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Washington’s Dog-Whistle Diplomacy Supports Attempted Coup in Brazil

Por Miguel do Rosário

22 de abril de 2016 : 18h35

Image: Victor T.

By Mark Weisbrot, on Huffington Post

The day after the impeachment vote in the lower house of Brazil’s congress, one of the leaders of the effort, Senator Aloysio Nunes, traveled to Washington, D.C. He had scheduled meetings with a number of U.S. officials, including Thomas Shannon at the State Department.

Shannon has a relatively low profile in the media, but he is the number three official in the U.S. State Department. Even more significantly in this case, he is the most influential person in the State Department on U.S. policy in Latin America. He will be the one recommending to Secretary of State John Kerry what the U.S. should do as the ongoing efforts to remove President Dilma Rousseff proceed.

Shannon’s willingness to meet with Nunes just days after the impeachment vote sends a powerful signal that Washington is on board with the opposition in this venture. How do we know this? Very simply, Shannon did not have to have this meeting. If he wanted to show that Washington was neutral in this fierce and deeply polarizing political conflict, he would not have a meeting with high-profile protagonists on either side, especially at this particular moment.

Shannon’s meeting with Nunes is an example of what could be called “dog-whistle diplomacy.” It barely shows up on the radar of the media reporting on the conflict, and therefore is unlikely to generate backlash. But all the major actors know exactly what it means. That is why Nunes’ party, the Social Democracy Party (PSDB), publicized the meeting.

To illustrate with another example of dog-whistle diplomacy: On June 28, 2009, the Honduran military kidnapped the country’s president, Mel Zelaya, and flew him out of the country. The White House statement in response did not condemn this coup, but rather called on “all political and social actors in Honduras” to respect democracy.

This dog-whistle signal worked perfectly; most importantly the coup leaders and their supporters in Honduras, as well as every diplomat in Washington, knew exactly what this meant, even as statements condemning the coup and demanding the restoration of the democratic government came pouring in from around the globe. Everyone knew that this was, in diplomatic code, a clear statement of support for the coup. The events that followed over the next six months, with Washington doing everything it could to help consolidate and legitimize the coup government, were pretty much predictable from this initial statement. Hillary Clinton later admitted in her 2014 book, “Hard Choices,” that she worked successfully to prevent the return of the democratically elected president.

Tom Shannon has a reputation among Latin American diplomats as an amiable fellow, a seasoned career foreign service officer who is willing to sit down and talk with governments that are at odds with U.S. policy in the region. But he has had a lot of experience with coups. Some of Hillary Clinton’s released emails shed additional light on his role in helping to consolidate the Honduran coup. He was also a high-level State Department official during the April 2002 coup in Venezuela, in which there is substantial documentary evidence of U.S. involvement. And when the parliamentary coup in Paraguay took place in 2012 — something similar to what is happening in Brazil but with a process that impeached and removed the president in just 24 hours — Washington also contributed to the legitimation of the coup government in the aftermath. (By contrast, South American governments suspended the coup government in Paraguay from MERCOSUR, the regional trading bloc, and UNASUR [the Union of South American Nations).] Shannon was ambassador to Brazil at that time, but was still one of the most influential officials in hemispheric policy.

The U.S. State Department responded to questions about Nunes’ meetings by saying, “This meeting had been planned for months and was arranged at the request of the Brazilian embassy.” But this is irrelevant. It merely means that Brazilian embassy staff were, as a matter of diplomatic protocol, involved in arranging the meetings. This does not imply any consent by the Rousseff administration, nor change the political message that the meeting with Shannon sends to the opposition in Brazil.

All of this is of course consistent with Washington’s strategy in response to the left governments that have governed most of the region in the 21st century. They have rarely missed an opportunity to undermine or get rid of any of them, and their desire to replace the governing Workers’ Party in Brazil with a more compliant, right-wing government is fairly obvious.


Mark Weisbrot is co-director of the Center for Economic and Policy Research in Washington, D.C., and the president of Just Foreign Policy. He is also the author of the new book “Failed: What the ‘Experts’ Got Wrong About the Global Economy“ (2015, Oxford University Press).

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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23 comentários

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Rene Correa

30 de abril de 2016 às 18h55

É obvio que os EUA querem ver Dilma e o PT longe do governo. Tudo graças à desastrada política diplomática adotada pelo PT que, doentes de aversão pelo capitalismo, aproximaram-se de notórias ditaduras às quais deu não só apoio moram mas material via financiamentos despropositados.
Nunca se viu uma diplomacia tão pífia e inconsistente como a desenvolvida pelo PT.

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James Stewart

23 de abril de 2016 às 20h21

Thomas Shannon não foi o embaixador dos states no Brasil antes de Ayalde?

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Mauro Casiraghi

23 de abril de 2016 às 10h34

Na realidade, o grande responsável por esse golpe de Estado que poderá vir a ser consumado no Brasil é o Supremo Tribunal Federal (STF), um órgão que deveria se pautar pela mais estrita imparcialidade política, e se ater unicamente ao que reza a Constituição e a lei. No entanto, o STF tem se revelado ser um antro de juízes venais e corruptos, juízes cuja conduta infelizmente se pauta pelo desprezo maior às instituições democráticas nacionais, sobretudo no que toca a do cumprimento do mandato de uma Presidente democraticamente eleita, e que não cometeu crime maior para se ver alijada do poder de tal forma. Não se iludam, o STF é o verdadeiro responsável pelo golpe que se trama no Brasil. Os demais são meros executantes, apenas.

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Baron de Lorraine

23 de abril de 2016 às 08h43

O New York Times fez um relato de sua entrevista coletiva na casa de Antonio Patriota, durante a qual ela denunciou o golpe de Estado em curso no Brasil.

O assunto é tratado em um parágrafo.
Nos parágrafos seguintes, a reportagem desmontou os argumentos de Dilma Rousseff, citando Michel Temer, José Carlos Aleluia, José Antonio Dias Toffoli e até um editorial da Folha de S. Paulo.

O New York Times encerra sua matéria com as palavras do ex-embaixador americano no Brasil, Melvyn Levitsky:

“O Congresso está agindo de acordo com a Lei, portanto isso não pode ser considerado um golpe. Trata-se de uma crise gerada no Brasil pelos próprios brasileiros. A esta altura, duvido que a solidariedade internacional possa ajudá-la de alguma maneira”.
Dilma, Game Over !

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    Michel Moreno

    30 de abril de 2016 às 12h04

    QUE BELA PIADA DOS AMERICANOS GOLPISTAS…A QUESTÃO É QUE O JOGO ESTÁ APENAS COMEÇANDO…E ESSA INTROMISSÃO DOS EUA NOS ASSUNTOS DO BRASIL É O COMEÇO DO FIM PARA OS YANKEES…

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L@!r M@r+3$

23 de abril de 2016 às 01h48

Yep, Mr. Obama… You can…

Responder

alexandre mattos

23 de abril de 2016 às 01h39

Gente quanto tempo vai demorar pra vir a tona que a embaixadora americana em brasilia liliane ayalde era a embaixadora no paraguai em 1012 qdo o lugo caiu e que ela era a chefe da usaid (agencia de desenvolvimento americana que serve de disfarce pra cia ) na bolivia em 2008 qdo quase derrubaram o evo morales que venceu o golpe e em seguida expulsou ela de la e ta ate hoje no cargo!!!

Responder

    L@!r M@r+3$

    23 de abril de 2016 às 01h48

    Depende… Quando Dilma sai de vez?

    Responder

      Michel Moreno

      30 de abril de 2016 às 12h06

      seu comentário é típico de um descerebrado!

      Responder

        L@!r M@r+3$

        16 de maio de 2016 às 14h20

        Meu comentário é típico de alguém que não liga mais. Esse Brasil não tem jeito e é por causa do povo! Não são os políticos e não é a mídia! É um povo que se forma com Prouni e vai pra Paulista derrubar o governo que possibilitou ele se formar! Se você acha que é superior a mim porque se importa ainda, parabéns geniozão. Pra mim você não passa de um imbecil. Aliás, faz dias que nem olho minha caixa. Só vi seu comentário por acaso! Mas pra você não ficar muito tristinho, te positivei, tá bom?

        Responder

    James Stewart

    23 de abril de 2016 às 21h25

    Fernando Lugo e a sorridente carrascoide, Liliana Ayalde.

    https://goo.gl/W51aQL

    Responder

MANU #?SosCoupInBrazil

23 de abril de 2016 às 00h04

Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para o continente, condenou a tentativa de golpe no Brasil; em um comunicado, a Cepal diz que o Brasil precisa respeitar o resultado das urnas, sob o risco de desestabilizar a democracia em todo o continente; “A soberania popular, fonte única da legitimidade numa democracia, foi entregue a Lula e em seguida à senhora presidente Rousseff, através de um mandato constitucional”, disse; “Os eventos pelos quais passa o Brasil nos dias de hoje ressoam com força além de suas fronteiras e ilustram para o conjunto da América Latina os riscos e as dificuldades que a nossa democracia ainda está exposta”, ressalta o texto

22 DE ABRIL DE 2016 ÀS 21:55

247 – A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para o continente latino-americano, condenou duramente a tentativa de golpe em curso no Brasil. Por meio de nota, a Cepal diz prestar total apoio a presidente Dilma Rousseff e conclama a sociedade brasileira a respeitar o resultado das urnas, sob o risco de desestabilizar a democracia em todo o continente. “A soberania popular, fonte única da legitimidade numa democracia, foi entregue a Lula e em seguida à senhora, presidente Rousseff, através de um mandato constitucional, que se traduziu em governos comprometidos com a justiça e a igualdade”, diz um trecho da nota. “Os eventos pelos quais passam o Brasil nos dias de hoje ressoam com força além de suas fronteiras e ilustram para o conjunto da América Latina, os riscos e as dificuldades que a nossa democracia ainda está exposta “, finaliza o texto.

“Conhecemos o esforço dos tribunais em perseguir e castigar a cultura de corrupção, que tem sido historicamente a parte mais opaca do vínculo entre interesses privados e as instituições do Estado. E a temos [Dilma] visto apoiando permanentemente essa missão, com a valentia e a honradez que é a marca de sua biografia, apoiando a criação de nova legislação mais severa e instituições repressivas mais fortes. É por isso que nos choca ver, hoje, antes de sentenças ou provas, servindo-se de vazamentos e de uma ofensiva midiática linchatória, que se tente demolir a sua imagem e o seu legado, ao mesmo tempo em que se multiplicam os esforços para reduzir a autoridade presidencial e interromper o mandato que os cidadãos lhes deram nas urnas”, diz o texto.

A presidente Dilma Rousseff, que discursou nesta sexta-feira (22) na sede da ONU durante evento sobre o clima fez uma ligeira referência ao processo de impeachment durante sua fala. mais tarde, em entrevista a jornalistas internacionais, ela disse estar sendo vítima de um golpe.

Veja aqui ou abaixo a íntegra da nota da Cepal/ONU

CEPAL manifiesta su preocupación ante amenazas a la democracia brasileña

La Secretaria Ejecutiva del organismo envió un mensaje público a la Presidenta Dilma Rousseff.

22 March 2016

CEPAL – BRASILIA

La Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL) emitió un mensaje dirigido a la Presidenta Dilma Rousseff, respaldando la plena vigencia del Estado Democrático de Derecho y el ejercicio de las potestades del Poder Ejecutivo brasileño.

En una declaración pública, la Secretaria Ejecutiva del organismo de las Naciones Unidas, Alicia Bárcena, manifestó su preocupación por las amenazas a la estabilidad democrática y reconoció los avances sociales y políticos que ha experimentado Brasil en la última década.

A continuación el texto íntegro de la declaración de la alta funcionaria internacional:

Mensaje de Alicia Bárcena, Secretaria Ejecutiva de la CEPAL, a la presidenta Dilma Rousseff:

“Con honda preocupación hemos asistido al desarrollo de los acontecimientos políticos y judiciales que han convulsionado a Brasil en el curso de las últimas semanas. Nos alarma ver la estabilidad democrática de su patria amenazada.

La soberanía popular, fuente única de legitimidad en democracia, le entregó antes a Lula y luego a usted, Presidenta Rousseff, un mandato constitucional que se tradujo en gobiernos comprometidos con la justicia y la igualdad. Nunca, en la historia de Brasil, tantas y tantos de sus compatriotas habían logrado sortear el hambre, la pobreza y la desigualdad. Significativa es también para nosotros la huella determinante con la que sus gestiones reforzaron la nueva arquitectura de la integración de nuestra región, de la UNASUR a la CELAC.

Conocemos del esfuerzo de los tribunales por perseguir y castigar la cultura de prácticas corruptas que han sido históricamente la parte más opaca del vínculo entre los intereses privados y las instituciones del Estado. La hemos visto apoyando permanentemente esa tarea, con la valentía y honradez que es el sello de su biografía, apoyando la creación de nueva legislación más exigente y de instituciones persecutoras más fuertes.

Es por ello que nos violenta que hoy, sin mediar juicio ni pruebas, sirviéndose de filtraciones y una ofensiva mediática que ya ha dictado condena, se intente demoler su imagen y su legado, al tiempo que se multiplican los empeños por menoscabar la autoridad presidencial e interrumpir el mandato que entregaron en las urnas los ciudadanos.

Los acontecimientos por los que atraviesa Brasil en estas jornadas resuenan con fuerza más allá de sus fronteras e ilustran para el conjunto de América Latina los riesgos y dificultades a los que aún está expuesta nuestra democracia.”

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MARCIO PEREIRA SANTOS

22 de abril de 2016 às 23h38

PRIVATIZAÇÕES EM CURSO NO PAIS

POVO BRASILEIRO, VI UMA REPORTAGEM DA GLOBO QUE ME DEIXOU PERPLEXO, ONTEM DIA 21/04/ 2016, SOBRE UM POSSÍVEL GOVERNO GOLPISTA.

ONDE O ÂNCORA DO JORNAL NACIONAL AFIRMAVA QUE UMA DAS METAS NA SUA USURPAÇÃO DE PODER POR MICHEL TEMER SÃO : PRIVATIZACÕES PARA DIMINUIR O TAMANHO DO ESTADO BRASILEIRO ( PALAVRAS DE MICHEL TEMER AO JORNAL NACIONAL)

ACORDA POVO !VAMOS FICAR ESPERANDO ESTATAIS BRASILEIRAS SEREM ENTREGUES EM MÃOS ESTRANGEIRAS! CONVIDO TODO POVO BRASILEIRO, MAS TODO MESMO, CONTRA ESSA AFRONTA, POIS, TODOS NÓS BRASILEIROS PAGAREMOS, SEJA A FAVOR OU CONTRA ESSE GOVERNO QUE AÍ ESTÁ, COM ESSA ENTREGA DE EMPRESAS BRASILEIRAS,

ONDE FICAREMOS ESCRAVOS ÀS NORMAS DE EMPRESAS ESTRANGEIRAS

E A DESTRUIÇÃO DO SOLO BRASILEIRO.

Responder

Juan Blanco Prada

22 de abril de 2016 às 21h55

Segue tradução.

A “Diplomacia de Apito de Cachorro” dos EUA apóia o Golpe no Brasil
No dia seguinte ao voto pelo impeachment no Congresso, um dos líderes golpistas, Senador Aloysio Nunes, viajou a Washington, D.C. Ele tinha marcado reuniões com alguns representantes do governo dos EUA, incluindo Thomas Shannon do Departamento de Estado.
Shannon tem um perfil relativamente discreto na mídia, mas ele é o numero três na hierarquia do Departamento de Estado dos EUA. Ainda mais significativo no caso, ele é a pessoa mais influente do Departamento de Estado em políticas para a América Latina. Ele será a pessoa que recenderá ao Secretário de Estado John Kerry o que os EUA devem fazer em quanto avançam os esforços para remover a Presidenta Dilma Rousseff do poder.
A disposição de Shannon para se reunir com Aloysio Nunes apenas dias após o voto pelo impeachment envia um forte sinal de que Washington está a bordo da nau opositora nesta empreitada. Como sabemos isso? Muito simplesmente, Shannon não tinha obrigação de manter essa reunião. Se ele quisesse mostrar que Washington é neutro neste conflito feroz e altamente polarizado, ele ao teria se reunido com um dos líderes de qualquer um dos lados, especialmente neste momento em particular.
A reunião de Shannon com Nunes é um exemplo do que poderia ser chamado de “diplomacia do apito de cachorro”. Ele apenas será noticiado pela imprensa que cobre o conflito, e portanto não gerará reações negativas (nos EUA – nota do tradutor). Mas todos os atores principais sabem exatamente o que significa. Essa é a razão pela qual o PSDB deu publicidade ao fato.
Para ilustrar outro exemplo de diplomacia de apito de cachorro: em junho de 2009 o exército hondurenho sequestrou o presidente Mel Zelaya e o levou para fora do país. A Casa Branca publicou uma nota que não condenava o golpe, mas apenas pedia a “todos os atires políticos e sociais em Honduras” que respeitassem a democracia.
Esse assobio no apito de cachorro funcionou perfeitamente, sendo especialmente importante para que os líderes e apoiadores do golpe em Honduras, assim como todos os diplomatas do mundo em Washington, soubesse exatamente o que isso significava. mesmo que declarações condenando o golpe estivessem se reproduzindo pelo mundo todo. .
Todos souberam que isso foi, em código diplomático, uma declaração clara de apoio ao golpe. Os eventos que se seguiram nos próximos seis meses, com Washington fazendo de tudo para ajudar a consolidar e legitimar o golpe, eram bastante previsíveis após essa declaração inicial. Hillary Clinton (então Secretária de Estado – Nota do Tradutor) admitiu mais tarde, em seu livro de 2014 “Escolhas Difíceis” , que ela trabalhara com sucesso para evitar o retorno do presidente eleito democraticamente a Honduras.
Tom Shannon tem uma reputação entre diplomats latino americanos de ser uma pessoa amistosa, um diplomático de carreira experiente que está disposto a sentar e conversar com governos que estão enfrentados às políticas do s EUA para a América Latina. Mas ele tem muita experiencia com golpes. Alguns do emails de Hillary Clinton que vazaram aportam luz adicional ao seu papel em ajudar a consolidar o golpe em Honduras. Ele era também um alto funcionário do Departamento de Estado em 2002, durante o golpe de abril na Venezuela, no qual há provas substanciais de envolvimento dos EUA. E quando o golpe parlamentar do Paraguai aconteceu em 2012 – parecido ao que está ocorrendo no Brasil,m mas num processo que durou apenas 24 horas – Washington também contribuiu para a legitimação do golpe. (Em contraste, os governos sulamericanos suspenderam o Paraguai do Mercosul e da Unasul) . Shannon era então o embaixador dos EUA no Brasil, mas ainda um dos homens mais influentes dos EUA em políticas para a América Latina.
O departamento de Estado dos EUA respondeu a perguntas sobre as reuniões com Nunes dizendo que “ foi planejada por meses e foi feia a pedido da embaixada do Brasil”. Mas isso é irrelevante. Significa apenas que a o pessoal da embaixada do Brasil, participou de forma protocolar no agendamento do encontro. Isso n˜åo quer dizer que houve consentimento do governo Dilma, nem muda a mensagem política que Shannon envia à oposição no Brasil.
Tudo isso é coherente com com a estratégia americana em resposta aos governos de esquerda que vem governando a maior parte da América Latina no século XXI. Os EUA raramente perdeu uma oportunidade para enfraquecer ou se livrar de qualquer um deles, e seu desejo de substituir o governo do PT por um governo de direita mais obediente é bastante óbvio.

Mark Weisbrot é co-director do Centro para Pesquisa Econômica e Política em Washington, D.C., e presidente do Just Foreign Policy (Política Externa Justa). Também é autor do novo livro “Fracassado: O que os “experts” entendera errado sobre a economia global”(2015, Oxford University Press).

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Monicanusp

22 de abril de 2016 às 21h14

“Shannon’s willingness to meet with Nunes just days after the impeachment vote sends a powerful signal that Washington is on board with the opposition in this venture”. Mandei um e-mail para o Glenn Greenwald e questionei: why no miserable word from Obama about political crisis in Brazil. Is he living in Mars?
Parece-me que a resposta foi dada. Hora de tuitar o Obama, gente!!!

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Leonardo Koppes

22 de abril de 2016 às 20h38

Meu senhor eterno, essa matéria é um escândalo. Deixa claro que esse senador entreguista foi aos chefes dar detalhes do andamento do golpe. E querem pôr temer? Põe logo o patrão, mr. obama. Eu agora quero o meu voto ressarcido em dólar.

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Reinaldo Mechica Miguel

22 de abril de 2016 às 20h26

Vai em português. Este sujeito ALUISO300MIL é um PARVO que migrou da esquerda radical para a direita radical e foi buscar apoio para o golpe junto ao dpto. de estado americano. Move-se nas trevas dos canalhas do golpe de 64. DEVE SER BANIDO DO BRASIL E EXTRADITADO PARA O PAÍS ADOTADO POR SEU BAIXO CARÁTER E NÃO MERECE SER CONSIDERADO UM BRASILEIRO…

Responder

    Leonardo Koppes

    22 de abril de 2016 às 20h40

    tem que matar um peste desses.

    Responder

    Fabiano França

    22 de abril de 2016 às 21h43

    Na verdade ele.dirigia para Marighella e estranhamente nao foi capturado à época….. Respostas?

    Responder

      James Stewart

      23 de abril de 2016 às 20h23

      Bob Freire?
      Comunista?

      O que diz Sebastião Nery sobre esse elemento:

      “Em 1970, no horror do AI-5, quando tantos de nós mal havíamos saído da cadeia ou ainda lá estavam, muitos sendo torturados e assassinados, o general Médici, o mais feroz dos ditadores de 64, nomeou procurador (sic) do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) o jovem advogado pernambucano Roberto João Pereira Freire, de 28 anos.

      “Será que os comandantes do IV Exército e os generais Golbery (governo Castelo), Médici (governo Costa e Silva) e Fontoura (governo Médici), que chefiaram o SNI de 64 a 74, eram tão debilóides a ponto de nomearem procurador do Incra, o órgão nacional encarregado de impedir a reforma agrária, exatamente um conhecido dirigente universitário comunista e aliado do heróico Francisco Julião nas revolucionárias Ligas Camponesas?”

      Responder

Gileno Araújo

22 de abril de 2016 às 19h42

Oh my god! Oh my god! We’re in hands of pure evil!

Responder

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