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Road crônica de um blogueiro

Por Miguel do Rosário

05 de março de 2015 : 19h10

SamRileyKristenStewarteGarrettHedlund


 

Antes de qualquer coisa, obrigado a todos os meus amigos e amigas da blogosfera.

O blog continua precisando de sua assinatura ou colaboração, mas a campanha para arrecadar os fundos necessários para pagar a “indenização” a Ali Kamel atingiu a meta com folga.

Além das doações específicas para a campanha, o número de assinantes do Cafezinho passou de 500 para 700, um crescimento de 40% em duas semanas.

Agradeço especialmente a Leandro Fortes, Renato Rovai, Altamiro Borges, Paulo Nogueira, Fernando Brito, que escreveram textos de apoio e, com isso, me ajudaram de maneira extraordinária a enfrentar as sacripantices do nosso judiciário.

Agradeço, naturalmente,  a todos os blogueiros e aos centenas, quiçá milhares de leitores que enviaram mensagens e contribuíram de alguma forma.

Agradeço também a Jandira Feghali, a deputada federal que mais defende a causa da liberdade de expressão para os meios alternativos no Congresso Nacional.

Os caciques do PMDB vivem falando em defesa da liberdade de informação, imprensa e expressão, mas aparentemente essa defesa vale só para os grandes meios, herdeiros da ditadura.

Um especial obrigado, por fim, a Wadih Damous, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, que sempre nos apoiou; e ao idealizador do Brasil 247, Leonardo Attuch, que também colaborou insistentemente para denunciar uma condenação injusta e desproporcional.

A direita brasileira pode dar quantos golpes quiser, pode manipular a opinião pública, pode influenciar juízes através de intimidação ou bajulação, conspirar com setores do Ministério Público e núcleos de oposição encrustados dentro da Polícia Federal.

Nada disso anulará a nossa maior vitória.

A emergência de um núcleo duro de opinião crítica à mídia é uma grande conquista democrática.

A gente fica triste com tudo que está acontecendo, porque nos envolvemos emocionalmente com a questão política.

Alegramo-nos com as notícias boas sobre o Brasil e nos deprimimos com as negativas, ao contrário dos cínicos da mídia, que noticiam desgraças com um sorrisinho malvado no canto da boca e divulgam fatos bons com olhar morto e constrangido.

Tristes, porém detentores de uma dignidade irredutível, como se tivéssemos sido, enfim, imunizados contra a pior doença que pode acometer um cidadão: tornar-se um idiota midiático, um otário manipulado facilmente pelas patranhas dos setores mais corruptos e mais cínicos da nossa sociedade.

Amanhã eu escrevo sobre a estranha (ou não tão estranha assim, visto que tucano é uma espécie inimputável) generosidade do PGR para com Aécio Neves. E também sobre a aprovação da Pec da Bengala, esse nada pequeno golpe contra a nossa democracia.

Dito isto, permitam-me prosseguir o post na forma de uma crônica um pouco maluca, que é o que posso lhes oferecer hoje.

Estou aqui, em M., interior de Minas Gerais, coração da região cafeeira, uma cidadezinha de 14 mil habitantes, feia como o diabo, mas um pedacinho importante do meu Brasil querido, cheio de gente honesta e trabalhadora.

Cheguei hoje pela manhã, após sete horas sentado ao lado de um pequeno empresário do ramo de exportação, que passou a viagem toda, enquanto dirigia, tentando me converter ao espiritismo de Alan Kardec.

Para isso me serviram as leituras de Faulkner. Me divirto em qualquer situação, e dei corda ao entusiasmo espiritual do meu colega; sentindo alívio, de qualquer forma, por ele não falar nada de política.

É um cara muito gente boa, mas suas fontes de informação o colocam, necessariamente, no pólo contrário ao meu (minha previsão estaria certa, conforme constatei um pouco mais tarde).

Vim entrevistar um senhor que é quase dono da cidade, um empresário com negócios no setor de café, supermercado, universidade, água mineral e laticínios.

Não esperava isso, mas foi o empresário que, ao longo da entrevista, elogiou o presente governo pela prioridade que dá ao social.

Esse é o tipo de trabalho que faço por prazer, para conhecer um pouquinho a mais do Brasil, apesar desse tipo de risco: passar sete horas ouvindo sobre espiritismo, e dando graças a Deus que o interlocutor não prefere falar de política.

Espero que, na volta, ele passe as mesmas sete horas falando de Kardec…

Nem tive tempo de descansar muito em casa. Na quarta-feira à noite, comprei um leito na rodoviária Tietê, na companhia Expresso Brasileiro, que elogio aqui de público por ter uma excelente internet interna, que me permitiu assistir mais alguns episódios da temporada 3 de House of Cards.

Cheguei às 5 da manhã no Rio, lavei uma louça que havia deixado suja dias antes, antes de ir à São Paulo, arrumei um pouco a casa (conto isso pelo orgulho de me diferenciar do perfil aristocrático, ancien regime, de nossos colunistas de jornal, que devem ter uma empregada até para lhe servir um copo d’água), e esperei o meu colega espírita me pegar na porta do prédio.

Uma informação para os trolls que adoram entrar aqui para me chamar de “fracassado”: houve um tempo em que fui o principal jornalista especializado em café do Brasil, e um dos principais do mundo.

Além de editar a principal newsletter do setor, no Brasil, escrevia diariamente em português e inglês para um site norte-americano, que me pagava em dólar.

Larguei tudo, por incrível que pareça, para escrever sobre política. Não queria passar o resto da minha vida escrevendo sobre café.

O café me ajudou a conhecer o Brasil, porque me fez viajar muito, entrevistar pequenos e grandes produtores, agrônomos, exportadores, etc. Mais importante: salvou-me de um vício comum àqueles que enveredam pela literatura política, que é conviver apenas com aqueles com os quais você tem afinidade ideológica.

Passei anos escrevendo para gente que, em sua maioria, tinha opiniões e origens totalmente diversas da minha, o que me ajudou a desenvolver uma linguagem mais cuidadosa (uma qualidade que, receio eu, tenho perdido nos últimos anos).

Como eu dizia, eu estava em São Paulo.

Cheguei na grande capital no sábado pela manhã, também via ônibus. Passei no hotel, tomei um banho e peguei um táxi para a sede do Barão de Itararé, onde tínhamos algumas reuniões políticas, pela manhã e pela tarde.

Pela manhã, havia uma análise de conjuntura, com uma secretária de comunicação da CUT, Rosane Bertotti, Laurindo Leal Filho, acadêmico da área de comunicação, além do presidente do Barão de Itararé, Miro Borges, e a provável herdeira do cargo, Renata Mielli.

Uma análise pesada, até mesmo pessimista, pontuada por intervenções duras dos participantes, contra os silêncios e covardias do governo, sobretudo quando se trata do que, em esferas crescentes do movimento social, se considera a batalha primordial: a política de comunicação.

Um dos blogueiros participantes, mais tarde, num bar da praça Roosevelt, resumiu um pensamento quase consensual: “tenho a sensação de que não temos presidente”.

Assim como os antigos diziam, em meios aos tormentos de eras passadas, que “sempre nos restará Paris”, hoje podemos afirmar que ao menos nos deixaram a cerveja e o bom humor.

Esses bens a mídia não conseguirá nos roubar tão fácil.

Depois de horas de debate pesado sobre as nuvens escuras que cobrem a política brasileira, com a oposição conservadora e as corporações de mídia avançando sobre a opinião pública de maneira rápida e assustadora, um punhado de blogueiros foram beber cerveja e rir da própria desgraça num barzinho em São Paulo.

Então prorroguei por uns dias minha estadia na grande capital.

O primeiro dia por preguiça e problemas intestinais. O segundo dia para participar de um encontro do ministro da Cultura, Juca Ferreira, com produtores de mídia livre e blogueiros.

Juca exerce a sua segunda gestão num momento bem diferente da primeira, quando, conforme suas próprias palavras, ainda era tratado como um “ursinho de pelúcia”, em função de sua pouca identificação, à época, com o PT e com a esquerda em geral.

Hoje as pessoas, e a mídia em particular, conhecem a sua trajetória. Sabem que ele tem lado, e que foi uma das figuras estratégicas para a vitória de Dilma no segundo turno. Juca Ferreira ajudou a incendiar a campanha eleitoral, agregando agentes politizados das periferias, e juntando os rebanhos desgarrados da esquerda cultural.

Ferreira teceu críticas pesadas à Lei Rouanet, para ele uma excrescência neoliberal (os termos são meus, Juca usou palavras mais suaves), até mesmo inconstitucional, na medida em que permite às empresas complementarem seu marketing privado usando verba pública.

Ele disse que há estudos mostrando que as empresas que participam da Lei Rouanet reduzem os recursos destinados ao marketing, porque consideram a lei uma maneira eficiente de venderem sua marca.

Juca contou que um inglês que participou de um debate com ele sobre a lei, após ler – estarrecido – o texto com seus regulamentos, disse que uma lei similar jamais seria possível na Inglaterra, porque lá não se admitiria repassar recursos públicos para empresas privadas usarem em marketing.

Na minha intervenção, eu abordei o problema da cultura e da mídia, em como o debate cultural brasileiro se mantém refém de uma mídia altamente concentrada. Cinema, literatura, artes plásticas, a falta de mais pluralidade em nossos meios de comunicação de massa, prejudica a diversidade e, com isso, mina a própria qualidade da produção cultural e artística nacional.

Claro que as mídias alternativas e o meio digital abriram muitas brechas, mas quando se trata de um debate a nível nacional, que reúna virtualmente a sociedade inteira em torno de alguns conceitos e valores em comum, ainda ficamos refém dos mesmos grupos de comunicação que apoiaram a ditadura e tentam, diuturnamente, interferir nas decisões soberanas da população.

Todo país enfrenta problemas similares, mas a concentração no Brasil me parece uma das mais alarmantes de todo o mundo democrático.

Ivana Bentes, da secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, lembrou que o ministério vem procurando compensar através de ações em rede, em parcerias com a sociedade civil, a carência de recursos humanos e financeiros. Ela informou que o Minc iniciou uma série de reuniões com o Ministério da Comunicação, para estabelecer uma ponte entre as políticas de cultura e comunicação, a partir do entendimento de que uma não pode viver mais sem a outra.

Francisco Bosco, novo presidente da Funarte, também fez uma intervenção, mas o post ficou longo demais e encerro por aqui.

Tenho de ir jantar e tomar umas cervejas com meus novos amigos de M.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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13 comentários

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Elilian Patricia Brambilla

06 de março de 2015 às 17h35

Ai esta o ero me ver como fonte de informação, coisa que não sou, apenas um ser humano sendo torturado pelo Estado pelos motivos mais cretinos que possa existir.

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Celso Junqueira

06 de março de 2015 às 11h51

“Tenho a sensação de que não temos presidente”. É isso mesmo. Penso que a Dilma – não a chamo mais de Presidente(a) desistiu da luta política. Penso que ela está torcendo para levar um chute, largar tudo e ir cuidar do neto Gabriel.

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Ricardo.Parafatti

06 de março de 2015 às 10h53

Acabo de ler no Brasil247 que Lula desistiu de participar do ato de 13/03 porque não quer ser confundido com manifestações contra o governo Dilma ou suas propostas de arrocho fiscal. Sinceramente eu acho que o verdadeiro motivo é que com a lista do Dr. Janot o golpe praticamente se inviabilizou e o PT como se tornou um partido meramente institucional e covarde em relação a oposição midiática e judiciaria não vê necessidade de enfrentamento. Sincera e honestamente senti neste seu artigo Miguel uma mágoa e tristeza com o esfarelamento deste governo que dificilmente se recuperará. Penso e sinto a mesma coisa. O que me resta é manter a sobriedade e honestidade intelectual de manter meus princípios de defender o melhor ao meu país, sem deixar de sentir que a derrota política está se consolidando. Mas mantenho a minha trincheira de luta!!!

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Paulo Henrique Tavares

06 de março de 2015 às 06h56

Miguel,
Como você é simpático. Adorei o texto. Especialmente os detalhes.
Acho que também sou assinante do seu blog. Acho que mandei há alguns meses atrás uns “centavos” para vocês. Mas teu blog já é mais que suficiente.
Abraços e lembrar que estamos vencendo.

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Vitor

06 de março de 2015 às 00h25

Caro Miguel, brindo com você hoje, já que tb tomei algumas ótimas cervejas agora pouco!
Estou escrevendo para te chamar atenção de uma coisa que reparei no seu (excelente) texto… Você percebeu que chamou a mesmíssima pessoa de “idiota midiático”, “otário manipulado”, “colega” e “gente boa”?
Não digo isso em tom de crítica, mas acho que todos que escrevem (e principalmente comentam) em blogs e sites progressistas deveriam pensar um pouco mais sobre esse assunto! Normalmente são muito agressivos com quem é consumidor da grande mídia, mesmo que muitos deles são mais vítimas que más pessoas! No entanto, quando buscam ou mesmo caem de paraquedas em lugares mais democráticos, são invariavelmente ofendidos e saem correndo ou algo pior.
Enfim, acho que a forma como estão abordando essas pessoas hoje é muito passional e pouco efetiva! Impossibilita a mudança de hábito dessas pessoas…
Acho que vc não vai ler esse comentário, mas se por acaso ler, é apenas uma opinião para sua reflexão sobre o assunto! Um abraço e bom retorno ao RJ.

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nilo walter

06 de março de 2015 às 00h22

Miguel, esqueça os trolls .
Tome sua cerveja e umas pingas .

Volto aa repetir que essa tal de eleição só serve para a elite.

Esse negócio de republicanismo também é conversa fiada .

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Messias Franca de Macedo

06 de março de 2015 às 00h10

Vexame: Estadão apaga título “Na Lava Jato, Youssef diz que Aécio recebeu dinheiro desviado de Furnas”

Veja o título da matéria ‘antes’ e ‘depois’!

http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/03/vexame-estadao-apaga-titulo-na-lava.html

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Messias Franca de Macedo

05 de março de 2015 às 23h55

… A Advocacia Geral da União, a CGU, a ABIN e o Ministério da Justiça estão diante de um dever Constitucional:

cotejar – minuciosamente – o relatório do procurador Janot entregue ao STF e os relatórios produzidos pela Operação Lavo Jato da Polícia Federal!

“Nunca se sabe”: o procurador geral Janot pode ter passado por um processo de “gurgelização”!

Ou seja, o [humano!] Rodrigo Janot pode ter cometido os crimes de estelionato, peculato e improbidade administrativa e outros “não-tipificados pela teoria do domínio do fato”!

Ou, no Brasil, procuradores da República integram o seleto grupo dos deuses?

A conferir!

E sem prejulgamentos!

Na hipótese da prática dos delitos, o procurador pode(rá) ser ‘vazado’ pela Lei?!

De novo, a conferir!

O Brasil tem que se passado a limpo dos(as) cheirosos(as)!

Doa a quem doer!

E que não fique pedra sobre pedra!

Nem que a vaca tussa!

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Messias Franca de Macedo

05 de março de 2015 às 23h32

SEN-SA-CI.O-NAL! SENSACIONAL!

#####################

Deputado afirma que Janot tem as provas e cobra investigação sobre Aécio

VÍDEO:

https://www.youtube.com/watch?v=G6kJWAx8uJE

FONTE: http://www.viomundo.com.br/denuncias/rogerio-correia-5.html

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Messias Franca de Macedo

05 de março de 2015 às 23h21

Parabéns, ínclito e impávido jornalista brasileiro Miguel do Rosário!

Intelectualidade, paixão pela pátria e decência a serviço do Brasil!

Felicidades!

Hasta la Victoria Siempre!

Respeitosas saudações democráticas, progressistas, civilizatórias, nacionalistas, antigolpistas e antifascistas,

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
Brasil – em homenagem ao sapiente e honesto povo trabalhador brasileiro!

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runas waldan

05 de março de 2015 às 21h24

Hoje, como sempre também tomei aquela geladinha que a tudo conserta. Durante o tempo que apreciei a loirinha cheguei à conclusão que toda a classe política do Brasil ficou enroscada. A Globo e cia tentou desgastar a Dilma. Mas nessa história toda ela é sem dúvida a mais imaculada. A moral do Cunha foi lá embaixo. O Aecio muito citado mostrando que ele tem seus podres e só se livra do castigo pelas falhas da Justiça injusta. Assim acredito que tudo seguirá para o melhor. Parabens Miguel. Você é homem de valor. É num cafezinho que se resolve grandes contendas. E é numa cervejinha que se comemora as pequenas vitórias que nos levam às grandes vitórias.

Responder

Giusepe

05 de março de 2015 às 19h55

Miguel, seus seguidores, até mesmo os que discordam de vc, com toda certeza devem estar satisfeitos com o desfecho dessa covardia judicial que lhe foi imposta….força meu amigo, nos precisamos muito da sua perspicácia e coragem….

Responder

Carlos Roberto

05 de março de 2015 às 19h24

Miguel fico feliz em saber que a campanha para arrecadar os fundos necessários para pagar a “indenização” a Ali Kamel atingiu a meta com folga.
Além do mais é de fato noitinha e por isso desejo uma grande noite a todos, pois também vou tomar a minha gelada após um grande dia de trabalho.
O Cafezinho venceu o império do mal e seus alis, valeu Brasil!

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