Live com Miguel do Rosário (convidado especial: Luiz Moreira)

A alta velocidade da política brasileira

Por Miguel do Rosário

24 de abril de 2015 : 17h17

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(A foto é de manifestação realizada ontem, à porta do Maracanãzinho, onde a Globo comemorava seus 50 anos).


 

A Petrobrás voltou a explodir nas bolsas. Desta vez, ao que parece, com firmeza, porque o mercado incorporou o novo balanço da estatal.

Um balanço que se mostrou ultraconservador, como o momento exigia, estimando ao máximo as perdas, tanto com as mudanças cambiais e no preço do petróleo, quanto em relação aos desvios.

Aliás, é curioso notar como tudo é política. Até um balanço supostamente técnico, feito pela auditora mais conhecida no mundo, está embebido em política até os ossos. O que importava aqui não é uma estimativa concreta dos desvios, mas uma resposta suficientemente conservadora, para não constranger um mercado que usou a “crise política” no Brasil para comprar o máximo que pôde em ações da Petrobrás a baixo preço.

Agora que já encheram a barriga, o mesmo mercado volta a apostar na valorização das ações da estatal, para lucrarem com o que compraram.

Mas tudo isso faz parte do jogo, enfim. O erro original do Brasil foi ter aberto a propriedade da Petrobrás nas bolsas. A volatilidade louca das cotações do petróleo faz com que seja sempre muito arriscado fazer isso, mormente em se tratando de uma estatal com importância estratégica para a economia nacional. Ao fazer isso, FHC não vendeu apenas metade da Petrobrás, vendeu também um pedaço importante da nossa soberania.

*

A aprovação da extradição de Henrique Pizzolato ao Brasil faz a Ação Penal 470 voltar ao centro da agenda política nacional. Ou nem tanto, já que o noticiário sobre o mensalão ficou um tanto cansativo, ainda mais porque há outros escândalos mais quentes em pauta.

Entretanto, o caso Pizzolato é um capítulo fundamental nesta triste farsa que foi o julgamento do mensalão. Num vídeo preparado pelo jornalista Raimundo Pereira, em conjunto com o escritor Fernando Morais, a denúncia mais dura é feita justamente contra a condenação de Pizzolato pelo desvio de R$ 73 milhões do Visanet.

Pereira e Morais fizeram 5 vídeos explicativos sobre o mensalão. O capítulo sobre Pizzolato é o quinto e último, intitulado “A maior mentira de todas”.

Fernando Morais explica que o desvio não ocorreu, que os recusos da Visanet eram privados e monitorados por uma entidade privada, e que Pizzolato não era o responsável pela gestão desses recursos e, portanto, não poderia desviá-los.

Pizzolato foi condenado com base na presença de sua assinatura em documentos internos, relativos ao Visanet, em que outros três diretores do BB também assinaram. Os documentos não eram autorizativos, mas simples memorandos, então não podiam ter determinado o desvio. E porque só Pizzolato foi indiciado, se havia outras assinaturas?

Pior, o desvio não ocorreu. Os R$ 73 milhões do Visanet foram efetivamente aplicados em publicidade. Boa parte desse dinheiro terminou, naturalmente, em mãos da Globo. Já publicamos inúmeros documentos provando isso.

O dinheiro que pagou o caixa 2 do PT veio dos empréstimos do Banco Rural e BMG, ou possivelmente de outras doações ocultas, mas não do BB.

No entanto, a narrativa do mensalão precisava que o dinheiro viesse do BB e houvesse um petista no BB responsável por esse desvio. Então forçaram a barra e conseguiram provar um absurdo.

O então presidente do STF, Ayres Brito, fez um inflamado discurso em que defendia que a Visanet fazia parte do “sistema público nacional”, porque seu nome jurídico no Brasil começava com “Companhia Brasileira”. Eu escrevi sobre esse momento de humor sombrio do nosso Judiciário no post “O dia em que Ayres Brito tomou LSD“.

Pizzolato também foi condenado pelo Bônus de Volume pago às agências de Marcos Valério, sendo que o bônus é um pagamento feito pelas emissoras de TV às agências, sem que o Banco do Brasil tenha qualquer controle sobre isso. A mídia nunca explicou isso ao público. Pior, não contou ao público que uma das testemunhas de defesa de Pizzolato foi um importante diretor da Globo, Otavio Florisbal, criador do Bônus de Volume no Brasil. Florisbal declarou, em juízo, que o bônus de volume dado pelos veículos de comunicação à DNA, no caso Visanet, durante o período no qual Pizzolato era diretor de marketing do BB, era regular, perfeitamente legal, constituindo uma relação puramente privada entre mídias e agências. Esse depoimento, no entanto, se manteve escondido da mídia durante todo o julgamento.

Aliás, durante o julgamento, toda informação que ajudasse a defesa era escondida, por Joaquim Barbosa, em primeiro lugar, e pela mídia, em segundo. Os documentos relativos ao inquérito 2474, por exemplo, que traziam provas redundantes da inocência de Pizzolato foi mantido em segredo por Joaquim Barbosa, do próprio Pizzolato durante todo o processo de aceitação da denúncia pelo STF. Pior, ocultados até mesmo aos outros ministros do STF!

Num debate em plenário, alguns ministros questionam a razão de Barbosa ter mantido o inquérito 2474 em sigilo, e ele gagueja, mexe as mãos freneticamente, e não consegue responder. O inquérito 2474 continha, entre seus documentos, por exemplo, o Laudo 2828, que provava que Pizzolato não era o funcionário responsável pela gestão do Visanet no momento em que teriam ocorrido os desvios (que na verdade sequer ocorreram).

Tanto não ocorreram desvios no Visanet que o Banco do Brasil nunca os cobrou. O Globo ainda tentou uma manobra de marketing, bem depois da condenação, dizendo que o BB iria cobrar os recursos desviados. Era mentira, para variar. Nunca houve essa cobrança, porque não houve os desvios. O dinheiro foi gasto em publicidade, inclusive no patrocínio de um seminário de juízes do qual Joaquim Barbosa participou.

Nem o BB, nem a Visanet, cobraram o desvio, porque ele não ocorreu. O dinheiro foi usado em publicidade em centenas de órgãos de comunicação, em promoção de eventos, patrocínio de seleção de volei, etc.

*

Outro tema que não posso deixar de comentar é sobre o “erro” de Sergio Moro, ao mandar prender a cunhada de Vaccari porque ela teria aparecido num vídeo, fazendo um depósito na conta de sua irmã, mulher de Vaccari.

Acabou que a pessoa no vídeo era a mulher de Vaccari, fazendo um depósito (de valor pequeno, diga-se de passagem) em sua própria conta.

É um caso tão bizarro de injustiça que a gente se pergunta: não haverá consequências? Prender alguém virou brincadeira?

O “mico” de Sergio Moro revela ainda o perigo e o arbítrio de se prender a pessoa antes mesmo que ela tenha oportunidade de se defender, e muito antes de qualquer conclusão do inquérito.

Revela ainda uma outra coisa muito grave: os investigadores da Lava Jato parecem imbuídos de um espírito prévio de condenação, como se o seu objetivo não fosse exatamente investigar, mas punir.

A cunhada de Vaccari foi humilhada publicamente na mídia, na TV aberta, em milhares de rádios espalhadas pelo país, seu nome arrastado na lama em milhares e milhares de mensagens na internet.

Vou repetir: após os excessos criminosos verificados na Operação Mãos Limpas, que o juiz Sergio Moro tanto admira, foi aprovada uma lei que responsabiliza juízes e promotores, quando estes cometem erros ou excessos. A imprensa não vai publicizar uma lei que é fruto da experiência dolorosa da histeria judicial na Itália?

Outra coisa: a Operação Mãos Limpas, ao destruir partidos, em virtude justamente da falta de compreensão do problema do financiamento à atividade política, fez com que o herdeiro daquele vácuo de poder fosse um homem que não precisava de financiamento, porque ele mesmo era o homem mais rico do país.

No Brasil, pode acontecer a mesma coisa. Quem é a família mais rica do país: os Marinho. Não são apenas os mais ricos, como também são donos do maior conglomerado de mídia. Ou seja, se eles já gozam de um poder descomunal, o que aconteceria se obtivessem o poder executivo, através de um partido amigo, como o PSDB?

Ao núcleo conservador que detêm hegemonia no Judiciário, no Ministério Público, na Polícia Federal, no Parlamento, se somaria o Executivo, para completar o quadro de domínio absoluto sobre os destinos do nosso país.

E a gente já viu do que esse grupo é capaz. Prende antes do direito à defesa. Condena sem provas. Persegue o sujeito até em outro país. Aprova leis que detonam direitos trabalhistas e prejudicam a juventude pobre.

Na verdade, os últimos 500 anos nos deram provas substantivas do que eles são capazes. Inclusive jogar fora a democracia por algumas décadas, quando isso é necessário.

Tenta-se criminalizar o PT, um partido que, com todos os seus infinitos vícios e defeitos (sobre os quais ainda falaremos muito aqui) ainda é o último bastião em defesa dos direitos dos trabalhadores, jovens, estudantes, e de todos aqueles que representam o trabalho, em oposição àqueles que detêm o capital.

O alinhamento de PT, PCdoB, PSOL, contra a lei da terceirização e contra a maioridade penal, mostra bem que há um rio de águas mortais a separar os partidos no Brasil. PDT e PSB decidiram atravessar este rio e se juntaram a um conservadorismo medíocre e cruel.

O resultado deste processo de destruição de um partido resultará na ascensão daqueles que representam apenas o capital, e que, por isso não tem problema nenhum para financiar suas atividades políticas, como é o caso de Eduardo Cunha, que vive um momento de absoluta embriaguez com a blindagem e o apoio que a mídia lhe proporciona.

Ou então veremos crescer, na representação política, a presença de grandes capitalistas, donos de latifúndios, indústrias e empresas de comunicação, como é tão comum, aliás, em estados mais pobres.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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39 comentários

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José Widmark

26 de abril de 2015 às 00h49

As viúvas do Lacerda estão p da vuda

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José Widmark

26 de abril de 2015 às 00h49

As viúvas do Lacerda estão p da vuda

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Sandro Jorge

25 de abril de 2015 às 22h43

Você acredita inocente

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Sidnei Brito

25 de abril de 2015 às 18h59

Apesar de sempre racionais e normalmente documentados, costumo dizer que alguns posts do Miguel não são textos, são um “grito”.
Para mim, a segunda e terceira parte deste, respectivamente sobre Pizzolatto e abusos de Moro e Cia, são um verdadeiro grito.
E parece que o País, às vezes anestesiado com a injustiça, precisa disso mesmo: ser sacudido aos gritos.

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João Ferreira Bastos

25 de abril de 2015 às 15h57

Osmar Dias, irmão do Alvaro Dias, foi Diretor do BB.
Hoje o Cesar Borges é diretor do BB.

O BB tá cheio de tucanos

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Almir

25 de abril de 2015 às 12h14

Aos burrões manipulados pela rede globo, que ficam comemorando as manobras do Moro contra o PT (e somente contra o PT), e se descuidando da aprovação do PL 4330 (que restaura a escravatura, e desta vez ninguém escapa, pois até o serviço público ai dançar). Quem mandou votar na direita? Ah, foi a rede globo… Se ligue não, viu?.
https://novoboletimdeocorrencia.files.wordpress.com/2013/02/escravo.jpg

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surreal

25 de abril de 2015 às 09h01

Antigamente o que não era publicado nos jornais impressos ou nos rádios e TV não existiam, hoje temos internet e nunca mais nada de interesse publico permanecerá escondido. Quanto maior o acesso a rede, mais se aproxima o fim dessas mídias mentirosas e infames.

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    Hell Back

    25 de abril de 2015 às 11h15

    “(…) Quanto maior o acesso a rede, mais se aproxima o fim dessas mídias mentirosas e infames.”
    Mas não nos iludamos. Em um futuro próximo chegará o dia em que eles controlarão até a internet.

    Responder

Adilson

25 de abril de 2015 às 06h22

Em menos de 8 horas a representação que será formalizada pelo Eduardo Guimarães ao CNJ, contra o modus operandi, do juiz Moro já conta com a adesão de aproximadamente 500 pessoas. Se você está indignado com a ditadura da toga, va ao Blog da Cidadania e faça a sua adesão à mencionada representação.

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    Reginaldo Santos

    25 de abril de 2015 às 08h59

    kkkk. Mais uma patetice do blogueiro peidorrento e de seus acéfalos seguidores !

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Eliana Infanti

25 de abril de 2015 às 03h46

#BrasilSemRedeGlobo #Globo50AnosdeGolpe #GloboGolpista #ForaRedeGlobo

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a vida como ela é

25 de abril de 2015 às 00h14

Vira o disco Miguel.

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JAIR ORICHIO JUNIOR

24 de abril de 2015 às 20h23

Interessante que o Senador Perrella, aquele que trafica 450 kg de Cocaína no seu HeliPÓptero e não vai preso, o Johannpeter Gerdau, o Dono do Safra, o Dono do Bradesco, o Dono do Santander, o Dono da Mitsubishi, O Dono da RBS-Rede Globo sonegam 19 Bilhões de Reais e também não vão presos….
O Moro só prende Preto, Pobre, Puta e Petista…

#MoroPorqueSoPT

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    Vitor

    25 de abril de 2015 às 00h19

    O dono do Bradesco não só não vai preso como ajuda a escolher Ministro da Fazenda…. Qual a chance de ser investigado??

    Responder

Messias Franca de Macedo

24 de abril de 2015 às 19h49

Itália autoriza extradição de Pizzolato

Postado em 24 de abril de 2015 às 8:55 am

FONTE: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/italia-autoriza-extradicao-de-pizzolato/

– Ótima notícia!

– Ótima notícia, senhor Matuto?!

– Sim, reafirmo:

ótima, sensacional, espetacular, lapidar, pedagógica… Notícia!

– Senhor Matuto, não diga que o senhor foi…

Cooptado pelas forças fascigolpistas?

As mesmas forças corruptas e do atraso que o senhor tanto condena!

– Não entendi, dileto Oráculo de Delphos!

– Senhor Matuto, o senhor quer ver o companheiro Henrique Pizzolato sob os holofotes do PIG atrás das grades?

– Longe de mim, conspícuo oráculo!

– Agora, sou eu que não estou entendendo ‘bulhufas’!

– Tão inteligente…

– “Intonci”, explica, matuto enigmático!

– Companheiro Oráculo de Delphos, agora, “não tem pra onde correr”:

O Banco do Brasil será obrigado a informar à nação brasileira se “o dinheiro da empresa VisaNet Internacional é privado ou se é dinheiro público (sic) surrupiado do Banco do Brasil”!
E por estar, agora, na Petrobras, o senhor [Aldemir] Bendine ainda tem muito a declarar!
“Simbora!”

– Que susto, matuto!

– Que alegria, solidário, generoso, solícito, impávido e sapiente Oráculo de Delphos!

Messias Franca de Macedo – matuto ‘bananiense’ – e amigo, de longos séculos (!?), do fabuloso (idem sic) Oráculo de Delphos!
Feira de Santana, Bahia
República de ‘Nois’ Bananas

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Mauricio Gomes

24 de abril de 2015 às 19h37

Miguel, por que os “blogueiros sujos” não lançam uma campanha para todos NÃO sintonizarem na Globo no domingo, aniversário da platinada golpista?

#globogolpista

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Conceicao Falcao

24 de abril de 2015 às 22h36

Viva a PETROBRAS

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Conceicao Falcao

24 de abril de 2015 às 22h36

Viva a PETROBRAS

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Expedição Perdidos Mas-Mais

24 de abril de 2015 às 22h24

REDE BOBOOO ESTÁ PERDENDO PÚBLICO ATÉ EM PESSOAS QUE SE ACHAVAM DE DIREITA , E ESTAM VENDO QUE FORAM ILUDIDOS PELA REDE. BOBOOO ( porque sabem que o PSDB É O QUE TEM DE PIOR PARA O BRASIL .

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    Marcelo Aranha De Sousa Pinto

    25 de abril de 2015 às 20h40

    Colônias agricolas de cunho penal, educacional, auto-sustentável não existem no Brasil por quê? Por quê a CNBB não querer?
    Pra que ainda servem “Existencialistas Rive Gauche” escondidos na ginasiana e infantil “Republiqueta Sindical”?

    Responder

Alex

24 de abril de 2015 às 19h22

“Companhia Brasileira de Distribuição”: uma rede de supermercados, também conhecida como Pão de Açúcar, que integra o “Sistema Público Nacional”, como quer Ayres Brito, do Instituto Inovare, que integra o “Sistema Globo de Televisão”.

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mineiro

24 de abril de 2015 às 19h07

isso tudo é culpa do pt bundao ,do lula e desse poste de pres. ao nao fazer politica e se ajoelhar para a direita , foi aonde nos chegamos. agora vai se dai para pior.

Responder

Nikola

24 de abril de 2015 às 19h06

Quando falei em trama imunda, referia-me a Pizzolato. Todos os juristas de esquerda, ou não alinhados com a oposição deveriam ser instigados a encontrar uma saída para revisar a pena de Pizzolato!

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Nikola

24 de abril de 2015 às 18h58

A pergunta é: a quem recorrer? Não é possível que não haja uma saída jurídica para esta trama imunda.

Responder

    Helder

    24 de abril de 2015 às 22h28

    Nikola, dê uma olhada nos comentários do Heitor. Achei uma boa ideia.

    Responder

Eunice

24 de abril de 2015 às 18h54

quem é esse André Souza? Em geral essas figuras querem se promover. Vascullhando se descobre que tem algum produto, ou serviço.

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    Almir

    25 de abril de 2015 às 11h22

    Ele é apenas mais babaca manipulado pela rede globo, achando que um dia vai ser aceito no baile da burguesia. Mas ali ele só entra na condição de terceirizado, pra lavar latrina.

    Responder

Heitor

24 de abril de 2015 às 18h48

Miguel, o governo italiano e a mídia italiana tem noção do que realmente foi esse julgamento? Será que não tem um jornal naquele país interessado nesta publicação?

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Carlos Henrique

24 de abril de 2015 às 18h35

Miguel, uma pergunta, pois ninguém me responde: Com a abertura do Inquérito 2474 pelo Ministro Lewandowski, caberá recurso à Defesa para novo Julgamento? Agradeceria a resposta!

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Vitor

24 de abril de 2015 às 17h34

“Visanet, uma multinacional com presença no mundo inteiro” — Caríssimo Miguel, acho que você está confundindo a Visanet com a Visa…
A Visanet é uma empresa brasileira, que atualmente se chama Cielo e os principais acionistas são Banco do Brasil e Bradesco…

Responder

    Miguel do Rosário

    24 de abril de 2015 às 17h52

    Visanet é a Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, formada por iniciativa da multinacional Visa, e que contou, na sua fundação, com a participação de meia dúzia de grandes bancos. O Visanet (agora Cielo) obviamente presta serviços aos maiores bancos do país. Um destes serviços se dá na forma do Cielo, que é um fundo com participação de BB, Bradesco.

    Não sei como funciono Cielo hoje, se é igual ao anterior, que se chamava Visanet. Mas já publicamos inúmeros documentos, como seu regulamento interno, que deixava bem claro a propriedade e a responsabilidade sobre o dinheiro ali guardado, que é de natureza exclusivamente privada.

    E que, de qq forma, não foi desviado, tanto que a Visanet não fez nenhuma reclamação judicial por sua devolução. Nem o BB.

    Responder

      Vitor

      24 de abril de 2015 às 18h10

      Por favor, Miguel. A Cielo não é um fundo e nem um serviço da Visanet. A Cielo é a Visanet! Ela apenas adotou um nome novo, depois que passou a poder passar cartões da MasterCard em seus terminais.
      Os acionistas controladores desta EMPRESA são Banco do Brasil e Bradesco… Não tem controlador de fora e ela não tem operações significativas fora do Brasil!
      A principal função dessa empresa é alugar as maquininhas de passar cartão de crédito nos diversos estabelecimentos do país (cobrando um % bem caro e provendo alguns serviços de antecipação de recebíveis) e não prestar serviço aos maiores bancos do país…
      Ela é concorrente direto da Rede (antiga Redecard), que hoje é do Itaú!
      Mais uma vez, não confunda Visanet com Visa (esta sim, uma multinacional – receitas bilionárias as duas tem)!
      Pesquisa mais, por favor: http://www.cielo.com.br/ri/

      Responder

        Miguel do Rosário

        24 de abril de 2015 às 18h11

        Sim, já respondi.

        Responder

          Vitor

          24 de abril de 2015 às 18h14

          Falta corrigir seu texto que diz que a Visanet é uma “multinacional com presença no mundo inteiro”.

        Miguel do Rosário

        24 de abril de 2015 às 18h16

        Já corrigi. Tem razão, ficou confuso. Ou melhor, errado.

        Responder

          Vitor

          24 de abril de 2015 às 18h19

          Not a problem! Só queria ajudar…


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