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MPF denuncia 12 por milícia privada contra índios em Mato Grosso do Sul

Por Redação

17 de junho de 2016 : 19h47

Foto: Jornalistas Livres

Há 8 meses, força-tarefa investiga crimes cometidos no estado; assassinato de indígena na última terça também será investigado

no MPF-MS

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta sexta, 17 de junho, duas denúncias contra doze envolvidos em crimes contra os povos Guarani Kaiowá e Ñandeva em Mato Grosso do Sul. Eles são acusados de formação de milícia privada, constrangimento ilegal, incêndio, sequestro e disparo de arma de fogo.

Os ataques foram cometidos contra indígenas do cone sul do estado, na região de fronteira com o Paraguai. Jagunços teriam sido contratados e financiados por proprietários rurais para violentar e ameaçar as comunidades. Oitivas, diligências, fotos, vídeos, buscas e apreensões comprovam a atuação dos milicianos, mas o MPF não divulgou a íntegra das denúncias porque os processos correm sob sigilo.

As investigações foram conduzidas pela força-tarefa Avá Guarani, instituída pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, há oito meses, para apurar crimes contra as comunidades indígenas de MS. O ajuizamento das denúncias é a primeira de uma série de medidas para combater o conflito armado na região.

Para o MPF, a força-tarefa “é uma maneira de dar uma resposta efetiva aos milhares de indígenas vítimas de violência, que poderiam deixar de acreditar na Justiça por causa da impunidade”. Só nos últimos 10 anos, pelo menos um índio foi morto por ano em decorrência do conflito fundiário em Mato Grosso do Sul.

O último assassinato, de Clodioude Aguile Rodrigues dos Santos, ocorrido terça-feira (14) em Caarapó, também será investigado pelo grupo de procuradores.

Abaixo, vídeo de ataque a tiros a comunidade indígena guarani, no sul de Mato Grosso do Sul, coletado pela força-tarefa do MPF

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4 comentários

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Luna Araujo

19 de junho de 2016 às 15h11

Nenhuma sociedade civilizada permitiria um crime contra os ancestrais.

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    Hudson Batista

    22 de junho de 2016 às 04h42

    Luna, caso você já tenha assistido esse documentário de 2009 do Oliver Stone, ignore, mas, se não, veja que interessante quando você tiver tempo, chamado “South of the Border”, neste link. É legendado, 1h18min.

    Responder

James Stewart

18 de junho de 2016 às 10h23

Esses jagunços e proprietários rurais não têm nome?

O se trata de segredo de justiça?

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Dulce

17 de junho de 2016 às 21h29

Vamos lá. Houve uma aumento explosivo de violência contra Sem-Terras (3 mortos num só dia, um no nordeste e dois no ataque no Paraná), e contra indígenas. Tivemos agora um mega ataque em que se fez uma verdadeira operação de guerra. Segundo o esquerdista O Globo foram 60 camionetes usadas contra os índigenas desarmados e indefesos. É preciso que todos os fazendeiros envolvidos sejam investigados e presos. E que a cumplicidade da PM seja investigada. http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2016/06/indio-e-morto-e-pelo-menos-5-ficam-feridos-em-confronto-em-ms-diz-pm.html

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