Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Relator do impeachment, Jovair Arantes é condenado pela Justiça eleitoral

Por Redação

20 de abril de 2016 : 09h42

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Relator do impeachment é condenado pela Justiça eleitoral

Tribunal Regional Eleitoral de Goiás condena Jovair Arantes a pagar multa de R$ 25 mil por ter utilizado servidor comissionado da Conab em sua campanha eleitoral. Deputado diz que vai recorrer

no Congresso em Foco

Relator do processo de impeachment da Câmara, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás a pagar multa de R$ 25 mil por utilizar um servidor comissionado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em sua campanha eleitoral, em 2014. Segundo a acusação, o funcionário trabalhou como cabo eleitoral sem estar de férias ou licenciado do cargo público entre agosto e setembro daquele ano. O deputado nega irregularidade e diz que vai recorrer.

A decisão foi dada na última segunda-feira (18), um dia após a Câmara aprovar o parecer de Jovair favorável à abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Responsável pelo parecer da comissão especial, o deputado concluiu haver indícios de que Dilma cometeu crime de responsabilidade com as chamadas pedaladas fiscais e a edição de decretos orçamentários sem a autorização do Congresso.

Na época em que o servidor trabalhou na campanha, a Conab era presidida por Rubens Rodrigues dos Santos, indicado pelo petebista ao cargo. De acordo com a denúncia, Warllen Aparecido Lucas Lemos era assessor da presidência da companhia lotado em Brasília, mas trabalhou por dois meses no comitê eleitoral em Goiânia.

O artigo 73 da lei eleitoral proíbe agentes públicos de cederem servidores para comitês de campanha eleitoral durante horário normal de expediente, a não ser que exista uma licença. Jovair controlava a Conab desde o primeiro ano do governo Dilma, em 2011. De lá para cá, indicou todos os presidentes da companhia e controlou diretorias e 20 cargos de assessoramento no órgão. Após deixar a Conab, Rubens Santos assumiu uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal, também por indicação de Jovair. O petebista, porém, perdeu os cargos após apresentar parecer pelo encaminhamento do processo de impeachment.

Relatório da Polícia Civil de Goiás indica que Warllen estava de férias apenas entre 8 e 27 de setembro de 2014. Rastreamento telefônico mostrou que o servidor atuava no comitê eleitoral em dias em que deveria estar em Brasília. A defesa alega que o endereço apontado é do escritório de representação parlamentar de Jovair.

O deputado afirmou ao Globo que Warllen trabalhou em sua campanha apenas no período de suas férias. Já o servidor alegou que esteve no escritório “algumas vezes” para buscar ou deixar uma namorada. O ex-presidente da Conab alega que as provas são “frágeis” e que seu ex-assessor não prestou serviços eleitorais ao deputado.

 

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16 comentários

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José Renato Lopes

10 de maio de 2016 às 19h05

Toma golpista dos infernos!

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Marco Sousa

06 de maio de 2016 às 01h25

A cara do sujeito é de (mafioso) dos filmes de Hollywood!.

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Fernando Fidelis

20 de abril de 2016 às 21h45

Vamos dar uma forcinha para a memória. Todo mundo boicotando os golpistas: https://www.facebook.com/Deputados-Golpistas-2016…/…#

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Maria Thereza G. de Freitas

20 de abril de 2016 às 15h13

a câmara não é mais hospício ou circo. é uma penitenciária funcionando em regime semi-aberto

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josecarloslima

20 de abril de 2016 às 14h30

Surreal: o Brasil, uma das maiores economias do planeta, prestes a ser governado por um congresso dominado por conhecidos ladrões e ladras. Para acabar com a corrupção, dizem…rssssss

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James Stewart

20 de abril de 2016 às 14h02

Pagam por ele a mixaria de 25 mil reais e fim de papo.

Até a próxima picaretagem.

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Joanilson

20 de abril de 2016 às 12h57

Domingo passado foi e dia mais terrível pior que o dia 11 de setembro 367 golpista 367 canalhas traidores onde só 73 dos que ali estavam receberam votos o resto entro pelo o coeficiente partidário e o candidato que teve mais votos levou o seu colega de partido como e o caso so primeiro secretario da camara o beto mansur esta la por causa do tiririca que foi o deputaso mais votado pelo pp só na comissão do impeachment tem 37 deputado na mira da justiça todos denunciados na lava jato
QUÊ PAÍS É ESSE???????

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    Maria Thereza G. de Freitas

    20 de abril de 2016 às 15h17

    só uma outra informação: de acordo com artigo de Irajá Martins apenas 36 deputados/as se elegeram com votos próprios. Quer dizer que roubam nossos votos desde o início. Em tempo: o título do artigo é “Apenas 36 deles se elegeram com votos próprios”. Pode ser que outras fontes tenham números diferentes. O fato é os 513 não foram eleitos por nós.

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Marcio Wilk

20 de abril de 2016 às 12h55

Esse sujeito foi dono de cartório, oficial registrador ou tabelião, e perdeu o cartório por fazer rolos e mais rolos, enfim… o ministério público de Goiás achou por bem não puni-lo com nada pessoal e aí o cara se transforma nisso aí.

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Claudemir nelson da silva

20 de abril de 2016 às 12h19

Saiu no lucro. Se fosse do PT estava preso.

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Paula Teixeira

20 de abril de 2016 às 11h49

Quem elegeu ele? Eu não fui. Reclame com quem o elegeu. E não esqueça que os correios também vão sofrer punição por terem trabalhado de graça para a dilma. Se gritar pega ladrão….

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    Maria Thereza G. de Freitas

    20 de abril de 2016 às 15h21

    Se vc tiver paciência, dá uma lida num artigo do Irajá Martins, intitulado “Apenas 36 deles se elegeram com os próprios votos”. Ou seja: ma verdade ninguém votou em 477 deputados/as. Daí porque agradeceram tanto a familiares, amigos, parentes, agregados e que tais. Alguns dedinhos tiveram que digitar o número deles nas urnas. Basta pouco

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