Vila Militar do Chaves (Adnet satiriza Bolsonaro)

Governo tucano difama Raul na Wikipédia

Por Miguel do Rosário

09 de agosto de 2014 : 21h43

A manchete é irônica. Mas segue rigorosamente a lógica da Globo, cuja manchete foi justamente: “Planalto altera perfil de jornalistas na Wikipédia com críticas e mentiras”.

E não é mentira, por incrível que pareça.

A rede pública do governo de São Paulo, através da Companhia de Processamento de Dados Do Estado De S Paulo (Prodesp), foi usada para a realização de centenas de alterações no Wikipédia (clique aqui para ver a lista).

Inclusive chamar nosso querido Raulzito de homossexual. O que não é nenhum xingamento, apenas uma calúnia grosseira, visto que ele foi casado diversas vezes, com mulheres.

Só para constar: o governo de São Paulo é administrado pelo PSDB de Aécio Neves, principal adversário de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais deste ano.

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wiki1


A mentira sobre Raul Seixas, acrescentada à sua página na Wikipédia foi essa:

“Raul foi considerado homossexual, por caos [sic] que teve com Cazuza, e também foi considerado “Maluco” por dizer que avistou uma nave espacial quando estava fazendo fezes em seu banheiro, em sua fazenda. A banda Pedra Letícia gravou uma música chamada “Eu não toco Raul” pois todas as pessoas pediam as músicas do Raul em seus shows.”

Convenhamos que é muito pior do que alterar a página da Miriam Leitão na Wikipédia, acrescentando a informação de que suas “análises são desastrosas”.

A rede da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo, uma rede pública, governamental, também foi usada para fazer uma alteração no perfil de Dilma Rousseff, mas a mudança foi cancelada.

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Na verdade, o escândalo é uma farsa. A Globo explorou a característica tipicamente brasileira, presente em todas as grandes redes públicas, de não exercer nenhum tipo de controle sobre o uso da internet.

No caso do Palácio do Planalto, a sua rede de internet podia ser acessada por qualquer um, dentro do prédio ou nas proximidades.

Importante observar que qualquer um pode alterar mudanças na wikipédia. Não é preciso nenhuma tecnologia de governo para fazer isso.

O governo de Minas Gerais também, através da Companhia de Tecnologia de Informação de Minas Gerais (Prodemge), fez dezenas de mudanças em páginas da Wikipédia, como se pode observar clicando aqui.

Alguém usando a rede do Prodemge participou de uma discussão sobre a Satiagraha, só que eu preferi não dar destaque porque não consegui entender se é contra ou a favor a operação da Polícia Federal que prendeu Daniel Dantas (clique aqui para conferir você mesmo).

O IP do governo de Minas:

ScreenHunter_4496 Aug. 09 20.41


 

Mesmo sendo leigo em programação, eu achei com relativa facilidade esses dados na internet. Com um pouco de esforço, ver-se-á que praticamente todas as grandes redes públicas de internet, do Palácio do Planalto, dos palácios estaduais de governo, das prefeituras, das estatais, são usadas livremente por servidores, visitantes, jornalistas, etc.

Agora, a Globo foi maliciosa. Ela fez um tremendo escarcéu, sem explicar nada, depois ligou para a ABI, cujos membros têm idade média acima dos 80 anos, e lhes fez perguntas agressivas sobre a matéria. Como o presidente da ABI provavelmente nunca ouviu falar em IP, ele passa a acreditar que a própria presidenta ou algum assessor diabólico usou uma tecnologia especial, importada da Coréia do Norte, para alterar criminosamente a Wikipédia de Miriam Leitão e Sardenberg. O presidente da ABI também não deve saber o que é Wikipedia. Então ele faz declarações bombásticas, sobre “práticas da ditadura”, como se o governo tivesse alterado um verbete na Enciclopédia Britânica.

Qualquer um pode alterar, a qualquer momento, qualquer verbete na Wikipedia.

A mudança pode ter sido feita por um servidor, por um prestador de serviço, por um visitante, por um dos jornalistas que frequentam a sala de imprensa do Planalto.

Por exemplo, eu estive no Palácio do Planalto, junto com pessoas do Brasil inteiro (jornalistas, blogueiros, hackers, editores, ativistas, etc) para um debate público, transmitido ao vivo, com Gilberto Carvalho. Tive acesso à senha de wifi do Palácio. Poderia ter sido eu a mexer no verbete do Sardenberg. Teria todo o direito, garantido pela Constituição e pelas características do Wikipedia, de fazê-lo. Só que eu estive por lá este ano, a mudança ocorreu em 2013.

Lembro-me que todos tinham acesso à senha do Palácio. Era liberado.

A desonestidade da mídia abandonou todos os escrúpulos. Fernando Rodrigues, editorialista da Folha, escreve texto furibundo contra o “Estado aparelhado”. Só quero ver se ele vai defender Raul Seixas contra os ataques que sofreu de alguém usando a rede pública do Estado de São Paulo, que é sustentado pelos impostos dele.

Quem vai ligar para as ex-mulheres de Raul, para seus amigos, ou repercutir a matéria junto aos fãs do roqueiro?

Quem vai acusar o governo de São Paulo de usar “práticas da ditadura nazista”?

O Globo publica hoje editorial raivoso, intitulado “Aloprados agora atacam do Planalto”, imprecando contra “sites / blogs chapa-brancas, sustentados com dinheiro público”. A Vênus está com obsessão por blogs, porque eles a estão desmascarando.

E ainda tenta mostrar os blogs como corruptos, por receber “dinheiro público”. Ora, dentre centenas de blogs, apenas alguns recebem – merecidamente – publicidade institucional.

Quem é a Globo para falar em “dinheiro público”? Mostra o Darf primeiro!

Eu nunca recebi um centavo de verba pública. E critico duramente o governo em sua política de comunicação, por permitir, com sua omissão, que a mídia nos ataque desta maneira.

Se houvesse uma política de estado, republicana, pela qual sites e blogs de todas as cores ideológicas, cadastrados junto à Secom, recebessem de acordo com a sua visitação, não estaríamos nessa situação ridícula.

Situação ridícula de sermos a todo momento atacados pela Globo, que, ela sim, recebe bilhões de reais de recursos públicos por ano. Está tudo lá, na internet.

É revoltante ser chamado de bêbado sem nunca ter posto uma gota de álcool na boca.

O caso do Raulzito, para mim, é muito pior do que as críticas à Miriam Leitão, que são fúteis.

Ela é viva, rica e pode se defender. Tem espaço ilimitado em concessões públicas, como a TV Globo e rádios, afora a Globonews, jornais, revistas, internet. Pode até publicar um novo livrinho infantil atacando o governo, se achar conveniente.

Raulzito morreu quase na miséria e não pode mais se defender.

A nossa mídia tem que aprimorar sua pontaria, porque essas balas de prata estão atingindo seus próprios pés.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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50 comentários

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Marcos Antonio Toselli

10 de agosto de 2014 às 14h30

alias o feice virou um forum pra essas guerrilhs. eh gente do PT desqualificando o PSDB e gente do PSDB desqualificando o PT. polarizou de vez a coisa. mas tudo sem conteudo. so ofensas. so difamacoes. nada concreto. nenhum caminho…

Responder

Marco Aurelio

10 de agosto de 2014 às 11h26

Vídeo: Veja com é fácil fazer edição no Wikipédia.
https://www.youtube.com/watch?v=UT3iycSiLHY

Responder

Marcos Antonio Toselli

10 de agosto de 2014 às 14h25

meu Deus…que guerrilha hein. o governo federal – PT – difama…o governo estadual – PSDB – tambem difama. e o pobre eleitorado fica no meio desse fogo cruzado. ninguem mostra seriamente um caminho a ser seguido, pelo contrario so se mostra supostos podres nos quais nem sei se devemos acreditar. lamentavel. que nivel politico chegamos.

Responder

    Vitor

    10 de agosto de 2014 às 12h48

    Pois é… Por isso faço de tudo pra não votar em nenhum desses dois partidos…

    Responder

Vitor

10 de agosto de 2014 às 10h56

Mais um com interesse político, mas não tem como saber o motivo…

Miguel, viu a matéria da tal contadora do doleiro? Acho que tem alguma coisa ou é mais espuma da Veja?

Responder

Rinaldo Costa

10 de agosto de 2014 às 13h54

os caras tão a cada dia sem discurso, sem o que oferecer pra população, em são paulo sobram pedágios e terra seca

Responder

Agenor Bevilacqua Sobrinho

10 de agosto de 2014 às 13h46

Miguel Do Rosario, você sabe quem é esse? IP: 200.238.92.118
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?limit=500&tagfilter=&title=Especial%3AContribui%C3%A7%C3%B5es&contribs=user&target=200.238.92.118&namespace=&tagfilter=&year=2014&month=-1
Dissemina: FlashPlayer14.exe
Endereço: rolimdemoura.ro.gov.br
IP: 200.238.92.118 Turma: WHOIS · RBLs · Traceroute · Cidade (Alternativo) · verificar TOR · Aliveproxy · Stop Forum Spam · Busca · Acesso HTTP

Responder

Danilo Dan

10 de agosto de 2014 às 12h12

Já percebi em diversas páginas progressistas no Facebook uma invasão de soldados do PSDB para comentar difamando as páginas e candidatos de centro-esquerda / esquerda. Eu acompanho essas páginas faz tempo, e só agora nas vésperas da eleição começaram a entrar vários sujeitos pra detonar com tudo e com todos que comentam. Com absoluta certeza há uma área de inteligência na campanha deles voltada para esses ataques de opinião, moralizadores, discriminadores e incitadores de ódio. Afinal, não há motivo para acompanhar uma página que você não gosta ou não concorda, o objetivo deles em acompanhar é monitorar os assuntos e as discussões anti-PSDB ou anti-Direita para detonar, ridicularizar, diminuir as pessoas de esquerda, que são mais solidárias, humanas e empáticas que estes sociopatas de Direita (ou do PSDB).

Responder

Marcos Bicalho

10 de agosto de 2014 às 12h08

Tucanos ensinam a roubar e usa imagem da Dilma. Tá certo isto? http://www.youtube.com/watch?v=kS58KpgHiG8

Responder

    Felipe Rysdyk

    11 de agosto de 2014 às 20h20

    Vou votar no Aecio e no PSDB porque acho que é o melhor para o pais e nem por isso deixo de entrar em sites e páginas em redes sociais do PT e entrar nos debates que acho necessário, criticando o que está errado. Quando o PT virar oposição denovo continuem o trabalho como oposição, critiquem o que está errado e melhorem o Brasil desse jeito e não da maneira como está hoje onde tudo que é feito não merece critica.

    Responder

Roger Araujo

10 de agosto de 2014 às 11h47

esse historia da wikipedia é muito sem sentido. coisa de doido, cego e esclerose multipla …

Responder

Messias Franca de Macedo

10 de agosto de 2014 às 08h47

… A alteração que interessa:

###########################

PIB deve ter crescido quase 5% a mais de 2010 a 2012

ENVIADO POR GENTILHOMME DOM, 10/08/2014 – 07:27

ATUALIZADO EM 10/08/2014 – 07:28

Por Gentilhomme

Notável reportagem da Denise Neumann no Valor Econômico de quinta não recebeu a devida atenção. No dia 24 de julho, com um mês de atraso e sem nenhum alarde, o IBGE divulgou a Pesquisa Industrial Anual referente a 2012. Os dados mostram um “PIB industrial” (chamado VTI) de R$ 902 bilhões – é quase 90% a mais (SIC) do que a aferição do PIB daquele ano sugeria para aquele ano.
Isso se deve ao fato de o IBGE se encontrar em meio a um longo processo de reformulação das Contas Nacionais, que era previsto para terminar neste ano, mas que foi sucessivamente adiado e agora deve acontecer só em … março de 2015, portanto muito depois da eleição cujo debate deve ter como um ponto central a chamada “anemia do PIB”, ou, em algumas versões xiitas, a “estagflação”, no meio do febeapá geral.
Aí está a reportagem e o respectivo link:

do Valor

Pesquisa anual mostra indústria com alta bem superior à do PIB

Por Denise Neumann

Claudio Belli/Valor

Bráulio Borges, da LCA Consultores: “PIB pode estar subestimado”

Os dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2012, divulgados sem alarde pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 24 de julho, mostram que a trajetória da indústria brasileira desde 2009 pode ter sido mais benigna do que aquela até agora contabilizada pelo Produto Interno Bruto (PIB). Pela pesquisa…
(…)
“Nosso exercício sugere que a revisão do cálculo do PIB e a incorporação de novos dados aos preliminares pode revelar que o PIB brasileiro é maior e cresceu mais do que se imagina nos últimos anos”, pondera Borges. O economista-chefe da LCA lembra que quando saírem os dados definitivos eles já virão dentro do novo sistema, o que torna mais difícil o exercício de estimar o novo tamanho do PIB. O estudo da LCA considerou o modelo antigo das contas nacionais porque o “novo” ainda não é conhecido.

FONTE: blog do jornalista Luis Nassif – http://jornalggn.com.br/fora-pauta/pib-deve-ter-crescido-quase-5-a-mais-de-2010-a-2012

#########################

Para os ‘urubólogos’ [Carlos] SARDAemBerg e Mirian Suína: hehehehehehehehehehehehehehehe…

Responder

Messias Franca de Macedo

10 de agosto de 2014 às 08h19

“A nossa mídia tem que aprimorar sua pontaria, porque essas balas de prata estão atingindo seus próprios pés.”
Por conspícuo jornalista Miguel do Rosário

Permita-me, egrégio jornalista:

“A nossa mídia tem que aprimorar sua pontaria, porque essas balas de prata estão atingindo suas próprias PATAS IMUNDAS!”

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
República de ‘Nois’ Bananas

Responder

Messias Franca de Macedo

10 de agosto de 2014 às 08h18

… O Planalto teria utilizado um IP do Planalto caso o Planalto tivesse a intenção de modificar o perfil na Wikipédia da ‘urubóloga’ e o do [Carlos] SARDAemBerg?!…

Pano rápido limpa as sujeiras “cheirosas”!

Responder

    Messias Franca de Macedo

    10 de agosto de 2014 às 08h19

    … Quanto mais o PIGolpista chafurda, mais mostra as vísceras em decomposição miasmática!… Uma lástima!…

    Responder

Gilda Jabaroca

10 de agosto de 2014 às 10h18

O BANESPA FUNCIONAVA A 80 ANOS SEM PROBLEMAS.
BANESPA – SANTANDER
Fernando Henrique Cardoso e Emilio Botin
Em 20 de novembro de 1975, morreu o ditador Franco, “caudilho da Espanha pela graça de Deus”. Com a democracia e a liberdade, em 4 de maio de 76 nascia “El Pais”, hoje o maior jornal da Espanha e da Europa.
José Ortega, filho do filósofo Ortega y Gasset, e outros jornalistas não tinham dinheiro para lançá-lo sozinhos, venderam 25% das ações ao editor Jesus Polanco Gutierrez, da “Opus Dei”, e a mais de mil acionistas individuais.

Polanco tinha por trás dele o Banco Santander e a Telefônica, que são associados. Foi comprando as ações dos outros e, quando conseguiu a maioria, pôs José Ortega como presidente honorário e assumiu o comando.

Até hoje. Esqueçam aquilo que falei… Espanha Mas o que é que o Brasil tem com isso? Tem muito. Eles não desembarcaram aqui ontem. Na madrugada de 29 de dezembro de 94, dois dias antes das posses de Fernando Henrique na presidência da República e Mario Covas no governo de São Paulo, o óbvio presidente do Banco Central Gustavo Loyola decretou a intervenção no Banespa, que depois Fernando Henrique doou ao Santander, o maior banco da Espanha.

Quando Fernando Henrique privatizou o sistema de telecomunicações, o de São Paulo, maior e mais rentável do País, foi entregue exatamente à Telefônica espanhola, parceira do Santander e de Polanco. Tudo em casa. Polanco

Polanco também não apareceu agora. Trabalhando para a ditadura de Franco desde 47, em 60 fundou a Editora Santillana, para livros didáticos. Em 63, já tinha uma editora na Argentina. Em 68, nos Estados Unidos. Em 69, no Chile. Depois, México, Venezuela, Peru, Colômbia, Equador, Porto Rico. Passou a comprar as editoras concorrentes nesses países, como a Sudamericana (a de Gabriel García Marquez) e a Mecê (a de Jorge Luis Borges). Criou a Eductrade e a distribuidora Itaca. E logo tinha o monopólio de livros didáticos e material escolar em espanhol, na Europa e Américas.

E Polanco chegou ao Brasil. Em 2001, com o Santander e a Telefônica atrás, comprou as paulistas Moderna e Salamandra, as duas maiores editoras brasileiras de livros didáticos e infantis, e outras menores. Atacou também no Rio. Pouco depois, a sua editora Planeta tirava Paulo Coelho da Rocco e numerosos outros autores de outras editoras nacionais.

O “dumping” continua. Fernando Henrique Cardoso Toda essa história está contada, documentada, em dois best-sellers do jornalista espanhol Ramon Tijeras: “Como funcionam os grupos de pressão espanhóis – O Império Polanco” e “O dinheiro do poder – A trama econômica na Espanha”.

O que fizeram e fazem na Espanha é o que fazem também aqui. Desde que deixou a presidência da República, Fernando Henrique está há quatro anos rodando pelo mundo, com todo seu charme e bom gosto, como um príncipe intelectual, um xeque-sociólogo, presidindo o Clube de Madrid, fazendo “conferências”, participando de “seminários”, dando “aulas”. Quem banca essa festa toda? O agradecido Santander, a quem Fernando Henrique literalmente doou o Banespa, o segundo maior banco público do País.

É um troca-troca sobre o oceano. O Santander é o fundador, financiador e dono do Clube de Madrid, em cujas doces águas Fernando Henrique Cardoso navega. FHC e Santander

Fernando Henrique Cardoso, como sempre, enganou a platéia. Fingiu que ia para Paris, mas montou sua barraca financeira na Espanha. Um das mais escabrosas negociatas dos oito anos do governo FHC foi a implosão proposital e a decretação fraudulenta da falência do Banespa comandadas pelo Banco Central, para acabarem entregando, de mão beijada, ao banco Santander.

No primeiro balanço, o de 2002, o Banespa, já espanhol, já do Santander, deu um lucro líquido, confessado e publicado, de R$ 2.818 bilhões.

Agora, quem está pagando, bancando, as “conferências” de Fernando Henrique na Espanha? O generoso, tão bonzinho, Santander, o agradecido.

E a gula é insaciável. Além de ele ter assumido a presidência da ONG empresarial Clube de Madrid, o Lauro Jardim, no “Radar” da “Veja”, conta que “em seu rápido giro pela Espanha, FHC acertou mais um trabalhinho, que está longe de ser trabalhoso: passa a integrar o conselho do Prisa, o maior grupo de mídia da Espanha (também ligado ao Santander), que já decidiu por onde desembarcará no Brasil – quer montar ou comprar uma rede de rádio”. Não é Santander, é “Satandá”.

Responder

Gilda Jabaroca

10 de agosto de 2014 às 10h18

O BANESPA FUNCIONAVA A 80 ANOS SEM PROBLEMAS.
BANESPA – SANTANDER
Fernando Henrique Cardoso e Emilio Botin
Em 20 de novembro de 1975, morreu o ditador Franco, “caudilho da Espanha pela graça de Deus”. Com a democracia e a liberdade, em 4 de maio de 76 nascia “El Pais”, hoje o maior jornal da Espanha e da Europa.
José Ortega, filho do filósofo Ortega y Gasset, e outros jornalistas não tinham dinheiro para lançá-lo sozinhos, venderam 25% das ações ao editor Jesus Polanco Gutierrez, da “Opus Dei”, e a mais de mil acionistas individuais.

Polanco tinha por trás dele o Banco Santander e a Telefônica, que são associados. Foi comprando as ações dos outros e, quando conseguiu a maioria, pôs José Ortega como presidente honorário e assumiu o comando.

Até hoje. Esqueçam aquilo que falei… Espanha Mas o que é que o Brasil tem com isso? Tem muito. Eles não desembarcaram aqui ontem. Na madrugada de 29 de dezembro de 94, dois dias antes das posses de Fernando Henrique na presidência da República e Mario Covas no governo de São Paulo, o óbvio presidente do Banco Central Gustavo Loyola decretou a intervenção no Banespa, que depois Fernando Henrique doou ao Santander, o maior banco da Espanha.

Quando Fernando Henrique privatizou o sistema de telecomunicações, o de São Paulo, maior e mais rentável do País, foi entregue exatamente à Telefônica espanhola, parceira do Santander e de Polanco. Tudo em casa. Polanco

Polanco também não apareceu agora. Trabalhando para a ditadura de Franco desde 47, em 60 fundou a Editora Santillana, para livros didáticos. Em 63, já tinha uma editora na Argentina. Em 68, nos Estados Unidos. Em 69, no Chile. Depois, México, Venezuela, Peru, Colômbia, Equador, Porto Rico. Passou a comprar as editoras concorrentes nesses países, como a Sudamericana (a de Gabriel García Marquez) e a Mecê (a de Jorge Luis Borges). Criou a Eductrade e a distribuidora Itaca. E logo tinha o monopólio de livros didáticos e material escolar em espanhol, na Europa e Américas.

E Polanco chegou ao Brasil. Em 2001, com o Santander e a Telefônica atrás, comprou as paulistas Moderna e Salamandra, as duas maiores editoras brasileiras de livros didáticos e infantis, e outras menores. Atacou também no Rio. Pouco depois, a sua editora Planeta tirava Paulo Coelho da Rocco e numerosos outros autores de outras editoras nacionais.

O “dumping” continua. Fernando Henrique Cardoso Toda essa história está contada, documentada, em dois best-sellers do jornalista espanhol Ramon Tijeras: “Como funcionam os grupos de pressão espanhóis – O Império Polanco” e “O dinheiro do poder – A trama econômica na Espanha”.

O que fizeram e fazem na Espanha é o que fazem também aqui. Desde que deixou a presidência da República, Fernando Henrique está há quatro anos rodando pelo mundo, com todo seu charme e bom gosto, como um príncipe intelectual, um xeque-sociólogo, presidindo o Clube de Madrid, fazendo “conferências”, participando de “seminários”, dando “aulas”. Quem banca essa festa toda? O agradecido Santander, a quem Fernando Henrique literalmente doou o Banespa, o segundo maior banco público do País.

É um troca-troca sobre o oceano. O Santander é o fundador, financiador e dono do Clube de Madrid, em cujas doces águas Fernando Henrique Cardoso navega. FHC e Santander

Fernando Henrique Cardoso, como sempre, enganou a platéia. Fingiu que ia para Paris, mas montou sua barraca financeira na Espanha. Um das mais escabrosas negociatas dos oito anos do governo FHC foi a implosão proposital e a decretação fraudulenta da falência do Banespa comandadas pelo Banco Central, para acabarem entregando, de mão beijada, ao banco Santander.

No primeiro balanço, o de 2002, o Banespa, já espanhol, já do Santander, deu um lucro líquido, confessado e publicado, de R$ 2.818 bilhões.

Agora, quem está pagando, bancando, as “conferências” de Fernando Henrique na Espanha? O generoso, tão bonzinho, Santander, o agradecido.

E a gula é insaciável. Além de ele ter assumido a presidência da ONG empresarial Clube de Madrid, o Lauro Jardim, no “Radar” da “Veja”, conta que “em seu rápido giro pela Espanha, FHC acertou mais um trabalhinho, que está longe de ser trabalhoso: passa a integrar o conselho do Prisa, o maior grupo de mídia da Espanha (também ligado ao Santander), que já decidiu por onde desembarcará no Brasil – quer montar ou comprar uma rede de rádio”. Não é Santander, é “Satandá”.

Responder

sergio

10 de agosto de 2014 às 02h02

Até parece que este é o maior escândalo da Terra. kkkkk
Em época de eleições, os tucanos e a Globo, seu braço midiático, já foram capazes de criarem factoides mais elaborados.

Responder

CICERO DE LIMA E SOUSA

10 de agosto de 2014 às 00h13

quem é mirian leitão?

Responder

Pedro Macedo

10 de agosto de 2014 às 02h29

Nego chama PT de Partido dos Pobres. Só essa definição já mostra o tanto de preconceito e elitismo que essa direita obscura, que vota no boçal do Aébrio, destila.

Responder

    Anônimo

    11 de agosto de 2014 às 12h20

    e partido dos trabalhadores seu burro

    Responder

Carlos Trindade

10 de agosto de 2014 às 02h07

sempre gostei muito de cafezinho …muito antes de existir web …mas ultimamente fiquei viciado…acontece qualquer coisa, fico logo querendo saber… quando vai sair o cafezinho…acho que contem alguma “….ina”….

Responder

Kelly Gonçalves Primo

10 de agosto de 2014 às 01h53

aí já é vandalismo…

Responder

Virgilio

09 de agosto de 2014 às 22h45

Não sei porque tanto espanto, os petistas odeiam a impreenssa, e falam mal da Mirian Leitão abertamente. Está na cara que foi algum acessor petista que trabalha na palacio do planalto que achou que seria engraçado trolhar uma jornalista da Globo. Só que agora arrumaram encrenca pra Presidenta que é a chefe da casa. É uma grande besteira, mas acaba tirando muitos votos.

Responder

    Miguel do Rosário

    09 de agosto de 2014 às 23h36

    Não é petista que odeia a imprensa. Acaso não viu milhões de pessoas nas ruas no ano passado, pessoas que também odiavam o PT, hostilizando a imprensa, por considerá-la corrupta e mancomunada com os interesses do atraso?

    Responder

Norberto Gonçalves

10 de agosto de 2014 às 01h44

Psicologia Rerversa vs. Psicologia Perversa.Valendooo!

Responder

José Guilherme

10 de agosto de 2014 às 01h27

Vamos fazer uma checagem nos IPs da globo………afinal, guerra é guerra!!!!!!!!!!!

Responder

Parlo Piano

10 de agosto de 2014 às 01h23

Sonha alberto, sonha pra viver,,,

Responder

Lambriano Kallidis

10 de agosto de 2014 às 01h22

Como sempre PT copiando a direita. PT = perda total . Partido dos pobres.

Responder

O Cafezinho

10 de agosto de 2014 às 01h19

tucanos pirando com o novo furo do cafezinho!

Responder

Lambriano Kallidis

10 de agosto de 2014 às 01h18

Que imbecilidade!

Responder

Alberto Chavs

10 de agosto de 2014 às 01h10

Pt ja era

Responder

Eduardo Santa Helena

10 de agosto de 2014 às 00h52

Vao perder em tudo rss

Responder

Eduardo Santa Helena

10 de agosto de 2014 às 00h52

Não vai sobrar nada em outubro

Responder

Eduardo Santa Helena

10 de agosto de 2014 às 00h52

Tucanalha nervosa

Responder

Darc Freitas de Andrade

10 de agosto de 2014 às 00h51

Responder

Diva Benelli

10 de agosto de 2014 às 00h51

Isso q eu chamo de quadrilha !

Responder

Marcelo Lobo

10 de agosto de 2014 às 00h51

Esse cafezinho tah mais pra chazinho da vovo… patetico

Responder

Diva Benelli

10 de agosto de 2014 às 00h50

Responder

Darc Freitas de Andrade

10 de agosto de 2014 às 00h49

Folha – O sr. é bacharel em direito, foi advogado, nos principais livros do sr há julgamentos. Como o sr. viu o julgamento do mensalão no Supremo? O que achou do resultado?

Ariano Suassuna – Aquilo foi uma coisa triste. O que acho triste ali é que de repente houve uma crispação desse problema. Não tenho elemento pra provar nem ninguém tem, mas a gente sabe que isso não foi inaugurado naquele momento. Essas práticas existiam em todos os governos e tem havido até agora. Se você não fizer isso você não governa. Tem que questionar a própria existência do Congresso. É bom que exista o Congresso? Eu acho que é. Agora, no Congresso existe esse tipo de coisa? Existe e vai continuar existindo.

Folha – A compra de apoio político?

Ariano Suassuna – Sim. Sim. Todo mundo sabe que essa ideia de dois mandatos não foi obtida de graça não.

Folha – O sr. se refere ao esquema de compra de votos no Congresso para aprovar a emenda da reeleição durante o governo Fernando Henrique Cardoso [revelado pela Folha em 1997, mas nunca investigado]…

Ariano Suassuna – Sim. entrevista em 23.12.2013

Responder

Francisco Barbosa

10 de agosto de 2014 às 00h49

Verbas Federais para cada ASNEIRA publicada ! Soh pode .

Responder

Rodrigo Lima Castro

10 de agosto de 2014 às 00h48

Sacou? A pauta é outra.

Responder

Darc Freitas de Andrade

10 de agosto de 2014 às 00h48

O PT cometeu erros, usou caixa dois – sim. E por isso deve responder. Não enfrentou a questão de frente, tentou sair pela tangente, e por isso paga um preço alto. Mas querer definir o “Mensalão” como ”maior escândalo da história” é um exagero sem fim. Pior: nos autos, não há prova de uso de dinheiro público (a história da Visanet não para em pé); e muito menos há provas de que Dirceu teria comandado qualquer esquema de desvio de dinheiro público. Não é um blogueiro qualquer falando, mas o professor Ives Gandra: “Não há provas contra ele.”

Responder

Jose Roberto

10 de agosto de 2014 às 00h48

O que aconteceu nos computadores no palácio do planalto foi uma vergonha,democracia para essa gente é só um detalhe,ainda bem q a presidente tem mais consciência que os militontos sectários q a cerca

Responder

O Cafezinho

10 de agosto de 2014 às 00h48

ahá, os tucaninhos se lascaram nessa!

Responder

Marcelo Lobo

10 de agosto de 2014 às 00h46

Virgululla e a quadrilha

Responder

Francisco Barbosa

10 de agosto de 2014 às 00h46

NUNCA ANTES NA HISTORIA DESTE PAIS teve uma comparacao tao IDIOTA como a sua !

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Marcelo Lobo

10 de agosto de 2014 às 00h45

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