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Em São Paulo, golpistas usam barras de ferro para tentar agredir defensores da democracia

Por Miguel do Rosário

25 de abril de 2016 : 11h31

Foto: Portal Vermelho

Golpistas tentam agredir manifestantes com barras de ferro e paus

No Portal Vermelho

Há semanas que os defensores do golpe ocupam uma calçada em plena avenida Paulista, uma das principais do país, com barracas, cartazes e faixas que pedem, entre outros absurdos, o “extermínio do PT” e o “fim do comunismo no Brasil”. Parece só coincidência, mas o discurso é exatamente igual ao da Marcha da Família com Deus de 1964, que insuflou a ditadura militar de mais de 20 anos.

Uma das principais propostas impulsionadas pela Fiesp é a precarização da CLT, ou seja, um ataque direto contra os trabalhadores. Mas ainda assim os golpistas avançaram com sangue nos olhos sobre quem defende a ampliação de direitos para defender a majestade do pato inflável.

Ironicamente apelidado logo em seguida de “Batalha do Patinho”, o conflito aconteceu porque a manifestação em defesa da democracia que começou no vão livre do Masp caminhou até a frente da Fiesp. Ao chegar lá os manifestantes foram recebidos com extrema violência por cerca de 15 pessoas que permanecem abrigadas no acampamento do golpe. Eles avançavam gritando “meu partido é o Brasil” ou “já ganharam o pão com mortadela?”, “seus assalariados da CUT”. O que os golpistas não sabiam é que a manifestação foi convocada por meio das redes sociais por cidadãos não necessariamente ligados aos movimentos sociais, mas conscientes da gravidade do quadro político nacional.

Entre os defensores da democracia estavam jovens, idosos e até famílias inteiras com crianças, brancos, negros, LGBT’s, representantes de torcidas organizadas, e claro, militantes de movimentos sociais, entidades estudantis, sindicatos e partidos políticos de esquerda.

Depois gritar muitas palavras de ordem, os manifestantes seguiram uma quadra mais, de forma pacífica, exatamente como chegaram, e encerram o ato. O recado foi dado: o golpe não vai avançar sem resistência popular. Em frente à Fiesp, os golpistas continuaram ameaçando quem ousasse chegar perto com as mesmas barras de ferro, paus e canos velhos.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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3 comentários

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Antonio

25 de abril de 2016 às 14h02

Que estranho sentimento… Não dou a mínima pra essa palhaçada de briga de “gente de esquerda” com esses depravados fascistas. Simplesmente, porque essa palhaçada de manifestação convocada pelas redes sociais me cheira muito mal, mas muito mal mesmo. Isso não é boa coisa. Manifestação que se preza é convocada na real, na visita a sindicato, na chamada de representantes partidários e movimentos com representação. Isso, pra mim, é uma tentativa de sequestro de narrativa. E, por fim, deixo o alerta, tenham muito, mas muito cuidado com a Mídia Ninja e o Jornalistas Livres. Porque, em primeiro lugar, devemos sempre ter cuidado com matéria que não tem assinatura nem o nome da equipe. Em segundo lugar, o que me deixou com “todas” as orelhas em pé foi aquele vídeo do tal ataque os bispo Dom Odilo. Aquilo foi uma clara armação, feita por uma gangue de pelo menos 4 ou 5 pessoas, contando-se com a loira que atacou a mitra bispal de Dom Odilo, que foi estranha e integralmente gravada e foi parar onde? Conseguem adivinhar? No canal da Jovem Pan! Mais conhecida como Jovem Klu Klux Pan. Incrível, não? Pois é… Canja de galinha e conferir as fontes com cuidado nunca fez mal a ninguém… Então, muito cuidado ao sair por aí compartilhando tudo o que vêem.

Responder

    Moyses Nunes

    25 de abril de 2016 às 23h07

    Onde você leu alguma publicação do Midia Ninja sem referência?
    “Muito cuidado” com manifestações chamadas voluntariamente?!
    Você acha que o modelo a ser seguido é o mesmo dos R$0,20? Até hoje não sei quem “chamou” a manifestação!!
    Velho… Acho que você está misturando as coisas…

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      Antonio

      26 de abril de 2016 às 00h14

      Misturar as coisas é ouvir um xófem narrando vídeo falar em geração espontânea… Opa! Manifestação espontânea… Nem Francesco Redi acredita mais numa palhaçada dessas. E com o povo repetindo palavra de ordem gritando “vem pra rua”. Ora, ora. Mas é uma canalhice gigante pensar que todo mundo é imbecil para reinstalar o sistema operacional a cada semana. Só faltou usarem o jingle da Fiat cantado pelo Falcão do Rappa como trilha sonora da manifestação. Marrapaz! Só o que me faltava era ver tudo o que vi e ainda cair nessa conversa mole de geração espontânea… Opa! Manifestação espontânea, auto-convocação e outras canalhices correlatas.

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