Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

O pior já passou

Por Miguel do Rosário

29 de outubro de 2015 : 17h03

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Análise Diária de Conjuntura – 29/10/2015

O Brasil vive hoje um período de ressaca da tentativa de golpe. Ainda viveremos alguns sobressaltos, como, por exemplo, quando as contas do TCU forem votadas no congresso, ou quando o TSE iniciar pra valer o julgamento da campanha de Dilma Rousseff. [/s2If]
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Mas a tendência é que estes momentos sejam apenas soluços no gráfico do golpômetro, que tende a se estabilizar ao longo dos próximos meses.

A sociedade parece ter se cansado de tantos escândalos. O fim do ano se aproxima e todos querem um pouco de paz. O recesso parlamentar se aproxima. O Natal aquece um pouco a economia, gerando alguns milhões de empregos temporários.

Em seguida, teremos o carnaval, as Olimpíadas, as eleições municipais.

A oposição terá oportunidade para golpe somente em 2017, mas a economia brasileira deverá estar em franca recuperação, dificultando esse tipo de operação.

O mercado estima que 2016 será um ano bem melhor que 2017 e que 2017 será muito melhor que 2017.

O golpômetro subiu uns pontinhos com a nova conspiração midiatico-judicial. A operação Zelotes passou por processo alquímico de transformação. As grandes sonegadoras foram esquecidas, e tirou-se da cartola uma coisa que não tem nada a ver com o processo original, vazado pelo Cafezinho.

Tudo para manter o PT, ou melhor, o nome de Lula, na manchete dos jornais, associado à corrupção.

As pesquisas Ibope e MDA, divulgadas nos últimos dias, mostram um governo ainda com baixos índices de aprovação, mas com Lula ainda representando perigo em 2018.

Ao contrário do que parece, porém, a perseguição ao filho de Lula é um excelente notícia em prol da democracia, porque desmascara uma mentalidade do judiciário.

Além disso, não vai dar certo. A direita começou a errar, e isso é bom.

Uma quantidade lamentável de magistrados abraçou um comportamento vulgar, justiceiro, desonesto, preconceituoso, contra o PT e contra Lula.

A tentativa da juíza da Zelotes de intimidar o Planalto e o Congresso, passando por cima dos trâmites normais da Constituição, segundo os quais, estas instâncias só respondem ao Supremo Tribunal Federal, expõe uma prepotência ridícula por parte destes setores.

E o esforço para abafar as investigações contra os grandes sonegadores, e desviar o foco da Zelotes para uma armação de terceira categoria, sem conexão com os documentos originais da própria operação, confirma a existência de um setor golpista incrustrado no Judiciário.

Os mesmos setores do Judiciário agora estão quebrando sigilo de advogados da Lava Jato, degenerando num autoritarismo onde nem a ditadura militar se aventurou a chegar.

Tudo isso põe a nu o processo de sufocamento da democracia, das liberdades, em nome do vale tudo pelo poder político.

O governo, a esta altura, já demonstrou uma capacidade positivamente franciscana para sofrer calado qualquer tipo de violência. Num primeiro momento, essa característica irrita e atiça ainda mais o golpismo. Na medida em que o governo resiste, sem esboçar qualquer tipo de reação agressiva, um tipo discreto de bravura emerge por trás de tanto silêncio.

O silêncio do governo, em suma, começa a impor respeito. [/s2If]

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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