos livre de termos que viver a paranoia dos norte americanos! Nossas policias ainda seguem a doutrina da seguranca nacional, ditada pelo SNI!

Responder

Ivan da Costa

14 de julho de 2014 às 19h56

Aprendi que viver livre tem um alto custo! Talvez seja o mais alto! E como tu relatas, tem que envelhecer para sentir! Texto magnifico!

Responder

Guilherme Preger

14 de julho de 2014 às 22h26

“É preciso manter vigilância sobre uma pessoa cujas opiniões políticas flertam com a violência antidemocrática”. há então uma violência democrática que deve ser inteiramente legítima? a ideia de uma tornozeleira eletrônica para manifestantes e de uma “reeducação civil” ao estilo “maoísta democrata” chega a ser nauseante. O Cafezinho está há tempos flertando com as justificativas para ações arbitrárias e violentas da polícia “democrática”. No fundo desse artigo há um raciocínio do tipo “ok é errado prender manifestantes antes que eles cometam alguma “violência”, mas bem feito para eles mesmo assim”. Esses jovens, muitos deles professores e pessoas inofensivas, sem falar nos adolescentes, foram presos sem que tenham cometido crime algum. Isso basta para uma condenação firme ao regime “democrático” que acha normal uma ação como esta. Lindberg fez uma nota de repúdio porque sabe que deve a esses manifestantes a sua candidatura que não teria a menor condição de ocorrer se a popularidade de Cabral não tivesse derretido em função dos protestos. Mas afinal, por que se cala a secretária Mária do Rosário?

Responder

Edir

14 de julho de 2014 às 19h21

De que vive Sininho ? Miguel procure nos informar. Quem paga o aluguel, alimentos, roupas de marca .
Confesso que estou enojada do PSOL.
A prisäo foi correta. Acho que o trabalhador está de saco cheio com essas pseudas manifestacöes atrapalhando o transito, fazendo com o trabalhador depois de um dia longo de trabalho ainda tem de enfrentar esse inferno dessa gente desmiolada nas ruas badernando. Ficaria muito contente se a policia botasse a Sinhinho para lavar prato do cedeiäo.

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Liz Almeida

14 de julho de 2014 às 19h16

Se a polícia tem provas claras de que estavam planejando protestos com violência e depredações, concordo com as prisões, afinal isso constitui crime segundo o código penal.

Só acho que deveriam apresentar essas provas o quanto antes, pode ser que eu esteja mal informada, mas até agora não vi a imprensa divulgar. Em outras situações a polícia já teria vazado…

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Liz Almeida

14 de julho de 2014 às 19h11

Se a polícia tem procas

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Ricardo

14 de julho de 2014 às 18h26

Corretíssima a prisão desses babacas, coxinhas que não sabem o que querem.

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    Luiza

    23 de julho de 2014 às 01h17

    Você conhece cada um deles? São babacas e coxinhas que não sabem o que querem? Por que vc diz isso? Sabe do que estão sendo acusados? Concorda com as acusações? Analisou as provas? Se forem culpados, devem cumprir o que manda a lei. Mas ate o momento essas prisoes sao arbitrarias e manipuladas por gente interessada na criminalizacao de movimentos sociais. Fico indignada com gente sem argumento.

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roberto

14 de julho de 2014 às 17h28

Esta tal de Sininho e outros da seita “contra tudo” empobreceu a participação política, criminalizou a política, “carnavalizou manifestações” todas elas “niilitas” e violentas tinham “o nada” como alvo, nos não nos tornamos uma sociedade menos civilizada mais anarquistas e alienados politicamente. Para sintetizar esta “sininho” e sua trupe foram uns “bostas” para a democracia e somente involuiu a consciência política dos jovens.

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Milton Roberto

14 de julho de 2014 às 20h27

Tudo que lamento é o uso de pessoas, vemos dos 2 lados o interesse como norte das ações, Sininho esta longe de ser um pessoa despolitizada, mas vemos e conversamos com muitos jovens que são usados para determinados fins, assim como os que se veem contra os das ruas, usarem do mesmo esquema, insuflar os alienados para justificar determinados fins, mas não vejo alguém propor mudanças no atacado ,ficamos no varejo, pois para mudar certos lideres de movimentos perderia o seu quinhão, afinal mudanças requer dialogo e como fazer com os que institui como meta o grito e quebradeira, assim o método alimenta os 2 lados e o que sobre é porrada para todos, me bate, me prende, que eu quebro tudo e arrebento também, quando teremos luz para nos unirmos em torno de uma reforma politica e depois reforma dos meios, do judiciário, formação de uma nova policia mais federalizada saindo da merce de qualquer governador e suas vontades, continuaria esta mesma policia , porem não se contrataria mais para ambas , apenas para nova policia com formação e ação compartilhada e federalizada, policias das existentes poderiam ingressar na nova policia ,porem fazendo cursos de formação e submisso a um conselho nacional de segurança que iria gerir a nova policia.

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zilda

14 de julho de 2014 às 17h22

Se os partidos se manifestam é oportunismo eleitoral. Assim fica difícil. Não entendi essa postura de Miguel. Se esses dois partidos não tivessem um histórico de defesa de direitos e da democracia vai lá. Mas sempre o fizeram. Discordo de você.

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Vitor

14 de julho de 2014 às 16h37

Mas eles não foram presos por formação de quadrilha ou algo do tipo? A polícia não tinha provas, inclusive de negociação de explosivos?

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Arlindo

14 de julho de 2014 às 16h29

Miguel,
Li hoje cedo mais ou menos 10 artigos sobre essas prisões absolutamente indesejáveis. De todos o melhor artigo é este seu. em suas palavras encontrei os melhores argumentos para condenar esse tipo de ação do Estado Brasileiro (ainda que a ordem não tenha partido do governo central). Como comentei hoje pela manhã no twitter, nós os brasileiros democratas de verdade não podemos deixar que nossas polícias militares se transformem em SS nem que nossas polícias civis se tornem Gestapos.

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    Carlos Dias

    15 de julho de 2014 às 01h24

    é, Arlindo, mas qdo mataram o cinegrafista da Band, não fosse por uma tv alemã, a culpa recairia sobre a policia do RJ….

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Tadeu Teixeira

14 de julho de 2014 às 19h26

Defender a presciência da PM é corroborar o autoritarismo. Não importa o lado em que se esteja ideologicamente, a polícia não pode prender, quem quer que seja, “por precaução”. Isso é ato de exceção típico de Estados autoritários e ditatoriais. Se o Ministério da Justiça não se manifestar, inclusive, irá evidenciar o apoio tácito (?) do governo federal a isso.

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Renato Kern

14 de julho de 2014 às 16h24

Tá bom, velhinho. Dá próxima vez a gente deixa eles saírem e pede pelo amor de Deus não quebrarem nada, nem matarem cinegrafistas com foguetes de artifício.

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Fernando

14 de julho de 2014 às 16h08

Entendo até certo ponto os argumento do Miguel, mas e se a Policia tivesse deixado eles soltos, o que não teriam feito na final da copa??..talvez hoje estaríamos debatendo porque a Policia é ineficiente em prever atentatos terroristas com vitimas fatais. O PIG estaria jogando no colo do Governo Federal os corpos dos Turistas mortos por esses agentes da ultra direita, infiltrados na suposta “esquerda radical”

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Carlos Dias

14 de julho de 2014 às 15h56

Bola fora,Miguel…

Volta a comentar sobre pasadena…

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Jose Pereira Pereira

14 de julho de 2014 às 18h45

Quem teve seu patrimonio brutalmente atingido por esse pilantras , ( seguro nao cobre ), vai achar normal esse protesto?
E a lei em defesa deste cidadão que perdeu seu patrimônio por pilantras sem Ética e moral para reclamar de alguma coisa?
Cadeia e indenização são o mínimo em um país civilizado.

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Guto Pires

14 de julho de 2014 às 15h39

Miguel, publico a seguir um post do Nilson Lage, no facebook, que me representa muito sobre as manifestações de protesto da Anistia Internacional em relação às prisões supostamente preventivas.
“Este é o caso da aplicação de um princípio geral a um caso particular. Por exemplo, esse, de Platão: “Se todos devem ter direito à posse de seus bens, deve-se entregar armas aos loucos”.Ou esse outro: “Se todos os homens têm direito à liberdade, devemos soltar todos os criminosos presos”.
O princípio geral é o de que manifestações de protesto fazem parte da democracia.
O caso particular é a situação, hoje, no Rio de Janeiro: no mesmo lugar, em clima de paixão e rivalidade, concentram-se dezenas de milhares de estrangeiros, motivados e temperamentais. O mesmo evento reúne os governantes de 15 nações, afora autoridades de todos os níveis. Uma concentração de jornalistas como poucas vezes acontece estará presente para dar a maior repercussão a tudo que aconteça.
O estado nacional que, num contexto desses e com os antecedentes de ação dos black blocs, não cuidasse de prevenir distúrbios seria irresponsável.
Quem supõe a possibilidade de omissão em tal nível ou é ingênuo ou malicioso. Anistia Internacional e OAB Rio podem julgar-se no dever de defender os princípios democráticos, mas não têm o direito de ser ingênuas.”

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Ednaldo Barbosa

14 de julho de 2014 às 13h45

Sabe de nada inocente coxinha. O Rio de Janeiro tomado de Argentinos raivosos junto com Black Block ensinando como quebrar carros em concessionárias e portas de bancos daria no que mesmo?

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Daniel

14 de julho de 2014 às 13h19

O detalhe fundamental é que a nossa sociedade ainda está na Idade Média, Miguel. A nossa “elite” acredita que a “plebe” é obrigada à obedecer as suas ordens sem questionamentos e reage com violência à qualquer questionamento (como na idade média). E não há como argumentar com alguém que acredita que é “direito divino” dele mandar em você.

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O Cafezinho

14 de julho de 2014 às 16h18

Rodrigo Morais evidente que qualquer medida coercitiva do Estado tem algo de violento, e é evidente tb que só pode ser tomada se houver alguma condenação por parte do Judiciário. Estou falando de penas alternativas, que evitem a brutalidade máxima, a meu ver, que é levar jovens ativistas a um presídio cheio de bandidos perigosos. Citei a “tornozeleira” numa situação “radical”.

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Toga

14 de julho de 2014 às 13h15

O pior do Brasil é o brasileiro meso.
Não bastasse a polícia prender na rua com falsas acusações e provas agora eles fazem isso dentro da sua casa! E tem gente que aprova!

Volta Jesus! Volta logo!

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Rodrigo Morais

14 de julho de 2014 às 16h09

De toda forma ainda é bastante autoritário imaginar colocar tornozeleira em gente que não foi condenada, assim como obrigar pessoas a escreverem textos se explicando, quando elas não querem. Isso não seria ampliar (e formalizar) a prerrogativa que a polícia se arroga de punir sem o devido processo legal? Com uma prerrogativa destas em mãos, todos os movimentos sociais estariam cangados em 5 minutos, e sabe-se lá quem seriam os próximos (quem sabe blogs ‘sujos’, rs?).
A única coisa que justifica sanções é o cometimento de um crime, não a probabilidade – presumida – de que se vai cometer.
Escolher a meia dúzia que mostraram a cara pra prender só mostra que quem esconde a cara é um monte de coisa, menos maluco. Vale lembrar que o choque tampa a cara pela mesma razão dos manifestantes, isto é, medo do tal devido processo legal.

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O Cafezinho

14 de julho de 2014 às 16h08

Loscar Carlos Mello Se a Dilma não deu um pio em relação às arbitrariedes cometidas pelo STF não será agora que irá enfrentar o Judiciário. A situação dela é delicada. Quem poderia se manifestar são os partidos, exigindo ao menos transparência nesses processos.

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Loscar Carlos Mello

14 de julho de 2014 às 15h59

Miguel, detenções sem indiciamentos não é crime? Acho que concordamos que sim. Lamento muito a Dilma não ter se pronunciado sobre o assunto. Não que não entenda a razão do silêncio da nossa presidente, apenas não aceito. Alguns dos presos fazem parte de setores que formam a base de apoio político-ideológico do governo. E isso pode contar em um futuro próximo, ali em outubro…

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