Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

PSDB fez media training em CPI. E agora?

Por Miguel do Rosário

06 de agosto de 2014 : 12h23

O Brasil tem duas Constituições, dois sistemas penais, dois parâmetros morais, dois padrões jornalísticos.

De um lado, pode-se fazer tudo. Desvia-se um bilhão de reais. Abre-se conta na Suíça para guardar esse dinheiro. Uma emissora sonega centenas de milhões. As informações vazam com documentos, provas, testemunhos.

Ninguém faz nada. Ninguém fala nada. Está tudo certo.

Do outro lado, pega-se um ministro comprando uma tapioca em Brasília. É acusado de usar indevidamente o cartão corporativo. O ministro diz que o cartão pode ser usado imediatamente fora de Brasília e por isso se confundiu. Pede desculpas e paga a tapioca do próprio bolso.

Cai o mundo. Cai o ministro.

Vejamos o novo “escândalo”.

O PSDB sempre fez media training em CPI, aberta e francamente. Inclusive divulga a estratégia para os jornais, que publicam a notícia.

governo-treina

A descoberta da notícia é do colega Stanley Burburinho, e foi publicada no blog Conversa Afiada.


A notícia é tão corriqueira que não merece nenhuma manchete, nenhum editorial, nenhuma indignação. É uma coisa normal. A CPI interessa à oposição, não ao governo, que tem preocupações outras. Governar, por exemplo.

Quando é o PT que faz a mesma coisa, é uma “fraude”, um “escândalo”!

Imaginem um ministro de Minas e Energia responsável pela crise do apagão de 2001 a 2002, que surrupiou bilhões de reais da economia e destruiu milhões de empregos.

Imaginem que esse mesmo ministro também estava à frente do Conselho de Administração da Petrobrás no momento em que a P-36, a maior plataforma de petróleo do mundo, afundou. Prejuízo: incalculável, porque a plataforma parou de produzir e morreu gente. Teríamos que calcular quanto custa construir uma nova plataforma, quanto se perdeu ao deixar de explorar petróleo por tantos anos e as consequências dessa queda de produção na balança comercial, e todo efeito-cascata disso.

Imaginem que rigorosamente a mesma pessoa também se envolveu com uma confusa troca de ações com uma subsidiária da Repsol na Argentina, provocando prejuízos de quase US$ 3 bilhões (em valores não atualizados).

Imaginem que esse indivíduo infeliz pertence ao grupo que governou o país por oito anos e hoje está na oposição.

Pois bem, agora a grande piada do milênio.

Imagine que esse mesmo ministro, após todas as cagadas que fez, se torna membro do Tribunal de Contas da União (TCU) e relator de um processo contra… a Petrobrás, a principal estatal do governo dominado pelo partido adversário.

A situação encaixa-se perfeitamente num romance fantástico de Gabriel Garcia Márquez.

A mídia, por sua vez, não faz nenhuma ponderação ao fato de José Jorge, ministro do TCU, ter um histórico incompatível com a necessidade de avaliar a Petrobrás com imparcialidade.

A bem da verdade, quem deveria ser investigado numa CPI é o próprio José Jorge.

Sob sua gestão, a Petrobrás não comprou nem construiu nenhuma refinaria, e sim vendeu as que tinha.

Para a imprensa brasileira, o escândalo é quando a Petrobrás amplia sua produção, o seu patrimônio e o seu faturamento.

Quando vende o que tem a preço de banana, na bacia das almas da especulação internacional, aí ela está “se modernizando”.  Ninguém investiga as negociatas das privatizações.

Abaixo, artigo do Paulo Moreira Leite, sobre o mesmo tema.

*

ONDE ESTÁ JOSÉ JORGE?

por Paulo Moreira Leite, em seu blog.

5 de agosto de 2014 –

O destino de José Jorge, ministro do TCU, relator de cinco denúncias contra diretores da Petrobrás, é alvo de justas preocupações por parte da CPI.

Ele já foi convidado para dar depoimento mas não disse nem sim nem não e, a qualquer momento pode ser convocado pelos parlamentares para dar depoimento e, neste caso, será obrigado a comparecer. A requisição do senador Antonio Carlos Rodrigues, de São Paulo, está pronta para ser debatida e votada.

O TCU, não custa lembrar, não é um poder autônomo. É um órgão auxiliar do Legislativo, a quem presta assessoria jurídica.

José Jorge chegou ao tribunal por indicação de Fernando Henrique Cardoso e, antes disso, foi ministro das Minas e Energia durante o reinado tucano. Na condição de ministro, presidiu o Conselho Administrativo da Petrobrás e ocupava o posto quando ocorreram dois desastres na empresa.

O primeiro foi uma ruinosa troca de ações com uma subsidiária da Repsol, na Argentina. Prejuízo estimado: US$ 2,5 bilhões. O segundo foi o naufrágio da P-36, plataforma oceânica, responsável por 6% do petróleo do país. Prejuízo estimado: US$ 1 bilhão por ano.

Referindo-se aquele período em que José Jorge era o manda-chuva na área de energia brasileira, a revista VEJA fez uma observação curiosa, sem dar nomes, mas reveladora do que se passava na maior empresa brasileira:

“Um urubu pousou no ombro da Petrobras e nada consegue espantá-lo”.

Você já fez as contas: no armário de José Jorge guarda-se um esqueleto equivalente, por baixo, a cinco vezes aquele prejuízo que, em teoria foi produzido pela compra de Pasadena. Detalhe: Pasadena existe, refina petróleo e pode dar lucro. Se a economia americana mantiver o ritmo deste ano, o prejuízo registrado na compra. Quanto a plataforma naufragada, hoje serve de moradia para lagostas, peixes coloridos e outros animais estranhos que habitam o fundo do mar. Irreversível, a troca de ações fez a alegria de mão única de quem empurrou o mico para os cofres brasileiros.

Não se deve colocar o carro na frente dos bois e incriminar José Jorge por aquilo que ocorreu sob sua gestão. Todos são inocentes até que se prove o contrário, certo?

Mas, com todos estes números no currículo, José Jorge conseguiu ser o relator de cinco “missões investigativas” realizadas para apurar a denúncia de Pasadena. Vamos ser simpáticos.

Imagine se, um dia, quando deixar o governo, o atual ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, vai parar no TCU. De repente, surge uma denúncia sobre a Repsol, ou sobre a plataforma, José Jorge vai parar na berlinda e Lobão vai parar na berlinda. Pode? Claro que não. O conflito de interesses seria óbvio demais para ser ignorado.

Estamos falando de um personagem múltiplo, que às vezes faz o papel de raposa e em outros, de galinha e, quem sabe, daquele urubu sugerido pela VEJA. Como imaginar que possa ter isenção para examinar, julgar e condenar?

É neste jogo de sombras que a oposição procura manter o interesse sobre a denuncia contra a Petrobrás. É um fracasso recorde, vamos combinar. O Congresso fez duas CPIs para investigar o caso e nenhuma delas trouxe qualquer novidade substancial – apenas confirmou aquilo que era possível perceber depois dos primeiros depoimentos.

Essa é a utilidade do factóide da semana, em torno das reuniões dos dirigentes da Petrobrás que antecederam seus depoimentos. Só o puro interesse político-eleitoral pode tentar tranformar uma banalidade em escândalo, distorção assinalada hoje pelo mestre Jânio de Freitas. Ele escreveu: ”Não pesquisam nada, não estudam nada, apenas ciscam pedaços de publicações para fazer escândalo. Com tantos meses de falatório sobre Petrobras e seus dirigentes, o que saiu de seguro (e não é muito) a respeito foi só por denúncias à imprensa. Mas a Petrobras sangra, enquanto serve de pasto eleitoral.”

Incapaz de apontar para irregularidades reais, consistentes, que seria de interesse de todos investigar, a oposição monta um circo em torno dos bastidores, como se ali tivesse ocorrido uma trama para iludir o país.

É de rir – quando se recorda que a a maioria das questões colocadas pela CPI eram públicas, estavam no site do senado e podiam ser consultadas por qualquer pessoa. Qualquer parlamentar que tivesse alguma questão surpreendente, fantástica, bombástica, também teria direito a colocar sua questão e, heroicamente, desmontar a conspiração. As câmaras e microfones estavam ali, ávidos, famintos, a espera justamente de uma cena como esta.
Só que para isso era preciso ter consistência, informações, conhecimento.

Sob outro aspecto, também é o caso de chorar. A oposição só não participou da CPI do Senado porque não quis, preferindo fazer o teatrinho da denuncia. Mas foi até o STF garantir outra CPI, a segunda, para tratar do mesmo assunto, que nada apurou nem demonstrou de relevante. Quer convencer os brasileiros, agora, que a CPI nada descobriu porque os diretores combinaram as respostas. Não dá para acreditar na pura ingenuidade de tantos políticos veteranos.

Ou contavam com a disposição dos acusados para se autoincriminarem, ainda que estes sempre tenham afirmado que as denúncias eram falsas.

Ou já sabiam de antemão que nada havia para ser descoberto e que o importante era manter o clima inquisitório – de grande utilidade na campanha eleitoral.

O ponto é este. Chamados a depor, os acusados compareceram a CPI e prestaram todos depoimentos necessários. Se algum ponto relevante ficou para ser esclarecido, ninguém lembrou de perguntar.

Os depoentes receberam orientação de advogados e assessores, o que é natural num ambiente agressivo, onde provocações, frases de efeito e acrobacias perante câmaras de TV são o trunfo de cada parlamentar-inquisidor, treinado em jogar para a platéia que tudo acompanha de casa.

Se não fossem prestar este serviço, por que seriam contratados, muitas vezes à peso de ouro?

Invertendo o sinal: alguém acha que os deputados e senadores da oposição buscam informações num convento de freiras? Preparam perguntas e montam cenários lendo poemas barrocos? Seria este um mundo sem promessas obscuras, negócios prometidos, recompensas insinuadas?

A questão real, sabemos todos, é outra.

Mesmo reunindo o tradicional adversário do PT, e dois ex-ministros de Lula que agora frequentam outro palanque, a oposição não consegue ser uma ameaça ao governo. Suas intenções de voto, somadas, nunca estiveram tão baixas, lembra Maurício Puls, no artigo “Sem rumo,” publicado na Folha de S. Paulo no último sabado. Este é o combustível do dia. O resto é teatro.

Bonner


 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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66 comentários

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Rafael Santos

14 de agosto de 2014 às 15h55

Fora do assunto mas não poderia deixar de cumprimentar a moderação deste site por, apesar de ser um site com notório viés de esquerda, permitir as manifestações discordantes.

Muitos veículos, sejam “mais à direita ou esquerda”, não possuem um espaço onde possa ocorrer um debate livre.

Responder

marco

07 de agosto de 2014 às 21h07

Sr.do Rosário.Esses que postam comentários,defendendo a turma que defende os ricos,acham absurdo,o Pt e aliados,tirarem dos ricos,pra distribuir com os pobres.Estou falando desses que alegam que pagam impostos e tal,no mínimo,são também,sonegadores!Devem ser fãs,do Hobin Hood,que tirava dos ricos,para dar para os pobres.Ora,sr.do Rosário,o senhor é um democrata,em dar ouvidos pra essa gente.Eles devem odiar pobres,quela gente sem modos e suja,que não sabe nem falar,sem dentes,com um monte de filhos.O que eles gostam mesmo,é estar pendurados nas genitálias de qualquer rico que apareça.Sr.do Rosário,vá ser democrata assim,lá em Paquetá.Essa gente,precisa mesmo,é de umas palmadas,nas bundas gordas e brancas.

Responder

    Rafael Santos

    14 de agosto de 2014 às 12h35

    E você seria o bastião da moralidade e o juiz para definir as bundas gordas a apanhar? E ainda diz que nós somos os que odeiam, os sem modos, os sujos!

    E realmente a cúpula do PT é extremamente pobre… então faz todo o sentido essa comparação com Robin Hood né?

    Os bancos nunca lucraram tanto como no governo do PT, os números estão aí, basta tirar a venda dos olhos e procurar! Essa baboseira de tirar aos ricos para dar aos pobres é de uma ignorância tão grande que me pergunto se alguém realmente acredita nisso!

    Responder

      Miguel do Rosário

      14 de agosto de 2014 às 13h20

      Prezado, saneamento de bancos, em anos anteriores, custou R$ 170 bilhões. É melhor ter banco lucrando do que falindo e o governo tendo que tampar o buraco.

      http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/financas/20131108/maioridade-proer/5347.shtml

      Responder

        Rafael Santos

        14 de agosto de 2014 às 14h12

        Prezado Miguel, existe uma enorme distância entre a falência e recorde histórico de lucros. Tenho certeza de que sabe isso.

        Ademais, o exemplo dos bancos foi somente um dentre vários possíveis.

        Poderia ter usado o crescimento astronômico de algumas empreiteiras que possuem maior intimidade com o governo. Poderia também usar como exemplo o surgimento de potências na área da agropecuária, como a polêmica Friboi, em detrimento à agricultura familiar.

        Não faltam exemplos para mostrar que o governo não é este Robin Hood político como pintado pelo Marco.

        Responder

marco

07 de agosto de 2014 às 20h35

Pois eu acho mais justo,se for verdade o que muitos ai acima dizem,que o PT é ladrão,mais vale pobres roubarem de ricos,que ricos de pobres.Pois o PT,era ate pouco,um bando de pobres e a atual oposição,um bando de ricos.Pois se os pobres roubarem dos ricos,todo o mundo fica rico e ai,se extingue o roubo!Vão todos para o inferno o céu ficará mais vazio.Como eu vou pra o céu,e não gosto de muito alarde,vou ficar numa nice!

Responder

Francisco Milton Da Silva Neto

07 de agosto de 2014 às 22h49

Fala logo, coxa.

Responder

Rafael Santos

07 de agosto de 2014 às 12h17

É só ingorância ou pura má-fé mesmo?

Vocês estão comparando duas situações COMPLETAMENTE DISTINTAS! Uma coisa é repassar um gabarito de perguntas e respontas entre investigadores e investigados, outra coisa BEM DIFERENTE e completamente natural é o partido traçar uma estratégia de defesa. Me indiquem somente uma situação onde isto não ocorre!

Ademais, tem Petista até hoje lamuriando a venda da Vale… sério mesmo? Não estou com paciência de pesquisar mas caso não saibam houve um relatório do próprio PT APROVANDO a negociação. Se não acreditarem ou continuarem a negar a verdade em menos de 1 minuto de pesquisa tenho certeza que encontro o link e posto aqui.

Responder

    Miguel do Rosário

    07 de agosto de 2014 às 12h22

    As situações são completamente iguais. Quer dizer, é muito pior para o lado tucano, porque esse tem um histórico de jamais sequer aceitar a instauração de CPIs, como vemos em São Paulo.

    Quanto à Vale, a privatização foi um roubo. Vendemos por US$ 3 bilhões o que hoje vale mais de US4 300.

    Responder

      Rafael Santos

      07 de agosto de 2014 às 12h40

      Como assim? A CPI de SP pode acontecer assim que o PT quiser, já que possui ampla maioria para aprovar a sua instauração! E é sério mesmo que continua achando a mesma coisa o traçar de uma estratégia de defesa e a troca absurda de um gabarito entre a CPI e os depoentes?

      Ademais, espero que incluam na CPI o metrô daqui de Porto Alegre, cuja negociação de deu nestes mesmos moldes, porém tudo realizado pelo governo federal!

      E por fim, vou ter mesmo que procurar o link do relatório onde o relator, que é integrante do PT, aprova toda a negociação da Vale?

      Responder

        Rafael Santos

        07 de agosto de 2014 às 12h45

        A melhor e mais completa defesa da privatização da Vale, assinada pelo PT:

        http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=446243

        Link oficial, direto do site da Câmara! Deve ser tudo intriga do PIG, né?

        Responder

          Gerson

          07 de agosto de 2014 às 19h15

          Esse deputado relator é o mesmo deputado que foi preso com dólares na cueca uns anos atrás em Fortaleza. Só por aí já desconfio das intenções dele ao emitir tal parecer insano, na minha opinião. Assim, desconfio muito do que está escrito ali. Lendo o relatório tenho a nítida impressão que o texto já veio pronto lá de dentro da Vale e o deputado só assinou. Não pode uma empresa que é do governo, detentora das maiores reservas mundiais de vários minérios, ser doada por 3 bilhões de dólares (com dinheiro do próprio BNDES) e estar tudo bem. Aí tem maracutaia. E das grandes. Não sei se foi por interesse político, ou interesse pessoal, mas que tem, tem.

          Rafael Santos

          14 de agosto de 2014 às 12h28

          Ok, vamos supor que este deputado tenha sido cooptado pela oposição. Teria como postar qualquer reação do partido ao relatório postado?

          Rafael Santos

          14 de agosto de 2014 às 15h52

          Sem falar que se formos considerar os envolvidos em escândalos como pessoas suspeitas, não dá pra acreditar em boa parte da cúpula do partido!

          Miguel do Rosário

          14 de agosto de 2014 às 15h56

          Não entendi.

          Rafael Santos

          14 de agosto de 2014 às 16h05

          Miguel, em relação aos últimos comentários o que eu quero dizer é o seguinte:

          Se há esta suspeita em relação ao deputado relator, pelo seu envolvimento naquele caso dos dólares na cueca, onde podemos encontrar qualquer outro material do PT refutando este material?

          E se escândalos deste tipo tornassem inválidas as afirmações, devemos desconsiderar o que foi dito por, pelo menos, os condenados no mensalão!

          Aproveito para adicionar uma novidade divulgada ontem ou anteontem (não lembro ao certo quando li), de que a Petrobras está treinando seus advogados para lidar com a CPI. Isto, assim como o media training divulgado nesta notícia, é perfeitamente normal e, volto a dizer, completamente diferente da transferência de um gabarito entre a CPI e os depoentes!

Samuel Oliveira

07 de agosto de 2014 às 12h42

Ui…magoei…

Responder

Dil Costa

07 de agosto de 2014 às 11h34

ALEXANDRE GER… DEFENDER A VEJA ? C NAUM TA VENDO NADA!!

Responder

Rodrigo Toledo

07 de agosto de 2014 às 11h24

Samuel..quem escreve “mais” quando deveria escrever “mas” nao merece que eu perca meu tempo discutindo…

Responder

O Cafezinho

07 de agosto de 2014 às 11h13

alexandre, fico contente que a politica nacional para doentes mentais permitam que pessoas como você possam ficar em casa, e ainda interagir na internet.

Responder

sergio

06 de agosto de 2014 às 23h56

E ai? Não virar capa da Veja? Os rola bostas não vão pedir a cabeça dos pseudo responsáveis?
Nada como um dia após outro. (hehehe)

Responder

Prof. Iso

06 de agosto de 2014 às 22h28

Bomba!!!!!

http://blogdojuca.uol.com.br/2014/08/o-encontro-de-dois-escandalos/

Responder

Gerson

06 de agosto de 2014 às 19h19

“Ele já foi convidado para dar depoimento mas não disse nem sim nem não e, a qualquer momento pode ser convocado pelos parlamentares para dar depoimento e, neste caso, será obrigado a comparecer. A requisição do senador Antonio Carlos Rodrigues, de São Paulo, está pronta para ser debatida e votada.” Pergunto eu: por que não foi debatida e votada até agora a convocação do José Jorge? O PT vai esperar até quando para fazer essa convocação? Ou vai fazer a convocação apenas depois da eleições?…lamentável…o PIG e a oposição correm como carros de fórmula 1 para produzir escândalos contra o governo, e o PT tem a velocidade de um fusquinha ano 60 para se defender e atacar.

Responder

Alexandre Gerhardt

06 de agosto de 2014 às 21h18

PROTEGER ESSE LIXO DE LADRÕES DO PT É COISA DE IMUNDO. ACORDA IDIOTA. É TEU DINHEIRO TAMBÉM QUE FOI ROUBADO. ENVIADO PARA CUBA. ENVIADO PARA CONTAS NA SUÍÇA. NÃO SOU PSDB. NÃO SOU COXINHA. SOU BRASILEIRO QUE TRABALHA PARA PAGAR IMPOSTOS MAIS CAROS DE MUNDO E VER ESSA PODRIDÃO. AÍ ATACAM A VEJA. COMO SE COLOCAR PARA NAÇÃO A VERDADE… É UM VÍDEO GRAVADO. É NOJENTO. É IMUNDO. É INDEFENSÁVEL.

Responder

    Gerson

    06 de agosto de 2014 às 19h39

    Nojento, imundo e indefensável é a doação da Vale do Rio Doce por míseros 3 bilhões de dólares. Isso sim, é imundo, nojento e indefensável. Doaram as maiores jazidas de Ferro e Manganês do mundo, isso sabendo que a China estava em franco desenvolvimento e iria precisar desses minérios para alavancar sua economia. Além destes elementos, a Vale detinha jazidas de quase toda a tabela periódica, incluindo aí Ouro, Prata, Nióbio, Cobre, Chumbo, Zinco e aí vai. Nojento, imundo e indefensável é a administração que o PSDB fez na Petrobras, com o “incentivo” a demissão e aposentadoria de 30.000 funcionários (a Petrobras de 60.000 empregados foi parar com a metade no ano da saída de FHC), somado a não criação de concursos por 10 anos, criando um rombo de 10 anos nas fileiras da empresa. Imundo, nojento e indefensável foi a “venda” das refinarias e o sucateamento que levou aos vazamentos de petróleo na Baia da Guanabara e no afundamento da P-36. Isso sim é indefensável, nojento e imundo.

    Responder

      Rafael Santos

      07 de agosto de 2014 às 12h27

      Gerson, o que me diz do relatório feito e assinado pelo PT em que se avalia todas as condições da venda e no final aprova a negociação?

      Precisa do link? Posso procurar caso você não saiba da sua existência.

      Responder

      Rafael Santos

      07 de agosto de 2014 às 12h48

      É tão indefensável que a a melhor e mais completa defesa da privatização da Vale foi assinada pelo PT:

      http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=446243

      Link oficial, direto do site da Câmara! E agora? Tudo intriga da oposição?

      Responder

        Gerson

        07 de agosto de 2014 às 14h12

        Esse relatório deve expressar somente a opinião pessoal do deputado, aliás opinião completamente errada e estranha no meu entender, o que me leva a suspeitar dos interesses pessoais por trás dessa opinião. No meu entender esse deputado (e os que compartilham com sua opinião) deveria(m) ser investigado(s) internamente pelo partido. Sua opinião só serve para os entreguistas de plantão.

        Responder

          Gerson

          07 de agosto de 2014 às 14h24

          Aliás, a opinião atual do deputado é a seguinte (retirado de uma matéria publicada no OGlobo): “O feito é emblemático e diferencia nitidamente o projeto do PT e o do PSDB. Exemplo: o patrimônio da Companhia Vale do Rio Doce foi totalmente privatizado por FHC por irrisórios R$ 3 bilhões…”

          Rafael Santos

          07 de agosto de 2014 às 14h58

          Claro, apesar de todos os argumentos e números apresentados…

          Interessante o teu raciocínio!

          Me admira que nenhuma outra ala do partido se manifestou oficialmente à época, muito menos contestaram a argumentação do relator.

          Me parece que os “entreguistas” estava certos, afinal.

          Rafael Santos

          07 de agosto de 2014 às 14h58

          estavam*

          Rafael Santos

          07 de agosto de 2014 às 15h08

          E por fim: o que é mais confiável?

          Uma matéria do OGlobo, que é taxado constantemente de falacioso e não confiável ou um relatório oficial postado no site da Câmara?

          E mesmo que seja verdade (e EU REALMENTE acredito que seja) a matéria, isto só comprova que o PT pode até ser políticamente contra a privatização da Vale, mas tecnicamente se viu impedido de condenar.

Alexandre Gerhardt

06 de agosto de 2014 às 21h18

PROTEGER ESSE LIXO DE LADRÕES DO PT É COISA DE IMUNDO. ACORDA IDIOTA. É TEU DINHEIRO TAMBÉM QUE FOI ROUBADO. ENVIADO PARA CUBA. ENVIADO PARA CONTAS NA SUÍÇA. NÃO SOU PSDB. NÃO SOU COXINHA. SOU BRASILEIRO QUE TRABALHA PARA PAGAR IMPOSTOS MAIS CAROS DE MUNDO E VER ESSA PODRIDÃO. AÍ ATACAM A VEJA. COMO SE COLOCAR PARA NAÇÃO A VERDADE… É UM VÍDEO GRAVADO. É NOJENTO. É IMUNDO. É INDEFENSÁVEL.

Responder

Jose Ramos Ramos Filho

06 de agosto de 2014 às 20h37

Cade a mídia para divulgar essa canalhice.

Responder

Vitor

06 de agosto de 2014 às 16h57

Miguel, reparou que o que começou isolado na Veja se espalhou pela “mídia”? Abraços

Responder

Jota

06 de agosto de 2014 às 16h15

Olha quero que a Dilma ganhe no 1º turno, mas bem feito para ela que não quis a lei da midia.

Responder

Jone Oliveira Lima

06 de agosto de 2014 às 18h55

A Petrobrás estava bem quando iria ser privatizada? Afundaram a P-36 para vender mais barato. Esse foi o legado do PSDB para com a empresa.

Responder

Vitor

06 de agosto de 2014 às 15h04

Não sei se isso é exatamente igual, mas concordo com Miguel nesse assunto! Não vi nada demais do que o PT fez… Se a oposição quisesse fazer perguntas sem gabarito, que fizesse, oras…

Responder

    sergio

    06 de agosto de 2014 às 23h59

    A montanha da Veja pariu um rato.

    Responder

Samuel Oliveira

06 de agosto de 2014 às 17h43

Eu não sou coxinha, mais penso como coxinha, escrevo como coxinha, argumento como coxinha.
Entendi.

Responder

Maria

06 de agosto de 2014 às 14h22

A mídia poderosa, aquela chamada de PIG, faz parte da mesma quadrilha que estão alojados a maioria dos políticos de direita. Naturalmente eles vão defender os seus, os outros são inimigos e vão ser combatidos com todas as armas disponíveis para eles. Esse pessoal não está nem aí com Brasil e povo brasileiro. Eles não tem escrúpulo para defender os seus membros e vão até as últimas consequências para isso. Vocês acham que eles estão preocupados em coerência de informação, justiça com todos, tratamento igual, etc.? Eles sabem quem eles são, que o poder deles está em risco, pois um país democrático e justo é a morte pra eles, eles tendem a desaparecer em um mundo assim. Eles só crescem em uma republiqueta das bananas. Liberdade de imprensa? Isso é somente fachada, não existe e eles não querem a verdadeira liberdade de imprensa. E novamente, eles são a mesma quadrilha e vão defender os seus nem que preciso seja matar.

Responder

Rodrigo Toledo

06 de agosto de 2014 às 17h21

Eu nao sou coxinha e nao é preciso ser gênio para ver que algo muito sujo acontece na petrobras…é ser muito burro achar que está tudo bem.

Responder

    Marcos

    06 de agosto de 2014 às 16h19

    Sim, algo muito sujo e preto.. ahh sim, petróleo do Pré-sal, que bateu o recorde recentemente de 500 mil barrris/dia. Meu caro, a petroprás cresceu quase 20x desde que o Pt assumiu o governo, vá se informar antes de sair repetindo mentiras envenenadas.

    Responder

Felipe Almeida

06 de agosto de 2014 às 17h20

Pra ele, liberdade de imprensa é uma via de mão única, pena que ele não sabe nada, inocente.

Responder

O Cafezinho

06 de agosto de 2014 às 17h17

Medo da “média”? ahaha

Responder

Marcio Renné

06 de agosto de 2014 às 17h01

Leu na Veja, foi? Azar o seu. Quem mandou chafurdar no lixo.

Responder

Marcio Renné

06 de agosto de 2014 às 16h59

Discutir com coxinha é como querer entrevistar senador do PSDB; ele vai mandar você pra puta que pariu, vai dizer que vai comer teu cu e, se puder, ainda vai mandar te prender.

Responder

Alexandre Gerhardt

06 de agosto de 2014 às 16h59

esse medo da média… esse pavor da liberdade de impressa é coisa de ditadura comunista

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Eller

06 de agosto de 2014 às 13h39

Se fazem isso numa CPI, imagina nos concursos publicos pelo Brasil.
A PF e o MP deveriam apurar o grande numero de militantes petistas passando em concursos publicos com o gabarito antes da prova.

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    Miguel do Rosário

    06 de agosto de 2014 às 14h26

    Ué, mas se você pensa assim, então PF e MP também estariam dominados por “militantes petistas”. Tem concurso público lá também. Ou seria na verdade, uma grande babaquice de sua parte? Quer fugir do debate político para criminalizar o adversário, nem que seja a base de mentiras e calúnias.

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Eller

06 de agosto de 2014 às 13h35

Sao casos totalmente diferentes.
O PT deus as perguntas com o gabarito, ou seja, com as respostas que o Palacio do Planalto queria que fossem dadas para livrar a Dilma.

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    Miguel do Rosário

    06 de agosto de 2014 às 13h43

    Diferentes nada. Rigorosamente iguais. CPI não é uma investigação tradicional, feita sob proteção da Justiça. É um circo político, transmitido ao vivo, onde os personagens precisam ser treinados, sim, pelos agentes de seu campo, para enfrentar o show da mídia e da oposição. É muito raro haver novidades em depoimentos, até porque as pessoas nem são obrigadas a falar nada. Quando aparece alguma novidade num depoimento, muitas vezes é mais fruto da confusão do depoente do que da verdade dos fatos. O lado verdadeiramente investigativo da CPI ocorre nos bastidores, com a quebra de sigilos e investigações feitas por comissões especializadas.

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      Eller

      06 de agosto de 2014 às 14h39

      Vamos analisar de outra forma:
      O diretor de uma empresa é acusado pela presidente do Conselho de elaborar um relatório cheio de falhas, que a levou a aprovar um negócio que se revelou ruim. Mas o diretor, embora em outro posto, continua diretor por longos e longos anos. Um dia, quando o negócio se torna conhecido, o referido diretor é demitido. Mesmo assim, recebe total assistência da empresa que o demitiu, com treinamento especializado para depor na CPI e direito de formular as perguntas a que vai responder.

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        Marcos

        06 de agosto de 2014 às 16h22

        Vamos ver assim 2. Um cara afunda uma plataforma inteira, vende um monte de refinaria a preço de banana, continua em seu partido o PSDB e vira relator da CPI da Petrobrás.. Meu amigo, o diretor da Petrobrás errou a curto prazo, mas a imprensa MENTE nos valores. O Prejuízo foi muito menor do que o anunciado. E a longo prazo se pagará..

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          Eller

          06 de agosto de 2014 às 18h36

          DISCUTIR COM PETISTA É COMO JOGAR XADREZ COM POMBO.ELE VAI DERRUBAR AS PEÇAS,CAGAR NO TABULEIRO E SAIR DE PEITO ESTUFADO CANTANDO VITÓRIA

          Eller

          06 de agosto de 2014 às 23h32

          Voce é vidente por acaso?
          Como você pode provar que foi um erro de curto prazo? Voc? viu muito Chavez quando era pequeno e previu que os movimentos do diretor da petrobras foram friamente calculados para dar um enorme prejuizo agora mas que num futuro não muito distante se provará um bom negócio?
          A vá! E outra, o PT está a 12 anos no governo e nunca provou essa teoria da conspiração de que o FHC afundou a P32 pra poder vender a petrobras a preço de banana.Isso é aquele tipo de mentira de que tanto foi repetida começa a ser aceita como realidade pela cabeça dos militontos imcapazes de pensar por sí próprios!

          Anônimo

          06 de agosto de 2014 às 23h36

          Eller
          Duro mesmo é seu argumento de que são coisas diferentes, tentando desesperadamente livrar a cara da mídia corporativa e moralismo seletivo dela. Se PSDB faz, divulga e tudo bem. Se PT faz vira escândalo, para tirar de foco maracutaia do Aécio com aeroportos clandestinos e possível relação com helicóptero apreendido pela polícia com cocaína.

Felipe Almeida

06 de agosto de 2014 às 16h22

E a Veja(e seus “leitores”) não vão questionar essa fraude? hahaha O PSDB pode, né?! hahah

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Regina Vieira

06 de agosto de 2014 às 16h12

os direitistas pelas vias tortas…

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Samuel Oliveira

06 de agosto de 2014 às 16h00

Perguntas da CPI estavam disponíveis no site do Senado, diz Petrobras

http://www.valor.com.br/politica/3639524/perguntas-da-cpi-estavam-disponiveis-no-site-do-senado-diz-petrobras#ixzz39d0yxxwZ

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Rogerio Indep

06 de agosto de 2014 às 15h51

O PSDB, PTB, PSD, PQP é que são “ótimos”, um mar de rosas, vivíamos com suíços né ?

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Alessandro Pacheco

06 de agosto de 2014 às 15h41

Kkkkkkk esse petistas são comédia kkkk

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Luiz

06 de agosto de 2014 às 12h32

SEU MERDAS !!!!!!!

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Paulo Parazzi

06 de agosto de 2014 às 15h31

Para o PT tudo que for pra ferrar o povo, é legal!

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Rodrigo Toledo

06 de agosto de 2014 às 15h26

O estudante faz simulados antes do vestibular, estuda sobre os temas a serem cobrados, isso é legal….ter acesso à prova antes dela ser aplicada, isso é coisa do PT

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