Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Investimentos e conspirações

Por Miguel do Rosário

22 de setembro de 2015 : 16h01

O Banco Central divulgou hoje os números do setor externo da economia brasileira.

A entrada de investimentos diretos no país – que até pouco tempo atrás eram denominados de investimentos estrangeiros diretos – cresceu US$ 5,2 bilhões em agosto, totalizando US$ 73,6 bilhões nos últimos 12 meses.

Houve recuo no mês em relação ao ano passado, quando entrou aqui US$ 10 bilhões, mas é uma queda que aconteceu no mundo inteiro.

A crise política também deve ter contribuído. Diante da perspectiva de um golpe de Estado com consequências imprevisíveis, compreende-se que os investidores puxem o freio.

Mesmo assim, o número mantém o Brasil na lista dos cinco ou seis países que mais recebem investimentos diretos internacionais no mundo.

São várias as metodologias para se calcular o investimento estrangeiro em um país.

Por exemplo, a metodologia do Banco Mundial, com dados atualizados até o ano de 2014, põe o Brasil como o terceiro maior recebedor de investimentos diretos em 2014, atrás apenas de Luxemburgo e China. À frente inclusive dos Estados Unidos.

Totalmente o oposto do que é vendido por nossa imprensa.

Repare que os investimentos para os EUA caíram fortemente em 2014, empatando com os do Brasil, que vem crescendo de maneira bastante vigorosa nos últimos anos.

Data from World Bank

 

Data from World Bank

***

Há uma outra metologia, porém, usada pelo jornal Financial Times, que separa apenas o que eles chamam de “capital expenditure on greenfield investment projects”, ou seja, dinheiro investido em novos projetos. Este conceito refere-se somente ao investimento em novas fábricas, novas instalações, etc.

O Financial Times tem feito matérias bastante negativas sobre o Brasil, usando este conceito. A última foi do dia 14 de setembro, sobre a forte queda nos investimentos diretos em “novos projetos” na maioria dos emergentes, com exceções brilhantes para Índia, Indonésia, e meia dúzia de outros.

Os investimentos estrangeiros em novos projetos no Brasil caíram 65% na primeira metade de 2015, segundo o Financial Times, somando US$ 4,66 bilhões.

Foi uma queda braba, porém, similar ao sofrido por alguns xodós das finanças mundiais, como Coréia do Sul, Peru e Panamá, cujos investimentos novos caíram, respectivamente:  64%, 84% e 91%.

*

Voltando ao Banco Central, o relatório Focus, que apura a opinião de agentes privados, estima que o ano fechará com investimentos diretos em torno de US$ 65 bilhões, o que seria uma queda forte sobre os quase US$ 97 bilhões registrados em 2014.

Por curiosidade, eu peguei uma das tabelas divulgadas pelo Banco Central hoje, editei e incluí alguns percentuais. Ela traz o fluxo líquido de investimento direto, menos os lucros reinvestidos, de maneira que nos aproximamos do conceito de investimentos em “projetos novos” apurado pelo Financial Times.

ScreenHunter_54 Sep. 22 15.00

A lista por país traz alguns dados interessantes. Em primeiro lugar, nota-se a ausência da China. A China investiu no Brasil US$ 723 milhões em agosto de 2014, e apenas US$ 21 milhões em agosto deste ano. No acumulado de janeiro a agosto, os investimentos chineses caíram de US$ 923 milhões para US$ 170 milhões, uma queda de 82%.

Esses números nos fazem lembrar da visita do presidente chinês ao Brasil, há poucos meses, e sua promessa de investir mais de US$ 60 bilhões no país, incluindo a ferrovia bioceânica. Esse é um projeto que tem de ser defendido politicamente, porque, se depender da nossa mídia, ele será sabotado, como já está sendo.

Outro dado interessante da lista é o investimento dos EUA no Brasil, o qual, na contramão da maioria dos outros países, manteve-se estável em agosto. O Tio Sam continua apostando pesado no Brasil, talvez por intuir que, caso haja uma ruptura política, a balança penderá mais para seu lado, beneficiando ainda mais os seus negócios.

A China pode ter entendido que, diante de um possível impeachment da presidenta, haverá uma mudança de clima político que não lhe favorecerá.

Um analista mais paranoico poderia até ver nesses números um indício de participação dos EUA nas conspirações em curso para derrubar o governo nacionalista.

Outro dado um pouco estranho foi o aumento de 11 mil por cento dos “investimentos” oriundos das Ilhas Cayman em agosto. Saíram de 4 milhões em agosto de 2014 para 485 milhões de dólares no mesmo mês deste ano. Dá para bancar alguns milhares de Lulas infláveis e outras gracinhas…

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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37 comentários

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Fernando Possenti

23 de setembro de 2015 às 19h50

Eberson Locatelli

Responder

Edvaldo De Oliveira de Oliveira

23 de setembro de 2015 às 19h07

A Globo não mostra esse gráfico porque?

Responder

Gustavo Lima

23 de setembro de 2015 às 16h52

B brasil e caixa emprestaram cerca de 8 bilhoes a petrobras e mais alguns bilhoes para bolsa familia e rombos do governo fora as retiradas do tesouro nacional para tapar rombos do bndes!ATE QUANDO ISSO VAI CONTINUAR?

Responder

Gustavo Lima

23 de setembro de 2015 às 16h52

B brasil e caixa emprestaram cerca de 8 bilhoes a petrobras e mais alguns bilhoes para bolsa familia e rombos do governo fora as retiradas do tesouro nacional para tapar rombos do bndes!ATE QUANDO ISSO VAI CONTINUAR?

Responder

Tulio

23 de setembro de 2015 às 11h58

FIS-CA-LI-ZA-ÇÃO. Essa é a palavra. O Brasil desde sempre carece de fiscalização financeira séria, para citar apenas uma área, o que mais existe são fiscalizações distorcidas, ou seja, muita burocracia encarecedora e inútil, essa área parece muito corrompida e vem deixando o país deteriorado em contas públicas de todas as esferas: Federais, estaduais e municipais, deixando também o setor privado fracamente monitorado, onde ocorrem fugas bilionárias de divisas e sonegações, vide um dos exemplos, o caso ZELOTES/HSBC de quase 20 BILHÕES de reais escondido pela mídia e essa muda o foco apenas para a operação Lava-jato de menor monta, mas que também precisa ser investigado em todos os lados. As falhas de fiscalizações somadas as impunidades, que é outro problema relacionado, fazem que o Brasil tenha um deficit fiscal de mais de 500 BILHÕES por ano. Com uma fiscalização mais eficiente, podíamos tornar mais fácil até a abertura e manutenção de novas empresas no Brasil, seria um crescimento enorme.

Reportagem de Abril de 2015:
http://noticias.r7.com/economia/sonegacao-de-impostos-no-brasil-ja-supera-r-128-bilhoes-em-2015-01042015

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surreal

23 de setembro de 2015 às 11h10

SÓ PRA REELEMBRAR: http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com.br/

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Luciana Ebani

23 de setembro de 2015 às 13h30

Ana Ebani

Responder

Wagner Junior

23 de setembro de 2015 às 12h43

Pra que imposto! Pra que desgaste?

Responder

Milton Quadros

23 de setembro de 2015 às 12h02

Dólar alto é bom para quem tem dólar. Quem tem mais dólar noo Brasil? Quem é o maior credor Sul Americano do país do dólar?

Responder

Alexandre Santos

23 de setembro de 2015 às 07h26

Miguel, apenas para entender, neste gráfico o dinheiro de empréstimos do FMI, é considerado como reserva?

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O Cafezinho

23 de setembro de 2015 às 01h51

Sim, mas investimento direto não inclui capital especulativo

Responder

    Eloi Pinheiro Sales

    23 de setembro de 2015 às 02h04

    O problema não é o capital especulativo e sim a fuga de dólares e sobrevalorização do Real quebra a indústria a China tá tomando conta de tudo e nosso povo indo fazer turismo no exterior tá tudo errado. Só o Ciro Gomes pra botar moral como no tempo da URV.

    Responder

    Umberto Rahal

    23 de setembro de 2015 às 11h15

    Eloi Pinheiro Sales ,a taxa de cãmbio chegou á R$ 1,65…R$1,70….por vontade do governo,pois esse câmbio ajuda a segurar artificialmente a inflação. Como o FHC fez na reeleição…..

    Responder

Eloi Pinheiro Sales

23 de setembro de 2015 às 01h48

Em dezembro de 2002 o dólar estava cotado a 3,85 praticamente o de hoje. 13 anos depois.o ideal seria 6 reais no mínimo.

Responder

Glauco Renato Costa

23 de setembro de 2015 às 00h55

ÉÉÉÉÉÉÉ TETRAAAAAA…… O DOLLAR ÉÉÉÉ TETRAAAAA….. E É DO BRASIL………….. PARABÉNS PT !!! KKKKKKKKKKKKK

http://www.valor.com.br/financas/4236418/dolar-fecha-r-405-maior-valor-na-historia-do-real

Responder

    Dagoberto Saraiva

    22 de setembro de 2015 às 22h51

    Imbecil. Responda com dados e argumentos em vez do ridículo kkkkkkk ….
    KKKKK para você, o da Ku Klux Klan …

    Responder

Leonardo Mantovani Rosalino

23 de setembro de 2015 às 00h20

Thiago T Luiz

Responder

    Thiago T Luiz

    23 de setembro de 2015 às 01h54

    Então. .. tem mta coisa mal explicada aí. .. tem tanta coisa em jogo… pq q essas informações nao sao divulgadas?

    Responder

Messias Franca de Macedo

22 de setembro de 2015 às 19h37

[Sobre investimentos nas conspirações (sic)]

https://www.youtube.com/watch?v=OrkqAhb4UlI

Delegados mandam cometer crime. Por isso não se pode tirar Lava Jato de Curitiba

Por conspícuo e impávido jornalista Fernando Brito

22/09/2015

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://tijolaco.com.br/blog/delegados-mandam-cometer-crime-por-isso-nao-se-pode-tirar-lava-jato-de-curitiba/

Responder

    Messias Franca de Macedo

    22 de setembro de 2015 às 19h40

    … Se o golpe for materializado, o STF anula a desmoralizada Operação ‘Lava [Tucano a] Jato’!
    Ilegalidades pululam aos borbotões!
    E, aí, os eternos [mega]corruptos &$ golpistas da Casa Grande e os comparsas transnacionais “voltam a roubar sossegando”, lembrando a célebre frase do Gregório Duvivier…

    Responder

      Messias Franca de Macedo

      22 de setembro de 2015 às 19h44

      ajuste desprezível – padrão Globo/PFT (Polícia Federal Tucana)!

      Risos

      “voltam a roubar sossegados”

      Responder

Umberto Rahal

22 de setembro de 2015 às 21h46

Juros altos atraem capital especulativo, é real desvalorizado barateia nossos ativos. Simples assim….

Responder

    O Cafezinho

    23 de setembro de 2015 às 01h52

    Sim, mas investimento direto não inclui capital especulativo

    Responder

    Umberto Rahal

    23 de setembro de 2015 às 11h13

    Ações e títulos de renda fixa são considerados investimentos especulativos. E a tabela do Financial Times é mais razoável. Quanto Coréia do Sul,Perú e Panamá,precisaria debruçar sobre os números da eco^nomia deles,principalmente a taxa de juros e câmbio.

    Responder

Evalson Alves

22 de setembro de 2015 às 21h43

Eugenio P. Lustosa da Costa, nesse momento de crise, o melhor é que o dollar se eleve um pouco, é simples:
1. O governo Lula mudou o indexador de boa parte de nossas dívida de dollar para real, foi um grande esforço, mas conseguiu, o resultado é que o Brasil esta menos indefeso para as variações do dollar.
2. Nossa pauta de exportação de commodities é ganha em dollar, portanto em um curto espaço de tempo o governo vai arrecadar muito mais na balança comercial, o que será sentido logo no inicio de 2016.
3. Hoje temos total condições de segurar a elevação do dollar, temos mais de 300 bilhões em dollares, e caso fosse interessante diminuir o dollar nesse momento, nenhum especulador no mundo teria a capacidade de competir com esse montante, se o governo jogasse 5 bilhões no mercado durante 5 dias somente, ou seja, 25 bilhões o que seria um absurdo, o dollar cairia para menos de 3 reais e faria mal para a balança comercial.
4. O que perdemos é no valor de algumas commodities como o trigo, mas frente a soja, café, laranja e especialmente o Petróleo isso é fichinha, Nós alimentamos o mundo. E os produtos tecnológicos, nós perdemos mais é em royalties pois a maior parte das grandes empresas do mundo já estão aqui em multinacionais.
4. O real estava supervalorizado, não podíamos bancar essa perda.
5. Quem está achando muito ruim com o dollar mais alto são aqueles que não podem ir mais para Miami bancar de grande elite, mas na verdade, estavam bancando os muambeiros.

O patamar mais correto nesse momento para o dollar é ficar em torno de 4,00 reais, fará muito bem para nossa balança comercial e governo sabe disso e está deixando o dollar subir a um patamar mais razoável, basta lembrar que em 2002 o dollar era 4,00 reais e 13 anos depois ele ainda está naquele valor, portanto, não é o fim, é uma parte da solução.

Responder

    Airton Faé

    23 de setembro de 2015 às 01h53

    Em 2002 o papo era outro Kkkkkk
    Sempre conveniente!

    Responder

    Evalson Alves

    23 de setembro de 2015 às 02h12

    Muito pelo contrário, o PT na campanha de 1998 já alertava para o governo a desvalorizar gradativamente o real, e muitos achavam loucura e que no final acabou acontecendo, mas antes a informação foi repassada para todos os amigos de FHC, especialmente o dono do banco Safra que comprou milhões de dollares dois dias antes da desvalorização e em um mês ele havia 0,30 centavos para cada dollar dos aproximadamente 30 milhões que ele comprou. Outra coisa, em 2002 nossa produção agrícola de commodities representava 1/5 do que é hoje, a Petrobrás não era auto suficiente e não tínhamos o pré sal que hoje bate todos os recordes de produção, e petróleo é dollar, portanto, hoje vendemos muito mais do que compramos, mesmo sendo produtos primários, a nossa capacidade é gigantesca, só precisam casar com um maior desenvolvimento industrial, mas para isso é preciso uma grande coalizão de forças para que não ocorra prejuízos para as empresas e muito menos para os trabalhadores, em se tratando de Brasil, esse coesão é difícil. Vai por mim, a situação hoje é bem diferente para uma elevação do valor do dollar que eu acredito que seja esse, em torno de R$ 4,00 reais, por exemplo, mas os exportadores de commodities e do setor de calçados por exemplo deseja algo em torno de R$ 5,00 a R$ 5,50 o que considero para hoje um valor muito elevado.

    Responder

    Milton Quadros

    23 de setembro de 2015 às 12h13

    Ótima análise. Também penso assim e há um grafico dos valores do ouro, do brent e do index dólar que mostra bem essa relação do dólar com os preços das commodities. Ou seja, essa elevação do dólar é esperada e saudável para o Brasil. http://www.macrotrends.net/1335/dollar-gold-and-oil-chart-last-ten-years

    Responder

    avida como ele é

    23 de setembro de 2015 às 11h12

    faltou explicar, como fica a situação das empresas brasileiras que tem dividas em dólares, e também as distribuidoras de energia, que tem que comprar energia de Itaipu em dólares,

    Responder

Pillay Tag

22 de setembro de 2015 às 20h16

Fabricação, manipulação, desinformação, ocultação gera controle da mente.

3ª feira, 22.9.2015. O índice Nasdaq, a última esperança dos Tucanos, entrou em pânico esta manha e chegou a 4,725-pontos, o que anula todos os ganhos de 2015.
1. O Índice Arm passou de 4 quando o normal seria 1.
2. O índice Trin (falta de confiança do investidor também entrou em pânico.
3. O fato de diluição de ouro está em 228 e há apenas 8,000-toneladas de ouro mundial para pronta entrega. O mínimo oficial era 10,000-toneladas.
4. Agora além da economia dos EUA, Japão, EU e China, os lucros das empresas caíram. A Glencore está com excesso de dívidas.
5. Fabricaram o Mensalão, LavaJato para ganharem eleições e perderam. Querem mais, fabricaram a crise econômica e agora sonham com banana impeachment. Deu golpe contra, a economia mundial entrou em recessão.
6. A Russia e Irã coordenam a defesa da Síria, o último obstáculo para os Tucanos formarem um império com na antiguidade que liga o Oriente Médio (Súmeria-Mesopotamia-Enki) até as minas de ouro na Africa do Sul. Especula-se que o criador de Adão e Eva, o Dr. Enki está de volta.
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https://www.facebook.com/1581880388766150/photos/a.1640823652871823.1073741841.1581880388766150/1640823699538485/?type=1&theater

Responder

Eugenio P. Lustosa da Costa

22 de setembro de 2015 às 20h12

Por que não usar parte dessas reservas para diminuir a crise?

Responder

    Pillay Tag

    22 de setembro de 2015 às 21h39

    1.As reservas não são “cash”. Apenas papeis em títulos Americanos que estão virando lixo pois rende apenas 0,25% ao ano. O chamado juro negativo que há oito anos não gera crescimento no mundo, motivo pelo colapso mundial.
    2. O deficit em questão é cash das receitas em impostos. As grandes empresas nacionais e multis estão sabotando o pagamento, são mais de 500-bilhões em fluxos ílicitos. Além do mais, a sonegação, evasão tudo sincronizado com a intenção dos sonegadores elegerem o seu boneco e o impeachment, já que o mensalão e o lava jato-shell não deu certo.

    ===Não é justo comparar os EUA com o Brasil pelos seguintes motivos:
    (edição ii – 20.9.2015.)

    1. Nos EUA, o imposto de consumo (3 – 5%) é cobrado no ato do consumo* (varejo), que por sinal uma base muito maior por um percentual bem menor. Resultado, melhor liquidez, melhor fluxo de caixa, e mais “cash” para o tesouro (min. da fazenda)
    1.1. Não são cobrados impostos em investimentos em expansão, novas instalações, inventário (almoxarifado), atacado, adiantado, etc.
    1.2. Na política militar fiscal e repressiva do Brasil desde 1964, o efeito cascata afeta seriamente o custo, custo financeiro e custo de vida, fluxo de caixa, liquidez.
    1.2.1. Daí a falta de numerário, e demanda maior por “cash”, inadimplência = Juros maiores.
    1.2.2. Resumido, o Brasileiro paga os impostos de consumo adiantado (credito/debito) (enorme custo financeiro) e o Americano paga o imposto “à posteriori”, ou seja depois de receber (liquidez, dinheiro em caixa)
    1.3.0. Essa política fiscal de impostos adiantados gera falta de liquidez e inadimplência que por sua vez gera maior custo financeiro. Maior custo financeiro traduz em juros sempre maiores.

    2. 0. Os EUA e EU tem privilégios, ou seja, duas moedas por uma única;
    2.1. Moeda domestica papel sem sistema monetário físico.
    2.2. Moeda global/internacional, também sem sistema monetário físico.

    3.0. O Brasil, como a maioria dos países colonizados, operam apenas com a sua moeda papel doméstica e sem aceite global.
    4.0. Desta feita, o Federal Reserve cumpre o papel do antigo Cia das Índias Orientais/Banco da Inglaterra, que hoje é representada por Fed/GoldmanSachs.
    4.1. Novamente, todos os mercados (títulos, lingotes, commodities, ações, ouro, prata, etc,) são manipulados pela Fed/Goldman Sachs em pleno luz do dia e ninguém percebe.
    4.1.1. Traduzindo, o Federal Reserve é proprietário do mecanismo “Bull & Bear”, ou seja oferta/demanda.
    4.2. A manipulação das moedas (cambio) fora iniciado por Reagan atuando por trás de suas embaixadas e principalmente com Emil Wanta (hoje Soros* & Cia), que manipulou o Rublo Russo e que eventualmente culminou com o colapso da antiga URSS. O Putin esta muito ciente disso, hoje.
    4,2,1, -Q-u-a-r-t-a— F-e-i-r-a— N-e-g-r-a—- dia 17.09.1992.Nesse dia, o Soros* levou ao colapso da Libra inglesa com apenas 10-bilhões emprestados.
    4.3. Como explicar a alta do Dólar/Real com juros negativos dos títulos Americanos?
    Não há explicação. É manipulação novamente pelos Soros, Victoria Nuland e Wantas para desestabilizar o país como aconteceu no Iraque de Sadam, Gaddaffi, Ucrânia.
    4.3.1. O Real paga um dos melhores e mais altas juros do mundo e como explicar a sua desvalorização em face do Dólar banana do Federal Reserve que paga apenas 0,25%?
    4.3.2. Os operadores tem passaportes diplomáticos e operam dentro das embaixadas como Emil Wanta e sem serem molestados pela polícia e autoridades locais. Além do passaporte diplomático, possuem diplomas forjadas das melhores faculdades de recrutamento como Harvard, Oxford, Sorbonne, Yale etc.
    4.4. Observe sempre os últimos minutos (abertura/fechamento) dos mercados nos EUA, China, Japão e EU.
    4.4.1. Considera o índice real até uma hora antes do fechamento (abertura)
    4.5. O fator de diluição de ouro em Setembro está em 228.
    4.6. O índice Arm está em 4.1.
    4.7. O fator Vix está em 23.

    5.0. Para encerrar, o dia 17.9.2015 foi marcante, pois o Fed não aumentou os juros, como exigia o mercado. Já esgotaram-se todas as ferramentas na luta para evitar o colapso das moedas papel Ponzi desde a época das Cia das Indias Orientais do século 17, . Dados iniciais indicam que todos os países entraram em recessão no Q3.
    5.1. Trata-se de juros à 0,25%, ou seja “negativo”, e passa a ser o juro mais baixo na história da humanidade nos últimos 5,000-anos..

    *lei do mercado, “oferta versus demanda”.

    ===PROPAGANDA TUCANA COM O SILÊNCIO E O BLACKOUT! (HSBC & Suiçalão)

    PIADA….A sonegação, evasão, pedaladas, fluxos ilícitos* e a inadimplência fiscal é maior que R$90-bilhões, anuais é a causa principal do déficit e o que equivale o orçamento da Saúde.

    *fluxos ilícitos dos bilionários Brasileiros enviados ao exterior podem superar R$590-bilhões e querem o impeachment chamando gente honesta de ladrão na sua mídia perante a população.

    https://www.youtube.com/watch?v=Pay9N39Uks8

    =====CPMF (Imposto único)1.É o imposto mais justo podendo eventualmente substituir 56-impostos com resultados de receitas melhores.

    2.Acaba com a sonegação.

    3. Os ricos pagarão mais que os pobres.

    4. Melhora a liquidez.

    5. Melhora a economia.

    6. Reduz os custos, e os preços no varejo. Enfim reduz o custo de vida.

    7. Dificulta a inflação.

    É difícil ou impossível a sua implantação e o sistema tem patente.

    ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
    JAPÃO REBAIXADO DE AA- para A+:
    Em 16.9.2015. a S & P rebaixou o nível de crédito sobre a moeda local e estrangeira à longo prazo do Japão de para . O crédito à curto prazo também foi rebaixado de para . O nível de transferência e conversibilidade também foi revisado para baixo, ou seja para de .

    Os EUA foi rebaixado há 04-anos atrás e perdeu o seu tradicional .

    https://www.facebook.com/1581880388766150/photos/a.1638191133135075.1073741840.1581880388766150/1638191136468408/?type=1&theater

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    Umberto Rahal

    22 de setembro de 2015 às 21h47

    Boa tarde. Pelo fato que a única moeda corrente no Brasil é o Real

    Responder

    Evalson Alves

    22 de setembro de 2015 às 21h49

    Eugenio P. Lustosa da Costa, nesse momento de crise, o melhor é que o dollar se eleve um pouco, é simples:
    1. O governo Lula mudou o indexador de boa parte de nossas dívida de dollar para real, foi um grande esforço, mas conseguiu, o resultado é que o Brasil esta menos indefeso para as variações do dollar.
    2. Nossa pauta de exportação de commodities é ganha em dollar, portanto em um curto espaço de tempo o governo vai arrecadar muito mais na balança comercial, o que será sentido logo no inicio de 2016.
    3. Hoje temos total condições de segurar a elevação do dollar, temos mais de 300 bilhões em dollares, e caso fosse interessante diminuir o dollar nesse momento, nenhum especulador no mundo teria a capacidade de competir com esse montante, se o governo jogasse 5 bilhões no mercado durante 5 dias somente, ou seja, 25 bilhões o que seria um absurdo, o dollar cairia para menos de 3 reais e faria mal para a balança comercial.
    4. O que perdemos é no valor de algumas commodities como o trigo, mas frente a soja, café, laranja e especialmente o Petróleo isso é fichinha, Nós alimentamos o mundo. E os produtos tecnológicos, nós perdemos mais é em royalties pois a maior parte das grandes empresas do mundo já estão aqui em multinacionais.
    4. O real estava supervalorizado, não podíamos bancar essa perda.
    5. Quem está achando muito ruim com o dollar mais alto são aqueles que não podem ir mais para Miami bancar de grande elite, mas na verdade, estavam bancando os muambeiros.

    O patamar mais correto nesse momento para o dollar é ficar em torno de 4,00 reais, fará muito bem para nossa balança comercial e governo sabe disso e está deixando o dollar subir a um patamar mais razoável, basta lembrar que em 2002 o dollar era 4,00 reais e 13 anos depois ele ainda está naquele valor, portanto, não é o fim, é uma parte da solução.

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