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Crise castiga bancos no mundo

Por Redação

12 de fevereiro de 2016 : 12h31

Comentário do blog: Aí a crise mundial que a nossa mídia tentou até o último momento esconder dos brasileiros, no esforço desesperado para culpar Dilma por todos os males do planeta.

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no Paraná Cooperativo

Os mercados globais viveram ontem mais um dia de pânico, registrando fortes quedas nas ações de bancos europeus, americanos e asiáticos. O Euro Stoxx Banks, índice que reflete as ações de bancos da zona do euro, recuou 6,48%, acumulando queda de 30,32% no ano. O temor é o de uma nova turbulência bancária nas economias avançadas, por razões distintas da crise de 2007/8, mas tão preocupante quanto aquela.

Fed – A expectativa crescente de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, não eleve mais a taxa de juros neste ano, especialmente após o depoimento da presidente da instituição, Janet Yellen, ao Congresso americano, prevaleceu sobre a atuação dos outros bancos centrais, que tentam reanimar suas economias.

Preocupações – A queda contínua no preço do petróleo tem gerado preocupações sobre investimentos nos EUA, além de fomentar temores de inadimplência entre as empresas que atuam no segmento de gás de xisto. A desaceleração da China, associada à tentativa de manipulação do yuan pelo país asiático, implica crescimento mais lento da economia mundial. Assim, diz em análise John Authers, do “Financial Times”, os investidores começaram a colocar nos preços dos ativos os riscos de uma recessão nos EUA neste ano.

Temores – Os temores se realimentam. A elevação do custo de crédito dificulta a vida de bancos e empresas endividadas. O recuo nos preços das ações são um problema porque, segundo analogia de Mark Lapolla, da Stableford Capital, o S&P 500 ­ índice da bolsa americana ­ é o “caixa automático do mundo”. É um grande estoque de dinheiro que pode se converter em liquidez imediata. Como o petróleo deixou de assegurar semelhante liquidez, o impulso de vender ações de empresas americanas aumenta.

Consequências negativas – Paralelamente a tudo isso, as medidas tomadas por outros bancos centrais produziram consequências negativas e inesperadas. O índice Topix, que reflete o desempenho dos bancos japoneses, caiu mais de 20% desde que o Bank of Japan (BoJ), o BC japonês, adotou taxas de juros negativas. Embora muitos argumentem que não necessariamente essas taxas prejudiquem os lucros dos bancos, os investidores japoneses discordaram e, por isso, saíram em disparada vendendo ações de seus bancos.

Efeito – Esse sentimento estimulou as vendas de papéis de bancos europeus e americanos. A queda na confiança da eficácia dos bancos centrais em lidar com essa situação realimenta o ciclo de desconfiança com que os mercados se defrontam. Poderão ser necessárias medidas dos governos para romper esse ciclo. (Valor Econômico)

 

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14 comentários

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James Fontes B

14 de fevereiro de 2016 às 04h51

Mas sempre vai ter alguns governos que vao pegar o dinheiro das pessoas (impostos) e dar para eles

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Felicio Filho

13 de fevereiro de 2016 às 19h59

Puxa… Os coxinhas me garantiram que lá fora a crise já era.

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Iendis Silva

13 de fevereiro de 2016 às 17h30

A salvação deles é no Brasil com juros de 400%

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Antenor Nicolau

13 de fevereiro de 2016 às 10h56

Castiga no mundo e premia os do brasil

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Antonio Sampietro

13 de fevereiro de 2016 às 02h57

PARA A GLOBO É SÓ A PETROBRAS QUE CAI

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Vitor

12 de fevereiro de 2016 às 16h32

É aquela história de sempre.
De um lado um bando de idiota que acha que o Brasil é uma ilha isolada em crise.
Do outro lado mais um bando de idiota que acha que a crise internacional é a única razão para a economia brasileira estar derretendo.

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Gustavo Ferreira Correia

12 de fevereiro de 2016 às 18h02

Só acho que oscilação de ação na bolsa em períodos curtos não serve para quase nada.

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    Emerson Lins

    13 de fevereiro de 2016 às 00h40

    É inegavel os riscos…e o erro do FED em elevar o juros.

    Responder

    Emerson Lins

    13 de fevereiro de 2016 às 00h40

    É inegavel os riscos…e o erro do FED em elevar o juros.

    Responder

Joao Barros Guimaraes Filho

12 de fevereiro de 2016 às 17h54

La vem outro PROER.

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    Vitor

    12 de fevereiro de 2016 às 16h33

    Não tem risco. Os bancos brasileiros continuam acumulando recordes de lucros a cada ano… A Selic faz milagre!

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    Fernando Costa

    12 de fevereiro de 2016 às 20h22

    Fizeram um em 2008 custou 15 Trilhões (escrevi certo o PIB americano são 11). Meteram o dinheiro no bolso e fizeram mais do mesmo, ou cauteriza essa ferida ou a 3ª Guerra vem ai vai vendo.

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Bruno Real

12 de fevereiro de 2016 às 14h42

Uma hora você fala que a crise é por causa da Lava Jato.
Outra por causa da crise mundial.
Outra hora é por causa dos perdedores de eleição.
A própria Dilma falou que demorou em ver a crise.
FOCO! DECIDA-SE!!!

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Álvares de Souza

12 de fevereiro de 2016 às 13h20

Pois é, o que é bom a gente mostra, o que é ruim, a gente esconde! Não é a regra neste Pais de energúmenos?

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