Fundador do Instituto Ideia vê chance de Lula vencer no 1° turno

Uma análise calma e otimista da conjuntura política

Por Miguel do Rosário

14 de dezembro de 2014 : 05h50

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Foto de Dilma jovem, segurando um violão. É a homenagem do blog ao aniversário de 67 anos da presidenta.

 

Há tempos que eu queria escrever um texto calmo.

Calmo e otimista.

Nem que seja uma calma e um otimismo um pouco fingidos, apenas para apaziguar o espírito.

Acho que todos, no fundo, ansiamos desesperadamente por isso: paz.

Então vou escrever um texto calmo e otimista.

A mídia não nos deixou descansar.

Pulamos de um primeiro turno frenético para um segundo turno sombrio, cheio de aves de mau agouros cruzando o céu, prenunciando o início de uma era de retrocessos.

Uma era de investigações abafadas e perseguição aos críticos do governo.

Felizmente, os agouros não se realizaram e Dilma ganhou.

À vitória de Dilma, porém, seguiu-se um terceiro turno paranoico, fértil em teorias de conspiração, algumas embasadas em fatos realmente estranhos.

Vencida todas estas etapas, zarpamos enfim para o alto mar.

Sim, o golpismo continua vivo e atuante. Todos os dias teremos uma novidade.

Entretanto, gostaria de citar nosso amigo Merval, que outro dia disse que havia dois tipos de corrupção.

Uma boa, tucana, que seria “tradicional, por assim dizer”.

E uma outra maligna, petista, que visa o poder pelo poder (outra citação, desta vez de Osmarina).

A mesma coisa vale para o golpismo. Há um golpismo do mal, que vislumbramos neste terceiro turno.

Não sabemos até que ponto esse golpismo do mal foi paranoia nossa.

Mas havia alguma coisa, efetivamente, cheirando mal.

O discurso raivoso do presidente do TSE, José Antonio Dias Toffoli, contra Dilma, não ajudou em nada a afastar as suspeitas de conspiração.

Os xingamentos de Gilmar Dantas aos “blogs sujos”, idem.

Mas além desse golpismo do mal, que foi vencido, há o golpismo “tradicional, por assim dizer”, que é a nossa cruz de cada dia.

Então vamos a ele e passemos à agenda de hoje, à Operação Lava Jato.

Este sábado foi particularmente pesado.

Já temos até um novo apelido para a Lava Jato: Vaza Jato.

Os portais da grande mídia inundaram-se de depoimentos feitos por uma bandidagem subitamente arrependida.

A Constituição diz que delação premiada tem de ser feita em sigilo, pelo bem da investigação.

Porque senão teremos a repetição aqui do caso do italiano Enzo Tortora. Os bandidos ouvem a delação de um comparsa, na mídia, e seguem a mesma história.

Falam o que a mídia quer ouvir. Combinam narrativas.

Não quero, contudo, falar mal da Lava Jato.

A Lava Jato é uma investigação importante, que vai proporcionar avanços para uma cultura corporativa mais hígida na Petrobrás, nas estatais e em todas as grandes empresas que fazem negócios com o Estado.

Os excessos cometidos agora, contanto que não estraguem a investigação, poderão ser moderados no Supremo Tribunal Federal, onde o processo inevitavelmente irá terminar, porque envolve políticos.

Realmente, é algo novo.

Não se pode mais falar de impunidade, porque apenas a prisão e o marketing negativo já produziram danos incalculáveis às reputações de executivos, empresas e servidores envolvidos.

Claro que ainda há enormes riscos de manipulação política, mas a correlação de forças na sociedade, hoje, está um pouco mais equilibrada.

Será muito mais custoso para a mídia, ou quase impossível, construir uma narrativa tão fantasiosa, para o escândalo da Petrobrás, como foi o mensalão.

Eles vão tentar, e talvez até consigam. Mas não por muito tempo. E dará muito trabalho, e lhes tomará tempo e reputação.

Neste ponto, a nossa fraqueza, a nossa pequenez diante da grande mídia, é a nossa maior força, porque é nosso atestado de honestidade: não fomos criados no mesmo berçário que as empreiteiras.

A mídia foi.

São todos filhotes da ditadura.

As redes sociais, a blogosfera, por sua vez, não tem interesse em proteger ninguém.

O campo progressista não é tolerante com a corrupção.

Se há gente do governo ou da base aliada envolvida, que todos sintam o peso da lei.

Há uma justiça poética que nos tranquiliza, ou deveria nos tranquilizar.

Temos um governo que se deixa investigar.

Temos um governo que não construiu um sistema autoritário que pudesse tolher o trabalho das instituições, de investigarem o próprio governo.

A família inteira de Lula sofreu devassa pela Polícia Federal.

O irmão de Lula chegou a ter a sua casa revistada pela PF, ainda no governo Lula.

Isso é um sinal de transparência e vigor democráticos.

Lendo sobre a corrupção no Iraque, ou no México, o principal problema apontados por analistas é que esses governos não permitem que nenhuma investigação atinja pessoas influentes, próximas ao poder.

Claro, temos que cuidar para evitar uma nova farsa judicial, como foi a Ação Penal 470, na qual se usava justamente esse argumento, que é uma teoria de linchamento.

Na falta de elementos probatórios, defendia-se a condenação dos réus com base no “sentimento das massas” e na necessidade de mostrar ao populacho que, pela primeira vez na história, políticos graúdos eram presos.

Pois bem, foram presos.

Injusta ou justamente, a lei foi cumprida, e a mídia pôde mostrar ao populacho que “poderosos” foram condenados e presos.

Santo Agostinho explica que uma república e um povo só podem existir se há justiça, e justiça boa.

A injustiça, ou uma justiça mal feita, aniquilam a essência da república, que é promover a felicidade do povo.

Sem promoção da felicidade, não há justiça, nem república, nem povo, apenas um amontoado caótico de seres humanos.

Esta é a justiça poética: quanto mais a Polícia Federal investigar corrupção dentro de uma estatal e quanto mais ela se aproximar de algum figurão da base aliada, ou mesmo do PT, mais estará demonstrado que a democracia avançou no atual governo, e que Dilma falou a verdade quando prometeu que não ficaria pedra sobre pedra.

O clima, enfim, melhorou sensivelmente, mesmo diante da avalanche histérica de vazamentos da Lava Jato, alguns deles com histórias mirabolantes, que ainda precisam ser analisadas por uma investigação mais objetiva.

Investigação esta que não será feita pela imprensa familiar, cujo interesse pelos escândalos sempre parece evaporar quando aparece um tucano na história.

A mídia tem se enrolado cada vez mais em suas contradições.

A própria comparação de Merval, separando uma corrupção boa, tucana, e uma corrupção ruim, petista, mostra que a mídia quer vender a teoria que o PT praticava corrupção com fins “revolucionários”.

Só que entre corruptos e corruptores presos na Lava Jato não havia ninguém interessado em implantar um regime “bolivariano” no país.

Os empreiteiros presos não são petistas, nem de esquerda, nem comunistas. Os servidores corruptos da Petrobrás, idem.

A corrupção na Petrobrás é uma corrupção “tradicional, por assim dizer”.

Há mais de dez anos que o PT é o partido que mais ganha dinheiro do fundo partidário e recebe mais doações legais de grandes empresas.

Mesmo recebendo doações de empresas, o partido defende uma reforma política que imponha o financiamento público, exclusivo, de campanha eleitoral.

Não teria sentido, portanto, o PT, enquanto partido, receber dinheiro de propina de empreiteira.

Se há petista envolvido, era “corrupção tradicional, por assim dizer”.

Além do mais, a troco de que o PT investiria tanto na renovação da Polícia Federal, contratando milhares de novos delegados e agentes, estabelecendo autonomia de investigação e se recusando a realizar qualquer interferência na instituição?

Os “petralhas” seriam então os corruptos mais burros do mundo. Não, peraí, seriam inteligentes para roubar sem serem pegos e burros para dar autonomia a PF?

Se a intenção fosse roubar para o partido, o PT teria feito o que fez FHC: reduzir a PF, asfixiá-la, convertê-la numa instituição de araque, que só aparecia no Jornal Nacional, de vez em quando, para queimar algumas toneladas de maconha. E devia ser maconha já vencida, que os traficantes entregavam à polícia para montar um teatrinho junto à opinião pública.

Todos os elementos, portanto, concorrem para dar mérito ao PT, a Lula e à Dilma pelo combate à corrupção no país.

Há corrupção no PT, no governo e nas estatais?

Sim.

Mas há também investigação e punição.

O próprio fato dos delegados e agentes da PF responsáveis pela Lava Jato serem tucanos assumidos, que xingam Lula e Dilma nas redes sociais, me parece, à parte a falta de educação com seus superiores ou ex-superiores hierárquicos, uma mostra da extraordinária liberdade democrática vigente em nossas instituições.

É exatamente o contrário do que eles dizem ser o “chavismo” ou “bolivarianismo”.

Quem aparelha as instituições, quem criminaliza a opinião adversária, quem censura imprensa, até onde sabemos, são os tucanos.

Para finalizar, eu acho que algumas coisas vão mudar para melhor no governo, na comunicação e na política, até porque ele será forçado a isso.

A pressão e a crítica, todavia, são necessárias, naturalmente, para que o jogo de forças dentro do governo seja vencido pelo campo popular.

Não é só o governo Dilma que tem de aprimorar a sua atuação política.

A sociedade precisa se mobilizar mais, nos sindicatos, nos movimentos sociais, em toda parte.

De qualquer forma, Dilma está mais experiente, e convencida de que precisa estabelecer um diálogo mais frequente e mais profundo com suas bases, no congresso e na sociedade.

Ela já reiterou essa disposição. E se realmente for assim, mudanças virão.

E mesmo que ela traia as suas promessas de diálogo, o que não acredito que vá acontecer, as mudanças virão de qualquer jeito, porque nem a inércia do governo tem o poder de parar as rodas da história.

O debate sobre a democracia da mídia, por exemplo, ganhou força. Nunca esteve tão presente na ordem do dia.

A mídia ampliou seu exército de zumbis, mas o campo popular também se tornou mais consciente do papel da comunicação na luta política.

Tudo isso reflete um processo de mudança na correlação de forças, um processo que dificilmente podemos enxergar ou entender completamente, porque estamos mergulhados nele.

Há um processo histórico em curso que nos ultrapassa, e a vitória será dada a quem estiver do lado certo.

Não creio que o lado certo, numa democracia, seja o monopólio da informação e das empresas que se enriqueceram na ditadura.

Resta apenas saber se os próximos momentos da nossa história estarão ou não ao lado da democracia.

Eu acho que sim.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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25 comentários

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Dilma Coelho

16 de dezembro de 2014 às 07h56

Por favor, não podemos deixar que Dilma de espaço para katia abreu, ela é tudo de ruim para o Brasil, é uma pessoa perversa, vai trir a Dilma. Não sei qual o problema dela, se deixa levar por inerguminos. Não aceitemos a katia abreu.
Se ela entrar eu desisto do PT e tudo mail…
Muito desgaste para uma traição dessas com o povo que apoiou Dilma.

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Nelson menezes

15 de dezembro de 2014 às 15h22

Parece que nós das esquerdas,PT, governo, não fomos feitos para ser governo mas sim oposição de esquerda e só,governo é só com a direita, assim eles funciona bem só para eles, claro, o povo não entra neste clube,aí da tudo certo,as esquerdas como sempre na oposição funciona muito bem e a direitona na situação muito bem também,assim o Bresil e o povinho continuarão na mesma …sem traumas.

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Aroldo Lima

15 de dezembro de 2014 às 12h20

Quando um texto desse sair nas paginas dos “grandes jornais” o SACI vai cruzar as pernas.

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Eduardo Lima

15 de dezembro de 2014 às 12h19

O texto mostra confiança na justiça quando diz que as distorções da Lava-Jato serão sanadas no STF. Tenho cá minhas dúvidas e uma certeza: o que mais precisa de reforma neste país, depois da mídia, é a “justiça”. É preciso reduzir o número de recursos, acelerar os processos judiciais, eliminar as manobras jurídicas, confinar os juízes a seus papéis, restringir sua ação aos autos. Juízes, promotores e procuradores devem ser punidos severamente se atuarem de forma seletiva, atrasarem ou impedirem investigações. Toda essa sensação de impunidade, discriminação e seletividade que emanam da “justiça” brasileira atinge em cheio a Classe C e mudar isso é um dos passos que mais vai garantir a reconquista dessa parcela da população pelo governo. É sobre isso a nossa reflexão desta semana no link abaixo.

http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR6.html

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L Souza

15 de dezembro de 2014 às 06h45

É tão dificil pros Cardosos, Neves e Mendes, filhos e netos de vida econômica e política fáceis, engolirem as Dilmas, Graças e Lulas da vida… E o pior, saberem que nunca chegarão a se tornar um deles…
Excelente texto. Parabéns!

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Tarso Costa

15 de dezembro de 2014 às 07h22

Parabens Miguel do Rosário, pelo texto enxuto retratando a realidade. Esse é o nosso papel de tradutores e intérpretes do momento político nacional, mas com amplitude no horizonte para transformar em ganhos para o campo popular.abs.

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Paulo Antonio Bondan

14 de dezembro de 2014 às 20h22

Boa tarde Theo Pereira

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Meire Souza

14 de dezembro de 2014 às 18h59

Parabéns, parabéns, parabéns e Parabéns pelo texto. Como eleitora de Lula e Dilma, sinto tristeza ao perceber que o governo, muitas vezes, baixa a cabeça diante de tantos golpes, mas, com a leitura desse texto em O Cafezinho, sinto novo vigor. Obrigada, mesmo!

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Graça Evangelista

14 de dezembro de 2014 às 16h20

Excelente texto. Traduz o sentimento de muitos de nós.

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Mauricio Gomes

14 de dezembro de 2014 às 13h17

Como acreditar em mudanças ao ler o editorial criminoso e espúrio de O Globo de hoje? Além de forçarem a barra para a Petrobras abrir as pernas para as companhias de petróleo estrangeiras, ainda dizem com todas as letras que o esquema de corrupção na empresa foi montado pelo “lulopetismo”, ignorando vários depoimentos e relatos de que a roubalheira acontece há décadas. Chega de pactuar com esses golpistas desonestos, o que a Dilma deveria fazer é recomprar as ações da Petrobras na bolsa para esses entreguistas quebrarem a cara!

http://www.brasil247.com/pt/247/relacoes_com_investidores/163651/Pós-Lava-Jato-Globo-prega-a-abertura-do-pré-sal.htm

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Irene Lengler

14 de dezembro de 2014 às 14h43

Conheço pessoas, que deveriam ler esta análise políticas!

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Luciano Santos

14 de dezembro de 2014 às 14h21

;)

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Jeronimo Collares

14 de dezembro de 2014 às 14h20

(alias, crise já admitida por Dilma)

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Jeronimo Collares

14 de dezembro de 2014 às 14h20

…agora basta nós convencermos o imperialismo e os imperialistas a terem calma enquanto amargam o abismo da crise capitalista.

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jõao

14 de dezembro de 2014 às 11h49

Renata não será ouvida por nenhum jornal

O Conversa Afiada reproduz texto de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:

UM DEPOIMENTO SOBRE GRAÇA FOSTER QUE A IMPRENSA NÃO VAI PUBLICAR

Você se informa melhor nas redes sociais no que na grande mídia em muitos assuntos.

Este é um fato da Era Digital.

Tente achar na Folha, na Globo ou onde for um perfil que ajude você a conhecer melhor a personagem que está no centro dos holofotes: Graça Foster, presidente da Petrobras.

Nada.

Gosto de citar uma das missões mais nobres do jornalismo: jogar luzes onde há sombras. Mas as grandes empresas jornalísticas, movidas por seus interesses políticos e sobretudo econômicos, fazem rotineiramente o oposto: acrescentam sombras onde já as há.

Para conhecer melhor Graça Foster encontrei, ao pesquisar a Petrobras no Twitter, uma “conversa” entre Leilane Neubarth, da Globonews, e a jornalista Renata Victal.

Regina trabalhou na Petrobras três anos e meio, e conta que conheceu Graça há mais de vinte, “quando nem gerente era”.

A conversa se iniciou quando Leilane anunciou, no Twitter, que ia entrevistar Venina Velosa da Fonseca, “uma brasileira digna de respeito, que nos enche de orgulho”.

Renata cumprimentou Leilane. “Parabéns pelo trabalho, Leilane. A Petrobras deve explicações”, escreveu Renata.

Repare: ela estava cumprimentando Leilane.

Um tuiteiro chamado Oldon Machado entrou na conversa. “Não seria o caso de aprofundar o trabalho investigativo do Valor antes de comprar “heróis”? Calma, imprensa.”

Este tuite deveria estar pendurado em toda redação. O senador Demóstenes não teria sido tratado como herói se o conselho despretensioso de Oldon Machado fosse seguido.

Renata achou que devia explicações, embora a observação fosse a Leilane. “Não compro herói, nem acho que a Graça tem culpa. Muito pelo contrário. A conheço bem e sei que é honesta.”

Terminado o espaço de 140 caracteres, ela continuou: “Apenas acho que a denunciante também tem seu valor e coragem. Quem trabalha ou já trabalhou na Petrobras sabe …”

Renata, veja, reconheceu o “valor e a coragem” de Venina. “Como cidadãos, temos de cobrar a apuração dos fatos.”

Isto mostra um pensamento independente, dentro das atuais circunstâncias, e dá mais valor a seu depoimento.

Vou destacar algumas frases:

“Trabalhei com a Graça três anos, mas a conheço há uns vinte. Mais honesta não há.”

“Tenho certeza de que estas notícias estão aí, em parte, pelo trabalho da Graça, mulher íntegra e honesta.”

“Quem conhece confia. Eu seria a primeira pessoa a criticar se soubesse de algo. Não tô ganhando nada para defender ninguém.”

“Desde que assumiu, Graça Foster tem feito tudo para tirar a empresa do buraco e tapar o ralo por onde escoa o nosso dinheiro.”

“Aliás, não entendo por que tamanho silêncio. Ela tem como provar que está tapando esses ralos.”

“Nunca conheci pessoa que trabalhe mais e melhor que a Graça. Ela é determinada, tem o pensamento ágil e é honesta. Tem também bom coração.”

“Dei minha opinião sobre o caso Graça Foster-Petrobras porque não consegui ficar calada diante das coisas que tenho lido.”

É o chamado “outro lado”. Mas quem, na mídia, quer ouvir depoimentos como o de Renata Victal?

Quem conhece as redações de hoje sabe. Se um repórter chega aos editores com uma entrevista com alguém que diga coisas parecidas com o depoimento espontâneo e acidental de Renata Victal, corre um risco sério de ser despedido.

A pontapés.

Responder

Mauricio Gomes

14 de dezembro de 2014 às 11h42

Só vou acreditar quando tivermos uma regulação da mídia e quando figuras como o BolsoASNO não forem mais eleitas nem para síndico de prédio. Caso contrário, veremos o filme repetir-se em 2018, possivelmente com uma derrota do PT pelas forças conservadoras e reacionárias encasteladas em vários setores da sociedade.

Responder

William

14 de dezembro de 2014 às 10h43

De acordo com informações no site da Presidência da República, http://www2.planalto.gov.br/presidencia/presidenta/biografia, Dilma Rousseff nasceu em 14/12/1947. Desta maneira, em 14/12/2014, completa 67 anos de vida, não 66 anos como informado inicialmente nesta matéria de 14/12/2014.

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    Miguel do Rosário

    14 de dezembro de 2014 às 11h59

    Vou corrigir. Valeu.

    Responder

Ricardo Edmundo Ceconello

14 de dezembro de 2014 às 12h35

Operazione mani pulite, Sieger Arzt Richter, Per passare e rendere il Brasile una nazione di politica pulita
O QUE SERIA PRECISO NA LAVA JATO PARA PASSAR O BRASIL A LIMPO?
Operazione (lava jato) jet wash – troppo rumore, nessun danno nel nido di tucani
Mas eu vivo dizendo, escrevendo e prevendo que a LAVA JATO vai ser irmã gêmea do BANESTADO. Vai dar em tudo, inclusive um TREMENDO e RETUMBANTE NADA RECHEADO COM PIZZA DE MARMELADA. Ora, quem não sabe que tudo é golpe pré eleitoreiro dos tucanalhas demonizados? POR QUE NÃO APARECE OS “VAZAMENTOS” DOS NOMES DOS POLÍTICOS DO PSDB e DEM? Por que o Procurador Geral da Justiça não denunciou nenhum político de peso? Por que a VEJA e a GLOBO só soltam boatos contra políticos do Governo e NUNCA políticos da “oposição? Afinal, que cafajestada repetida será essa lava jato? Repetindo casos SIVAM, FICHA ROSA? BANESTADO? Reeleição do ÉFE GAGÁ CÊ? Por que o “senador botox” de Londrina não foi ainda “vazado” para a imprensa, apesar da sua amizade estreita com o doleiro delator Yussef?

Responder

Maria Regina Arruda

14 de dezembro de 2014 às 12h09

olha a dilminha aí tocando violão…. parabéns presidenta….

Responder

Luigi

14 de dezembro de 2014 às 09h57

Gostei

Responder

Miro

14 de dezembro de 2014 às 09h20

Eu também acredito…………

Responder

Roselene Betti

14 de dezembro de 2014 às 10h37

Estava precisando ler um texto com um pouco de otimismo,com uma luz no final do túnel.as mudanças são inevitáveis ,não tem volta, não teremos retrocesso,estamos a caminho de um NOVO BRASIL.

Responder

José Ubiratan Soares

14 de dezembro de 2014 às 08h27

Cara! A melhor argumentação tua que já li. Desafio aos moralistas: façam uma análise moral; e aos lógicos, uma analise lógica. Teus textos têm sido um deleite para minha inteligência sempre aprendiz.

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