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São Paulo - Deputada Jandira Feghali durante ato de manifestantes favoráveis ao ex-presidente Lula, no Aeroporto de Congonhas (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Jandira Feghali, Marcelo Freixo e Alessandro Molon fecham acordo para unir a esquerda no Rio

Por Redação

03 de junho de 2016 : 16h23

Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

Durante a reunião, foi consenso que as três candidaturas são legítimas e de que a construção da unidade política de esquerda vai para além da eleição de outubro

no Correio do Brasil

O encontro que reuniu, na manhã desta sexta-feira, no Centro do Rio, os candidatos da esquerda à prefeitura do Rio de Janeiro, terminou com propostas de apoio àquele candidato que chegar ao segundo turno das eleições de outubro deste ano. O diálogo foi realizado entre Jandira Feghali (PCdoB), Marcelo Freixo (PSOL) e Alessandro Molon (Rede Sustentabilidade).

Durante a reunião, foi consenso que “as três candidaturas são legítimas e de que a construção da unidade política vai para além da eleição de outubro”, relata o cientista político Theófilo Rodrigues (PCdoB), coordenador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé do Estado do Rio de Janeiro (Barão-RJ).

— Também ficou definido o poio de todos ao candidato da esquerda que chegar ao segundo turno na eleição para a prefeitura do Rio — acrescentou Theo Rodrigues.

A construção de debates permanentes sobre questões da cidade entre as três forças políticas foi outro ponto de coesão entre os três representantes das correntes majoritárias da esquerda, no país, com representação nesta capital. 

Jandira Feghali, que lançou sua candidatura na semana passada, acredita que há um ambiente favorável à união das esquerdas, principalmente no Rio de Janeiro, onde concorrerão os expoentes das linhas mais conservadoras da direita nacional. Segundo Jandira, o diálogo nesse momento é fundamental para a construção de uma candidatura capaz, seja no primeiro ou no segundo turno, de recolocar na prefeitura da Cidade as forças desenvolvimentistas e socialmente capazes de restaurar o ambiente de Justiça e cidadania perdidos ao longo das últimas administrações municipais.

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18 comentários

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Paulo Ribeiro Júnior

23 de junho de 2016 às 18h24

isso é um novo erro, corremos o risco novamente de não emplacar ninguém. Outra coisa o Molon pode ser de esquerda, mas a rede, ai é brincadeira. Mas a militância fechará unida se alguns deles irem para o segundo turno. Quem deve esta rindo é o pmdb e pp.

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Alda Duarte

12 de junho de 2016 às 23h28

A esquerda segue uma lógica absurda de fragmentação, num cenário dominado pelo fascismo crescente. Não vejo união alguma nessa proposição, mas sim um natimorto pensamento estratégico.

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    Felipe Bezerra

    13 de junho de 2016 às 01h26

    Exato. Falar em “acordo para unir a esquerda” com TRÊS candidaturas lançadas é uma piada. Achei essa reunião que fizeram bem patética. É bem óbvio que um vai apoiar o outro num eventual segundo turno, não precisava disso. A reunião faria sentido se um ou dois dos 3 renunciasse em favor do outro. Agora, desse jeito, a probabilidade de nenhum dos três ir pro segundo turno é imensa

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Roberto Gomes da Silva

08 de junho de 2016 às 10h16

Talvez Molon…vamos ver. Porque no Frouxo não voto de jeito nenhum…..

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rita de cassia c.colacique

05 de junho de 2016 às 17h11

Jandira, vou sentir sua falta no Congresso, mas se é por uma causa justa, vai firme, você merece.

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Felipe Bezerra

05 de junho de 2016 às 01h21

Não sou do Rio, mas procuro acompanhar a situação política. Sinceramente não acho que lançar três candidaturas seja bom pra ninguém. É bom pro centro e pra direita. O mais provável é que Crivella ganhe no primeiro turno até. Freixo, Molon e Jandira devem disputar quase que rigorosamente o mesmo perfil do eleitorado. Se fossem ATÉ duas candidaturas, seria melhor, dividiria menos, mas três é muito. Eu ainda tava esperançoso em um acordo ainda pro 1o turno. No 2o turno, é bem óbvio que um apoiará o outro. Enfim, infelizmente acho difícil a esquerda passar de turno com 3 candidaturas. Mas, como falei, não sou carioca, posso estar errado, acompanho apenas de longe com base no que leio e pesquiso aqui pela internet

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    Alda Duarte

    12 de junho de 2016 às 23h22

    A esquerda segue uma lógica absurda de fragmentação. Simplesmente um fiasco. Não vejo união alguma, nessa proposição, ainda mais nos cenário fascista que vivemos. Cadê o pensamento estratégico?

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Paulo Werneck

04 de junho de 2016 às 12h41

Ridiculo. Nos arriscamos a nao ter nenhum deles no segundo turno. Se tiver eu o apoiaria mesmo que nao tivessem feito acordo algum. Tirem na porrinha que sera o prefeito e os outris vao para vereador puxar votos. Desde agora digam quem serao os secretarios, dividindo-os pelos partidos e definindo as politicas. Chega de enganacao.

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Onete Lopes

03 de junho de 2016 às 22h46

Equívoco primeiro: a Rede não é de esquerda, por mais que o Molon force a barra, não vai colar!

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    johony

    03 de junho de 2016 às 23h05

    Concordo com vc, ele tem viés de esquerda, mas, o partido parece ser mais conservador.

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Sergio Luiz

03 de junho de 2016 às 21h59

deveríamos ter UMA esquerda…. o fracionamento só fortalece os reacionários

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    Onete Lopes

    03 de junho de 2016 às 22h49

    Eu acho que assim é melhor. Tem gente, provavelmente que não votaria no PCdoB num primeiro turno e tem quem o prefira ao PSOL. No segundo coisa muda. Agora considerar a Rede de esquerda já é forçar muito a barra.

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      Felipe Bezerra

      05 de junho de 2016 às 01h26

      Até duas candidaturas eu acharia “aceitável”, mas três é demais. É um risco grande nenhum deles ir pro 2o turno. Também não acho a REDE de esquerda, mas, querendo ou não, Molon foi durante muito tempo do PT e tem identificação grande com políticas progressistas, então provavelmente vai sim disputar o mesmo eleitorado de Jandira e Freixo

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Nilson Moura messias

03 de junho de 2016 às 19h33

A gora vai. As esquerdas unidas é fundamental para arejar e ganhar a cidade maravilhosa e, depois, quem sabe, o estado maravilhoso.

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mello

03 de junho de 2016 às 19h21

Precisam apenas atentar para o caso de a divisão devotos ser tal que ameace a idade um deles ao segundo turno.

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    Casal20

    03 de junho de 2016 às 21h57

    Verdade, deveriam lançar uma candidatura unica de esquerda já no primeiro turno…

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gilberto

03 de junho de 2016 às 18h29

Aprendi a admirar e a respeitar Jandira, principalmente pela lealdade e fidelidade aos princípios que adotou. Quem tem a ganhar são os cidadãos do Rio, que desde já parabenizo!

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Margarida

03 de junho de 2016 às 17h28

Podem contar com o meu voto e muitos mais que vou conseguir!!!!!

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