Comentários sobre: João Brant: governo Temer quer rebaixar a cultura https://www.ocafezinho.com/2016/05/15/joao-brant-governo-temer-quer-rebaixar-a-cultura/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sun, 15 May 2016 23:14:00 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por: Helena https://www.ocafezinho.com/2016/05/15/joao-brant-governo-temer-quer-rebaixar-a-cultura/#comment-178718 https://www.ocafezinho.com/?p=45177#comment-178718 Brant falou que “O ministro Juca Ferreira costuma dizer que o mercado oferece alternativas para a população do tamanho do bolso de cada um”. Se o ministro costuma dizer isso, ele devia pensar melhor: preço nunca foi qualidade na cultura no Brasil. Se você vai aos espetáculos mais caros na zona Sul do Rio, o que encontra é só lixo. Por exemplo, um teatro água com açúcar, representado por atores e atrizes globais, fraco de dar dó mas com ingresso lá em cima, porque a classe média gosta. Um Bruno Mazzeo, por exemplo. O que é isso? Já no circuito alternativo, no Sesc da Gávea, na Laura Alvim, no CCBB, no teatro da CC em Copacabana vc encontra coisas muito melhores. Espetáculos subsidiados é claro, pq os artistas e produtores, e casas de espetáculo, tem que viver. Mas o subsídio não se compara ao lucro do teatrão classe média ou do show classe média. Não é assim. Mas o importantes é: não é o bolso mas a qualidade. Tira o circuito alternativo o que vai acontecer não é que vc vai ter que pagar um preço alto para assistir a um bom teatro (as peças caras que estão hoje no mercado dos teatros do Shopping Leblon, Shopping da Gávea e muitos mais são horríveis). Mas se o bom teatro vai sumir, nem que seu bolso seja muito elástico você vai encontrar nada que preste. O trabalhos experimentais e ousados não serão mais montados, mesmo que o produtor proponha um ingresso a preço astronômico. Ninguém compra, a classe média verde e amarela cospe na arte, essa é que é a verdade. A cultura não é questão de tamanho do bolso mas de tamanho das oportunidades que o estado concede para os artistas e que podemos aproveitar.

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