Fundador do Instituto Ideia vê chance de Lula vencer no 1° turno

Em todo o Brasil, milhares saíram às ruas contra o golpe nesta terça-feira

Por Miguel do Rosário

10 de maio de 2016 : 21h36

Foto: Mídia NINJA

Dia de paralisações em defesa de direitos leva milhares de trabalhadores às ruas do país

Na Rede Brasil Atual

Trabalhadores de diversas categorias, como metalúrgicos, petroleiros, rodoviários, da construção civil, bancários, comerciários e professores aderiram ao Dia Nacional de Paralisações, hoje (10), em defesa da democracia e contra o golpe do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Convocado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, desde de manhã estão sendo realizados travamentos de avenidas e rodovias e atos em frente a locais de trabalho, em diversos pontos do país, para dialogar com os trabalhadores sobre os riscos aos direitos trabalhistas de um eventual governo Temer. Em todos os estados ocorreram mobilizações de sindicatos e movimentos sociais. Algumas atividades devem durar todo o dia.

Segundo as frentes, o objetivo das manifestações foi chamar a atenção da sociedade brasileira e do exterior para o golpe que se articula contra a presidenta da República. Os movimentos social e sindical buscam dar uma demonstração de resistência ao golpe e à retirada de direitos, representados por um eventual governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB, a quem garantem que não vão reconhecer como mandatário legítimo.

As principais avenidas e vias de grandes cidades também foram paralisadas. Em São Paulo, foram travadas a Avenida 23 de maio, a Ponte da Vila Maria, as Marginais Pinheiros e Tietê, as rodovias Dutra, Anhanguera e Bandeirantes. No interior, estudantes da Universidade federal de São Carlos, do Campus de Sorocaba, paralisam neste momento a Rodovia João Leme dos Santos, que a cidade à capital.

No Rio de Janeiro, os trabalhadores dos Correios, bancários e petroleiros fizeram atos, estes últimos na refinaria Duque de Caxias. Em Brasília, os movimentos paralisaram as BRs 020 e 070.

Em Minas Gerais, militantes da Frente Povo sem Medo caminha em direção ao Acampamento pela Democracia, na praça da Liberdade, no centro da capital mineira, para protestar contra o golpe. Pela manhã, movimentos sociais travaram, com pneus em chamas, a BR 265, entre Salinas e Montes Claros, e a BR 040. O ato foi realizado em frente ao trevo de Congonhas, forçando a paralisação das mineradoras Vale, Ferrous Resources, Gerdau e CSN na região. Houve bloqueio também na BR 135, próximo a Buenópolis, norte do estado. Os trabalhadores da Liquigás fizeram um ato em frente ao Centro Operativo na sede da empresa em Betim.

Na Bahia, manifestantes vestidos com as cores da bandeira do Brasil paralisam a Avenida Suburbana e a Avenida Sete de Setembro, em Salvador. Em frente ao Shopping da Bahia, também na capital do estado, agricultores familiares fazem um ato em defesa dos programas sociais do governo federal, entre eles o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que beneficiaram os camponeses e as camponesas.

Durante a manhã, também na Bahia, a BR 324, próximo a Feira de Santana, ficou ocupada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) junto a militantes das centrais sindicais. A rodovia que liga Itabuna a Ilhéus e a avenida Suburbana, em Salvador, também ficou fechada. O mesmo com algumas vias da região do Alto Sertão Sergipano e da região do Baixo São Francisco. Em Pernambuco, a BR 101 Sul, próximo a fábrica da empresa Vitarella, também foi fechada.

Em Vargem Grande, no Maranhão, manifestantes ocuparam a BR 222. Na BR 101, em Suape, Pernambuco, os manifestantes foram reprimidos pela Polícia Militar. Ainda assim a via ficou bloqueada entre as 6h e as 14h. Outros casos de repressão foram registrados em São Paulo, Pernambuco e Espírito Santo.

No Rio Grande do Norte, contra a perda de direitos trabalhistas, os trabalhadores rodoviários organizaram uma paralisação dos ônibus da capital, Natal, até às 12h. Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte também fizeram mobilização contra o golpe.

Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, centenas de manifestantes seguem em vigília contra o golpe, em um ato realizado na Esquina Democrática, no centro da cidade. Durante a manhã, oito oito rodovias foram fechadas no estado.

Em Foz do Iguaçu (PR), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fechou a Ponte da Amizade e a Universidade Latino-Americana. Na capital do estado, Curitiba, cerca de duas mil pessoas fizeram abraço simbólico no Banco do Brasil e na Caixa Econômica. Em Santa Catarina também aconteceram fechamentos de rodovias.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

10 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Dilma Coelho

11 de maio de 2016 às 09h27

Por que os midiotas vêm dar palptes nesse blog, se sabem que é de esquerda.Vão arranjar um tanque para lavar, fazer um tricot… O mal de vocês chama-se frustração e recalque.
Vão catar coquinho no mato…

Responder

Dario Bordin Lenci

11 de maio de 2016 às 08h32

Meia dúzia de baderneiros desocupados agora virou milhares kkk
TCHAU ? QUERIDA KKK

Responder

Daniel

11 de maio de 2016 às 04h36

A voz dos patrões

Minha tolerância com qualquer coisa produzida pela Globo é baixíssima.

Tudo ali me provoca repugnância.

Mas acabei vendo alguns minutos da GloboNews no dia em que Waldir Maranhão anulou, ou tentou anular, a sinistra sessão em que bufões da Câmara aprovaram o golpe.

No pouco que aguentei ver, o que mais me impressionou foram as análises da comentarista Cristiana Lobo.

Ela acredita mesmo nas coisas absurdas que fala? Foi essa a pergunta imediata que me fiz.

Cristiana condenou a instabilidade que Maranhão trouxera para a cena política. Deus. Sob o comando descarado da Globo em que ela trabalha, a oposição vem promovendo uma brutal instabilidade no Brasil desde que Dilma se elegeu para um segundo mandato.

Aécio, o playboy do Leblon que se consagrou como o mais sórdido perdedor da história política nacional, colocou imediatamente em dúvida a lisura das eleições. Chegou a reivindicar, no primeiro grande espasmo golpista, que sua chapa fosse empossada no lugar da encabeça por Dilma e o traidor.

A Globo esteve por trás de todo o processo de desestabilização do governo eleito. Jamais serão esquecidos os circos montados pela emissora a cada etapa em que a Lava Jato perseguia os suspeitos de sempre – os petistas.

Também ficarão na memória as coberturas de protestos contra Dilma, tratados como grandes festas da sagrada família brasileira.

Isso para não falar na criminalização de pedalinhos em intermináveis minutos no Jornal Nacional.

A Globo virou a Veja. Abandonou completamente o jornalismo para se dedicar ao golpe todos os dias e todas as horas.

Com a diferença de que a Veja é uma revista semimorta, e a Globo, monopolista, infesta a cena de mídia nacional com jornais, rádios, emissoras de tevê etc etc.

Em seu cinismo bandido, a Globo fingiu se bater pela moralidade. Logo ela, símbolo da corrupção, uma empresa que faz qualquer coisa para que seus donos mandem no Brasil e, assim, multipliquem uma fortuna pessoal indecente.

A Globo sonega. A Globo paga propina para transmitir Copa do Mundo e outras coisas que lhe trazem um dinheiro colossal. A Globo se encharca de recursos públicos via BNDES. A Globo é um monstro moral.

E se faz de virgem.

Os jornalistas da Globo, no golpe em curso, contribuíram decisivamente para a causa abjeta dos patrões.

Um caso exemplar é o de Erick Bretas, que se fantasiou de Sérgio Moro no Facebook para defender histericamente o golpe. Não é a única fantasia de Bretas: ele também se vestiu e se veste de jornalista.

Não é apenas a Globo que deve ser combatida impiedosamente pela sociedade pelos males que fez, faz e fará contra o país.

Também seus jornalistas devem receber o justo castigo por ajudarem a transformar o Brasil num imenso, num desolador Paraguai.

Ou o Brasil acaba com a Globo ou a Globo acaba com o Brasil. Os Marinhos sempre tramarão para que sejamos uma república dos plutocratas, desigual, em que uns poucos tenham muito para que a imensa maioria divida o resto.

O bilionário Jorge Paulo Lemann disse que o Brasil jamais será estável enquanto houver desigualdade.

Acrescentemos: e jamais será iguialitário enquanto existir a Globo.

Uma das raras coisas boas dessa crise é que nunca isto ficou tão claro.

A Globo boicotou a democracia a cada instante neste golpe. Ela tem que ser combatida nesta mesma medida: a cada minuto, compreendidos aí os Marinhos e seus cúmplices jornalistas.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Responder

renato andretti

11 de maio de 2016 às 01h45

basta um..

Responder

Júnior Antunes

10 de maio de 2016 às 23h15

Ainda bem que o governo atual é bom complacente com esse tipo de coisa, o próximo acho que não vai ser tanto assim…

Responder

    Ruy Acquaviva

    10 de maio de 2016 às 23h30

    Nenhuma ditadura é. E o que haverá após o GOLPE é uma ditadura.

    Responder

      Júnior Antunes

      11 de maio de 2016 às 00h19

      Quanto drama hein.

      Responder

        guilhermenagano .

        11 de maio de 2016 às 01h02

        Olhando as imagens no youtube, dizer q foram milhares é quase um insulto! Tinham grupos de uns 20-25 em SP queimando pneus para bloquear as vias (com certeza mais votos p o Haddad…)! Me desculpem, mas essa propaganda falsa não esta funcionando!

        Responder

        Rogério Maestri

        11 de maio de 2016 às 01h02

        Espere amigo, e verás que não é nenhum drama, logo, logo, saberás o porque da resistência popular.

        Responder

          Júnior Antunes

          11 de maio de 2016 às 01h03

          Já vou começar a preparar a pipoca então.


Deixe um comentário

O Xadrez para Governador do Ceará Lula ou Bolsonaro podem vencer no 1º turno? O Xadrez para Governador de Santa Catarina