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São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do segundo dia do Seminário da Aliança Progressista: Democracia e Justiça Social no Hotel Maksoud Plaza (Rosa/Agência Brasil)

Instituto Lula ao Estadão: Documento da PGR tem erros factuais

Por Redação

04 de maio de 2016 : 19h55

No Instituto Lula

Documento da PGR tem erros factuais

São Paulo, 4 de maior de 2016,

O Instituto Lula recebeu questionamentos do blog do Fausto Macedo do jornal Estado de S. Paulo, sobre trechos que citam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em documento da Procuradoria-Geral da República. O Instituto apontou, apenas nos trechos mencionados, sérios erros factuais na peça assinada por Rodrigo Janot.

Segue abaixo a troca de mensagens com a reportagem do Estado de S. Paulo:

 

PERGUNTA ESTADO DE S. PAULO:

O pedido diz respeito à petição na qual o Rodrigo Janot pede inclusão em investigação do presidente Lula, de ministros, senadores e deputados. Segundo documento do procurador-geral da República, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto cobrou 1% de propina sobre valores financiados pelo BNDES em obra da Andrade Gutierrez na Venezuela.

O fato, de acordo com a petição de Janot, foi relatado na delação premiada de Otávio Marques de Azevedo e Rogério Nora, ex-presidentes da Andrade.

Mando trecho:

“Otávio afirmou ainda que, durante o mandato do ex-presidente Lula, ele ajudou a empresa Andrade a conseguir um contrato na Venezuela. Outro executivo da Andrade, Flávio Machado, disse a Otávio que Vaccari também cobrou 1% de propina em relação aos valores financiados pelo BNDES naquela obra da Venezuela, que correspondia a cerca de 40% do valor total”, aponta Janot. “Esses fatos também foram corroborados por Rogério Nora, então presidente da Construtora Andrade, inclusive em relação ao pagamento de 1% sobre os valores liberados pelo BNDES para financiamento da obra na Venezuela, para a qual o ex-presidente Lula concorreu diretamente.”

No documento, o procurador afirma que Otávio Azevedo confirmou que a Andrade Gutierrez pagou a Lula ‘mais de R$ 3 milhões a título de palestras no exterior’. O objetivo, segundo Otávio, seria aproximar a empresa de empresários de outros países.

“Contudo, após esses eventos, não foram fechados negócios pela Andrade nestes locais”, informa a petição.

Este são os trechos que citam o presidente.

 

RESPOSTA DO INSTITUTO LULA

Os breves trechos mencionados pela reportagem do Blog do Fausto Macedo sobre a Andrade Gutierrez e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em documento assinado pelo procurador-geral Rodrigo Janot, mostram  omissões e erros factuais que não são recomendáveis em um documento da Procuradoria-Geral da República encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.

A Andrade Gutierrez não pagou mais de três milhões ao ex-presidente em palestras no exterior, como mostram os dados bancários da empresa de palestras do ex-presidente já tornados públicos.  A PGR faz confusão entre o Instituto Lula, entidade sem fins lucrativos que não repassa qualquer recurso ao ex-presidente, e a L.I.L.S, empresa privada pela qual o ex-presidente ministra palestras. Matéria do próprio blog do Fausto Macedo, (que contém em si outros equívocos, e um título sensacionalista), aponta esse erro ao mostrar tabela de doações da Andrade Gutierrez para manutenção do Instituto Lula (1 milhão e 550 mil) e de pagamentos por cinco palestras que foram devidamente feitas, com nota e impostos recolhidos, pelas quais foram pagos, no total, cerca de dois milhões de reais. As palestras aconteceram no Brasil, Índia, Catar, Nigéria e Portugal, e informações sobre todas elas podem ser conferidas em relatório disponível na internet (Ver imagem em: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/laudo-mostra-pagamento-a-lula-lancado-em-contabilidade-usada-pela-andrade-gutierrez-para-dar-propina/ e relatório de palestras em http://institutolula.org/uploads/relatoriopalestraslils20160323.pdf

Além disso, em outra informação omitida pela Procuradoria-Geral da República, o Jornal Nacional do dia 8 de abril informou sobre a delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez que “Na delação, os executivos também foram questionados sobre pagamentos de palestras ao ex-presidente Lula por meio da empresa dele, a Lils. Eles negaram irregularidades e confirmaram pagamentos por cinco palestras. Segundo eles, as palestras foram efetivamente prestadas por Lula.” (Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/04/executivos-da-andrade-dividem-delacao-em-seis-temas.html)

Sobre a Venezuela, há informações omitidas e distorcidas pela PGR. Otávio Azevedo disse em depoimento que o ex-presidente não teve “nada a ver”  com qualquer pedido referente ao financiamento na Venezuela. Segue transcrição do depoimento concedido ao juiz Marcelo Bretas e noticiado pelo Jornal Nacional em 16 de abril.

“Otávio Azevedo: A Andrade conversou com o presidente Lula, que pediu diretamente ao presidente Chávez para, na hora que ele fosse decidir, que ele olhasse também para o Brasil, parceiro, não sei o quê. E foi o que aconteceu. Mas não houve um pedido nem do presidente Lula nem posterior de nada a não ser um tempo depois.

Juiz: O senhor Luiz Inácio não atendeu a empresa…

Otávio Azevedo: Não

Juiz: A empresa ganhou o contrato.

Otávio Azevedo: Ganhou.

Juiz: Ninguém pediu nada.

Otávio Azevedo: Não. Não teve vínculo nenhum.

Juiz: Perfeito.

Otávio Azevedo: Mas um ano depois, algum tempo depois, apareceu o Vaccari fazendo então a pedida: ‘olha, vocês têm o acordo daquele 1%, então vocês devem pagar

1% sobre a parte brasileira’.

Juiz: Também dessa obra? Essa obra lá da Venezuela também deveria pagar?

Otávio Azevedo: Isso. Não sobre o total da obra, mas 1% sobre a parte financiada pelo governo brasileiro.

Juiz: Mas não ficou, não fez nenhuma referência a essa cobrança.

Otávio Azevedo: Não, não, não.

Juiz: Que o senhor Luiz Inácio Lula não tem nada a ver…

Otávio Azevedo: Não, não tem.”

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/04/ex-presidente-da-andrade-gutierrez-diz-que-propina-chegou-venezuela.html

 

Foi enviada na época da matéria a seguinte nota, que consta editada e com trechos suprimidos na matéria do Jornal Nacional:

“Luiz Inácio Lula da Silva não favoreceu nenhuma empresa nem intermediou negócio nenhum. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuou durante o seu mandato para promover o Brasil e suas empresas no exterior porque isso é um dever de um presidente da República e ajuda a gerar empregos no nosso país. E agiu sempre dentro da lei e a favor do Brasil.

Lula levou 84 missões empresariais brasileiras a países de todos os continentes, mais de dez missões por ano, promovendo contatos de alto nível de empresas brasileiras com autoridades estrangeiras e parceiros comerciais nos mais diversos setores.

O ex-presidente trabalhou fortemente, por exemplo, para que o Rio de Janeiro sediasse os jogos Olímpicos de 2016, evento que rende lucrativos contratos para as Organizações Globo, um conglomerado privado brasileiro. Lula fez isso por entender que é bom para o Rio de Janeiro, para o Brasil e a obrigação de um presidente da República, sem esperar qualquer reconhecimento ou mesmo tratamento justo das Organizações Globo por conta disso.”

José Chrispiniano
Assessoria de Imprensa
Instituto Lula

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2 comentários

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renato andretti

04 de maio de 2016 às 21h35

Chega..
O Instituto LULA já respondeu demais
estes vagabundos do Jornal..
Eles não cansam, vivem deste esterco
Não conseguimos plantar nada de bom
nestas folhas..
Parem de dar respostas a estes infelizes.
me envergonharia de levar dinheiro para
casa, por ter que escrever tanta coisa
danosa..
E estas coisa estão expostas em bancas de
Jornal, onde crianças passam..
Não há salvação para juventude..
LULA estamos prontos…

Responder

Avelino Oliveira

04 de maio de 2016 às 21h06

Por não conseguirem corromper a Dilma, deram o golpe.
Por não conseguirem corromper o Lula, querem prende-lo.
Esse é o Brasil dos golpistas, que não admitem ser golpe, o que estão fazendo.

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