Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

A resposta de Paulo Pimenta ao ataque da Folha

Por Miguel do Rosário

21 de maio de 2015 : 20h12

Muito boa resposta do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) ao ataque sórdido da Folha.

Um texto vivo, com emoção, respirando indignação verdadeira.

É assim que se faz política, assim se convence as pessoas!

Com paixão!

A tese da Folha, de que o PT quer “inflar” a operação Zelotes é daquelas que te fazem rir de nervoso.

Inflar?

Como é possível inflar uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público que apura desvios da ordem de R$ 20 bilhões?

Como alguém pode “inflar” algo assim?

Na verdade, o deputado, no artigo baixo, vai no cerne da questão. A mídia quer controlar que escândalos devem ou não ser investigados. E está incomodada com Paulo Pimenta, porque ele está tomando uma iniciativa que a mídia acha que é exclusividade dela.

A tese é grotesca. Segundo o jornalista da Folha, o Brasil só deveria investigar um escândalo por vez. O critério seria dado pela mídia, claro. Todas as outras operações deveriam ser paralisadas, toda a imprensa, todos os partidos, todos os políticos, deveriam se concentrar apenas neste escândalo.

Ora, um país com 200 milhões de habitantes tem de experimentar sempre várias investigações simultâneas. É assim que iremos combater a corrupção.

Do ponto-de-vista político e democrático, haver várias investigações acontecendo ao mesmo tempo é saudável. A mídia quer uma só por vez, por razões estritamente golpistas, porque com apenas um escândalo, ela consegue controlar sua narrativa da forma mais absoluta, e dar-lhe uma função política não democrática.

A Lava Jato, por exemplo, não precisava ser tão politizada. Mas, a bem da verdade, temos que admitir que a coisa não começa apenas pela mídia. Começa por setores estranhamente partidarizados do Ministério Público.

Mas a promiscuidade com a imprensa é gritante e ridícula.

A força-tarefa da Zelotes não vai posar na capa da Folha, qual os heróis do filme Intocáveis. Até porque não é bem uma força-tarefa. É um procurador solitário, alguns delegados, um deputado gaúcho, lutando contra um monstro de R$ 20 bilhões.

O judiciário não ajuda em nada. No Brasil, é assim. Ou o cara é uma besta-fera como Sergio Moro, que prende todo mundo, por seis meses, sem prova, que autoriza a quebra indiscriminada de sigilo de centenas de pessoas, mesmo aquelas que não tem nenhuma relação direta com a investigação. Ou o juiz não faz nada, não autoriza absolutamente nada, nenhuma prisão, nenhuma busca e apreensão. Nada.

É oito ou oitenta.

O poder da mídia tem muito a ver com a isso. A mídia, apesar de decadente, ainda tem força nos meios sociais onde circulam juízes e desembargadores. A única coisa que esses caras temem mesmo é a Globo. Porque só a Globo pode, por enquanto (e isso também está mudando) deixá-los mal vistos nos saguões de aeroportos e vernissages de bacanas.

Vamos ao texto do deputado.

*

Folha de S.Paulo ataca quem investiga a Zelotes

Para minha surpresa, nesta quinta-feira (21), o colunista da Folha de S.Paulo Leonardo Souza iniciou uma “cruzada” contra todos aqueles que lutam para que não haja uma operação abafa sobre a Operação Zelotes. Acuada que está, a mídia faz diversas tentativas para desqualificar tanto a Zelotes quanto o episódio das contas secretas do HSBC na Suíça, conhecido como escândalo Swissleaks, pois ela não sabe QUEM as investigações poderão “pegar”.

O que se sabe é que nesses dois escândalos bilionários de sonegação há empresas de mídia e nomes ligados a grupos de comunicação envolvidos. Como a imprensa não controla esses episódios, ela busca estratégias para retirar a autoridade do trabalho investigativo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, ou daqueles que buscam dar visibilidade à Operação Zelotes.

A imprensa, basicamente, não se ocupa da Operação Zelotes por três motivos: o escândalo bilionário não envolve a classe política (os envolvidos são empresas privadas, anunciantes da própria mídia); há grupos de mídia investigados; e por que parte da imprensa sustenta que sonegar é um ato aceitável, e que não se trata, portanto, de corrupção.

Chama atenção que o colunista Leonardo Souza jamais se deteve em profundidade ao assunto para informar à sociedade o que é o Carf, o que é a Operação Zelotes, como é que agiam as quadrilhas que se apropriaram de uma estrutura como o Carf para defesa dos seus próprios interesses. Pelo que se sabe, o colunista não moveu até agora uma palha para tentar esmiuçar o assunto. Quando não cala sobre a Zelotes, o colunista Leonardo Souza prefere fazer juízo de valor sobre a minha atuação, tentando colocar sob suspeita as reais intenções do nosso trabalho.

Lamento que, mesmo tendo gasto grande quantidade de papel e tinta acompanhando a Operação Zelotes e a nossa atividade parlamentar, o colunista da Folha de S.Paulo o faça sem reconhecer a realidade dos fatos, sob a frágil alegação de que os esforços engendrados por nosso mandato tenham a única finalidade de desviar a publicidade da operação Lava Jato. Qual o motivo de tratar a Lava Jato e a Zelotes como concorrentes, e não como casos de corrupção de forma semelhante, respeitando o direito que a sociedade tem de ser informada? Se o raciocínio do tal colunista procedesse, seria possível afirmar que a mídia só cobre a Lava Jato com objetivo de ofuscar a Zelotes.

Sim, Leonardo, que as autoridades investiguem a fundo a Lava Jato, a Zelotes, o HSBC, o Mensalão Tucano, o Trensalão Tucano de São Paulo e todos os casos de corrupção do país, bem diferente do que ocorria até o final dos anos 1990, quando muitos casos de corrupção eram engavetados. E que a imprensa, por sua vez, noticie todos os casos de corrupção do país.

E quando for cobrada de que não está cumprindo com o papel de informar e servir ao cidadão, de que está agindo como a quadrilha que atuava no Carf defendendo apenas seus próprios interesses, que a imprensa não busque o caminho dos ataques, da desqualificação e das suposições baseadas em ufanismos editoriais ideológicos. Que não seja autoritária como os censores da ditadura! Que não tente calar e sufocar a voz daqueles que buscam chamar atenção para a roubalheira que foi feita no Carf. Que não censure! Que não faça o que justamente critica. Combata a censura, a si próprio, e não quem defende a liberdade para se falar da Zelotes e de todos escândalos de corrupção.

Por respeitar e confiar na independência do poder judiciário é que buscamos tratamento isonômico a todas as investigações criminais envolvendo o desvio de verbas públicas. Acreditamos que entre os excessos a Operação Lava Jato e a negligência dedicada à Operação Zelotes deve existir um caminho do meio.

As estratégias da mídia são velhas conhecidas. O que há de novo é que, agora, não há mais como impedir que o público tenha acesso às informações de que os grandes grupos de comunicação estão envolvidos tanto no Swissleaks quanto na Zelotes, que apuram sonegação fiscal, corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Infelizmente, a imprensa brasileira trabalha os casos de corrupção não a partir do ato em si, mas, sim, a partir de quem praticou a corrupção e quem está envolvido nesses escândalos. Só depois desse filtro, dessa censura prévia, e só depois de verificar se não irá atingir interesses dos grupos econômicos influentes, é que a imprensa decide qual o tamanho da cobertura jornalística que dedicará, ou, então, se irá varrer os acontecimentos para debaixo do tapete, sumindo com esses fatos do noticiário.

A mídia conhece, mais do que ninguém, os limites da sua liberdade de expressão, até onde pode ir e sobre o quê e quem falar. Nesse sentido, e parafraseando o próprio colunista Leonardo Souza, “é uma pena que o ímpeto apurativo da imprensa brasileira não se dê pela vontade genuína de ver um Brasil limpo da corrupção”.

Paulo Pimenta, jornalista e deputado federal pelo PT-RS.

O artigo acima também foi enviado à editoria de Opinião da Folha de S.Paulo. Abaixo o ataque da Folha ao deputado Paulo Pimenta e ao PT

PT quer inflar Zelotes para contrapor à Lava Jato, por Leonardo Souza

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) iniciou uma cruzada em defesa da Operação Zelotes, aberta pela Polícia Federal em março, num trabalho conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita, para apurar fraudes no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), espécie de tribunal superior para julgar autuações lançadas pelo fisco.

Pimenta é relator da submissão da Câmara criada para acompanhar o trabalho dos investigadores no curso da Operação Zelotes. Por iniciativa do deputado gaúcho, foram ouvidos nesta quarta-feira (20), na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, presidida pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP), os delegados da PF encarregados da investigação. Na semana passada, fora a vez do procurador Frederico Paiva, chefe da força-tarefa do MPF para o caso.

A Zelotes merece toda a atenção do poder público. Estima-se que as fraudes no Carf alcancem R$ 19 bilhões. Segundo o MPF, há provas consistentes de ilegalidades cometidas no julgamento de autuações que somam mais de R$ 5 bilhões.

Os valores envolvidos são muito maiores do que qualquer outro escândalo do vasto noticiário da corrupção brasileira. Assim, a iniciativa de Pimenta e de outros petistas seria muito bem-vinda, não fosse a verdadeira motivação para tal empenho.

O deputado não esconde que deseja um contraponto à Lava Jato, operação que desvelou as barbáries cometidas na Petrobras na gestão petista e que já arrastou para o centro do escândalo alguns nomes estrelados do partido, como ex-tesoureiro João Vaccari Neto.

Pimenta já aventou a possibilidade de solicitar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que acompanhe os desdobramentos da Zelotes. Ao contrário da Lava Jato, que já levou à cadeia empresários, políticos, doleiros e lobistas, na Zelotes a Justiça negou os 26 pedidos de prisão preventiva feitos pelo Ministério Público até aqui.

Pimenta acusa a imprensa de deliberadamente ofuscar a Zelotes, como num golpe para manter somente a Lava Jato e seus investigados sob os holofotes. “A sociedade não aceitará uma operação abafa sobre a Zelotes”, já bradou o deputado.

“Curiosamente, a Zelotes não é noticia, e a chamada grande mídia não demonstra nenhum interesse em ter acesso ao processo, em cobrar providências. Como explicar à sociedade brasileira que um esquema que causou um prejuízo aos cofres públicos de R$ 19 bilhões não seja de interesse público?”, questiona o congressista.

As afirmações do deputado não condizem com a realidade. Nesta Folha há vários repórteres escalados para cobrir o assunto, assim como em todos os grandes veículos de comunicação do país. Já foram consumidos muitos quilos de papel e litros de tinta (e incontáveis megabytes na internet) na cobertura do tema.

É uma pena que o ímpeto apurativo do deputado não se dê pela vontade genuína de ver um Brasil limpo da corrupção.

—————————————————–

GABINETE DEPUTADO FEDERAL PAULO PIMENTA
Jornalista Responsável: Fabrício Carbonel – Mtb 14.264
Assessoria de Imprensa: 61.8168.1313
Email: imprensa.paulopimenta@gmail.com

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

9 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Eduardo

23 de maio de 2015 às 10h36

Concordo plenamente,mas Mensalão não,chega,basta. A Globo por 10 anos in interruptos , repete esse esquema ao menos uma vez em cada edição de seus Telejornais, me POUPEM…

Responder

Vitor

22 de maio de 2015 às 10h07

Excelente texto, Miguel…

Responder

René Amaral

22 de maio de 2015 às 12h02

Só pode ser vingança de petralha, desde quando a pífia quantia de R$ 20.000.000.000,00 (vinte BILHÕES de reais) é motivo de investigar gente de bem(S)?

Responder

Fernando Castilho

22 de maio de 2015 às 10h05

O deputado se expressou bem. Realmente há uma operação abafa na Zelotes.

Responder

Messias Franca de Macedo

21 de maio de 2015 às 23h48

PF ABRE INQUÉRITO CONTRA BANCO SAFRA NA ZELOTES

Novo desdobramento da operação Zelotes: a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o Banco Safra, de Joseph Safra, sob a suspeita de pagar R$ 28 milhões em propina para conseguir vitórias no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf; segundo a PF, o caso se enquadra em quatro crimes: corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e advocacia administrativa; documentos mostram que os principais suspeitos são João Inácio Puga, membro do conselho de administração do Banco Safra, e Jorge Victor Rodrigues, ex-conselheiro do Carf

21 DE MAIO DE 2015 ÀS 22:06

(…)

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/181901/PF-abre-inqu%C3%A9rito-contra-Banco-Safra-na-Zelotes.htm

Responder

italo

21 de maio de 2015 às 22h28

A Zelotes desvia mais dinheiro público do que a lava jato, todos pagamos pelo rombo, a globo,folha e veja orientam indignar-mos contra seus adversarios e seu braço partidario toma a Presidencia. O legislativo é uma roubalheira, velha senhora que não poupa ninguem, mas o Judiciario ter menos autoridade que golpista é uma sentença covarde contra o Brasil e os brasileiros.

Responder

Messias Franca de Macedo

21 de maio de 2015 às 21h27

… Ainda sobre a miserável qualidade do [pseudo-]jornalismo da grande MÉRDIA brasileira!

Histórias do PIG capilarizado –

Na edição de hoje (21/05/2015) do programete fasciterrorista ‘MAU Dia Brasil’ do rádio, *”não tendo muito o que acusar e havendo muito o que ocultar”, o ex porta-voz da ditadura militar e boçal [pseudo-]jornalista Alexandre Garcia das organizações (sic) Globo sonegadoras se contentou em repisar a ladainha de que, “no ‘Brasil bolivariano do PT’, os movimentos sociais ganham legitimidade na mediada em que contemplem manifestantes com bonezinhos vermelhos!”
*notícias ruins, fatos positivos em relação ao governo federal, respectivamente.

Para compensar, o âncora e dono do **programa que retransmite o boletim golpista, anunciou:
[**Rádio Princesa FM 96.9; Rádio Sociedade de Feira de Santana 970 AM.
Emissoras da Rede [de Frades] Capuchinhos de Comunicações!
Empresas católicas (do lucro!)].

“Ouvintes, excepcionalmente, eu irei tomar a liberdade de reproduzir o comentário especial do Sebastião Nery!
Peço permissão à Rádio Metrópole de Salvador, para repercutir esse relevante testemunho!”
E, aí, o Sebastião Nery começa a contar uma história, digamos, pitoresca, folclórica, envolvendo um deputado lá pelos idos das décadas de 1950/1960… Algo comezinho…
No entanto, eis que, inopinadamente…
Fala, ‘Sebastião Traíra Nery’!
“É por isso que o último balanço da Petrobras revelou lucro de mais de 05 bilhões de reais! É porque até antes dos últimos três meses a Companhia Estatal petrolífera estava sendo saqueada pelos LADRÕES do PT!”
Mas a maldade engendrada com requintes de parcialidade servira também para anteceder imediatamente a uma entrevista com um ex vereador eleito pelo PT, e que, agora, deixou o partido, passando a integrar a base de apoio do prefeito da cidade.
Um prefeito do DEMo carlista, líder de um grupo político que está há mais ou menos 20 anos no Poder!

UM FATO PARALELO ELOQUENTE:
dias atrás, um monsenhor proferiu um sermão no qual teria repreendido os vereadores da cidade.

O motivo: a aprovação de um projeto de Lei que estabelece aposentadoria vitalícia a todos os edis que tiverem legislando por 10 anos ou mais!
Uma afronta, um acinte, segundo o pároco!
Pois muito bem, os vereadores ocuparam a tribuna da Câmara e exigiram, rispidamente, a retratação do religioso.
O monsenhor, publicamente, afirmou que não chamara os 21 vereadores de LADRÕES! Contudo, ratificara tudo que havia asseverado!
Cumpre salientar que o monsenhor discursara para um grupo restrito de fieis! Num âmbito limitado!
Ainda assim, os vereadores se revoltaram!
Manifestaram preocupações com as reputações deles!
[Dileto(a) leitor(a), imagine o nível dessas reputações!
Pausa para rir!]

Por outro lado, a agremiação Partido dos Trabalhadores – incluam-se os militantes e simpatizantes – foram – mais uma vez – difamados/achincalhados/criminalizados através das ondas potentes de uma emissora de rádio!
E suas repercussões: milhares de pessoas num contexto de uma macrorregião!
Sem contar a difusão via internet!

RESCALDO: “os ilibados” vereadores feirenses demonstraram indignação!
Exigiram o direito de resposta!
Desancaram um representante da Igreja Católica!
Ninguém acusou os vereadores de estarem cerceando a liberdade de expressão alheia…

Em paralelo, não se ouve uma sílaba de repúdio…
Proferida por alguém do PT!

Realmente, é de pasmar!
E de enrubescer de vergonha!
E de desalento!

Ao que parece, a burocratização do ‘[tíbio] PT da Governança’ produziu uma indolência/pachorra ideológica terrível – e abominável!
Antipedagógica!
Perniciosa!
Irresponsável!
(…)
Talvez o atalho para a consecução definitiva do ‘golpe jurídico-midiático ainda ora em curso desde o antanho do Mentirão’!

E a militância?
Comendo poeira – e ouvindo os desaforos e imprecações vomitados pelo pessoal da DIREITONA [eterna] oPÓsição ao Brasil e ao honesto povo trabalhador brasileiro!

Feira de Santana, Bahia
República de ‘Nois’ Bananas
Messias Franca de Macedo

Responder

Luciano Mendonça

21 de maio de 2015 às 20h54

Estilo ninguém discute. Mas responder à velha mídia é importante? Creio que não. É dar cartaz a quem não merece. Mais importante que responder com palavras é com trabalho. E cobrar o MP o tal tratamento isonômico e cobrar de todos a tal moralidade.
Mas o PT já foi meio UDN, e era papagaio da mídia na Era FHC. Só que FHC não investigava, guardava os esqueletos, que Lula acariciou e sobrou pra Dilma penar com as mazelas do PT.
Agora quem surfará nessa onda moralista? Não será o PSDB, claro. O passado dele o condena.
Sim, a velha mídia pauta, mas cada vez pauta menos. Alguns contrários ao PT com quem convivo não respondem – se calam – alguns questionamentos que faço quando tentam repercutir as opiniões da velha mídia.
Eu mesmo, estou preocupado, e muito, com o Swissleaks. O Governo da França, segundo procuradores que foram a França, já disse que os dados bancários não poderiam ser compartilhados com a CPI do Swissleaks.
Cadê as informações do Governo – MP – da França? Estamos no final de maio e até agora nada.
E o Ministro (?) da Justiça tinha afirmado – das poucas afirmações que fez – que no início de maio essa informação chegaria ao Brasil.
Miguel, favor, pergunte ao senador Randolphe a quantas anda isso? Vê se ele bota um calor no Ministro (?) da Justiça.

Responder

Mauricio Gomes

21 de maio de 2015 às 20h17

Bem que a Dilma poderia ter uma assessoria de imprensa como essa….ou ter um ministro da justiça e um das comunicações que não sejam covardes e frouxos. Sonhar não custa nada….

Responder

Deixe um comentário