Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

O governador Geraldo Alckmin participa da Inauguração da Santa Casa de Cabreúva, no interior de São Paulo. Data: 24/03/2015. Local: Cabreúva/SP. Foto: Diogo Moreira/A2 FOTOGRAFIA

BBC: ‘SUS é a maior obra da história do Brasil’

Por Redação

29 de janeiro de 2016 : 13h31

Há muitas razões para perder a esperança neste Brasil de 2016 – e há ao menos uma para se encher de coragem. Para continuar deprimido, você já sabe o caminho. Para recobrar o ânimo, lembre-se que esta terra meio atrapalhada foi pioneira, entre países grandes, a transformar saúde em direito fundamental. Vamos lá

por Leandro Beguoci, na BBC Brasil

Brasília? Itaipu? Não. SUS é a maior obra da história do Brasil

Um dia, no começo dos anos 1990, minha mãe atendeu o telefone e soube que o irmão mais velho estava com o coração por um fio. O rosto da minha mãe congelou, e ficou assim por um tempo, numa expressão dura de impotência e tristeza. Meu tio não tinha convênio médico.

Era uma situação tão difícil quanto previsível. No Jaraguá, bairro da periferia de São Paulo onde meu tio vivia, as pessoas morriam cedo. E não era só lá. Em Pirituba, onde meus avós e algumas tias moravam, a situação era a mesma.

Lembro bem das vizinhas que foram viúvas quase a vida inteira e das pessoas que tinham dois nomes – o segundo era uma homenagem a um irmão morto logo depois do parto. A morte estava por perto. Era só esperar um pouquinho que ela chegaria depois de uma gripe ou de uma festa de domingo.

Essas pessoas – pedreiros, eletricistas, donos de bar, sapateiros – não tinham renda o suficiente para bancar essa despesa nem um pedaço do Estado para pedir ajuda. Plano de saúde era coisa de funcionário público ou de região com muita fábrica, região desenvolvida, coisa do admirado ABC Paulista, onde vivia outra parte da família. Aquele pedaço industrial de São Paulo, na minha cabeça de criança, era intocado por velórios.

Para sorte da família do eixo Jaraguá-Pirituba, o Brasil criou o SUS (Sistema Único de Saúde) em 1988. Como lembra o doutor Drauzio Varella, “nós nos tornamos o único país com mais de 100 milhões de habitantes que ousou oferecer saúde para todos”.

Tivemos essa coragem nos anos 1980. Naqueles anos difíceis, uma série de heróis anônimos, de diferentes correntes políticas, criou um consenso. Não é uma questão de políticas do MDB ou da Arena, do PT, PSDB, PMDB ou DEM. O Brasil chegou à conclusão de que saúde era direito de todo mundo e de que a conta deveria ser rateada entre a população – tanto que colocou isso na Constituição.

Futuros engenheiros

Foi uma das obras mais grandiosas da nossa história – maior do que Brasília, maior do que Itaipu. Essas obras são importantes, claro. Mas a existência do SUS permite que futuros engenheiros sobrevivam ao primeiro ano de vida.

Entre 1990 e 2015, o Brasil derrubou drasticamente a taxa de crianças que morrem com poucos anos de vida. Os médicos da família chegam a milhões de pessoas. A vacinação, o transplante de órgãos e o combate à Aids se transformaram em referências internacionais. Recentemente, foi uma médica do SUS quem descobriu a relação entre zika vírus e microcefalia.

Admirados sistemas de saúde da Europa Ocidental, como o britânico NHS, foram inspiração para o SUS

Admirados sistemas de saúde da Europa Ocidental, como o britânico NHS, foram inspiração para o SUS

O SUS também salvou algumas vidas familiares. Meu tio com o coração frágil, graças ao sistema público, está vivo e bem até hoje – apesar da sua situação ainda ser preocupante.

O SUS é inspirado nos sistemas de saúde dos países da Europa Ocidental, como o NHS (National Health System) inglês. Admirado e respeitado, foi até homenageado na abertura da Olimpíada de 2012, em Londres.

Para criar um sistema assim, é preciso que o país, em algum momento da sua história, tenha chegado a uma conclusão: saúde não é apenas responsabilidade individual. É direito das pessoas e, portanto, obrigação do Estado.

Parece um jogo de conceitos, mas não é. Nos EUA, sempre foi muito difícil criar um sistema público de saúde. Para muita gente, é uma interferência enorme do governo na vida das pessoas e esse problema é mais bem resolvido por operadoras privadas de saúde, com incentivos para competir e oferecer melhores serviços.

Isso tem consequências. As pessoas têm acesso a muitos medicamentos e tratamentos modernos nos EUA. Ao mesmo tempo, têm contas gigantescas para pagar e muitas famílias quebram – ou não tem acesso a serviços básicos. Na Europa ocidental, o tratamento é publico e gratuito. Pode ser mais demorado, nem sempre é de ponta, mas ninguém precisa se preocupar com contas milionárias.

Claro, há uma enorme zona cinza entre esses dois pontos, e é muito raro encontrar um país que seja apenas público ou apenas privado. Há variações sobre o tamanho do Estado tanto em investimento quanto em regulação – afinal, o que você vai fazer caso seu plano não te atenda? Não importa o modelo. Ele sempre pede escolhas, e elas não são fáceis. Não tem exatamente certo ou errado. Tem o que funciona e o que não funciona para cada país, de acordo com as escolhas que cada um faz em determinado momento da sua história.

Deficiências

O SUS é um avanço gigantesco, mas é impossível ignorar os casos de corrupção, o descaso com hospitais e postos de saúde, além da demora de meses para agendar consultas em muitos Estados e municípios. Na média, ainda temos menos médicos a disposição das pessoas do que a média dos países mais desenvolvidos do mundo – e ainda temos de ver Estados, como o Rio de Janeiro, em situação de calamidade.

Até a médica que descobriu o elo entre zika e microcefalia, na Paraíba, vive longe do paraíso – ela precisa de muito mais dinheiro para tocar suas pesquisas.

Protesto em frente a hospital no Rio, em dezembro, em meio a atraso de repasses orçamentários e financeiros; 'impossível ignorar casos de corrupção e descasos' no setor

Protesto em frente a hospital no Rio, em dezembro, em meio a atraso de repasses orçamentários e financeiros; ‘impossível ignorar casos de corrupção e descasos’ no setor

O complexo sistema de financiamento do SUS, dividido entre União, Estados e municípios, não ajuda. Muitos governadores e prefeitos não investem o mínimo necessário para o sistema funcionar. Na prática, os gastos de todos os governos com saúde não chegam a 4% do PIB. É pouco.

Se somarmos todos os gastos com saúde no Brasil, o setor privado é responsável por 60% dele. Os outros 40% são de dinheiro público. Porém, o setor privado atende apenas 25% das pessoas. A maior parte dos brasileiros depende de um dinheiro escasso, picotado e, muitas vezes, mal administrado.

Para piorar, o setor privado está longe da sua melhor forma. Mesmo os brasileiros que podem pagar não estão seguros. As reclamações são gigantescas. Dados recentes revelam que cerca de 100 mil pessoas fizeram queixas formais dos serviços dos convênios em um ano.

Além disso, em muitos casos o setor privado repassa a conta ao governo. Os planos usam brechas jurídicas para mandar seus consumidores ao SUS, economizando alguns milhões em repasses a médicos e hospitais. Além da canibalização de recursos escassos, há uma malandragem desagradável.

A conta do SUS é difícil. Afinal, dinheiro público não é dinheiro gratuito – ele vem dos nossos impostos e das nossas escolhas. Saúde é uma questão de vida e morte – e mesmo o melhor plano não garante um tratamento caríssimo de câncer. Não há um consenso de que só Estado ou só o mercado possam resolver o problema. Saúde é um desafio gigantesco, concreto e imediato. Mas é uma questão que vale a pena encarar.

Nesse Brasil polarizado, muitas vezes em torno de questões vazias, é sempre bom lembrar dos tios que foram salvos pelo SUS e de quantos mais poderiam ter sido salvos, se o sistema fosse melhor.

Temos de ter orgulho das coisas que dão certo e espírito crítico para resolver, sem histeria, os nossos problemas. Um SUS poderoso não é bom apenas para quem usa o sistema público ele também obriga o setor privado a puxar sua régua lá pra cima.

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84 comentários

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Enio

31 de janeiro de 2016 às 11h05

A elite criminosa tem MEEEEDO do povo brasileiro com Lula 2018. #LulaEuConfio

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Talita Gomes

30 de janeiro de 2016 às 02h47

Jg Machado, Fernando Costa Moreira

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    Jg Machado

    30 de janeiro de 2016 às 21h35

    Com certeza Talita Gomes! Certeza! A ganância q não tem interesse q ele se concretize plenamente….e sabemos muito bem pq né!?

    Responder

Bakunin Sambista

30 de janeiro de 2016 às 02h12

Deviamos ir pra rua defender o SUS como o movimento passe livre faz;mas o sucatearam pra favorecer os planos privados de saude

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Rafael Luzini

30 de janeiro de 2016 às 00h30

Yanley Lucio

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Francisco Bello

29 de janeiro de 2016 às 23h55

Favor informar o nome de 1 político, em especial do governo, que tenha sido atendido pelo SUS. Só 1. Vá tomar um Cafezinho…..

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Aparecida Maria Ribeiro

29 de janeiro de 2016 às 23h46

O Sus é realidade sim, só que é estrangulado pelos maus gerenciadores, políticos corruptos .

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Jadir Eduardo Souza Lucas

29 de janeiro de 2016 às 22h48

Só se for na França kkkk

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Pedro Magalhães Neto

29 de janeiro de 2016 às 22h41

Nossa – me passem o endereço – o povo aqui em Ribeirão Preto este morrendo na porre dos hospitais – está uma calamidade pública – o SUS por aqui é horroroso

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Bazinha Alkmim

29 de janeiro de 2016 às 21h01

É um SUScesso. Me lembro há 23 anos atrás, quando era estudante de medicina, que nosso ambulatório era constituído , basicamente de pessoas do interior. Hoje, qualquer rincão deste país tem um atendimento primário. O dinheiro tirado do povo através de impostos tem de retornar ao povo e o SUS é um bom exemplo disso

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Maricila Brito Gomes

29 de janeiro de 2016 às 20h58

Graça Brito

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Victor Zamberlan

29 de janeiro de 2016 às 20h28

Felipe Rodrigues

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Fabio J Trindade

29 de janeiro de 2016 às 20h18

O SUS NÃO É PERFEITO, CLARO, NENHUM ATENDIMENTO GRATUITO E UNIVERSALIZADO É. MAS NÃO SE PODE NEGAR OS BONS SERVIÇOS PRESTADOS PELO SUS.

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Bruno Carvalho

29 de janeiro de 2016 às 20h14

Se estados e municípios não desviassem tanto as verbas dos SUS o sistema seria muito bom

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José Nilson Nogueira

29 de janeiro de 2016 às 19h35

Eu não sou mal agradecido,se não foce o sus meu deus! o que seria das pessoas pobres! eu gosto do sus, vida longa ao sus.

Responder

Dora Lima

29 de janeiro de 2016 às 19h11

Responder

Cassia Barros

29 de janeiro de 2016 às 19h05

Já tive diversos exemplos de amigos e familiares que precisaram e foram bem atendidos pelo SUS, com tratamento de ponta em doenças como câncer, AVC e leptospirose. Claro que precisa melhorar muito, disso não tenho dúvidas.

Responder

Cassia Barros

29 de janeiro de 2016 às 19h05

Já tive diversos exemplos de amigos e familiares que precisaram e foram bem atendidos pelo SUS, com tratamento de ponta em doenças como câncer, AVC e leptospirose. Claro que precisa melhorar muito, disso não tenho dúvidas.

Responder

Cassia Barros

29 de janeiro de 2016 às 19h05

Já tive diversos exemplos de amigos e familiares que precisaram e foram bem atendidos pelo SUS, com tratamento de ponta em doenças como câncer, AVC e leptospirose. Claro que precisa melhorar muito, disso não tenho dúvidas.

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Felipe Feliciano

29 de janeiro de 2016 às 18h15

Sim, só não funciona…

Responder

    Sara Ribeiro

    29 de janeiro de 2016 às 18h27

    Funciona sim. Depende da região que vc mora.

    Responder

    Felipe Feliciano

    29 de janeiro de 2016 às 18h41

    O SUS é muito bonito no papel, mas falta dinheiro para sustentá-lo, causando sucateamento e usurpação do mesmo; temos que diminuir este estado inchado e ter diferentes formas de taxação para pessoas de maior poder aquisitivo para podermos destinarmos para a saúde.

    Responder

Felipe Feliciano

29 de janeiro de 2016 às 18h15

Sim, só não funciona…

Responder

    Sara Ribeiro

    29 de janeiro de 2016 às 18h27

    Funciona sim. Depende da região que vc mora.

    Responder

    Felipe Feliciano

    29 de janeiro de 2016 às 18h41

    O SUS é muito bonito no papel, mas falta dinheiro para sustentá-lo, causando sucateamento e usurpação do mesmo; temos que diminuir este estado inchado e ter diferentes formas de taxação para pessoas de maior poder aquisitivo para podermos destinarmos para a saúde.

    Responder

Felipe Feliciano

29 de janeiro de 2016 às 18h15

Sim, só não funciona…

Responder

    Sara Ribeiro

    29 de janeiro de 2016 às 18h27

    Funciona sim. Depende da região que vc mora.

    Responder

    Felipe Feliciano

    29 de janeiro de 2016 às 18h41

    O SUS é muito bonito no papel, mas falta dinheiro para sustentá-lo, causando sucateamento e usurpação do mesmo; temos que diminuir este estado inchado e ter diferentes formas de taxação para pessoas de maior poder aquisitivo para podermos destinarmos para a saúde.

    Responder

    Sara Ribeiro

    30 de janeiro de 2016 às 01h03

    Felipe Feliciano no dia que vc precisar e for atendido vc verá que funciona.

    Responder

    Felipe Feliciano

    30 de janeiro de 2016 às 01h06

    E como você supõem que eu nunca precisei?

    Responder

Steiger

29 de janeiro de 2016 às 15h49

Eu continuo pagando meu plano privado. Eu e o Lula que ninguém é bobo…..

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Lucas Oliva de Sousa

29 de janeiro de 2016 às 17h30

Almiro Oliva Rodrigo Melo Leite Denise Ribeiro

Responder

    Almiro Oliva

    31 de janeiro de 2016 às 21h34

    Só acredito se o autor do artigo não tiver plano de saúde privado como todos nós temos.

    Responder

Maria Goebel

29 de janeiro de 2016 às 17h18

concordo plenamente.

Responder

Graça Melo

29 de janeiro de 2016 às 17h11

O SUS é Plano de Saúde de pessoas mais humildes, nada sai de graça, tudo é pago através de impostos de nos brasileiros. O SUS é uma realidade e o Governo está de parabéns!

Responder

Sergio Pereira Amzalak

29 de janeiro de 2016 às 16h58

Ciência no Brasil se escreve com SUS.

Responder

Renam Bertola

29 de janeiro de 2016 às 16h56

Acredito que o SUS seja ótimo, só faltam os POLÍTICOS, trocarem o Sírio Libanês pelos hospitais do SUS.

Responder

Ewerton Carvalho

29 de janeiro de 2016 às 16h44

Queria saber que país é esse,que o cafezinho com mortaNdela fala.

Responder

Eduardo Macedo

29 de janeiro de 2016 às 16h41

Riteméia.

Responder

Hell Back

29 de janeiro de 2016 às 14h39

O SUS deveria ser proibido de “alugar” os seus equipamentos de alta complexidade para as clínicas e redes de hospitais particulares. Na grande maioria das vezes o SUS não é reembolsado pelos planos de saúde privados.

Responder

Edna Benedicto

29 de janeiro de 2016 às 16h29

Meu pai, renal cronico, foi atendido pelo SUS durante 12 anos, 3x por semana um carro pegava ele na porta de casa e levava para a clinica onde ele fazia hemodiálise. Não tenho o que reclamar. De outro modo teríamos perdido meu pai já no começo da doença. Graças ao SUS convivemos com ele por mais 12 anos.

Responder

Bruna Santiago Franchini

29 de janeiro de 2016 às 16h24

Ricardo Vergara Gianvechio

Responder

Filipe Câmara

29 de janeiro de 2016 às 16h15

Todo esquerdista que não usa, elogia…

Responder

    Luciana Ka

    29 de janeiro de 2016 às 17h04

    Eu uso e elogio. Aliás , meu trabalho voluntário é levar idosos às consultas. Minha mãe morreu de aids em 89, foi atendida gratuitamente pelo Emilio Ribas 2- aliás , excelentes profissionais desde pessoal da limpeza aos médicos. Passei 12 anos fora do Brasil , morei legalmente na Europa e posso te afirmar que só conheci tratamento para aids e câncer de referência, aqui no Brasilzão. Nosso país tem muitos e sérios problemas Filipe, por isso aconselho aos brasileiros morarem uns 5 anos fora, pra trazerem pra cá o que aprenderem de bom em outros países e observar o que lá não tem. Meu filho Felipe, de 19 anos, está se preparando para passar 2 anos fora. Espero que ele não volte antes dos 25 anos. Ele trabalha desde os 15, quis fazer o ens. Médio na etec para juntar mais dinheiro para fazer a faculdade fora. Quero que ele se descubra terráqueo. Ficarei muito triste se ele voltar “direitista” ou “esquerdista”.

    Responder

    Gerson Pompeu

    29 de janeiro de 2016 às 17h58

    Eu também.

    Responder

    Sara Ribeiro

    29 de janeiro de 2016 às 18h27

    Eu usei uso e faço elogios sim.

    Responder

    Sara Ribeiro

    29 de janeiro de 2016 às 18h27

    Eu usei uso e faço elogios sim.

    Responder

    Sara Ribeiro

    29 de janeiro de 2016 às 18h27

    Eu usei uso e faço elogios sim.

    Responder

Flávio Levi Moura

29 de janeiro de 2016 às 16h15

O SUS é a utopia concretizada dos subalternos, sua implementação demonstrou que é possível constituir espaços includentes e socialmente referenciados, contrariando a lógica utilitarista do mercado. É, sem dúvida, a construção institucional que melhor efetiva a ideia de um direito público incondicionado. Mesmo com alguns problemas de gestão e operacionalização, o sistema continua universalizando a atenção integral a saúde da população. O SUS é uma das maiores conquistas civilizatórias da sociedade brasileira.

Responder

Helena Oliveira

29 de janeiro de 2016 às 16h12

Pena que não funciona.

Responder

    celso junqueira

    29 de janeiro de 2016 às 14h53

    Lamento. Para mim e minha família funciona muito bem. Minha mãe toma medicamentos que se tivéssemos que pagar, a contaria chegaria a uns R$ 10 mil por mês.

    Responder

    Sergio Pereira Amzalak

    29 de janeiro de 2016 às 17h02

    o que funciona é a escola de medicina de Petrópolis, só forma gênios.

    Responder

    Helena Oliveira

    29 de janeiro de 2016 às 17h14

    Concordo com você! A Faculdade de Medicina de Petrópolis está conceituada de acordo com o MEC como uma das melhores particulares do país.Tenho vários parentes que estudaram lá e hoje são excelentes médicos que inclusive lutam por um SUS melhor mesmo não possuindo plano de cargos e salários e em condições precárias.
    Quando as pessoas não têm argumentos elas tentam ofender o próximo. Triste isso.

    Responder

    Gerson Pompeu

    29 de janeiro de 2016 às 17h55

    Tem o que melhorar, mas está muito melhor do que há quinze anos. Falo por que minha família tem se tratado pelo SUS

    Responder

    Sergio Pereira Amzalak

    29 de janeiro de 2016 às 17h55

    Helena Oliveira pede demissão e vai pro plano de saúde, doutora, já que são tão competentes, né….

    Responder

    Sergio Pereira Amzalak

    29 de janeiro de 2016 às 17h56

    ou pros EUA. medicina venal como a que a sra prega lá tem muita.

    Responder

    Sergio Pereira Amzalak

    29 de janeiro de 2016 às 17h56

    triste é ver coxinha atacar o SUS, mesadeira de papai e presunçosa.

    Responder

    Sergio Pereira Amzalak

    29 de janeiro de 2016 às 17h57

    pelo jeito a ironia tocou na ferida da moça que não conseguiu entrar numa Federal, ou Estadual.

    Responder

    Helena Oliveira

    29 de janeiro de 2016 às 18h04

    Sergio Pereira Amzalak, você nem me conhece pra me chamar de coxinha, votei em Dilma e sou a favor de um SUS de qualidade assim como os médicos de minha família. Não admiro nem um pouco a medicina que se faz nos EUA, mas sim a de Cuba ou Inglaterra. Meça suas palavras pra falar com alguém que você se quer conhece. Não vou discutir com uma pessoa que não tem coragem nem mostrar a cara, não entende nada de saúde e ainda fica dando opinião.

    Responder

Bia Lucena

29 de janeiro de 2016 às 16h09

Que matéria boa! Justa, levanta prós e contras sobre os diferentes modelos de políticas de saúde, apresenta dados e faz um merecido elogio a nosso país por ter tido a ousadia de pensar a saúde pública como algo gratuito. Quem dera que a mídia hegemônica nacional agisse com essa honestidade intelectual! :-)

Responder

Alder Oliveira E Silva

29 de janeiro de 2016 às 16h08

Se não houvesse tantos desvios e fosse administrado com zelo pelos recursos públicos o SUS seria uma das maiores conquistas do Brasil.

Responder

    Sergio Pereira Amzalak

    29 de janeiro de 2016 às 16h59

    gestão dos recursos é com Estado e Município.

    Responder

    Bernardete Pinto Sá

    29 de janeiro de 2016 às 20h08

    Acho que não vem ao caso quem gere os recursos. O fato é que eles são desviados, roubados ou aplicados de forma incompetente. Afinal SUS é Sistema Único de Saúde. Quem fiscaliza a aplicação dos recursos é o Ministério da Saúde com a CGU e os Tribunais de Contas

    Responder

Luiz Henrique Coelho Garcia

29 de janeiro de 2016 às 16h04

E os coxinhas vivem esculhambando, pois acham que é criação do PT. E mais: os que mais esculhambam, são os que não usam o SUS.

Responder

    Raimundo Freitas Freitas

    29 de janeiro de 2016 às 17h15

    Realmente é um espetáculo! A mãe da nossa ” secretária do lar”, teve um AVC, foi tratada na Emergência do Hospital Geral de Salvador( Pronto Socorro), teve alta seis dias depois, e foi orientada a procurar o SUS. Procurou, foi atendida por um Neurologista, que entre outros exames, pediu uma Tomografia Computadorizada, para melhor visualizar as lesões e orientar o tratamento. O exame para o qual o Médico pediu urgência, foi marcado para oito meses depois. Ela morreu três meses antes. Primeiro mundo!

    Responder

    Luiz Henrique Coelho Garcia

    29 de janeiro de 2016 às 17h38

    Raimundo Freitas Freitas , um sistema ser bom não significa dizer que não tenha falha ou que não possa melhorar. Claro que existem falhas, da mesma forma que acontece com quem tem planos de saúde. Agora, não precise de um atendimento e tratamento médicos, na Europa e EUA, se vc não tiver seguro de saúde. Ou tem ou morre. Só para constar, um tratamento simples de picada por cobra venenosa custa, nos EUA, 150 mil reias.

    Responder

    Luiz Henrique Coelho Garcia

    29 de janeiro de 2016 às 17h42

    Errei, são mais de 150 mil dólares.

    Responder

Anny Trindade Vianna

29 de janeiro de 2016 às 16h03

So precisa melhorar,aqui em Manaus não so aqui e péssimo tudo ,estou gravida e não consigo marcar nem minha primeira consulta

Responder

    Larissa Beh May

    29 de janeiro de 2016 às 16h08

    A gestão dos recursos do SUS ficam a cargo dos estados e municipios, exceto nas UPA’s e HU’s, dentre outros.

    Responder

Boris Aled

29 de janeiro de 2016 às 16h02

Mais um case estatal de sucesso!

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