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Senador sugere plano B caso CPMF não passe: repatriação de recursos

Por Miguel do Rosário

16 de setembro de 2015 : 02h01

A assessoria do líder do PT no Senado, Humberto Costa, divulgou há pouco email com algumas informações importantes sobre as iniciativas do governo para os próximos dias.

A reforma administrativa deverá ser anunciada já na semana que vem, segundo o senador. Haverá corte de dez minitérios e enxugamento do número de servidores comissionados.

Costa sugeriu à presidenta que tivesse um Plano B caso encontre dificuldades para aprovar a CPMF, e propôs que o governo lance um projeto de repatriação de recursos de brasileiros no exterior, o que poderia trazer mais de R$ 70 bilhões aos cofres públicos.

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Dilma anuncia reforma administrativa na semana que vem, avisa Humberto

Por Rodrigo Pires, da assessoria do senador Humberto Costa, via email.

Por quase quatro horas, a presidenta Dilma Rousseff reuniu nesta terça-feira (15) ministros e líderes da base governista no Senado para discutir as medidas anunciadas para restabelecer o equilíbrio fiscal do país e fazer face à crise financeira. Presente ao encontro, o líder do PT, Humberto Costa (PE), levou a Dilma a necessidade de aprofundar o diálogo com o Congresso Nacional e cobrou a apresentação aos brasileiros da reforma administrativa da máquina e abertura de um canal de negociações com os servidores públicos federais.

Segundo o líder do PT no Senado, a presidenta estava bastante motivada com a pauta e empenhada em provar à base que as propostas sustentam um ajuste importante para a economia. “Dilma falou bastante e ouviu com atenção todos os líderes. Na semana que vem, ela garantiu que vai fazer o anúncio de redução de Ministérios, cortes de DAS e outras medidas de enxugamento da máquina. Disse, também, que os ministros já estão instruídos a investir nessa conversa com os nossos servidores”, explicou. “O Governo está fazendo movimentos muito positivos e tenho certeza que colherá bons resultados.”
A reforma deve incluir o corte de até dez ministérios, a união de empresas e o corte de cargos comissionados do Governo Federal. Tudo deverá ser anunciado até a próxima quarta-feira, um dia antes da presidenta viajar a Nova Iorque, onde abrirá a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

No encontro, Humberto e os demais líderes no Senado expressaram à presidenta que a aprovação da CPMF no Congresso será muito complicada. “Quando o governo está bem, já é difícil aprovar uma medida dessas. Agora que o governo passa por dificuldades é ainda mais”, disse Humberto. “Fizemos um balanço realista. Vai ser preciso todo um trabalho de convencimento para que isso possa passar.”

Humberto externou à presidenta que o Executivo deveria investir em alternativas ao projeto da CPMF que pudessem dar o mesmo resultado financeiro, caso a proposta da contribuição não fosse aprovada. O líder do PT instou o governo a trabalhar, principalmente, sobre o projeto de repatriação de recursos de brasileiros não declarados existentes no exterior.

A medida chegou à Câmara dos Deputados, em caráter de urgência constitucional, e pode render, segundo as expectativas, até R$ 75 bilhões. “A presidenta e os ministros concordaram com essa minha visão e se comprometeram a dar mais atenção ao tema”, explicou Humberto. De acordo com ele, as demais propostas apresentadas na última segunda-feira devem começar a chegar ao Congresso até a próxima semana.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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29 comentários

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Cibele Junqueira Milreu

17 de setembro de 2015 às 03h36

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Jose Srur

17 de setembro de 2015 às 01h47

Sejamos francos, alguém que depositou ilegalmente dinheiro no exterior repatriaria seu dinheiro para o país? Claro que não pois ficariam expostos e quanto mais camuflado melhor para os depositantes ilegais.
O melhor plano seria cobrar as dívidas decorrentes das imensas sonegações, acabar com os salários absurdos do Judiciário ( principalmente), Executivo e Legislativo.Diminuir o número de de Senadores de 81 para 54, diminuir de 513 deputados federais de 513 para 200, ou seja um para cada milhão de habitantes.Fim dos benefícios concedidos às filhas de militares e servidores do Estado e da União,aumentar a taxação sobre o lucro dos bancos e ganhos das aplicações nas bolsas,acabar com a gráfica do Senado e da quantidade absurda de funcionários do Congresso. Todas as medidas deveriam se refletir nos estados e municípios, reduzir o número de ministérios para apenas 10,acabar com a orgia de adidos e consulados, enfim , se tem que cortar que corte em quem tem carne para cortar , pois a população já está no osso , não tendo mais carne para tirar.
De todas as medidas propostas a única que considero adequada e chupista e a cobrança da CPMF, pois esta atinge fortemente os sonegadores e não pune a maioria da população, onde 0.2% representa pouco, conforme o quadro de um comentarista mostrou.

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Alexandre Souza

16 de setembro de 2015 às 23h35

Você esqueceu de um detalhe: o valor é em cima de cada transação financeira! E quem movimenta mais, irá repassar esse valor ao consumidor. Invente outro argumento.

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Luis Carlos Fernandes De Medeiros Medeiros

16 de setembro de 2015 às 20h46

PRQUE ELE NÃO SUGERE A DIMINUIÇÃO DO SALÁRIO DOS SENADORES E DEPUTADOS EM 30%.

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Augusto Conde

16 de setembro de 2015 às 20h01

Não deveria ser plano B. Deveria ser feita a repatriação independente de qualquer outra coisa. Sonegação fiscal e evasão de divisas são crime e deveriam ser tratados como tal.

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Milena Ah

16 de setembro de 2015 às 16h22

Isto não estava na coletiva que o Levy deu dia 10?

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Vera Lucia Alves Milanez

16 de setembro de 2015 às 15h47

isso!

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Norma Nogueira

16 de setembro de 2015 às 15h30

A + B = AB

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Rodrigo Santana Sacramento

16 de setembro de 2015 às 15h28

Traz tudo com juros correção monetária!

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Mario

16 de setembro de 2015 às 10h36

Caro Miguel do Rosario,

Na verdade acredito que os dois devem ser feitos. A CPMF e o tributo mais justo entre os tributos, quem movimenta mais dinheiro paga mais.
Apenas algumas ressalvas nao necessarias: um valor minimo por mes isento (pode ser entre R$2.000,00 e R$5.000,00), uma conta por pessoa juridica isenta (para evitar efeito cascata) e algumas outras transacoes para evitar bi-tributacao (compra de imoveis por exemplo). Para adocar poderia eliminar algum impostos de baixa arrecadacao e trocar pela CPMF.
Quanto a repatriacao e necessario e se os ricos brasileiro nao forem idiotas de ir contra poderemos ter um grande efeito cascata no pais. Ha calculos entre $100 e $400 bilhoes nao declarados no exterior. Os paises estao fechando as brechas e logo quem nao tiver como comprovar a origem vai ficar com um grande mico nas maos. Melhor pagar o imposto e lavar completamente o dinheiro, sem retaliacoes. Os americanos chamam isso de “tax holiday”. Os acordos de contribuicoes entre os paises estao crescendo, meu amigo (mora nos EUA) tinha uma conta na Suica e teve que fechar por pressao do governo americano sobre os suicos (Liechtenstein, Panama tambem estao fechando as portas).
Esse e uma grande ideia para voce fazer uma materia mais profunda.
Abraco e parabens pela qualidade do blog “sujo”.

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Antonio Emilio Neto

16 de setembro de 2015 às 13h20

A repatriação seria vantajosa para todos ,porque as evasões foram feitas com o cambio mais baixo e agora eles ainda vão ter o dobro do dinheiro .Além de melhorar a economia ,ainda se livram das punições e confiscos .

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Arthur Bento

16 de setembro de 2015 às 11h10

Comentários estúpidos, parece que estou lendo coisas do marketing do governo, … Eles falaram aquilo pra colocar pressão e ai os deputados bandidos ficarem com medo de terem seus desvios repatriados.

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Arthur Bento

16 de setembro de 2015 às 11h08

Responder

    Leila Trevilato

    16 de setembro de 2015 às 22h36

    Legal Arthur, é isto aí.

    Responder

    Alexandre Souza

    16 de setembro de 2015 às 23h29

    Esqueceu de um importante detalhe: é sobre qualquer transação financeira! E que essa tributação de quem movimenta mais, será repassada ao consumidor. Invente outro argumento.

    Responder

    Alexandre Souza

    16 de setembro de 2015 às 23h33

    Você esqueceu de um detalhe: o valor é em cima de cada transação financeira! E quem movimenta mais, irá repassar esse valor ao consumidor. Invente outro argumento.

    Responder

    Alexandre Souza

    16 de setembro de 2015 às 23h34

    Apagou, hein pão com mortadela? Bela democracia!

    Responder

    Alexandre Souza

    16 de setembro de 2015 às 23h34

    Você esqueceu de um detalhe: o valor é em cima de cada transação financeira! E quem movimenta mais, irá repassar esse valor ao consumidor. Invente outro argumento.

    Responder

    Alexandre Souza

    16 de setembro de 2015 às 23h34

    Você esqueceu de um detalhe: o valor é em cima de cada transação financeira! E quem movimenta mais, irá repassar esse valor ao consumidor. Invente outro argumento.

    Responder

    Alexandre Souza

    16 de setembro de 2015 às 23h34

    Você esqueceu de um detalhe: o valor é em cima de cada transação financeira! E quem movimenta mais, irá repassar esse valor ao consumidor. Invente outro argumento.

    Responder

    Cibele Junqueira Milreu

    17 de setembro de 2015 às 03h40

    O cara acredita e compartilha a desinformação da mídia ??? #PapagaioDaMidia #blockCoxinha

    Responder

Lilian Lia Aveiro

16 de setembro de 2015 às 11h01

Plano B??naooo pla A e plno B,e nao coloca a mao nos programas sociais..

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Maurício Taveira

16 de setembro de 2015 às 10h47

Pergunta idiota.

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Ron Valencia

16 de setembro de 2015 às 10h12

Imposto
Pagam todos
Ou petista não paga imposto?

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Maurício Taveira

16 de setembro de 2015 às 09h52

Prefiro o plano B e o plano A.

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