Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

A pistolagem política contra Wagner e Gabrielli

Por Miguel do Rosário

08 de janeiro de 2016 : 18h48

A bandidagem da Lava Jato, e novamente não me refiro aos réus, mas às autoridades que vazam seletivamente e usam instrumentos do Estado para conspirar, continua oferecendo à mídia seus serviços sujos de pistolagem política.

Jaques Wagner se ergueu como baliza importante do governo, na batalha pela estabilidade.

É preciso, portanto, derrubá-lo a qualquer custo.

Agora estamos diante de um vazamento do vazamento do vazamento, acerca de uma história de ouvir falar, cuja fonte já morreu.

Provas? Zero, isso não vem ao caso, não é?

É o cúmulo da intriga política.

O desespero dos golpistas para atingir Jaques Wagner e não deixar o governo respirar atingiu o grau máximo.

A PF achou um papelzinho na sala do senador Delcídio Amaral, onde havia pedaço de transcrição de delação de Cerveró.

Na transcrição da delação, nada mais que um disse me disse ridículo, com base numa fonte morta, de um lado, e em outra que nega a informação, de outro.

Esses vazamentos seletivos e envenenados, com base em delações muitas vezes construídas pelos próprios procuradores, estão destruindo a Lava Jato.

Com o recesso parlamentar, os golpistas, ansiosos para recriar um ambiente de crise política, estão trocando os pés pelas mãos.

A Lava Jato vai terminando de maneira melancólica. Agora que Moro já surtou o que tinha de surtar e mandou prender todo mundo que podia prender, determinando prisões preventivas de maneira totalmente indiscriminada, negando qualquer tipo de habeas corpus, a responsabilidade pelos processos vai passando cada vez mais para as mãos de Teori, do STF, que tem uma postura muito menos espetaculosa, menos comprometida com a mídia e mais com o Estado Democrático de Direito.

Abaixo reproduzo matéria do Estadão, para registro histórico desse jogo sujo. Confira a resposta de Sergio Gabrielli.

***

No blog de Fausto Macedo, no Estadão.

Cerveró revela propina para eleição de Jaques Wagner em 2006

POR RICARDO BRANDT, FAUSTO MACEDO E JULIA AFFONSO
08/01/2016, 13h25

Ex-diretor da Petrobrás revelou à Procuradoria-Geral da República repasse de ‘um grande aporte de recursos’ para a campanha do petista – atual ministro-chefe da Casa Civil – ao governo da Bahia; documento com declarações do delator foi apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral

Documento apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT/MS), ex-líder do governo no Senado, atribui ao ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró a revelação de que o ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma, Jaques Wagner (PT), recebeu ‘um grande aporte de recursos’ para sua campanha ao governo da Bahia em 2006. Segundo Cerveró, o dinheiro teria sido desviado da Petrobrás e ‘dirigido’ pelo então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli.

Jaques Wagner foi eleito governador baiano naquele ano e reeleito em 2010. Em outubro de 2015, ele assumiu a chefia da Casa Civil de Dilma, deixando o Ministério da Defesa.

O documento é um resumo das informações que Cerveró prestou à Procuradoria-Geral da República antes de fechar seu acordo de delação premiada. Segundo o jornal Valor Econômico, os papeis foram apreendidos no dia 25 de novembro, quando Delcídio foi preso sob acusação de tramar contra a Operação Lava Jato. O senador, que continua detido em Brasília, temia a delação de Cerveró.

Os investigadores querem saber como o petista teve acesso ao conteúdo da colaboração do ex-diretor da Petrobrás. Em sua delação, Cerveró falou de Delcídio e também do ministro da Casa Civil.

“Na campanha para o governo do Estado da Bahia, em 2006, houve um grande aporte de recursos para o candidato do PT, Jaques Wagner, dirigida por Gabrielli. Nessa época, o presidente Gabrielli decidiu realocar a parte operacional da parte financeira para Salvador, sem haver nenhuma justificativa, pois havia espaço para referida área no Rio de Janeiro”, informou o ex-diretor. “Para tanto, foi construído um grande prédio em Salvador, onde atualmente é o setor financeiro da Petrobrás.”

Ouvido pela reportagem do Estadão, o ex-presidente da Petrobrás afirmou categoricamente. “Nunca soube de utilização de recursos ilegais dos fornecedores da Petrobrás para a campanha do governador Jaques Wagner em 2006 ou em 2010.”

Cerveró relatou como teve ‘conhecimento do fato’. Segundo ele, ‘tal fato era de conhecimento notório de todos os diretores da Petrobrás. O ex-diretor disse que não sabe qual foi a empreiteira que construiu o prédio da estatal, ‘sendo que muito provavelmente foi essa construtora que fez a doação para a campanha de Jaques Wagner’.

“As informações sobre o dinheiro enviado para a campanha de Jaques Wagner em 2006 foram da Ouvidoria Geral Maria Augusta (falecida) e de Armando Tripodi (Bacalhau – Sindicato dos Petroleiros da Bahia) que foi chefe de gabinete de Gabrielli e do qual me tornei amigo. Durante 6 anos”.

Maria Augusta Carneiro Ribeiro morreu em 2009 após um acidente de carro no Rio.

O ex-diretor citou ainda outros nomes em sua delação. “Inclusive a mulher dele Gilze foi nomeada e ficou 3 anos como ouvidora da BR Distribuidora. Grande quantidade de recursos veio das operações de trading que Gabrielli e Dutra controlavam juntos com Manso. Além disso, foi construído o prédio para a área financeira da Petrobrás onde também houve propina para eleição.”

As assessorias de Jaques Wagner e da Petrobrás ainda não retornaram ao contato da reportagem.

COM A PALAVRA, JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI:

“Repudio, mais uma vez, o método utilizado para obtenção e o conteúdo das acusações levantadas através de vazamentos seletivos de delações premiadas.

Em primeiro lugar, o trecho citado no vazamento da delação, de posse do jornal e sem que eu tenha tido acesso a ela, fala de pessoas já falecidas, como a ex- Ouvidora Geral da Petrobrás e do meu ex- Chefe de Gabinete, que nega a informação veiculada. É o disse que me disse de alguém, que ouviu falar, que outrem teria feito tal coisa. Nada indica um conhecimento direto sobre a falsa denúncia, seja por parte do delator, seja por parte do jornalista. Nem há uma acusação explícita, até pelo próprio delator, segundo a parte do material a que o jornal se refere, sobre minha participação direta nos pretensos fatos delatados.

Nunca soube de utilização de recursos ilegais dos fornecedores da Petrobrás para a campanha do governador Jaques Wagner em 2006 ou em 2010.

Não vejo nenhuma consistência na informação de que “operações de trading” seriam de competência da Presidência da Petrobrás. Nunca foram e não são. Desta forma, a pretensa origem dos recursos é absolutamente falsa.

Mais ainda incoerente é seu parágrafo seguinte, sobre a realocação de parte das atividades financeiras e de tributos da Petrobrás para Salvador. Além de ter sido uma operação que reduziu custos da empresa, consolidando suas atividades de pagamentos e de acompanhamento tributário, o Cofip (Centro de Operações da Área Financeira), órgão responsável por estas atividades, inicia suas operações em julho de 2008, portanto dois anos depois das eleições de 2006.

Segundo informativos da imprensa da época:

“A escolha da capital baiana como sede do Cofip também foi resultante de um grande processo de avaliação qualitativa e quantitativa, que começou em 2007, envolvendo diversas pesquisas. Foram analisados os grandes centros brasileiros onde a Companhia tem escritórios da Área Financeira, sendo examinados itens como custo e qualidade de vida, oferta de serviços de educação e saúde e até a disponibilidade de imóveis. A escolha do local buscou, simultaneamente à otimização de custo da empresa, reduzir também o custo de vida dos empregados, mantendo ou melhorando sua qualidade de vida”. (http://www.dci.com.br/financas/petrobras-cria-cofip-para-gerenciar-atividades-financeiras-da-empresa-id163895.html)

Completando a informação solicitada:

As reformas do prédio do Cofip foram realizadas pela empresa Civil, que era a proprietária do mesmo, sem que tenha havido qualquer irregularidade do meu conhecimento.

Há uma grande confusão com outro prédio, relacionada à construção da sede da Petrobrás em Salvador, em outro local e em datas completamente diferentes e que deve ter sido inaugurada em 2014 ou 2015. Estou fora da empresa deste fevereiro de 2012.”

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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24 comentários

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Rubem Carneiro

11 de janeiro de 2016 às 03h08

O PT só tá colhendo o que plantou: se aliou ao que não presta, à banda podre da política do Brasil e agora vê seu nome e o nome de muitos filiados jogado na lama, não sem razão. Comeu farelo com os porcos e hoje é um porco!

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Guilherme M. Veroneze

10 de janeiro de 2016 às 10h24

Bandido bom é bandido preso. Vendo o sol nascer quadrado.

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Waldecy Carlos Dionisio

09 de janeiro de 2016 às 18h48

A bandidagem rouba o país há mais de 500 anos, agora quer fazer justiça criminalizando o PT, projetos de inclusão social e políticas públicas do governo federal.

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Vitor

09 de janeiro de 2016 às 15h54

Intrigas, intrigas…
Agora me dão licença que vou almoçar em um restaurante ótimo que abriu ali na 3.600 Street Brown…

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Enio

09 de janeiro de 2016 às 12h10

Essa elite criminosa tem medo dos petistas.

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Nara Beheregaray

09 de janeiro de 2016 às 14h04

Esse Wagner é tão inocente quanto o Delcídio e o Vaccari..mas vão ser cegos assim no Inferno!!!

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Replicante Seletivo

09 de janeiro de 2016 às 04h03

O jogo imundo do vazamento seletivo assume dimensões escatológicas no cenário político nacional.

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Simone Dos Santos

09 de janeiro de 2016 às 00h18

É muito mau caratismo, e essas notícias saem sempre na sexta..na segunda são desmentidas

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Enio

08 de janeiro de 2016 às 21h39

A elite criminosa tem medo dos petistas.

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Messias Franca de Macedo

08 de janeiro de 2016 às 21h10

… E com a palavra ‘os(as) penas amestradas’ do PIG [“e na maior cara dura”!]:

“O teor dessas delações já foram homologadas pelo STF, e correm sob segredo de Justiça.”

Sim, lá isso é jornalismo?!
Lá isso é Poder Judiciário?!
Lá isso é ministro da Justiça?!
Lá isso é Corte Suprema?!
(…)

“Rebanho” de golpistas vulgares!
Perdão pelo pleonasmo!

Que Casa Grande escrota e IMUNDA é essa, siô?!…

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    Messias Franca de Macedo

    08 de janeiro de 2016 às 21h21

    ajuste:

    “Essas delações já foram homologadas pelo STF, e correm sob segredo de Justiça.”

    Responder

Messias Franca de Macedo

08 de janeiro de 2016 às 20h56

… E para onde o PIG &$ a Força-Tarefa da Operação ‘Lava [Tucano a] Jato’ ‘vazou’ a delação que poderia colocar na Papuda o ‘Aécio R$ 300.000,00 Furnas Forever’?

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    Messias Franca de Macedo

    08 de janeiro de 2016 às 21h04

    ajuste:

    … E para onde o PIG &$ a tal Força-Tarefa da Operação ‘Lava [Tucano a] Jato’ ‘vazaram’ a delação que poderia colocar na Papuda o ‘Aécio R$ 300.000,00 Furnas Forever’?

    Responder

Steiger

08 de janeiro de 2016 às 20h36

PIG, golpe, McDonald’s, Burger King, CIA, Imperialistas, etc, etc, etc, etc. Pq os esquerdistas não vão tomar no brioco? Jacques Wagner nada mais é do que um sindicalista daqueles que subia em caminhão e latia besteira. Deve ser ladrão tb, como aquele que falta um dedo…..

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    Mauricio Gomes

    08 de janeiro de 2016 às 21h33

    Pelo visto na matéria de tomar no brioco você parece ter grande experiência, uma pena que não dá para dizer o mesmo sobre sua educação e inteligência…

    Responder

    renato

    08 de janeiro de 2016 às 22h18

    Hai..Staiger….

    Responder

    Luis Augusto de Moraes

    09 de janeiro de 2016 às 17h45

    Eu acho que você tem trauma de sindicalista ,vai ver algum comeu o seu brioco e não quis mais ,por isso você ficou traumatizado !!!!

    Responder

Messias Franca de Macedo

08 de janeiro de 2016 às 20h29

Vale tudo na delação?Dinheiro para Wagner em 2006 por obra iniciada quase em 2012?

POR FERNANDO BRITO · 08/01/2016

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://tijolaco.com.br/blog/vale-tudo-na-delacaodinheiro-para-wagner-em-2006-por-obra-iniciada-quase-em-2012/

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Messias Franca de Macedo

08 de janeiro de 2016 às 20h12

… Quer dizer, até ‘ontem’ a Legislação Eleitoral referendava as doações empresarias de campanha política!
Para o deleite do “supremo” gilmar mendes, entre outros!
E, agora, qualquer tratativa envolvendo uma autoridade, um tesoureiro e um empresário… Significa ‘Petrolão’!
Preferencialmente, quando ‘os vazamentos’ “pescam agentes do governo federal e do PT”!

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Messias Franca de Macedo

08 de janeiro de 2016 às 20h06

… Meu filho me repreendeu:
“Meu pai, por favor, eu não quero mais nem ouvir falar neste *assunto! Eu deixei de acompanhar o **noticiário!”
*o relacionado aos tais ‘vazamentos seletivos’
**veiculado pelo PIG

Realmente, os golpistas já encheram demais o nosso saco!
Toda essa lama nazifasciterrorista é, no mínimo, muita cansativa…

Ufa!

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    Messias Franca de Macedo

    08 de janeiro de 2016 às 20h07

    retificação:

    Toda essa lama nazifasciterrorista é, no mínimo, muito cansativa…

    Responder

Silene Almeida

08 de janeiro de 2016 às 22h04

Eles agora visam atacar os Ministros.

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