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Governo eleva piso inicial de professor para R$ 1,9 mil

Por Miguel do Rosário

07 de janeiro de 2015 : 12h31

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Finalmente, uma notícia vinda da nova gestão da qual podemos nos orgulhar!

São essas coisas que tem potencial de promover uma revolução silenciosa no país.

O governo acaba de aprovar o novo piso inicial dos professores de ensino médio: R$ 1.917,00, 13% acima do piso de 2014, e correspondente ao dobro da inflação no período.

Ainda é pouco, mas se pensarmos que, em 2009, o piso do professor era de R$ 950…

Prefeituras e governos estaduais enfrentarão dificuldades para honrar este piso, mas é necessário um esforço real, cortando gorduras, mordomias e gastos desnecessários, para que os professores brasileiros recebam uma renda digna.

O piso salarial dos professores tem crescido acima da inflação nos últimos anos. Que continue assim.

Mais alguns anos, e teremos professores recebendo salários compatíveis com os valores pagos em países desenvolvidos.

Professor bem pago é um dos passos mais importantes para termos uma educação pública melhor.

Educação pública melhor é o passo fundamental para democratizar o acesso aos melhores empregos, à cultura, a renda.

*

Governo anuncia aumento no salário dos professores

Aumento é para professores do nível médio com jornada de trabalho de 40 horas
AGÊNCIA BRASIL

O Ministério da Educação (MEC) informou que o piso salarial do magistério terá aumento de 13,01%. Com o reajuste, o salário inicial passará para R$ 1.917,78 a partir deste mês. O cálculo está previsto na Lei do Piso (Lei 11.738/2008), que vincula o aumento ao percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano.

O novo montante é relativo ao salário inicial dos professores de escola pública, com formação de nível médio e jornada de trabalho de 40 horas semanais.

Segundo o MEC, nos últimos dias, o ministro da Educação, Cid Gomes, reuniu-se com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

De acordo com a lei, a correção do piso reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O piso salarial subiu de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011, conforme números incluídos no site do MEC. Em 2012, o valor vigente era R$ 1.451. Em 2013, o piso passou para R$ 1.567 e em 2014 foi reajustado para R$ 1.697. O maior reajuste foi registrado em 2012, com 22,22%.

Para Roberto Leão, presidente da CNTE, o reajuste cumpre a lei, embora ainda não seja o “que consideramos melhor para os trabalhadores”. Segundo ele, a Lei do Piso é “importantíssima para o cumprimento do PNE [Plano Nacional de Educação]”. Uma das metas previstas no plano estabelece prazo de seis anos para equiparação do salário dos professores ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente. Conforme Leão, o rendimento médio dos docentes representa aproximadamente 60% dos salários médios dos demais profissionais.

Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o aumento, que tem sido praticado acima da inflação, representará custo maior com a folha e menos investimentos em reformas e infraestrutura das escolas, além de outros itens fundamentais à qualidade do ensino.

“Com certeza, teremos municípios e estados com dificuldade”, disse Cleuza Repulho, presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). “Precisaremos da regulamentação dos royalties do petróleo e do PNE em funcionamento para garantir novos recusos. A arrecadação dos estados e municípios foi menor que a esperada”, acrescentou.

Segundo Cleuza, a entidade voltará a se reunir com o ministro até o fim do mês para cobrar maior participação da União nos gastos dos entes federativos com educação. Também pedirá a retomada do grupo de trabalho para revisão do reajuste do piso.
A proposta da entidade é que o reajuste leve em consideração a variação do Fundeb e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estabelecendo novos salários intermediários às duas variações. “Entendemos que não é o que o professor precisa ganhar, mas agora não tem como ser um valor superior à inflação”, concluiu Cleuza.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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22 comentários

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Macunaíma

05 de fevereiro de 2015 às 17h42

BRASIL PÁTRIA EDUCADORA, outra bela de uma cascata.Vamos aguardar a aprovação das medidas provisórias pelas quais o povo mais pobre terá que pagar a conta pelo déficit público da previdência. Fui Brizola e hj sou PT, Lula e Dilma, mas estou revoltado principalmente com a questão da pensão por morte. Quando me aposentei fui roubado em cerca de 40% pelo fator previdenciário, agora quando eu morrer em breve, minha viúva, hoje com 72 anos, será roubada em 50% da pensão que teria direito. Uma merreca, mas é com ela que viverá. Enquanto isso, só a título de exemplo, pois existem outras categorias tb com enormes privilégios, os militares continuam deitando e rolando, com suas vantagens previdenciárias intocáveis. Tenho duas primas, hoje beirando aos 70 anos que nunca trabalharam na vida e vivem como pensionistas de seu genitor que foi general. Mas militares merecem pois estão aí para defender a pátria com o sacrifício de sua própria vida, apesar de que já faz 150 anos que o Brasil participou de uma guerra (do Paraguai). De lá pra cá, só deram tiro ou em seus compatriotas ou em pombo, quando for o caso.
Alguém realmente acredita que a esposa do vice-presidente Michel Temer terá limites de anos para recebimento de sua pensão como viúva de ex-presidente da república? Vou parar por aqui pois existem milhões de casos semelhantes. Analise o déficit da previdência e verá que passa mais longe do povo pobre do Brasil (INSS) do que de outras categorias intocadas. Viva o Brasil! Viva a casa grande!

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Macunaíma

05 de fevereiro de 2015 às 17h33

Além de baixo é uma bela cascata, pois os estados não cumprem a lei.

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Pedro

12 de janeiro de 2015 às 14h46

Professores devem ser valorizados de acordo com o serviço que prestam. Estudei alguns anos em escola pública e sinceramente os professores daquela escola não mereciam ganhar nem 100 reais. O discurso de que o professor não é bom pq ganha pouco é o pior argumento que se pode usar. Até pq quando escolheu a profissão já sabia o quanto a classe costuma receber.

Acho que o mais importante é criar um plano para valorizar o bom professor. O que não significa que seja aquele que aprova mais alunos, como algumas cidades fazem Brasil à fora.

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    Miguel do Rosário

    12 de janeiro de 2015 às 14h49

    sim, mas é um processo. os baixos salários criaram uma cultura de desprezo pela própria profissão.

    Responder

Lave e Raspe

08 de janeiro de 2015 às 13h16

.acabar a sonegação dos recebimentos de ajugueis.Sabiam que os alugueis civis são 80% sonegados? informação de imobiliária.
.acabar com os incentivos a previdência privada feita com grana publica em muitos casos.
.fiscalizar cada prédio da cidade e pegar as inúmeras clinicas clandestinas e as gráficas e não só confecções.
.seguir de perto a lavagem de dinheiro pela classe media santa.

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Marília Braga

08 de janeiro de 2015 às 14h45

Uauuu!… Nossa!!

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Edvard

08 de janeiro de 2015 às 10h22

O curioso é que o salário do “Mais Médicos” levou parte da medicina brasileira a chamar os médicos cubanos de escravos.
Se é assim, o que são os professores que fazem a formação daqueles que vão se formar em medicina? Devo lembrar que eles têm diploma universitário!
O valor ainda é pequeno, mas o aumento já é um início e espero que aumente acima da inflação todos os anos. Por outro lado, os prefeitos e governadores podem muito bem estipular valores mais altos que este. Muitos já o fazem. Quanto ás prefeituras e estados que não cumprem o valor mínimo estipulado, aplique-se a lei.

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Daniel Monteiro

08 de janeiro de 2015 às 11h53

ela eleva o piso dos professores que ninguém paga, e me corta 7 bilhões para educação, isso é demagogia, pura publicidade, este governo é uma vergonha !!!

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Meire Souza

08 de janeiro de 2015 às 02h20

Enquanto os professores precisarem de dupla jornada para garantir sua dignidade e de sua família, este piso ainda é muito baixo!

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    MARIA

    09 de janeiro de 2015 às 18h21

    NOS DA SAÚDE TAMBEM TEMOS QUE FAZER DUPLA JORNADA PARA GARANTIR NOSSA DIGNIDADE PRINCIPALMENTE NOS TECNICOS E AUXILIARES.

    Responder

      Macunaíma

      05 de fevereiro de 2015 às 17h35

      Vcs tem nível superior?

      Responder

Paulo Ferreira Dias da Silva

07 de janeiro de 2015 às 16h27

Ana Peluso, pode começar por aí. Mas a gente precisa saber de notícias como essa, que com certeza não vão dar no JN nem na FSP.

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Marcelo José Botta

07 de janeiro de 2015 às 16h22

ainda é muito pouco para 40 horas mas….

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Sônia Lacerda

07 de janeiro de 2015 às 16h22

Ainda muito baixo!!!

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João Victor

07 de janeiro de 2015 às 16h11

Devemos nos orgulhar disso, meu amigo? Diga-me por quê?

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    Emanuel Lacerda

    09 de janeiro de 2015 às 01h12

    Porque mesmo sendo pouco, as vezes as atitudes valem mais do que o proprio valor. Agora é esperar que isso chegue a 3 mil. Se nao faz nada reclama. Se faz alguma coisa reclama. Ora…faça-me o favor

    Responder

      Macunaíma

      05 de fevereiro de 2015 às 17h38

      Podia fixar em R$10.000,00, pois é uma bela cascata pois os governos estaduais não pagam! NÂO CUMPREM A LEI!

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Otalice Cavalcante

07 de janeiro de 2015 às 15h51

Espero que seja pago efetivamente, apesar de não ser grande coisa se comparado a outros profissionais. E os aposentados,como ficam?

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Raphael Lage

07 de janeiro de 2015 às 15h08

Vários são os estados que não cumprem a lei do piso (jornada e vencimentos), governados tanto por tucanos quanto por petistas.

Nunca se discute a fundo a causa do subfinanciamento da educação. Os repasses do fundeb vão majoritariamente para a folha de pagamento, um louvável esforço do governo federal, mas ainda insuficiente.

O dinheiro dos royalties do pré-sal distrubuído ao longo de 35 anos e com o valor atual do barril resultaria em aproximadamente R$ 42 aluno/mês. Assumindo salas médias de 35 alunos, seriam R$ 1470 sala/mês. Mesmo que 80% desse valor fosse destinado ao pagamento de professores e funcionários, ainda assim seria inadequado, pois para que houvesse equiparação com a media salarial dos demais profissionais de nível superior um professor teria de trabalhar em sala de aula tempo superior ao estipulado da lei do piso (26 ou 27 aulas numa jornada de 40h).

Enfim, a questão é que o financiamento da saúde e da educação não se farão em nível adequado enquanto não houver o verdadeiro ajuste fiscal: Tributação progressiva do IPTU, IPVA, ITD, IR, ITR, fim da guerra dos ICMS, regulamentação do IGF, criação de impostos para motonauticos e aeromotores, remoção gradual dos impostos que incidem sobre o consumo das classes populares e combate pesado aos crimes de ordem tributária.

Aumentar o piso é bom. Mas comemorar simplesmente e não chamar a atenção aos problemas estruturais profundos é não manter o sentimento de guinada à esquerda, tão presente em campanha.

Um abraço.

Responder

Marcos Freire

07 de janeiro de 2015 às 15h06

Eba…subiu pacas hein…assim como subiu o salario dos parlamentares..inclusive Dilma…agora sim os professores estao super valorizados…

Responder

Niza Maria Rodrigues

07 de janeiro de 2015 às 14h45

Isso é ótimo pois é p valor mínimo q poderão receber esses profissionais, principalmente em regiões onde estavam recebendo até menos do q 1salário mínimo.

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